quinta-feira, 22 de julho de 2021

Dupla explosiva 2: E a primeira-dama do crime


"Hitman's wige's bodyguard", de Patrick Hughes (2021)
O que mais me surpreendeu no filme foi terem usado a musica "Do leme ao pontal", de Tim Maia, nos créditos finas e imaginar a fortuna que pagaram para direitos. Fora isos, o filme é a comédia de aventuras que esperamos assistir com o boa praça Ryan Reynolds, que se especializou em ser o herói de ação que aia porradaria com comédia na pele de um galã. 4 anos depois do sucesso do filme original, ele retorna agora no papel do guarda costas de elite Michael Bryce, No filme anterior, por ter perdido uma missão, ele foi rebaixado em um A. Por sugestão de sua terapeuta, ele vai passar as férias em Capri, na Itália, para desestressar. Só que a mulher de Darius (Samuel L. Jackson), um parceiro de Michael que está preso, Sonia (Salma Hayek) decide procurar Michael e pedir ajuda para soltarem ele das mãos da polícia. O magnata Aristoteles (Antonio Banderas), por sua vez, quer se vingar colocando a Europa em pane.
Com um mega elenco de estrelas, que ainda inclui Morgan Freeman, o filme traz muita ação, pancadaria, explosões e tiros entre Itália, Grécia e locações paradisíacas. É puro entretenimento, nada de novo para o perfil de filmes que se espera de Ryan Reynolds. O filme tem momentos hilários, e Salma Hayek parece se divertir o tempo todo, falando um "Fuck"ou "Motherfucker" a cada dois segundos.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Nadia, Butterfly


"Nadia, Butterfly", de Pascal Plante (2020)
Drama melancólico e existencialista sobre a rotina do time de nadadoras canadenses que competem nas Olimpíadas de Tokyo 2020. O filme concorreu no Festival de Cannes 2020 na competição oficial, e assim como o brasileiro "4X 100", foram pegos de surpresa pela pandemia do covid, que fez com que o filme se tornasse uma fantasia possível sobre uma Olimpíada que não aconteceu.
Nadia (Katerine Savad) e seu time de nadadoras seguem para Tokyo. Entre competições, lazer, baladas, garotos, sexo e drogas, Nadia decide se aposentar, aos 24 anos, para se dedicar à Faculdade de medicina. Essa notícia pega sua melhor amiga, Marle (Marianne Menville) de surpresa, que sabe que a vida sem Nadia não será mais a mesma para ela.
O cineasta e roteirista Pascal Plante também já foi ex-atleta e entende bem do assunto. Nádia é interpretada por Katerine Savard , que não é atriz, mas nadadora profissional que conquistou a medalha de bronze nos Jogos Rio 2016. Todo o elenco é formado por nadadores reais, o que faz com que o filme tenha uma narrativa naturalista. ë um filme que deixa um tom bastante triste, uma olhar depressivo sobre a vida de atletas que passam sua vda esportiva inteira de hotel em hotel, de campeonato em campeonato, em ritmo alucinado e estressante.

Born for hell


"Born for hell", de Denis Héroux (1976)
Proibido em vários países da Europa, "Born for hell" é um desesperador drama baseado em fatos reais: em 1966, em Chicago, Robert Speck invadiu uma casa e assassinou com requintes de crueldade 8 enfermeiras.
O cineasta francês Denis Héroux, em uma co-produção Itália, Alemanha, frança e Canadá, produziu um dos filmes mais angustiantes e assustadores dos anos 70, precursor de slashers clássicos como "Sexta feira 13"e "Hallowwen". A diferença é que aqui tudo é filmado com realismo, o que é mais apavorante. O assassino é um homem comum: um ex-combatente americano do Vietnã, Cain (Mathieu Carriere) sem dinheiro para ir até os Estados Unidos, desembarca em Belfast, na Irlanda do Norte, assolada por uma onda de violência e ataques terroristas. Ele invade uma casa onde 8 enfermeiras estão dormindo em busca de dinheiro, mas decide assassinar uma a uma, estuprá-las, torturá-las da pior forma possível.
Fotografado em 16 mm, granulado , dando um tom de grindhouse assustador, "Born for hell" não tem como ser indicado para ninguém assistir. O espectador torce para o filme acabar logo, ou então simplesmente deixa de assistir. É tortura psicológica, massacre, e se fosse rodado hoje, teria sido massacrado pela opinião pública pelo seu alto teor misógeno.

Uma noite de crime 5- A fronteira


"The forever purge", de Everardo Gout (2021)
Com personagens criados por James deMonaco, "Uma noite do crime" é uma franquia que segue o caminho de outra série de sucesso: "Jogos mortais". Ambos começaram com um filme muito bom, mas a fome dos produtores produziu filmes repetitivos e que só existem para saciar o sadismo de espectadores afoitos por gore e muita violência. No filme de 2016, a última eleição", o governo da extrema direita era derrotado e a noite do Purge deixou de existir. Mas como filme que dá dinheiro sempre rende mais um, foi lançado "A fronteira", que dessa vez, faz uma crítica ao governo conservador e elitista de Trump, e a sua repulsa aos imigrantes. O governo de extrema direita volta ao poder e trazem o purge de volta. Dessa vez o alvo são imigrantes, principalmente os latinos. Um casal mexicano, Adela (Ana de la Reguera) e Juan (Tenoch Huerta) trabalham para uma fazenda cujos donos são a família liderada por Caleb (Will Patton) e seu filho conservador Dylan (Josh Lucas), e suas esposas. Com a noite do purge, todos conseguem escapar. Mas para surpresa de todos, um grupo de ultra direita e nazista decide que o Purge não acabou e que será eterno, e começam a caçar latinos e simpatizantes. O grupo foge da fazenda e deseja fugir pela fronteira de volta ao México, enquanto são perseguidos.
Ironia do destino que americanos e mexicanos imigrantes fugidos de seu país tenham que se refugiar no México, fugindo dos Estados Unidos em chamas. O filme é a pancadaria de sempre, com tiros e machadadas vinda de todos os lados.O filme original, com Ethan Hawke, era assustador, pois era uma invasão domiciliar, trazendo requintes de narrativa de terror dentro da claustrofobia. Aqui, tudo ficou grandioso, espetaculoso, e perdeu-se aquela tensão. O que salva são os atores, bem acima da média.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Aviva


"Aviva", de Boaz Yakin (2020)
Um dos filmes mais instigantes que assisti recentemente, não necessariamente bom, mas curioso. Uma mistura de drama romântico, filme erótico, musical com pitadas de experimentalismo narrativo e conceitual, "Aviva" talvez seja um filme pioneiro "gender fluid": O casal principal, a francesa Aviva e o nova Yorkino, são interpretados por atores de ambos os sexos. Em algumas cenas, Aviva é mulher, outra é um homem, mesma coisa Eden. Eles fazem sexo como casais heteros, e como casais gays. E curem tudo na boa, com muito tesão e nudez total de todo o elenco, incluindo coreografias musicais em pêlo.
A história é simples: Aviva e Eden se conhecem pela internet, e atiçada pelo fogo da paixão, Aviva viaja para Nova York para conhecer seu amado virtual. Se amam, brigam, reatam. Em meio a tudo isso, outros personagens surgem, também corroborando com a visão romântico e erotizada de corpos e gêneros.
O elenco é todo formado por dançarinos. Os números musicais são bonitos, sexies. Mas é um filme estranho, que se perde muitas vezes quando quer abraçar o drama. Ele funciona melhor nas cenas de sexo e nos musicais, ambos exuberantes. O filme concorreu em diversos Festivais, incluindo SXSW e Fantaspoa.

Nina Wu


"Nina Wu", de Midi Z. Um dos filmes mais polêmicos do Festival de Cannes em 2019, "Nina Wu" é um drama de Taiwan dirigido pelo cineasta Midi Z, de Myanmar. O roteiro foi escrito pela protagonista do filme, a atriz taiwanesa Ke-Xi Wu. Baseado em fatos que aconteceram em sua vida, Ke- Xi Wu traça um retrato absltamente cruel e devastador do mundo do audiovisual e das atrizes que se submetem a todos os tios de abusos de poder e sexual de cineastas e produtores. Não é um filme fácil de ser digerido, e o seu desfecho provoca repulsa e ódio em todos que o assistem.
Nina mora há 6 anos em Taipei e como atriz, só conseguir fazer curtas e alguns comerciais. Para pagar as suas contas, ela precisa trabalhar como Cam girl. O seu agente finalmente lhe traz uma notícia que pode mudar a sua vida: ela foi escolhida para a audição de um importante filme. O que ela não esperava é que fosse sofrer todos os tipos de bullying em um mercado dominado por homens inescrupulosos.
O que e vê no filme é aterrorizante: em uma cena, para conseguir a atuação de Nina, o cineasta a enforca. Em outra, um produtor a abusa sexualmente dela. Ke-Xi-Wu não economizou na tinta grotesca e foi a fundo nas descrições do que ela já passou nos bastidores com atriz. O filme foi comparado ao universo de DAvid Lynch pelo uso de cenas oníricas e poéticas que beiram o surrealismo. Excelente fotografia de Florian Zinke que traz elementos imagéticos que intensificam o clima de pesadelo perturbador. Um trabalho excepcional e visceral da atriz Ke-Xi-Wu.

Passagem


"Passage", de Sarah Baril Gaudet (2020)
Que documentário lindo e triste! O filme fala sobre o "coming of age" de dois adolescentes,
Yoan Duchesne e Gabrielle Goupil, moradores da pequena cidade de Temiscamingue, no interior de Quebec. A cineasta e roteirista Sarah Baril também saiu da mesma cidade quando adolescente para se mudar para Montreal e estudar fotografia. Ela agora retorna para a sua cidade natal para contar os sonhos e desejos de dois adolescentes de classe média com pensamentos opostos sobre se mudarem para a capital Quebec.
Yoan trabalha como atendente em uma lanchonete. Ele saiu do armário há pouco, e se sente sozinho na cidade, sem ter muitos amigos e sem poder viver a sua homossexualidade e poder curtir a vida. Ele quer ir para Quebec para buscar um novo sentido para a sua vida, indeciso entre ser um cabeleireiro, profissão do seu avô, ou continuar como atendente. Já Gabrielle ama animais, é amiga de Yoan e teme ir para cidade grande, não quer se afastar de sua família e não sabe se irá lidar com a solidão. O filme acompanha o dia a dia dos dois, à medida que vai se aproximando o dia da partida inevitável.
É um filme que fala sobre desapego emocional sobre desejar um futuro mais ambicioso. As imagens captadas pela própria Sarah Baril Gaudet são belíssimas, reforçando a solidão e o não pertencimento. A ena de Yoan se encontrando com um flerte de app de noite e ambos falando de seus sonhos e sobre ser gay em uma cidade pequena é linda demais. Yoan também tem um canal de youtube, onde ele tem 100 espectadores por vídeo, Yoan conta a seus cerca de 50 inscritos sobre o desejo de explorar a si mesmo e os medos de ir adiante em seu desejo por mudança.

How it ends


"How it ends", de Zoe Lister-Jones e Daryl Wein (2021)
Dupla de cineastas e roteiristas queridinhos da cena independente americana, Zoe Lister-Jones e Daryl Wein resolveram criar uma comédia dramática em cima da pandemia do covid. Inteiramente rodado em 2020 na cidade de Los Angeles apresentada com as ruas vazias, "How it ends" acontece em um único dia: o dia em que o mundo irá acabar de noite. Para isso, as pessoas fazem festas, se drogam, se divertem. Menos Liza (Zoe Lister Jones): ela resolve aproveitar o último dia e rever pessoas com quem ela não tem conversado nos últimos anos, incluindo os seus pais. Para essa epopéia urbana, ela se junta à sua versão fantasiosa mais jovem (Callee Spaeni).
Repleto de participações especiais, como Helen Hunt, Olivia Wilde, Finn Wolfhard, entre outros, o filme é divertido e melancólico ao mesmo tempo, com excelentes performances da dupla principal, solares e talentosíssimas. O filme concorreu em Sundance e traz um olhar acre doce sobre o mundo em que estamos vivendo no período da pandemia, onde as pessoas estão repensando suas vidas e suas atitudes perante tudo e todos.

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Fogi é um canalha


"Fogi est un salaud", de Marcel Gisler (1998)
Um drama visceral LGBTQIAP+ para poucos, mostrando uma relação obsessiva e degradante entre dois rapazes: Beni (Vincent Branchet) e Fogi (Frederic Andtau). O 1o é um adolescente de 15 anos, apaixonado pelo vocalista de uma banda de rock, Fogi. Esse, percebendo a adoração de Benji, faz dele gato e sapato: abusa sexualmente, faz dele de cachorro, o droga até ficar viciado, o prostitui com homens mais velhos. E quanto mais Fogi o humilha, mais Benji se apaixona. O filme venceu o prêmio e melhor longa jovem no prestigiado Festival de Locarno.
O filme é muito angustiante, uma versão de 'Saló" juvenil, com cenas de sexo bastante quentes e sexies, repleto de fetiche e perversão. O jovem ator Vincent Branchet merecia prêmios pelo seu trabalho tão contundente e corajoso, ainda mais considerando a sua idade. Não é um filme fácil, muito menos recomendável.

Irmãos à italiana


"Padrenostro", de Claudio Noce (2020)
Premiado no Festival de Veneza 2020 com os prêmios de melhor ator, para Pierfrancesco Favino, e melhor fotografia, "Irmãos à italiana" é baseado na infância do próprio cineasta, quando ele tinha 10 anos de idade.
Valerio (Mattia Garaci, excelente e quem deveria ter ganho o prêmio de atuação) é um menino de 10 anos que mora com sua irmã pequena e seus pais, Gina (Barbara Ronchi),e Alfonso (Pierfrancesco Favino), um comissário da polícia que combate o terrorismo. Um dia, Valerio acorda com som de tiros e testemunha de sua janela seu pai sofrer um atentado. O pai sobrevive, e a partir de agora, Valerio vive traumas e pesadelos, após testemunhar um terrorista morrendo na sua frente. Do nada, surge um adolescente, Christian (Francesco Gheghi), que se torna o melhor amigo de Valerio. A família decide passar um tempo em Calabria, na casa dos pais de Alfonso. Para surpresa de Valerio, Christian aparece lá
O filme lida com fantasia, que foi a forma como o cineasta lidou com os seus medos de infância. O filme é bem dirigido, principalmente nas cenas de ação e tensão, o medo de alguma ação terrorista a qualquer momento. A cena do flashback do atentado é uma aula de cinema. Os atores são todos excelentes, mas é o pequeno Mattia Garaci quem segura o filme totalmente nas costas.

Seis mulheres para o assassino


"6 donne per l'assasin", de Mario Bava (1964) Um dos grandes mestres de terror no cinema italiano, Mario Bava realizou "Seis mulheres para o assassino"em 1964, e o filme é considerado o precursor do gênero giallio, movimento que ganhou força no final dos anos 60, com diretores como Dario Argento, Lucio Fulcci e Sergio Martino. Nesse filme, é impressionante o excelente trabalho de fotografia, de Ubaldo Terzano, usando cores fortes e com enquadramentos que mais parecem obras de arte, certamente vanguardas para a época. A trilha sonora, de Carlo Rustichelli, também é um grande momento do filme.Em uma mansão onde existe um grande ateliê, uma modelo, Isabela, é assassinada. Logo, a dona, Cristiana, as modelos e funcionários descobrem que no diário que Isabela mantinha, continham segredos que poderiam incriminar qualquer um deles. O Assassino passa a matar um a um, querendo recuperar o diário.Já nos créditos iniciais já se percebe o grande apuro técnico e visual do filme: todo o elenco posa como se fossem manequins, e com os nomes aparecendo. É de alto nível de estilização. Uma grande obra-prima do cinema que merece ser revisto.É impressionante a caracterização do assassino, usando capa e máscara branca, exatamente igual a Rorschach, dos The Watchmen. Certamente Alan Moore copiou esse look.

21 mão na cabeça


"21 mão na cabeça", de Milton Alencar Jr (2019)
Em 2011, o documentarista Milton Alencar Jr lançou um documentário chamado "Lembrar para não esquecer", sobre a chacina de Vigário Geral em 1993, onde 1 inocentes foram assassinados por um grupo de policiais militares conhecido como "Cavalos corredores". Agora em 2018, ele filmou a ficção "21 mão na cabeça", para lembrar os 25 anos da chacina, onde ninguém foi preso.
O filme começa com um evento na praça de Vigário Gera, onde sobreviventes e familiares lembram os mortos. Entre eles, está Clarissa (Prisma da Mata), enfermeira de um hospital público. Ela atende em uma noite de emergência o policial Leo (Roberto Bontempo), vítima de atentado. Os dois passam a namorar, e logo Clarissa vai descobrir uma conexão entre a chacina e Leo.
Realizado de forma independente, o filme tem nomes de peso como Bontempo, Millhem Cortaz e André Gonçalves. Prisma da Mata é um nome artístico curioso para uma atriz talentosa que dá nuances a uma personagem cheia de camadas. O filme sofre na parte técnica pela falta de uma verba maior. Para quem busca um drama com tintas de tragédia carioca, pode se divertir, sabendo das limitações técnicas.

domingo, 18 de julho de 2021

Moby Doc


"Moby Doc", de Rob Gordon Bralver (2021)
Não é todo mundo que tem direito a um documentário biográfico sendo narrado e apresentado pelo cineasta David Lynch, de quem Moby é amigo há mais de 30 anos. "Moby Doc" é um excelente documentário musical, com um estilo muito próximo ao universo pop experimental e metalinguístico de Michel Gondry, misturando animação e representação de personagens reais feitos por amigos de Moby.
Moby nasceu como Richard Melville Hall em 1965, em Nova York, Harlem. Nasceu pobre, e pai alcóolatra, que acabou morrendo de acidente de carro. Sua mãe se mudou para Connecticut e passou a namorar vários homens. Aos 14 anos, Richard pegou a guitarra de um dos namorados de sua mãe e montou uma banda de Punk rock. Já adulto, decidiu se mudar para Nova York, com pouco dinheiro. Foi tocar como Dj em uma casa noturna. Em 1990, ele lançou um single chamado 'Go", mas vendeu quase nada. Ao remixar usando as cordas do tema do seriado "Twin Peaks", sua vida mudou: vendeu 1 milhão de cópias. Seus discos seguintes foram um enorme fracasso, e Moby estava quase querendo voltar para Connecticut. Mas em 99, novamente sua vida mudou: sua última chance seria com o disco "Play". Senão desse certo, ele largaria tudo. Para sua surpresa, o disco foi um mega hit e vendeu 10 milhões de cópias no mundo todo. Moby passou a fazer turnês pelo mundo, ficou amigo de David Bowie e de outros artistas. Namorou Natalie Portman. Mas o sucesso teve seu preço: abusou de drogas e se deprimiu. Moby repensou toda a sua vida e segue ela produzindo discos para si e outros músicos, e também é um ativista dos direitos dos animais. Moby é vegano.
O seu nome Moby era um apelido que seus pais o chamavam desde crian.ca. Herman Melville, autor de "Moby Dick", era seu to tetaravô. No filme, Moby faz uma espécie de auto análise, usando de deboche, exorciza seus fantasmas, traumas de infância e o seu lugar no mundo das artes.

Space Jam- Um novo legado


"Space Jam- A new legacy", de Malcolm D. Lee (2021)
Depois de 25 anos do lançamento do filme original "Space Jam", de 1996, protagonizado pelo mega astro Michael Jordan, é lançado "Space Jam- Um novo legado", com o astro James Lebron. Ele interpreta a si mesmo, o maior astro de basquete. Ele mora com sua família: esposa e três filhos. Lebron quer que todos sejam jogadores de basquete. Mas Dom, o filho do meio, deseja ser criador de games, contra a vontade do pai. Quando a família visita os estúdios da Warner, Lebron e Dom são adbuzidos para o mundo virtual da Looney Tunes pelo vilão cibernético A.I. (Don Cheadle), que quer dominar o mundo. Para poder voltar ao sue mundo, Lebron precisa montar uma equipe com os clássicos Looney Tunes, encabeçado pelo Pernalonga, e lutar contra o seu próprio filho.
O mais estranho desse filme é encontrar todos os personagens da Dc Comics, Hannah Barbera, Vilões da franquia Ïnvocação do mal", "Game of thrones", "Harry Potter"e muitos outros que pertencem à Warner, incluindo personagens de "Casablanca", "O mágico de Oz", "King Kong" e "Austin Powers". Impossível não se lembrar de "Jogador No 1", de Spielberg, que também fazia uso de personagens clássicos interagindo com os protagonistas.
Eu particularmente não curti o filme porque mais da metade dele é a partida de basquete e achei cansativo. Mas reconheço o gigantesco valor de produção, a trabalheira que foi fazer esse filme. Se a garotada curtir, já valeu o filme.
Cavi Borges e Mary Eglee

Lorelei


"Lorelei", de Sabrina Doyle (2020)
Ter os mesmos produtores de "Projeto Florida" explica esse drama ser tão melancólico, sobre uma América de americanos losers e falidos moralmente e economicamente. escrito e dirigido pela cineasta Sabrina Doyle, em seu filme de estréia, o filme venceu diversos prêmios internacionais e concorreu nos prestigiados Deauville, Tribeca, Miami, Mostra de são Paulo, entre outros.
Jena Malone, soberba, é Dolores, mãe solteira de 3 filhos, cada um de um pai diferente. Ela trabalha como camareira em um hotel. Ela reencontra Wayland (Pablo Schreider), um ex-namorado de colégio, que ficou 15 anos preso por assalto. Os dois passam a morar juntos, e Wayland tendo que conviver com a criança não binária Denim, a pré-adolescente Periwinkle e o adolescente rebelde Dodger. Wayland e Dolores descobrem que já não se conectam como antes, e para piorar, a antiga gang de Wayland tenta seduzi-lo para novo trabalho sujo.
O filme traz em tons bastante tristes o tema de um padrasto que precisa lidar com suas diferenças com os filhos da atual namorada. Dolores sonha em viajar para a Florida e trabalhar como sereia em um bar, mas em Oregon, Portland, onde moram, ela encontra pouca chance de dar um salto na vida. O filme é longo, tem ritmo bastante longo. O que de verdade segura a atenção do espectador é o trabalho do elenco: além de Malone, maravilhosa, Schreiber também mostra bastante camadas para o seu conflituoso personagem.

Midnight in switchgrass


"Midnight in switchgrass", de Randall Emmett (2021)
Livremente baseado na história real do serial killer Robert Ben Rhoades, que entre 1975 e 1990 matou mais de 50 mulheres no Texas, dando carona para elas em seu caminhão.
O filme se passa em Pensacola, 2004. Uma dupla de agentes do FBI, Karl (Bruce Willis) e Rebecca (Megan Fox) estão atrás de uma rede de tráfico de jovens mulheres. O caminho deles se cruza cm o de Byron (Emile Hirsch), um policial da Flórida atrás de um serial killer que assassina mulheres. Rebecca se disfarça de potencial vítima e acaba sendo presa pelo serial.
O filme busca o tempo todo referências em "O silêncio dos inocentes", desde o cativeiro até a fixação por mulheres, e a versatilidade e coragem da policial de Megan Fox, claramente inspirada em Clarence de Jodie Foster. O filme, apesar de não trazer nada de novo, é eficiente e é um bom passatempo, principalmente em seu terceiro ato, mais tenso. Lukas Haas, o menino de "A testemunha", agora já um adulto, interpreta um motorista de caminhão. O trio principal, Willis/Fox e Hirsch cumprem bem seus papéis. Megan Fox está aos poucos se tornando heroínas de filmes de ação, como o recete "Til Death", mesmo caminho de Emile Hirsch, ultimamente tendo interpretado policiais de boa índole.

Uma história do sexo


"A history of sex", de Michael Coulter (2003)
Documentário que retrata o polêmico fotógrafo Nova Yorkino Andres Serrano durante a realização das fotos de sua polêmica exposição 'A history of sex". As fotos foram realizadas em Armsterdam, onde existe liberdade sexual. As fotos jamais teriam sido feitas nos Estados Unidos: gerontofilia, uma mulher portadora de nanismo fazendo sexo, uma mulher mijando na boca de um rapaz, enfim, todos os tipos de taras e perversões são apresentadas de fora explícita no filme.
O filme também apresenta fotos de três exposições polêmicas e banidas de Andres: "Piss Christ", onde supostamente um crucifico está banhado em urina do próprio fotógrafo, e outra que mostra Mortos em um necrotério fotografados de forma poética. E outra com fotos realizadas com semen e sangue.
Logo no início, um homem no telejornal reclama que é um absurdo que impostos do governo estejam financiando obras sujas e pervertidas. É um filme controverso e certamente não é recomendado para pessoas sensíveis.

sábado, 17 de julho de 2021

Pig


"Pig", de Michael Sarnoski (2021)
Impressionante drama de estréia do cineasta Michael Sarnoski, que co-escreveu o roteiro com a sua produtora Vanessa Block. O filme também traz uma performance arrebatadora de Nicholas Cage, de volta a um momento de brilho, e com um tom muito semelhante a "Despedida em Las Vegas".
Vage é Rob, um homem ermitão que mora sozinho em uma cabana isolada na floresta, próximo de Portland. Ele mora com uma porca, e juntos, caçam trufas, vendidas a um jovem playboy, Amir (Alex Wolff, excelente), que os revende a restaurante da cidade. Uma noite, dois seqüestradores roubam a porca de Rob. Querendo vingança, Rob pede ajuda a Amir e seguem até a cidade, em direção a restaurantes caros da cidade.
Curioso o caminho pelo qual segue o roteiro: de início, parece que vamos ver uam espécie de "John Wick". Logo depois, se torna um intenso e vigoroso drama sobre perdas e luto. Todos os atores estão incríveis, incluindo uma cena excepcional com David Knell, que interpreta um Chef e que tem um embate emotivo com Rob. E também Adam Arkin, que interpreta Darius, poderoso dono de restaurantes , pai de Armin.
Um dirigido com muita garra, lindamente fotografado. Uma excelente surpresa, um filme intimista, sofrido, melancólico.

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Gunpowder Milkshake


"Gunpowder Milkshake", de Navot Papushado(2021)
Cineasta israelense que dirigiu o visceral "Big bad wolves" e um episódio da antologia de terror "Abc da Morte", Navot Papushado co-escreveu e dirige esse épico de ação e porradaria feminista "Gunpowder Milkshake". Sim, o filme se apropria de "Oldboy", "Kill Bill", "John Wick"e "Drive" para trazer estilo e narrativa de vingança, tendo como protagonistas um time de mulheres assassinas que se voltam contra o seu criador.
Karen Gillian, Lena Headey, Michelle Yeoh, Angela Basset e Carla Gugino são Sam, Scarlet, Florence, Anna May e Madeleine em seus momentos mais justiceiras de suas carreiras. Navot Papushado usa todos os clichês dos filmes de ação atuais de forma vibrante: visual retrô, câmera lenta, muito sangue, estilização ao máximo. Sam é uma assassina que trabalha para Nathan (Paul Giamatti). Sua mãe, Scarlet (Headley) a abandonou há 15 anos. Em seu último trabalho, Sam acaba matando o filho de um mafioso, Jim (Ralph Ineson) que quer matar Sam. PAra isso, as ex-assassinas se juntam à Sam para se unirem contra um mundo de homens machistas e truculentos.
O filme tem planos-sequências incríveis, cheios de porrada, tiros, lutas, envolvendo personagens muito carismáticos. O roteiro não tem novidades ao gênero, o que interessa aqui e muito é a direção, a fotografia, a emoção com que o filme trata as suas mulheres pelos quais vamos torcer incondicionalmente.

Rua do medo 3- 1666


"Fear street Part 3- 1666", de Leigh Janiak (2021)
Última parte da trilogia da "Rua do medo", série de livros escritos por R.R. Stine, o filme fecha perfeitamente a história, repleta de plot twists envolvendo personagens e a rivalidade entre as cidades de Sunnyside e Shadyside.
O filme começa aonda termina a parte 2: Deena, ao encaixar a mão de Sarah no corpo, se vê no lugar de Sarah Fies, em 1666. Não somente ela, mas outros personagens atuais estão interpretando personagens em 1666. Sarah é acusada de ser bruxa e levada ao fogo. Nos dias de hoje, ao ser revelada a trama, Deena se junta ao eu irmão Josh, Constance e outros para de uma vez por todas, encerrar com a maldição e seus assassinos zumbis.
É estranho no início ouvir os atores falando com sotaque, mas como é uma projeção do pensamento de Deena, relevei. O filme tem um ótimo desfecho, super tenso. O grande sucesso do filme se deve muito ao talento dos jovens atores, e ao carisma de personagens por quem a gente realmente torce a favor ( tem filmes que os personagens são tão insuportáveis que a gente quer que morra logo). O filme também tem o grande mérito de trazer uma protagonista LGBTQIAP+ como heroína de filme de terror teen. Vai deixar saudades.