domingo, 5 de julho de 2026
Dirty, difficult, dangerous
"Dirty, difficult, dangerous", de Wissam Charaf (2022)
Premiado em Veneza, Palm Spring e Hamburgo, "Dirty, difficult and dangerous" é co-escrito e dirigido por Wissam Charaf, cineasta libanês. O filme é co-produzido por França, Itália, Líbano e Catar. A narrativa mistura drama social, romance e realismo fantástico. A história apresenta 2 imigrantes ilegais morando clandestinamente em Beirute: Mehdia (Clara Couturet), uma jovem etíope que trabalha na casa de um casal idoso e trancafiada até poder pagar as despesas de um cafetão que a trouxe da Etiópia. Ela se apaixona pelo refugiado sírio Ahmed (Ziad Jallad), e ambos se encontram às escondidas, para que os patrões de Mehdia não a flagrem. Para sobreviver, Ahmed busca sucatas, e isso faz com que o sue corpo abosrva o metal. Seu corpo vai também se transformando em metal.
A idéia do cineasta Wissam Charat com o filme era apresentar as condições de servidão que os imigrantes sofrem no Líbano, figuras anônimas e rejeitadas pela população. A premissa do filme é instigante, funcionando em boa parte. o contexto do realismo fantástico surge abruptamente, e confesso que não me seduzi muito pela metáfora da perda de humanidade. Mas é um filme bonito, bem filmado e certamente, corajoso e ousado.
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