sexta-feira, 17 de julho de 2026
A odisséia
"The odissey", de Christopher Nolan (2026)
Não há como questionar o talento de Christopher Nolan em todas as áreas em que atua: diretor, roteirista e produtor. Na sua adaptação de "A odisséia", de Homero, muitas críticas surgiram quanto à escalação de elenco de Lupita Nyong'o como Helena de tróia e de Elliot Page como um soldado grego da armada de Odisseus (Matt Damon), chamado Sinon. Esse personagem surge como um elemento de conflito moral para Odisseus, que após a Guerra de Tróia, divaga sobre as mortes ocorridas após a sua idéia de invadir a cidade usando o Cavalo presenteado. A verdade é que , mesmo com a longa duração de quase 3 horas, é um filmaço, repleto de drama, cenas de ação e aventura. Por vários momentos, me imaginei assistindo ao clássico 'Fúria de Titãs", de 1981, um filme que amo por estar repleto de seres fantásticos: aqui, tem o Cíclope, as sereias, uma feiticeira, um monstro de várias cabeças, soldados gigantes. Os deuses surgem na figura de Atena (Zendaya) e da ninfa Ca;ypso (Charlize Theron), que mantém Odisseus preso em sua ilha por 7 anos.
São muitos os personagens e sub-plots envolvendo o retorno de odisseus ào seu reino de Ítaca, que ele deixou para trás há 20 anos para lutar na Guerra de Tróia. Sua esposa, Penelope (Anne Hathaway) precisa lidar com diversos pretendentes que desejam usurpar o trono e forçá-la a um novo casamento, uma vez que as esperança sde Odisseus retornar já são improváveis. O filho deles, Telemaco (Tom Holland), decide ir atrás do pai, e para isso, segue até o reino de Esperta, governado por Menelaus (Jon Bernthal), casado com Helena. Robert Pattinson é Antinous, um dos pretendentes de Penelopse e que pretende usurpar o trono.
Os primeiros 10 minutos me deixaram confuso, com uma edição frenética, apresentando 1 personagem por minuto. Matt Damon retorna em grande estilo, com um personagem que me lembrou o que ele interpretou em "Perdido em Marte", divagando em sua solidão. Mas a cena mais brilhante do filme, é a que envolve a sempre surpreendente Samantha Morton. Um primor de atuação e de realização.
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