sexta-feira, 17 de julho de 2026

Rebelião silenciosa

"À bras-le-corps", de Marie-Elsa Sgualdo (2025) Co-escrito e dirigido por Marie-Elsa Sgualdo, "Rebelião silenciosa" concorreu no Festival de Veneza em 2025 e traz uma história sob o ponto de vista feminino, tanto na direção, roteiro e no protagonismo. Ambientado na Suíça em 1943, o longa foi rodado nas montanhas de Colombier, Neuchâtel, Suíça. A história me deixou bastante angustiado e me lembrei de "Dogville", não pelo aspecto visual e técnico, mas pela tragédia pessoal da adolescente Emma (Lila Gueneau), 15 anos. Ela é mal vista pela comunidade formada por protestantes onde mora, por conta de um extupr0 que ela sofreu, e precisa lutar pela sua dignidade. Ela também questiona o porque da comunidade em não acolher refugiados franceses, deixando-os à mercê dos oficiais nazistas. Ao longo do filme, fui ficando irritado e angustiado pela forma como a protagonista sofre em silêncio. Mas o desfecho salvou qualquer impressão ruim que eu tive, ao homenagear explicitamente a cena final de "A noite de Cabíria", com direito à mesma quebra da quarta parede. A atriz Lila Gueneau segura o filme inteiro nas costas, em uma performance complexa e repleta de camadas emocionais.

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