terça-feira, 7 de julho de 2026
Bijou
"Bijou", de Wakefield Poole (1972)
Clássico queer de 1972, "Bijou" é dirigido e escrito por Wakefield Poole, mesmo diretor e roteirista de "Boys in the sand", primeiro filme pornô gay a receber crítica pela mainstream Variety e exibido em salas de cinema. Ambos os filmes trabalham em uma narrativa experimental com uma atmosfera onírica e hedonista, transitando em cenas desconexas e sensoriais, praticamente sem dálogos. Alguns críticos o compararam à uma adaptação fetichista de "Alice no país das maravilhas".
Após um dia de trabalho, um operário da construção civil anônimo (Bill Harrison) testemunha uma mulher morrer atropelada. O homem imediatamente pega a bolsa da mulher e leva consigo para casa. Ele encontra um cartão de uma casa noturna chamada "Bijou", e movido pela curiosidade decide vistar o local. A recepcionista é uma mulher idosa. O local possui diversos ambientes, onde o homem se entrega aos prazeres do s3x0, seja com um estranho, ou em uma orgia, banhados por luzes coloridas e uma trilha sonora desconcertante.
A representação do machão é feita pelo protagonista, que mais parece o modelo da campanha de cigarrs Marlboro, com seu bigode, calça jeans apertada e camisa xadrez. O filme desconstrói essa imagem, ond eo protagonista se entrega a fetiches e prazres talvez nunca vivenciados, em uma casa ond etudo é permitido. A cena final, do homem saindo e quebrando a quarta parede, com um sorriso satisfatório, é estranha e safada.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário