segunda-feira, 6 de julho de 2026

A miss

'A miss", de Daniel Porto (2025) Buscando a história dentro de sua própria vivência, o roteirista e cineasta Daniel Porto, nascido em São Gonçalo, realiza o seu primeiro longa. O filme, uma dramédia, apresenta uma família desfuncional, moradora do Grajaú, e durante o filme, temas como sexualidade reprimida, traumas de abuso moral, obsessão, competição, ansiedade, abuso doméstico, encontram espaço. Me lembrei de filmes que apresnetam a figura tóxica de uma mãe supostamente amorosa, mas se apresenta como possessiva, controladora e abusiva: "Salve Rosa", "Mamãezinha querida", e até mesmo, resquícios de Dona Hermínia em "Minha mãe é uma peça", com o tom dos personagens elevado, muitas vezes, gritado ( a personagem de Ieda, na performance de Helga Nemetik, é um exemplo). Moradores do bairro da zona norte do Rio, Grajaú, Ieda é mãe solteira. Ela tem 2 filhos adolescentes: Martha (Maitê Padilha) e Alan (Pedro David). Ieda é dona de um pequenos alão de beleza, que ela administra junto de Athena (Alexandre Lino). Ieda tem a obsessão de transformar Martha em uma Miss do bairro do Grajaú. A própria Ieda , quando jovem sofreu abuso moral de sua mãe para se tornar Miss e reproduziu esse comportamento para sua filha. Martha, por sua vez, nunca gostou de se candidatar: é a deixa para que Alan se "monte" e entre em sue lugar. O filme traz um ótimo time de atores: além dos citados, temos Ava Simões, Eduardo Martini e a cantora Ellen de Lima, famosa por cantar o tema das Misses nos concursos desde os anos 60.

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