quarta-feira, 22 de julho de 2026
Grigris
"Grigris", de Mahamat-Saleh Haroun (2013)
Concorrendo à Palma de ouro no Festival de Cannes, de onde saiu com o prêmio Vulcan prix technical arts, "Grigris" é uma co-produção do país africano Chade, França e Bélgica. Filmado em Chade, o filme é a estréia como ator do protagonista Souleymane Démé, um homem que nasceu com deformidade nas pernas e ganha a vida dançando música eletrônica em vilarejos, com o público dando contribuições em dinheiro pela apresentação.
Levemente inspirado em sua vida como dançarino Grigris mora com sua mãe e seu padrasto, que possui uma pequena loja faz tudo. Mimi (Anaïs Monory, também estreante) é uma prostituta e se encanta com Grigris e a sua dança. Os dois se apaixonam. Quando o padrasto de Grigris fica doente e precisa se internar em um hospital, Grigris precisa arrumar dinheiro para o alto custo. Ele se oferece para trabalhar para o mafioso Moussa, que possuiu um esquema de contrabando de gasolina. Quando Grigris decide dar a volta em Moussa e usar o dinheiro para pagar o hospital, ele e Mimi são ameaçados de morte.
O filme tem uma narrativa que conversa com o documental, com imagens e registros do cotidiano com um olhar antropológico. Algumas cenas são muito bem conduzidas, como as do salão de dança ou a insuitada cena final, envolvendo as mulheres de um vilarejo. O filme vai em um crescendo de suspense e o espectador simpatiza com o casal, interpretados com naturalismo pelos atores.
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