domingo, 26 de julho de 2026

Cruel hands

"Cruel hands", de Al Kalyk (2026) Eu queria ter gostado desse thriller australiano. Vi o trailer que me enganou direitinho, parecia ser um filme de terror. O filme é um terror, mas não ao pé da letra de gênero. É o drama de uma mulher que sofre abusos de violência doméstica do marido, e decide fugir de casa com seu filho de 12 anos. Ela se esconde na casa de sua tia, isolada no meio de uma floresta. Mas a coincidência é que nos arredores da floresta, estão ocorrendo o devastador incêndio de 2019, que dizimou boa parte da faua e flora. E para piorar, seu marido descobre onde ela está e vai atrás. Co-escrito e dirigido por Al Kalyk, o filme venceu o prêmio de melhor filme Austin film awards 2026. A montagem é confusa, alternando cenas no presente com flashbacks. Os dois atores principais estão ótimos. Maria (Mavournee Hazel), que interpreta a mãe, e Dai (Diesel La Torraca), o adolescente apresentam tensão e drama. O desfecho ficou corrido e dramaticamente não gostei. O trabalho da fotografia de Charlie Cole é muito eficiente, trazendo uma textura vintage. Os efeitos do incêndio também são bem resolvidos, ainda mais pensando que é uma produção de baixo orçamento. Uma pena que o roteiro não desenvolva melhor os personagens.

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