domingo, 19 de julho de 2026

A tocha de zen

"Xia nü", de King Hu (1971) Com 200 minutos de duração, "A tocha de zen" é considerado o melhor filme de wuxia da história. O filme faz parte da lista dos "1001 Filmes Que Você Deve Ver Antes de Morrer". Vencedor no Festival de Cannes 1975 do prêmio técnico de contribuição artística, foi fundamental para que a partir daí, os filmes chineses tivessem maior abetura em festivais de cinema. O filme também foi responsável por fornecer rspeito artístico e consagração entre a crítica mais exigente para um gênero tão popular. "A tocha de zen" foi a inspiração para os filmes premiados de Ang Lee, "O tigre e o dragao", e "O clã das adagas assassinas", de Zhang Yimou, esse último, homenageando a famosa sequência da luta na floresta de bambus, existente nesse filme de 1971. Co-produzido por Taiwan e Hong Kong, o filme foi escrito e dirigido pelo cineasta King Hu, que se mudou para Taiwan e ali se instalou. "A tocha de zen" levou 3 anos para ser filmado, e foi filmado em Taiwan e Hong Kong. No lançamento, o filme foi divido em 2 partes pela sua longa duração, e ambas fora fracasso de público. Mas com o passar dos anos, o filme foi redescoberto e alçado à condição de obra prima. Com forte influência dos faroestes de Sergio Leone, o filme é baseado no conto "A garota magnânima", uma antologia de Pu Songling, intitulada "Strange Stories from a Chinese Studio". A história é dividida em 3 atos dramaturgicamente distintos: Ambientado na época da Dinastia Ming, o 1a ato apresenta Gu (Zhang Bing-yu)), um jovem pintor e retratista que mora com sua mãe viúva. Pobres, a mãe de Gu lamenta ele não ter se tornado um oficial e também de não ter se casado ainda e lhe dar netos. Um dia, um homem misterioso, Ouyang Nian (Tien Peng) surge e lhe pede um retrato. Na verdade, ele está à procura de 3 fugitivos procurados pelo governo, entre eles, a jovem Yang (Feng Hsu). O pai dele foi morto pelo General por descordr dele, e sua família foi ameaçada. Yang se esconde em uma casa abandonada e que os amoradores acreditam estar amaldiçoada. No 2o ato, Gu, agora ajudando Yang, luta contra os oficiais do governo. No 3o ato, Yang decide abandonar tudo e morar em um mosteiro budista. Mas Gu descobre que ela teve um filho dele, e que os oficiais estão indo atrás deles. Esse último ato tem um tom diferenciado, buscando elementos fantasiosos, com um desfecho brilhante e abraçando o zen budismo. A sequência dos bambus é espetacular em todos os sentidos, e surpreendente por ter ido filmado no final dos anos 60, com efeitos praticos, incluindo trampolins.

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