domingo, 19 de julho de 2026

Chuva

"Lluvia", de Rodrigo García Sáiz (2023) Longa de estréia do cineasta mexicano Rodrigo García Sáiz, a partir de roteiro escrito pela dupla Claudia Garibaldi e Paula Markovitch, "Chuva" concorreu nos festivais de Málaga e Miami em 2023. O filme lembra a narrativa de filmes painéis de outro mexicano, Alejandro Inarritu, como "Amores perros" e "Babel"; diversas histórias paralelas que em algum momento se entrecruzam. Diversos elementos lingam as histórias: todas acontecem na cidade do México; todas na mesma noite de chuva; e todas sobre personagens anônimos, desemparados e desiludidos. A grande metrópole é vista como um espaço de solidão, isolamento e frustração, seja amorosa, pessoal ou profissional. 1) Um taxista pega um passageiro e descobre que ele é amante de sua esposa e quer ir para o seu endereço 2) Uma professora é assaltada pelo seu ex-aluno 3) Em um metrô, um passageiro desmaia. Um casal o socorre e o leva até o hospital. Eles decidem visitar a casa do homem 4) O gerente de um cassino se sente atraído por uma turista japonesa 5) Uma enfermeira cuida de um pacinte ferido no hospital, que lhe pede para realizar uma tarefa em seu lugar 6) Uma prostituta se relaciona com um cliente e decsobrem que são da mesma cidade O filme tem seus altos e baixos, e nem todas as históris funcionam bem, como é comum em filme de episódios. Os atores de uma forma geral são bns, com destaque para a enfermeira e a professora com o ex-aluno (que aliás, esse episódio me lembrou do filme de Reinchembach, "Os anjos do arrabalde"). A fotografia merece destaque, iluminando noturnas com chuva e mantendo uma atmosfera melancólica.

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