quinta-feira, 5 de julho de 2012

A cidade das almas perdidas

" The hazard city- City of lost souls", de Takashi Miike (2000)
Em Tokyo, Mario, um brasileiro mestiço, metade japonês, metade negro, resgata kei, uma chinesa, de ser deportada para a China. Apaixonados, ambos resolvem fugir para a Austrália. Porém, um mafioso chinês, Ko, que sempre amou Kei, resolve tentar pegá-la de volta. Mario e Kei , junto de dois amigos brasileiros, resolvem roubar uma maleta cheia de dinheiro, pertencente à mafia, mas roubam uma carga de cocaína por engano. Decidem vender a droga para um radialista brasileiro, mas os mafiosos descobrem e sequestram Clara, a filha adotiva de uma brasileira , Lucia, ex-namorada de Mario e prostituta. Mario decide se vingar e resgatar Clara. Sou um grande fã dos filmes de takashi Miike, que já filmou mais de 60 longas em pouco tempo , rendendo a incrível média de 3 filmes por ano! Miike nunca teve um filme lançado comercialmente no Brasil, mas por aqui, ele é considerado cult, ainda mais depois que tarantino ter dito ser um grande fã de seus filmes. Autoral, Miike trabalha com todos os êbrosÇ comédia, musical, terror, drama, infantil e até mesmo tem utilizado muita computação e feitos em seus filmes. Aqui em " Cidade das almas perdidas", Miike resolveu apelar e msiturou quase tudo num único produto. O resultado: um legítimo " samba do crioulo doido", um filme que pode agradar ou criar um ódio eterno entre os seus espectadores. Metade dos ersonagens fala um português ridiculo, dublados , além de Miike ter extrapolado nos clichês da cultura brasileira: o bar ponto de encontro se chama " BArquinho", todo mundo samba, todos são malandros. O filme está no limite entre o trash e um produto de entretenimento. Miike abusa das referências de cartoon. Por ex, numa cena, Kei e Mario pulam de helicóptero e ao cairem no chão, nada sofrem. parece uma cena de " pernalonga". Se o espetcador estiver num momento em que vai achar tudo divertido, o filme pode se transformar em um cult instantaneo. Dependendo do ponto de vista, ele é realmente hilário. Tivesse uns 20 minutos a menos, o filme seria muito melhor. Ele tem uma enorme barriga lá pelo meio. De qualquer forma, fico imaginando o quanto tarantino deve gostar desse filme. A destacar, a presença do ator brasileiro Marcio Rosario, no divertido papel do radialista traficante. Nota: 6

Adeus, primeiro amor

" Une amour de jeunesse", de Mia Hansen-Love (2011)
Camille e Sullivan são 2 adolescentes de 15 anos, e vivem na Paris de 1998. Apaixonados e com muitos planos pela frente, ambos vão levando a vida de namorados perfeitos. Um dia, Sullivan diz a Camille que deseja seguir com os seus amigos numa viagem pela America do Sul, uma viagem de descoberta e de aventura. Camille se opõe, diz que não conseguirá sobreviver 8 meses distante do namorado. Mas Sullivan é irredutível, e promete a Camille que sempre pensará nela e que não se relacionará com outras jovens. Camille entra em estado de profunda depressão, apesar dos apelos de sua mãe em dizer que esse amor adolescente logo se apagará, e que ela deve procurar outro namorado. Mas o amor de Camille é incondicional, e ela decide aguardar pelo retorno de Sullivan. Mas os anos se passam, e chegamos no ano de 2007, quando Sullivan surge de volta ä vida de Camille. Mia Hansen-Love, dirigiu esse filme após o excelente "O pai de minhas filhas", infelizmente nunca lancado aqui no Brasil. Em "Adeus, meu primeiro amor", Hansen-love experimenta falar sobre um amor para toda a vida, aquele que deixa as pessoas doentes e deprimidas. CAmille dá voz a essa personagem atormentada e sofredora, provando que esse tipo de paixäo avassaladora ainda persiste nos dias de hoje. A fotografia do filme é muito bonita, assim como o uso de músicas romänticas indies, que reforcam a jovialidade dos personagens e da história a que se pretende narra. Curiosamente, a diretora manteve o mesmo visual dos atores pincipais, que em 10 anos de história, mantem a mesma aparência, sem envelhecer. Talvez para dar a idéia de que, para Camille, o tempo não passou. A segunda parte da história, que se segue anos depois da partida de Sullivan, é a menos interessante. A impressão que se deu é que a diretora encheu muita, mas muita linguica, porquê chega uma hora que a narrativa não avanca. Surgem muitas cenas de passagens de tempo, muitas cenas descritivas de Camille em seus estudos, trabalho, seu relacionamento com o seu professor de arquitetura. E só muito depois, Sullivan ressurge. O filme torna-se arrastado e cansativo. 30 minutos na história teriam sido cruciais para manter o interesse. Vale pelo trabalho da dupla principal, bons atores, e pelas belas locacões em Berlin e outros países da Europa que surgem na trama. Nota: 6

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Siberia, Meu amor

"Sibir, monamur" de Salav ross (2011)
Ivan e seu neto Leisha moram em um vilarejo afastado da cidade, no meio de uma floresta, na cidade de Taiga, Sibéria. O vilarejo é rodeado por cães selvagens, que atacam e devoram tudo o que encontram pela frente. Leisha aguarda ansioso o retorno de seu pai, um soldado que estã no campo de batalha. Nesse ambiente hostil, avô e neto tentam sobreviver, â base de pequenas caças e da comida que o Tio de Leisha, Yuri, traz da cidade, contra a vontade da esposa de Yuri, que acha que o alimento não é suficiente nem para alimentar a sua própria família. Mas Yuri é um homem de bom coração e resolve trazer a comida sssim mesmo. Porém, no retorno para casa, ele é atacado pelos cães e nao resiste aos ferimentos. Paralelamente, temos a história de dois soldados russos, que vão até a cidade na missão de trazer uma prostituta para legar a vida do comandante. E também, uma outra história sobre 2 malandros que vivem de pequenos furtos. Todas essas histórias convergirão para um final dramático. Curioso como dois dos filmes que vi recentemente que mais me impactaram são russos. O primeiro, se chama " Minha felicidade". "Siberia meu amor" tem muitas semelhanças com o outro filme citadoÇ ambos se passam na Russia rural; ambos são estruturados em pequenas histórias que se convergem para um desfecho dramático; ambos falam sobre medo, tensão, violência, traição, instinto de sobrevivencia. O elenco está excelente, com destaque para Pyotr Zaychenko e Mikhail Protsko,que interpretam respectivamente avô e neto. Um dos pontos altos do filme é a fotografia: caraca, que imagens impressionantes. Me lembram o melhor das imagens de Tarkovsky, de onde o filme tira referências. O clima de constante desolação, da natureza bela e sufocante, os closes desamparados dos seus personagens. As cenas com os cães são muito bem dirigidas, e fiquei impressionado com a naturalidade, parecia até que os ataques eram reais. É um filme de fortes emoções, para corações duros. Mostra uma Russia desencantada, sem perspectivas. Durante o filme, me senti angustiado, e pensava o tempo todo: esse diretor rwalmente deve odiar os seus personagens. Mas acreditem, vale a pena assistir. Para quem curte um bom filme de arte, e que não se incomodem com cenas de violência, essa é a pedida. Nota: 9

terça-feira, 3 de julho de 2012

O espetacular Homem-aranha

" The amazing spider man", de Marc Webb (2012)
Peter Parker (Andrew Garfield) é um adolescente nerd que mora em Nova York. Parker mora com seu tio Ben (Martin Sheen) e Tia May (Sally Field)desde criança, quando os seus pais o largaram lá e foram embora. O pai de Parker era um cientista que trabalhava em conjunto com o Dr Curt Connors (Rhys Ifans), mas acabou morrendo com sua esposa em um acidente de avião. Parker tem uma paixão platônica por Gwe Stacy (Emma Stone), uma brilhante estudante, que trabalha como coordenadora no laboratório onde se encontra o DR Connors. Ao se inscrever em um programa de estagiários, Parker toma conhecimento da pesquisa que Connors está organizando, sobre a fusão genética entre seres distintos. Acidentalmente, Parker é picado por uma aranha e passa a sentir sensação estranha e o aparecimento de poderes fora do comum, se tornando, em breve, em o Homem-aranha. . Por outro lado, Dr Connors se faz de cobaia de seus experimentos, ajudado por Parker, e se tranforma no Lagarto. Impossível não fazer comparações com o filme de Sam Raimi, ainda tão presente em nossas mentes. O filme de Raimi era mais fiel aos quadrinhos, uma vez que até a escalação do elenco tinham traços mais convincentes. Sally Field está muito jovem para interpretar a Tia May, e Emma Stone, muito velha para interpretar uma adolescente de 17 anos. Andrew garfield está ótimo, ele tem o physic de role pro personagem. Simpático, o personagem de Garfield transmite ingenuidade e timidez o suficiente para fazer de seu Parker um cara muito bacana, assim como era o de Tobey Maguire. Um ponto fraco é o roteiro: cresci lendo gibis da Marvel, e nunca me passou pela cabela não existir o personagem de J. Jonah, o arrogante chefe de Parker na redação do jornal. O que eu achava divertido era a relação do patrão e do emoragado, no caso, o Parker fotógrafo, que conseguia uns trocados vendendo fotos exclusivas do Homem-0aranha, que somente ele conseguia. Essa dupla rendia ótimas piadas, e inclusive no filme de Sam Raimi, o ator que interpretava J.Jonah, J.K Simmons, era sensacional. Ainda falando de roteiro, no filme existem muitas situações que os roteiristas driblaram de uma forma muito simplesÇ ignoraram a lógica. Por ex, na cena que Homem-aranha é feito prisioneiro pelos policias, ele estava algemado, com as mãos nas costas. E d erepente, essas algemas sumiram! A cena também que os manobristas de guindastes resolvem ajudar o Homem-aranha..hum, sei nçao...meio estranho, né. ISso sem falar nas inúmeras cenas de treinamento de Parker para virar o Homem-aranhaÇ gente, nçao existe uma única alma viva nas ruas de New York, que veja Parker treinando!!!!! Mas tudo bem, pipoca é pipoca, e eu não sei que não devemos ser tao chatos assim. Por isso, divirtam-se, sei que muitos preferem essa versão, mas eu que vos falo, fico com a anterior. Nota: 7

domingo, 1 de julho de 2012

E o noivo voltou

" No room for the groom", de Douglas Sirk (1952)
Alvah (Tony Curtis) é um soldado em serviço, que dã uma espacada de suas obrigações militares e se casa ás pressas com Lee (Piper Laurie). Porém, na noite de lua de mel, uma catapora o deixa doente, adiando a noite de núpcias. Alvah volta para o exercito, e, 10 meses depois, ao voltar para casa, descobre que ela foi tomada pelos parentes de lee, incluindo sua mãe dominadora e manipuladora. Os desejos da mãe de Lee são que ela se case com um dono de uma empresa de cimento na cidade local. Mas a purea de Alvah, que planta uvas em suas terras, convencem Lee de que o melhor caminho é o amor verdadeiro, e não a gana pelo dinheiro. Simpática e ingenua comédia de Douglas Sirk, mais famoso por seus melodramas do que por suas comédias. Aqui, o filme tem um ritmo lento, as piadas, salvo uma ou outra, são pouco inspiradas. A presença de Tony Curtis dã uma luz ao filme, que tem até um tema adulto para a época em que foi lançado, que é a do homem que deseja transar com sua noiva de qualquer jeito. O filme dá uma boa driblada na censura, provocando gags que substituem um provável tom apimentado, mas não sai muito disso. Fia a curiosidade de se assistir a um filme menor do mestre. Nota: 7

Juan dos mortos

" Juan de los muertos", de Alejandro Burgues (2011)
Juan é um quarentão que vive em Havana, sem fazer absolutamente nada, vivendo de pequenos bicos, ao lado de seu amigo Lazaro, outro vagabundo. Um dia, numa pesca, dão de cara com um zumbi nadando, e o matam. Porem, não dão muita importância ao fato. Ao retornarem para a cidade, percebem que a mesma se encontra infestada de zumbis. O governo cubano acredita que os mortos-vivos são dissidentes do Governo americano e que vieram para Havana para acabar com o Governo de Fidel Castro. Juan vai matando os zumbis e acaba montando uma empresa, junto do filho de lazaro e de sua filha, Camila, que odeia seu pai Juan. O solgan da empresa: "Juan dos mortos, matamos seus entes queridos". Divertida e insana comédia de humor negro, dirigida por Alejandro Burgues. Mostrando uma Havana devastada pelo Governo socialista, com seus elevadores quebrados, os orelhões em mal-funcionamento, a pobreza extrema da população, o filme dã um as cutucadas no sistema, mas por ser financiado em parte pelo Governo Cubano, acaba que o herõi do filme é um patriota que desiste de fugir de seu Pais, e resolve ficar em terras cubanas para lutar contra o inimigo. O filme investe pesado em gagas visuais, em trapalhadas fisicas, sim, bem no estilo de " Os trapalhoes", e que, pasmem, acabam ficando toscamente deliciosos. Os diálogos são os piores possiveis, e por isso mesmo, caí a gargalhada. O que mais me chocou é que, para um filme de baixo orçamento, investiram muito em figuração e até mesmo alguns efeitos, como a visão do herõi vendo o fundo do mar infestado de zumbis, são bem-feitos. A trilha sonora ~e muito boa, com tipicos acordes latinos, e a cena final, incluindo os creditos, ao som de " My way", é antologico. Um filme que merece ser visto, mesmo que os seus 100 minutos sejam exagerados. Deveria ter uns 20 minutos a menos para poder ser melhor apreciado. Nota: 7

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Minha irmã

"Le enfant d`en haut", de Ursula Meier (2012)
Na Suiçã, nos Alpes, vivem Simon e Louise. Ambos são irmãos, ele com 12 anos, ela nâo mais que 22 anos. Ambos vivem aos trancos e barrancos. Õrfaos, Simon sobrevive de pequenos roubos, que ele pratica, roubando turistas na estação de esqui. Louise, por sua vez, se envolve com um jovem playboy. Uma terr~ivel revelação fara com que os dois irmâos se estranhem e se odeiem. Bom drama, dirigido por Ursula Meirer, mesma diretora de " Home", com Isabelle Huppert. Vencedor do Urso de prata em Berlin em 2012. A grande surpresa do filme é a presença da atriz Gillian Anderson, famosa por sua participação no seriado " Arquivo X". Li uma critica que compara o estilo narrativo do filme com os filmes dos irmãos Dardenne. Pode ate ser, mas existe um distanciamento. Os irmãos Dardenne possuem uma linguagem que mistura o formato documental´, mas mantendo sempre o foco no protagonista. E também trabalham com a questão do humanismo, da redençâo do ser humano perante uma questão social que afeta a sua vida. Ursula Meier porém, provoca momentos de reflexão, causando muitas vezes um ritmo muito lento, que cansa. A grande força do filme é a atuação de Lea Seydoux e Kacy Mottet Klein, ambos interpretando Louise e Simon, respectivamente. De uma forma realista , os dois atores conferem dramaticidade o suficiente para causar empatia e ira dos espectadores. Tivesse 15 minutos a menos, o filme teria atingido ainda mais o seu intento. Nota: 7

domingo, 24 de junho de 2012

E aí, comeu

de Fellipe Joffly (2012) Comentarios em breve

Para Roma com amor

" To Rome with love", de Woody Allen (2012) Em Roma, várias histórias se entrecruzam. Hayley é uma jovem turistaamericana, que se apaixona por um italiano, Michelangelo. Os pais de Hayley, Jerry (Woody Allen) e Phyllis (Judy Davis)resolvem visita-la e conhecer o jovem e seus pais. Jerry é um produtor de operas aposentado, que se impressiona com o pai de Michelangelo, um aspirante a tenor que se aventura a cantar quando toma banho. Alec Baldwin interpreta John, um arquiteto que está em Roma para passear. Ele encontra por acaso Jack (Jesse Eisemberg), um estudante de arquitetura qe o apresenta a sua namorada. Monica (Ellen Page) é uma atriz que vem visitar a namorada de Jack, que claro, acaba se apaixonando por ela. A terceira história é a de um jovem casal italiano, que vem até Roma para que o noivo apresente seus parentes à noiva. Mas ao sair pra rua, ela se perde. enquanto isso, seu noivo é visitado por uma prostituta, Ana (Penelope Cruz). A quarta história é sobre um homem comum, Leopoldo (Roberto Benigni), casado e com filhos, que um dia, subitamente, é alçado a condição de celebridade. Sua vida vira às avessas. Divertida comédia, onde Allen mais uma vez apresenta as suas neuroses e temas comuns à sua filmografia: Morte, traição, musica...e para o espectador, fã de Allen, é uma delicia reve-lo em cena, após tanto tempo sem aparecer em seus filmes. O filme não é perfeito, tem seus altos e baixos, mas no geral, é muito divertido, com varias gagas impagáveis, e outras ingenuas ( como na historia de Roberto Benigni). O filme faz referencia a variosclássicos italianos, como " Amarcord", " O sheik Branco", " Noites de Cabiria", Ontem, hoje e amanha", além de trazer a tradição das comédia sitalianas dos anos 70, principalmente de Dino Risi. que eram basicamente pequenas histórias entreçaladas com base no cotidiano das pessoas comuns. Nota: 8

Os acompanhantes

" The extraman" de Shari Springer Berman, Robert Pulcini (2010) Louis Ives ( Paul Dano), um jovem professor em uma Universidade, é pego pela diretora vestindo roupas de mulher. Ele acaba se demitindo, e segue para Manhattan, para tentar a vida de escritor, seu grande sonho. Louis aluga um quarto em um prédio de classe media baixa. Assim, ele conhece Harry Harrison (Kevin Kline), um escritor de peças e ex-ator, que vive de lembranças do passado. Harry é um bon vivant e malandro. Ele ensina a Louis a arte de entrar de graça em operas, enganar as pessoas e principalmente, a arte de srr um acompanhante de senhoras ricas. Louis acaba conseguindo um emprego em uma editora, e lá, ele conhece Mary (Katie Holmes), uma jovem por quem ele se interessa. Mas o comportamento introspectivo e estranho de Louis o afasta das pessoas, e ele ao mesmo tempo, precisa descobrir como realizar seu fetiche de se vestir de mulher. O filme é vendido como uma comedia, o que na verdade ele nem é. Se pensarmos bem, é um drama com algumas tintas comicas, mas no geral, ele carrega um tom melancolico que psa bastante. Os personagens são solitarios, depressivos, e trazem muita tristeza na falta de perspectiva em suas vidas. Kevin Kline e Paul Dano estão brilhantes, dando vida a dois personagens tao complexos e interessantes. O elenco de apoio, que conta com Katie Holmes e um muuto doido John C. Reilly, estão corretos. O filme é muito bizarro, situacoes estranhissimas surgem ao longo da narrativa, causando uma constante estranheza. Parece até filme de Spike Jonze. O filme não é perfeito, tem problemas de ritmo. Ele começa muito bem, e lá pelo final perde o rumo. Mas no geral, vale pela coragem dos diretores de encarar um texto difcil e pouco atraente para o grande publico. Nota: 7

terça-feira, 19 de junho de 2012

Febre do rato

de Claudio Assis (2011) Febre do rato,na giria do recife, significa " estar fora de controle". Assim é Zizo (Irandhir Santos) , o poeta, figura popular, amado por todos da redondeza. Zizo promove o seu jornal tabloide, de nome " Febre do rato", e o distribui, ora recitando seus poemas, ora declamando discursos politicazos. Ele vive amores com duas velhas senhoras, se envolve com os seus vizinhos, entre eles um asal, Matheus Nachtergaele e Vanessa, um travesti, e Juliano Cazarré, as voltas com sua amante negra, e ela, com mais dois amantes. Um dia, Zizo se apaixona por eneida (nanda Costa), que lhe nega relacoes sexuais, e ele enlouquece. O melhor filme de Claudio Assis, obviamente, recheado de cenas polemicas e chocantes, que envolve sexo e nudez. Zizo é um alter-ego de Claudio Assis, um artista inconformado, anarquico, libertino e libertario. Atraves desse personagem, Assis expoe sua raiva, seu rancor por uma sociedade alienada, e promete baguncar o coreto. O elenco está formidavel, com destaque, enttre os grandes atores que fazme ponta, para Irandhir Santos, Nanda Costa, Maria Gladys, Juliano Cazarré, Matheus Nachtergaele e a travesti Vanessa. A fotografia em preto e branco de Wlater Carvalho é um desbunde, mesma coisa a direção de arte a cargo de Renata Ferreira. Recheado de belíssimos planos, meticulosamente estudados, o filme exala paixao e muito cinema , lembrando a garra dos cineastas do Cinema Novo. Nota: 9

domingo, 17 de junho de 2012

Moveis minúsculos

" Tiny furniture", de Lena Dunham (2010) Aura (Lena Durham) é uma jovem que volta para a sua casa, em Tribeca, New York, após se formar na Universidade de Cinema. Frustrada sexualmente, amorosamente e profissionalmente, ele tenta buscar uma motivação para sua vida. Ela volta a conviver com a sua mãe ausente, uma artista plástica renomada, e com a sua irmã adolescente, que faz um estilo totalmente diferente do dela. Aura conhece um performatico numa festa, Jed, que ela descobre ser um sem-teto, e o traz para morar com ela por alguns dias, sem que a familia descubra. Ao mesmo tempo, ela vai trabalhar como recepcionista num bar, e conhece o chef, Keith, por quem ela tambem se interessa. Interessante comédia dramatica independente,escrita, dirigida e interpretada por Lena Durham. Ela faz um estilo meio Woody Allen de ser, questionando aos outros e a si propria o tempo todo. É um filme honesto, divertido, apesar de perder o ritmo e ser mais longo do que o necessário. Mas vale pelo sabor naturalista que a diretora imprime ao filme, e pelas situacoes cotidianas que ela mostra, facilmente identificaveis pelo espectador.O elenco é bom, e dentro das limitações de um film de tão baixo orçamento, o filme cumpre perfeitamente o seu papel: trilha sonora, fotografia, edição, tudo muito bem executado. Nota: 7

O exótico hotel Marigold

" The best exotic Marigold Hotel", de John Maden (2011) Um grupo de aposentados ingleses, cada um com sua propria vida, e sem se conhecerem, resolvem largar suas vidas de derrotas e frustrações em Londres e seguir até a India, para se hospedarem naquele que eles acreditam ser um Hotel de categoria para poder repensar suas vidas. Entre eles, Evelyn (Judy Dench), Miss Donahhel (Maggie Smith) e Graham (Tom Wilkinson). Chegando lá, são recebidos por Sonny (day Patel), o dono do local. Para desespero deles, oHotel não é como eles imaginavam. Mas dia a dia, boa parte dos hóspedes irá aprender que a vida segue seu rumo, e que todos devemos aproveitar o nosso destino. Deliciosa comédia, com fortes tons dramáticos, que junta um time de primeira grandeza de atores ingleses. Sim, assim como " Encontros desencontros", o filme aposta no exotismo e nos esterótipos para poder mostrar a India para o mundo, como um local super-povoado, sujo, caótico, de comida pavorosa, de extrema pobreza. Ma stambem mostra que lá, as pessoas vivem com pouco, sao felizes. O contraste que o filme faz com a nublada e cinzenta Londres, e a ensolarada e colorida India, nos faz acreditar que estamos no lugar ideal para poder viver e encontrar amores e prazeres na vida. O filme tem õtimos diálogos, boas cenas de humor, e também, momentos de reflexao da vida, atraves das falas em off de Evelyn, que traz com sua sabedoria de quem viveu momentos de alegria e tristeza, palavras de conforto e luz. Um belo filme, honesto, grandioso em sua mensagem edificante, apesar do tom de conto de fadas. Nota: 8

Chernobyl

" Chernobyl diaries", de Bradley Parker" (2012) Os irmãos Chris e Paul, e suas namoradas, seguem viajando pela Europa. Um dia, Paul sugere a todos fazerem um tour extremo, ou seja, na Russia, visitar a cidade de Pripyat, vizinha de Chernobyl, para observar os escombros do local, dizimado pela radioatividade que tornou o local uma cidade fantasma. Um outro casal se junta a eles. Eles são levados por um guia, Urih. Chegando lá, se espantam com a desolação do local, mas mesmo asim, sentem um certo fascínio.Ao voltarem para casa, ficam frustrados, pois o carro não pega. Obrigados a passar a noite por lá, descobrem que o local não está deserto, e que animais e seres humanos, contaminados pela radioatividade, habitam o local. Suspense produzido e escrito pelo diretor de " Atividade paranormal", tem como maior mérito, o uso das locações, na Hungria e na Servia. Um cenario totalmente desolador, cinzento, cria uma sensação de constante pavor. Os diálogos e a atuação são fracos, e o filme tinha tudo para ser um cult. O diretor deveria ter explorado mais os animais, assim como em " A cabana da floresta", que aposta na bizarrice. O filme tenta ser um híbrido de " O albergue", " Viagem maldita" e " A cabana da floresta", mas sem atingir o suspense ou a tensao dos filmes citados. A gente nunca ve quem os ataca, tudo é sugerido, o que é uma bobagem. O filme aposta nas imagens escuras, que escondem a horda de canibais, e tambem tudo é muuito previsivel. Os personagens vao cada vez mais se metendo em situação pior que a anterior. Essa formula dos personagens que querem fazer algum tipo de turismo de risco jã se esgotou, ne. Nota: 5

sábado, 16 de junho de 2012

Apartamento 143

" Emergo", de Carles Torrens (2011) Alan é pai de 2 filhos, e sua esposa morreu em acidente de carro. Estranhos fatos acontecem após a morte dela, e ele resolve se mudar para um outro apartamento. Por~em novamente, fatos estranhos ocorrem, e Alan resolve pedir socorro a um trio de parapsicõlogos, que aportam em sua casa com equipamentos de alta geração, para tentar descobrir o que estã acontecendo no local. Arremedo de vários filmes de terror, principalemnte " Atividade paranormal", " O exorcista", " o grito", O orfanato". A mesma premissa de " A bruxa de Blair", com o " found footage", ou seja, o filme todo é visto pelo ponto de vista de uma cãmera. Porém, diferente dos outros filmes mencionados, esse aqui é amador, e aonde ele tenta pregar sustos, o efeito e´contrario: ri muito, as cenas são trash demais, e o ritmo, enfadonho. Os atores sao pessimos, os efeitos, ate para um padrao baixo orcamento, estao ok, mas o filme nao oferece nenhum momento de susto. Melhor, talvez um, bem construido até, onde vemos a cena atraves de flashes de um aparelho que iluminado ambiente escuro, mas aí é pouco demais, para 80 minutos de filmes. O final é pavoroso e obvio. Nota: 2

terça-feira, 12 de junho de 2012

Madagascar 3- os procurados

" Madagascar 3, Europe´s most wanted", de Eric Darnell, Tom McGrath and Conrad Vernon (2012) Alex, Gloria, Marty e Melman tentam fugir da Africa de uma vez por todas. Para isso, resolvem ir até Monte Carlo em busca dos pinguins e dos macacos, para, juntos seguirem até New York. Porém, uma chefe de polícia, Chantel Dubois, resolve estragar os planos deles, e capturar Alex, para ter sua cabeça embalsada na sua coleção. Os animais resolvem se refugiar num circo, e se juntam a outros animais. Excelente parte final da trilogia, com õtimo humor, excelentes piadas, timing perfeito e muitas cenas antológicas. A cena de Chantal Dubois cantando " Je ne regrette rien" é sensacional. O filme é bastante colorido, o uso do 3D é muito bom, e a trilha sonora muito bem-vinda. Vale super a pena ser visto por todos, é diversão garantida. Um ponto altíssimo é o das vozes originais, que tem além dos comediantes dos protagonistas, Frances Macdormand dublando Chantel. Muito bom. Nota: 10

Branca de neve e o caçador

" Snow white and the huntsman", de Rupert Sanders (2012) A Rainha Ravenna (Charlize Theron)mata o rei do reino, e faz de Branca de neve sua prisioneira, trancando-a no castelo. Os anos se passam, e o espelho mágico revela à Rainha que Branca de Neve (Kistern Stewart) irá superá-la em beleza e que tambem está predestinada a governar o reino. Temendo que isso aconteça, Ravenna contrata à força um caçador, Eric (Chris Hesworth) para levála até a Floresta Negra e mata´la. Mas ele logo se apaixona por ela, e resolve ajudála a domina o reino, com a ajuda dos 8 anões. Boa fantasia, prejudicada por um roteiro sem grandes emoções, mas com ótimos efeitos e figurinos, além de fotografia e direção de arte. Mas algumas cenas não são bem realiadas, como a do ataque dos anões pela primeira vez. de qualquer forma, mil vezes superior ao filme " espelho, espelho meu". Vale como curiosidade, e mais nada. Nota: 6

segunda-feira, 11 de junho de 2012

domingo, 10 de junho de 2012

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Sombras da noite

"Dark shadows", de Tim Burton (2012) Em 1752, a poderosa familia Collins sai de Liverpool e segue até Collinsport, Maine, nos Estados Unidos. Chegando lá, Barnabas (Jonnhy Depp) conhece Angelique (Eva Green), que na verdade é uma bruxa. Apaixonada por Barnabas, mas tendo o amor náo correspondido, Angelique resolve rogar uma maldicao, transformando BArnabas em vampiro e matando a sua amada, que se joga de um precipicio. Barnabas é enterrado vivo, mas é solto por um grupo de escavadores em 1972. Barnabas vai até o seu castelo, e descobre que ele está sendo habitado por descendentes de sua familia, agora administradores de uma peixaria na cidade. Como rivais no comercio, Angelique, que descobre o retorno de Barnabas e resolve reaver o seu amor, sem saber que Barnabas se apaixonou por Victoria, a tutora de menino David, filho de Eisabeth (Michelle Pfeiffer), atual administradora da mansáo. Esse novo filme de Burton tem pouco apelo para o publico infanto-juvenil, reservando a sua historia e ambientacao para um publico mais adulto. Com excelente direcao de arte, figurinos e maquiagem, ambientando o filme nos anos 70, o filme ainda reserva uma otima trilha sonora, com classicos da década, com um rigor visual impressionante. A caracterizacao de Johhny Depp é um dos pontos altos, além do uso de efeitos que lembra bastante os filmes "A morte lhe cai bem"e "Carrie, a estranha". filmes que com certeza, Burton se inspirou. O filme tem um ritmo lento, muitos dialogos, o que pode frustrar bastante os seus fãs, mas já na segunda metade ganha mais ritmo e acao. O filme com ceretza nao agradara muita gente, mas vale demais pelo seu apuro tecnico e visual. Nota: 8