sábado, 16 de agosto de 2025

Vírus

"Baireoseu", de Yi-kwan Kang (2025) Fantasia que mescla drama, romance e ficção científica, "Vírus" é protagonizado pela excelente atriz sul coreana Doona Bae, de "Sense8" e "A viagem". Ela é Taek-seon, uma tradutora na faixa dos 35 anos, solitária e um desastre na vida amorosa. Sua irmã Ji-Sun (Kim Ye-Won) arruma um encontro em um app de relacionamentos. Taek conhece o cientista Nam Soo-Pil (Son Suk-Ku). Mas o encontro não funciona muito bem, pois o cientista é chamado às pressas para o laboratório. No dia seguinte, eles se encontram novamente. Mas Soo Pil acaba morrendo no laboratório. Ele estava investigando um vírus, que provoca reações adversas, entre elas, faz as pessoas extremamene felizes. Taek está alegre e passa a amar a vida e a todos. O Dr Lee Kyun é acionado para vir dos Estados Unidos e procurar uma cura para o vírus, que começa a se espalhar quando ratos cobaias fogem do laboratório. "Vírus" começa bem na sua primeira metade, mostrando a protagonista desengonçada que ao poucos, pelo efeito do vírus, passa a encontrar sentido na vida e a trazer cores para si. Mas na segunda metade ele foge um pouco dessa fantasia romântica para investir na ação e na solução do vírus e fica mais sério. É um filme interessante, mas que certamente poderia ter rendido mais se tivessem apostado em uma narrativa mais leve e cômica.

Hotspring sharkattack

"Onsen shâku", de Morihito Inoue (2024) Sandice japonesa que deixa "Sharknado" no chinelo. Impossível não gargalhar durante todo o filme com tantas aberrações, tosquices e eftiso Cgi de péssima qualidade, mas claro, com a intenção de divertir o público. O filme apresenta tubarões que atacam uma cidade costeira, e que conseguem atravessar tubulações de um Spa que está inagurando na cidade, matando os banhistas do local. Fora isos, os tubarões conseguem se transformar em vapor e atacam nas ruas, nas casas e em qualquer lugar. Nào bastasse isso, um megatubarão surge, se mostrando o líder de todos, inclusive com uma coroa no topo de sua cabeça. Para tentar matar os tubarões, um trio formado pelo prefeito, uma cientista e um homem musculoso, chamado de Macho e habitante do mar, uma espécie de príncipe Namor, fazem de tudo para dizimar os bichanos. O mais divertido de tudo, claro, são os tubarões. Ora feitos em CGi, ora eles surgem como bonecos de papel machê. As atuações são mais do que caricatas, e a história é o padrão de sempre: cidade turística e tubarões começam a atacar. Não é para em hipótese alguma se levar a sério. É diversão para juntar a galera e exculachar.

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

I am what I am

"Xiong shi shao nian", de Haipeng Sun (2021) Premiada animação chinesa realizada em 3D, "I am what I am" segue a tradição de protagonistas azarões, que têm tudo para perder um campeonato, mas que com perseverança, atingem seus objetivos. O filme tem como pano de fundo o compeonato de "Dança do leão", que logo nos créditos iniciais, é apresentado como "uma esplêndida tradição chinesa que combina dança, música e artes marciais numa única performance". Na cidade de Guangzhou, moram Ah-juan e dois amigos, Kat e Doggie, todos jovens da classe trabalhadora. Eles decidem que querem praticar a dança do leão na esperança de participar de uma competição. Eles vão atrás do ex-campeão da dança do leão, Qiang, que avabdonou tudo para se tornar um vendedor de peies. Mas a chegada dos garotos faz Qiang despertar novamente para a paixão da celebração, e ele decide aceitar em treiná-los. Mas o detsino se abate sobe Ah-Juan: seu pai sofre um acidente e entra em coma, e ele precisa agora voltar para a sua cidade e sustentar a casa, na ausência de seu pai. O desenho é emocionante e tem excelentes cenas de ação de de coreografia, auxiliados por uma lind atrilha sonora. Os personagens são carismáticos e o público torce por eles. Todo o visual do filme é muito bonito, e o roteiro ajuda a universalizar a tradição da dança do leão.

Corra que a polícia vem aí

"The naked gun", de Akiva Schaffer (2025) A franquia da comédia "Corra que a polícia vem aí" começou em 1988, depois 1991 e finalmente, 1994. Com a morte de seu protagonista, Leslie Nielsen em 2010, levou 30 anos para que os produtores lançassem a parte 4, dessa vez protagonizada por Liam Neeson, uma ecsolha improvável, mas que acabou sendo acertada. Ele interpreta Frank Drebin Jr., filho do personagem de Nielsen. Ele trabalha como agente no Esquadrão da Polícia de Los Angeles, chefiada por Chefe David (CCH Pounder, de "Bagdad café"). Frank investiga a morte de um homem aparentemente por suicídio. A irmã do morto, Beth (Pamela Anderson) procura Frank, acreditando que ele tenha sido morto pelo bilionário Richard Cane (Danny Huston), um magnata da tecnologia. Frank conta com a ajuda de seu fiel parceiro, Ed Hocken Jr. (Paul Walter Hauser), filho do antigo Chefe Ed (George Kennedy). Dirigido por Akiva Schaffer, diretor do hilário musical "Popstar: Never Stop Never Stopping" tem ótimos acertos, que é no elenco principal, entre eles, Liam Neeson, Pamela Anderson, CCH Pounder e Paul Walter. Danny Hounston como o vilão não oferece muito temor e faz aquela cara de sempre em todos os personagens que interpreta, meio blasé. Algumas piadas funcionam, outram provavelmente o público não irá entender, principalmente a galera jovem, por serem muito datadas e ou focadas na vida do americano (por ex, quando o filho do personagem de O.J. Simpson lamente sua morte). O clip romântico de Frank e Beth com um boneco de neve ficou bizarro e não curti. A franquia original tinha a seu favor uma época ond eo politicamente incorreto imperava. Nos dias de pautas e cancelamentos, o humor debochado ficou muito comedido.

Abraham boys

"Abraham boys", de Natasha Kermani (2025) Adaptação do conto escrito por Joe Hill, filho de Stephen King. "Abraham boys" parte de uma premissa interessante, e anunciado como sendo uma continuação de "Dracula", de Bram Stoker. O filme se passa em Count Vally, California, 1915, 18 anos depois da morte do Conde Drácula. Abraham Van Helsing (Tito Welliver), o famoso caçador de vampiros, se muda com sua esposa Mina (Jocelin Donahue) e seus dois filhos, o adolescente Max (Brady Hepner) e o menor Rudy (Judah Mackey). Mina não está bem, e Abraham alega que se mudou para a Califonria para que ela melhore no clima mais quente e ensolarado. Mas Abraham bota na mente de Max que a mãe dele pode estar enfeitiçada pelo poder dos vampiros. Max vai observando sua mãe e acredita que ela virá a se tornar uma vampira. O filme, de ritmo bastante lento, é um terror autoral, dirigido por Natasha Kermani. As imagens são belas, a fotografia idem e os atores estão bem. Mas fãs de terror ficarão frustrados. O filme é uma metáfora sobre empoderamento feminino e o quanto Abraham Van Helsing não consegue se adaptar a um mundo sem vampiros, e que vive sob a sombra de seu passado. O filme e o conto discutem então a relação entre independência feminina como sendo um "novo monstro" para Abraham, e o quanto ele quer alimentar os seus filhos sobre o perigo de mulheres que vivem uma vida independente. É um tema bastante interessante, mas infelizmente em um filme entediante, ainda que belo.

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Doce inocência

"Bloodhounds of Broadway", de Howard Brookner (1989) O filme existe ainda nos dias de hoje pela presença de Madonna no elenco, caso contrário, estaria totalmente obscuro para os cinéfilos dos dias atuais. "Doce inocência" traz a Diva pop como estrela de uma das 4 histórias adaptadas do romancista Damon Runyon, falecido em 1946. Em seus contos, violência, romance, mulheres fatais, gangsters e corrupção são temas comuns. O filme é ambientado na véspera do ano novo de 1928, em uma Nova York sob as leis da Lei seca, e vivendo o auge da depressão americana. As histórias acontecem dentro de bares famosos, onde a bandidagem e a venda de bebidas, proibidas, circulam livremente, com direito a shows de garotas sexies e muito romance entre gangsters e dançarinas. Madonna interpreta Hortense Hathaway, paixão platônica do gangster Feet Samuels (Randy Quaid), que para bancar presentes para ela, vende seu corpo para a ciência. Em outra história, o gangster "O cérebro"(Rutger Hauer) é friado em um atentado, e a única mulher que aceita cuidar dele, é uma florista, que o leva até a sua humilde casa. O gangster e jogador "Regret"(Matt Dillon) é apaixonado pela dançarina Lovey Lou (Jennifer Gray), mas ele é acusado de um assasinato. Handsome Jack (Esai Morales) tem um surto e acaba matando o raro papgaio de estimação de uma milionária, que pede para que seu amante gangster o mate como vingança. O filme foi a única direção do diretor Howard Brookner, que contraiu HIV antes das filmnagens e escondeu da equipe e elenco, vindo a falecer 7 meses antes da estréia. O filme acabou sem ser finalizdao por ele, e a distribuidora decidiu encurtar o filme, achando-o confuso, e adicionando uma narração em off de um personagem jornalista, que narra os contos. O filme é corretom com ótima direção de arte, mas seu ritmo lento e edição confusa atrapalham. Madonna, para variar, foi criticada, mas ela é o grande chamariz do filme, e a sua parceria com Randy Quaid, que está ótimo, é muito boa.

Odd fish

"Ljósvíkingar", de Snævar Sölvason (2024) Premiada comédia dramática lgbtqiap+, escrita e dirigida por Snævar Sölvason, que traz uma comovente história de amizade entre dois homens de meia idade, amigos por mais de 30 anos. Mas quando um dos amigos decide transitar paa uma mulher trans, o outro amigo preisará rever todos os seus preconceitos para manter a amizade, inclusive, resgatar o amor pelo seu filho gay, com quem ele se afastou desde que saiu do armário. Hjalti (Björn Jörundur Friðbjörnsson) é dono de um famoso restaurante de frutos do mar, que tem um acervo de museu em seu interior e é visitado por turistas. Seu melhor amigo, Birna (Arna Magnea Danks, atriz trans) é o cozinheiro do local. Quando o pai de Birna morre, ele decide de uma vez realizar o seu desejo de transição para uma mulher. A reação da cidade é imediata, mas é Hjalti que aprende a aceitar e a amar a agora melhor amiga. Um filme honesto, sincero e comovente, "Odd fish" traz protagonistas na faixa dos 50 anos que entendem que a vida ainda está longe de terminar e querem dar uma guinada para sair da rotina. As locações na costa islandesa são belíssimas, e a fotografia ajuda para trazer esse olhar de encantamento. Mas é na relação entre os dois amigos onde o filme seduz e sensibiliza, com duas performances matadoras e carismáticas.

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Filhos

"Sønner", de Erik Richter Strand (2006) Esse drama norueguês é uma porrada no estômago. O filme retrata o drama de vítimas de p3dof1l1a de uma forma visceral. Lars (Nils Jørgen Kaalstad) tem 25 anos e é salva-vidas de uma piscina de classe média baixa em Oslo. Ele desconfia que um dos freqentadores, um homem de meia idade, Hans, está assediando m3nor3s. Ao perseguir o carro de Hans, ele testemunha e grava no vídeo um ato de abuso. contra um m3nor, Tim (Mikkel Bratt Silset). Lars decide expor o video na mídia, tirando o rosto de Tim. Lars decde se tornar um caçador de p3dof1l0s, e para isso, conta com a ajuda de seu amigo Jorgen (Edward Schultheiss) O filme é cru e certamente será difícil para muita gente assisti-lo. O jovem ator Mikkel Bratt Silset, que interpreta Tim, tem uma performance corajosa e visceral. No 3o ato, o filme caminha para uma constante tensão,d eixando o espectador em constante adrenalina.

A melhor mãe do mundo

"A melhor mãe do mundo", de Anna Muylaert (2025) Vencedor de 5 prêmios no Recife Cine PE 2025 (Filme, montagem, roteiro, atriz e atriz coadjuvante) e exibido na Mostra Berlinale special do Festival de Berlim, "A melhor mãe do mundo" vem depois de "O clube das mulheres de negócios", ambos filmes com protagonismo feminino mas de gêneros totalmente opostos. Shirley Cruz é Gal, uma catadora de lixos recicláveis que sofre violência constante de seu marido, Leandro (Seu Jorge). Gal é mãe das crianças Rihanna (Rihanna Barbosa) e João Victor (Benin Ayo). Após mais um caso de violência, Gal decide ir embora com seus filhos e atravessar a cidade de São Paulo, buscando refúgio na casa de sua prima, e dizendo aos filhos que ele sfarão uma grande aventura. É curioso relacionar a forma como Gal narra a violência do mundo de forma lúdica para seus filhos, semelhante ao personagem de Roberto Benigni em "A vida é bela". A realidade nua e crua com a qual convivem e sobrevivem Gal e os filhos trazem temas ainda mais aterrorizantes com o abuso doméstico, na figura de um personagem masculino machista. OS personagens masculinos no filme, de uma forma geral, acompanham esse perfil, cabendo às mulheres se protegerem e se unirem. O trabalho dos atores no filme é excelente, e impressiona, além da força descomunal da performance de Shirley Cruz, as atuações das duas crianças, comoventes e empoderadas.

O rei da feira

"O rei da feira", de Felipe Joffily (2025) Diretor das comédias "Nas ondas da fé", "E aí, comeu?", "Muita calma nessa hora", entre outras, Felipe Joffily, sobrinho do cineasta José Joffily, tem investido em seus últimos filmes, em uma linguagem mais autoral, o que se reflete no uso da câmera, na montagem e na escolha do elenco. Em "o rei da feira", com roteiro de Gustavo Calenzani, o filme investe em 3 gêneros de uma única vez: comédia, mistério à la Agatha cristie e sobrenatural, evocando 'O sexto sentido". No subúrbio carioca, desde criança, Monarca vê espíritos. Sua mãe (Renata Gaspar) é uma vigarista que assalta um feirante e acaba sendo presa. Já adulto (Leandro Hassun), trabalha como segurança em uma feira de rua. Um dos feirantes, Bode (Pedro Wagner) ganha no bicho um valor alto. Mas ele logo depois é encontrado morto. Existem vários possíveis assassinos, entre feirantes, dona de boteco, bicheiro e menino de rua. Monarco conta com a ajuda dos espíritos e de uma legista de um necrotério para decsobrir o suposto assassino de Bode. O elenco traz talentos regionais de diversos estados: Késia, Dani Fontan, Luana Martau, Renata Castro Barbosa, Everaldo Pontes, Renata Gaspar, Vinicius Moreno, Thiago Justino, Clarissa Pinheiro e Talita Younan, entre outros, apostam em um filme diferente de outras comédias populares. Leandro Hasusn assume uma persona de Hercule Poirot carioca e se diverte com essa paródia de "O assassinato no expresso do oriente" misturado "Ao sexto sentido", e um pouco de "Nosso lar".

terça-feira, 12 de agosto de 2025

Eddington

"Eddington", de Ari Aster (2025) Que saudades que eu tenho do Ari Aster da época que ele fazia filmes de terror. 'Hereditário" e "Midsommar" trouxeram um novo respiro ao cinema de gênero, em filmes controversos e violentos, trazendo uma aura autoral e artística ao cinema de terror protagonizados por elenco de peso. O Ari Aster de "Beau is afraid" e 'Eddington" procura apostar no lado sombrio do ser humano, com sub-textos político e sociais, fazendo metáforas sobre os Estados Unidos afundado pela extrema direita. O protagonista de ambos os filmes, interpretados por Joaquim Phoenix, tem uma instabilidade emocional que o leva a insanidade moral e mental Concorrendo à Palma de ouro no Festival de Cannes 2025, o filme foi bastante criticado e recebeu as piores notas da crítica. 'Eddignton" é uma parábola da extrema direita no poder, de um Estados Unidos que vive de hipocrisia, de manifestações de esquerda feitas para a mídia, de movimentos black lives matter organizadas por pessoas brancas, e principalmente, as causas e efeitos que a pandemia da covid provocou na sociedade, despetrtando o pior do ser humano. São muitos os personagens, muitas sub-tramas que arrastam, alongam e confundem a narrativa de 150 minutos. Na cidade de Eddignton, uma pequena cidade do Novo México, uma disputa de poder acontece entre o xerife Joe Cross (Phoenix), que s erecusa a usar máscara durante a pandemia de 2020, e o prefeito Ted Garcia (Pablo Pascal), defensor, assim como boa parte da cidade, do uso da máscara. Joe é casado com Louise (Emma Stone), e junto de sua mãe Dawn, vivem na mesma casa com Joe. Louise vive um trauma: acredita ter sido abusada por Ted, mas não tem memória sobre esse evento, e sua mãe e Joe a fazem acreditar que foi Ted. Joe decide se candidatar a prefeito, e usa esse evento do 3xtupro para desmoralizar Ted. Diversas manifestações acontecem na cidade, organizadas por estudantes de esquerda filiados à ANTIFA, uma organização antifascista. Eles manifestam contra o racismo das autoridades. Joe decide se impor e fazer valer a sua lei de autoridade, e assim, ganhar força com os moradores da cidade e se eleger. É difícil falar sobre "Eddignton". São muitas temáticas, defendidas por um excelente elenco. Mas a pulverização de temas faz o tema principal, a disputa entre Joe e Ted, meio que se esvair. O desfecho faz unir quase todos os eventos, para uma catarse mais ao estilo dos irmãos Coen.

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Ebony and Ivory

"Ebony and Ivory", de Jim Hosking (2024) Em 2016, o roteirista e diretor inglês Jim Hosking lançou no Festival de Sundance um dos filmes mais toscos que vi na vida, chamado "The greasy strangler", sobre um assassino literalmente ensebado e oleoso. O seu tipo de cinema se aproxima da filmografia do igualmente bizarro Quentin Dupieux, cineasta francês autor de "Rubber- o pneu assassino", entre outras pérolas cults. Com "Ebony and Ivory", Hosking toma como ponto de partida, um fato real que causou furor no meio musical no ano de 1981: o encontro entre dois midas da música, Paul Maccartney e Stevie Wonder, que se encontraram na Escócia e desse encontro, surgiu a clássica "Ebony and ivory". Mas como é um filme de Hosking, ele apresenta esse encontro de forma surreal: com somente dois atores no filme, Stevie (Gil Gex) rema sozinho!!!! até encontrar Paul (Sky Elobar) o esperando em uma ilha deserta na Escócia. Eles passam dias e dias em uma cabana, faalndo sobre comida vegana, fumam muita maconha, ficam pelados e circulando pela praia (com próteses bem fakes, por sinal) e pouca coisa realmente acontece. O ator elijah Wood é um dos produtores do filme, junto de outros 10 produtores. Precisava entender qual foi o motivo de s efazer esse filme, e não encontrei uma entrevista que dissesse isso. Tudo é tosco, diálogos sem noção, performances caricatas e irritantes. Talvez ess etenha sido a intenção, um grande papo de maluco maconheiro de 90 minutos de duração. Mas não curti.

Os demônios ao amanhecer

"Los demonios del amanecer", de Julián Hernández (2024) O cineasta mexicano Julian Hernandez foi por 2 vezes, vencedor do pr6emio Teddy no Festival de Berlim, dedicado a filmes de temática queer: "Mil Nubes de Paz Cercan el Cielo, Amor, Jamás Acabarás de Ser Amor" e "Rabioso Sol, Rabioso Cielo". São filmes de narrativa radicais, longos e intensos nas cenas de s3xo. Escrito e dirigido por Hernandez, "Os demônios ao amanhecer" apresenta os jovens Orlando (Luis Vegas) e Marco (Axel Shuarma). O primeiro quer ser dançarino profissional. O outro, enfermeiro. Orlando é adepto de s3xo livre e participa de relacionamentos poligâmicos. Marco é mais focado em seu trabalho, e dedicado à família. Abos vivem mundos onde a homofobia e a pressão por estabilidade profisisonal os perseguem. Quando se conhecem em um ônibus, é amor à primeira vista. Vivendo um primeiro relacionamento monogâmico e firme, os dois decidem morar juntos. Mas a constante pressão por todos os lados, a dificuldade financeira acaba por afastá-los. Premiado em diversos festivais, o filme traz performances naturalistas de todo o elenco, em uma narrativa longa e de ritmo lento. Recheado de músicas pop e cenas de baladas, trazendo também alguns números musicais. As cenas de s3xo são bem marcadas e coreografadas.

domingo, 10 de agosto de 2025

Popstar: Sem Parar, Sem Limites

"Popstar: Never Stop Never Stopping", de Akiva Schaffer e Jorma Taccone (2016) Divertido Mockmentary (documentário fake) dirigido e escrito pelo coletivo "The lonely island", formado pelos atores, diretores e roteiristas Andy Samberg, Akiva Schaffer e Jorma Taccone (Akiva dirigiu o reboot de "Corra que a polícia vem aí", com Liam Neeson). O filme certamente foi inspirado pelo clássico "This is spinal tap", de Rob Reiner, que também mostrava a banda fictícia The spinal tap e a relação entre os integrantes do grupo, seus shows, crises internas, mídia e fãs. Em Popstar", todos os gerais com multidão foram cedidos pelo grupo One direction. O filme foi co-produzido por Judd Apatow, e dizem que a imagem explícita de um p3nis seja dele. Amigos desde criança, o trio Conner (Samberg), Owen (Jorma Taccone) e Lawrence (Schaffer) acabam formando o trio pop The Style Boyz, que se torna um grande sucesso. Mas desavenças entre Lawrence e Conner pelas autorias de letras faz com que o grupo acabe,. Lawrence se isola e vira um fazendeiro. Connor decide lançar carreira solo, se chamando Conner4real, e Owen vira seu Dj nos shows. O 1o disco solo é um grande sucesso. Ma so 2o se torna um grande fracasso. A chance é retomar o trio The Style boyz", mas para isso, Connor terá que se reaproximar de Lawrence. Com ótima direção, trabalho de câmera, fotografia e músicas compostas para o filme, a direção de arte traz grande valor de produção no cenário dos shpws e no design gráfico. Mas ond eo filme realmente funciona, são nos inúmeros de celebridades reais e um time de atores comediantes no elenco codjuvante: Pharrel, Imogen Poots, Maya Rudolph, Joan Cusack, Usher, Nas, 50 cent, Ringo Star, Simon Cowell, Adam Levine, Mariah Carey, Pink, Emma Stone, Justin Timberlake, Bil Hader, Kate perry, Miley Cyrus, Michael Bolton, entre outros.

Late shift

"Heldin", de Petra Biondina Volpe (2025) Exibido no Festival de Berlim 2025, "Late shift" é uma co-produção Suíça e Alemanha, escrito e dirigido por Petra Biondina Volpe. O filme é uma homenagem à difícil vida profissional da classe dos enfermeiros, que trabalham sob pressão e que constantemente provoca burn out e instabilidade emocional. Na cartela final do filme, tem a informação que na Suíca, 36 por cento dos enfermeiros abandonam a profissão, e que em 2030, haverá um defdicit de 30 mil enfermeiros. A crise é global, e no mundo, em 2030, o deficit será de 13 milhões de enfermeiros. Floria (Leonie Benesch, atriz do excelente "Teacher's lounge") é uma enfermeira do turno noturno. No hospital onde ela trabalha, só existem 2 enfermeiras no turno, e a sua agenda está lotada, tendo que dar atenção a diversos pacientes, em sua maioria, idosos. Stress, pacientes instáveis emocionalmente, são todos os tipos de situações pelos quais Floria precisa passar. Com um trabalho impecável de Leonie Benesch, o filme traz uma narrativa naturalista, quase documental, tensa e dinâmica do trabalho dos enfermeiros. Excelente trabalho de câmera e de fotografia. O desfecho é comovente.

O fim da viagem, o começo de tudo

"Tabi no owari sekai no hajimari", de Kiyoshi Kurosawa (2019) Kiyoshi Kurosawa é considerado um mestre do gênero terror japonês. Ele dirigiu cults como "Pulse", o espetacular "Creepy", 'Chime" e a obra prima "Sonata de Tokyo", um drama angustiante. Escrito e dirigido por Kurosawa, "O fim da viagem, o começo de tudo" foi realizado para comemorar o 25º aniversário das relações diplomáticas entre o Japão e o Uzbequistão, assim como o 70º aniversário do Teatro Navoi, representado no filme por uma linda cena onde a protagonista canta "Hino ao amor", de Edith Piaf. O filme concorreu no Fetsival de Locarno. Yoko (Atsuko Maeda), é uma jovem jornalista de TV japonesa. Ela trabalha para uma equipe de homens para um programa de viagens. A equipe está no Uzbequistão, colhendo informações curiosas sobre o país. Yoko é a apresentadora, e é obrigada a passar por situações constrangediras e incômodas sobre a cultura local. Um país conservador, Yoko sofre machismo tanto de moradores locais, quanto de sua própria equipe. Yoko tinha sonho de ser cantora. O intérprete local é apaixonado por ela, mas decsobre que Yoko namora um bombeiro japonês, com quem ela se comunica por mensagens de texto. Um filme totalmente diferente da filmografia de Kuroswa, "O fim da viagem, o começo de tudo" mostra uma protagonista deslocada culturalmente, trabalhando em um país onde ela não fala a língua local. Yokotem sempre a sua voz abafada pelo diretor, que a obriga a produzir matérias, mesmo que ela não esteja bem. A cena onde ela é cobaia em um brinquedo em um parque de diversões sintetiza bem o assédio que ela passa, disfarçado por pressão e machismo. A cena final é comovente e libertadora.

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Mamantula

"Mamantula", de Ion De Sosa (2023) Bizarra fantasia queer, recheada de cenas de s3xo explícito, "Mamantula" traz um ser alienígena em forma de tarântula, que disfarçado d ehomem cis, faz encontros em ambientes de pegação. Na hora do orgasmo, ele se alimenta de sangue e sêmen, deixabdo a vítima sem ossos. duas mulheres detetives, que também são amantes, procuram decsobrir o paradeiro do serial killer que anda assassinando gays. O filme, uma co-produção Alemanha e Espanha, parece uma mistura bem doida de Almodovar, Bruce la Bruce e Rosa Von Praunheim. Com cenas escatológicas, uma profusão de closes em genitálias masculinas, muitas cenas de s3xo e um roteiro tosco, que serve a um público que consome o quanto pior, melhor.

Sauna

"Sauna", de Mathias Broe (2025) Concorrendo no Festival de Sundance 2025, "Sauna" é um dram queer que traz um tema polêmico: Johan (Magnus Juhl Andersen) é um jovem massagista e garoto d eprograma que trabalha em uma sauna gay. Fora da sauna, Johan marca encontros pelo Grindr. ele acaba marcando encontro com Willian (Nina Terese Rask). Porém, logo nas preliminares, Johan descobre que Willian é um homem trans. De início ele rejeita, mas reconsidera e transa com Willian. Os dois passam a manter um relacionamento estável, ao contrário do que Johan pensava, em ser uma pessoa livre em relacionamentos. Willian tem dificuldade em conseguir hormônios e de convencer uma clínica a fazer transição de gênero. Johan por sua vez, tem dificuldade em seu aceito pela comunidade trans, e mais: sente falta d avida sxeualmente ativam quando era o passivo da relação, com homens cis. 'Sauna" traz cenas explícitas de s3xo, além de apresnetar cem censura o universo das saunas gays em Copenhague, ponto de encontro para orgias e s3xo livre. Os dois atores estão muito bem e totalmente entregues aos seus personagens, em fortes cenas de intimidade.

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

A hora do mal

'Weapons", de Zach Cregger (2025) Muitos críticos compararam esse 2o longa de terror de Zach Cregger ao cinema de Dennis Villeneuve ("Procurados") e Tarantino ("Pulp fiction"). Mas para mim é muito clara as referências a "Longlegs" e "Corra!". Diretor do elogiado terror "Noites brutais", Zach Cregger escreveu e dirigiu o aclamado "A hora do mal". Novamente, a protagonista é uma casa e o sótão esconde segredos. A curiosidade é que o novo cinema de terror aposta no portagonismo de atrizes veteranas em papéís fortes: "Faça ela voltar" tem Sally Hawkins, "Longlegs" tem Alicia Witt e "A hora do mal" tem Amy Madigan. A imagem das crianças correndo lembra muito a imagem de Kim Phuc Phan Thi , a menina Napalm da Guerra do Vietnã, que corria com os braços abertos. O filme se passa em um subúrbio. Dividido em capítulos, com títulos dedicados ao protagonista daquele episódio. Todos dividem a mesma angústia: 17 crianças da sala de aula da professora Justine (Julia Garner). desapareceram quando saíram sem nenhuma explicação de suas casas às 2:17 da manhã. Os pais botam a culpa em Justine, acusando-a de bruxa. Os outros capítulos: Um dos pais, Archer (Josh Brolin), em busca de seu filho; Anthony (Austin Abrams), um sem teto drogado e ladrão; Paul(Alden Ehrenreich), um policial ex alcóolatra e ex-namorado de Justine; Marcus (BEnedict Wong), o reitor da escola; e Alex , o único menino que não desapareceu e sua tia avó Gladys (Amy Madigan). Todas essas histórias irao se conectar de forma brilhante, amarradas no roteiro repleto de plot twist. O filme não é aquele terror que todo mundo espera saltar da cadeira. Ele tem um drama em formato de thriller, alguns poucos jump scares. O desfecho que é apoteótico, estranhamente mesclando terror e um humor ácido.

Sorry, baby

'Sorry, baby", de Eva Victor (2025) Escrito, dirigido e protagonizado pela atriz Eva Victor, 'Sorry, baby" é uma produção indie produzida por Barry Jenkins. O filme concorreu na Quinzena dos realizadores no Festival de Cannes 2025, e venceu o prêmio de melhor roteiro em Sundnace 2025. Distribuído pela A24, "Sorry, baby" foi aclamado pela crítica. Agnes (Victor) é uma professora de letras na Universidade da Nova Inglaterra. Quando sua melhor amiga Lydie (Naomi Ackie) a visita para passar um final de semana, memórias do passado retornam quando elas eram estudantes de letras. Agnes tinha como mentor de seu projeto de romance o seu professor Preston Decker, que ela admirava bastante. Mas quando ele pede para que ela vá à casa dele apresnetar o projeto, o que se segue depois é o causador de um enorme trauma na vida de Agnes. Com uma participação encantadora de Lucas Hedges, no papel do vizinho Gavin, "Sorry, baby" é denso, um drama que mergulha no pesadelo de uma mulher que perde o controle de sua estabilidade emocional por um caso sério de abuso sexual e onde ela se sente de mãos atadas por conta de um sistema judiciário, policial, médico e acadêmico que não a protegem. A atriz Eva Victor desenvolveu um filme que orço muito, mude a sua trajetória profisisonal e a torne em uma grande atriz renomada, por merecimento.