terça-feira, 30 de abril de 2013

2 dias em Nova York

"2 days in new York", de Julie Delpy (2012). Continuação do filme "2 dias em Paris", também dirigido por Julie Delpy em 2007. Delpy se inspirou nos filmes que fez com Ethan Hawke sob a batuta de Richard Likater e resolveu fazer a sua versão cômica sobre o relacionamento de um casal, ela francesa, ele americano. Ao contrário de sua fonte de inspiração, sem sua série, o casal termina o relacionamente e não se vê mais. Aqui, Marion está morando em NY com seu filho pequeno, e conhece Mingus (Chris Rock), com quem mora junto. Ela irá receber a visita de seu pai e sua irmã, e junto do namorado dela, causam um tumulto enorme que irá balançar a relação do casal. Delpy novamente trabalha com seu pai, Albert Delpy, no papel de..seu pai!. Sua mãe, a atriz Marie Pillet, faleceu 2 anos após o 1o filme, e aqui, Delpy faz uma bela homenagem para ela. No entanto, a vontade exasperada de Delpy querer ser Woody Allen, a faz criar situações cômicas que beiram o pastelão , sem nenhuma sensibilidade. Ter colocado Chris Rock no papel do namorado só reforça essa sua intenção. O lado dramático e acri-doce da comédia se perde, dando lugar apenas a gags esterotipadas sobre culturas francesa e americana. A parte realmente emocionante do filme, fica na reminiscencia de Delpy sobre a sua mãe falecida, expondo uma poesia belísssima. O filme tem várias participações especiais, entre elas, de Vincent Gallo, se auto-parodiando. ( A cena dele no restaurante, se apresentando como Ator, diretor, roteirista, produtor, etc é ótima). No mais, é se deliciar com cartões postais de NY e desejar que essa franquia termine por aqui mesmo. Nota: 6

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Depois de maio

"Apres mai", de Olivier Assayas (2012). Assayas, além de ser casado com a musa de Won Kar Wai, Maggie Cheung, é um cineasta que gosta de provocar. Depois dos excelentes "Clean" e "Carlos", ele volta com esse épico sobre a juventude inquieta na França de 1971. Após o evento de maio de 68, estudantes procuram manter acesa a chama da liberdade e da luta contra o sistema. Gilles (Clément Métayer, excelente) é um alter-ego de Assayas: apaixonado por cinema vivo, pulsante, , ele busca na liberdade de expressão a sua força para compor arte e cinema experimental, ao contrario de seu pai, que trabalha com cinema de entretenimento. A ele se juntam vários outros estudantes, criando assim um verdadeiro painel sobre desejos e frustrações de uma geração que acreditou que poderia mudar o mundo. Um filme que impressiona pela sua beleza: fotografia, figurino, direcao de arte, maquiagem, cabelos, tudo no mais alto nivel. A trilha sonora evoca momentos sublimes do que havia de melhor no rock progressivo da época, me lembrando do prologo de "Apocalipse now" pela sua atmosfera. Os atores jovens são todos brilhantes, e o filme é uma aula de atuação para aqueles que acham que compor jovem rebelde é so gritar e espernear. Tudo exala verdade, a gente acredita em tudo o que se passa na tela. cenas antológicas ( a festa na mansão de Laurie, que culmina em incendio), a filmagem no estudio da Pinework. É uma grande produçào filmada em vários países: França, Itália, Inglaterra e até mesmo no Oriente Médio. Imperdivel para quem busca um cinema que faz pensar. Não fosse tão longo, seria primoroso. Nota: 8

O futuro

"O futuro", de Miranda July (2011). Em 2005, com "Eu, voce e todos nós", Miranda July ganhou a "Camera d'or"no Festival de Cannes e por um bom tempo, foi considerada uma das grandes cineastas independentes que surgiram nos EUA. Mesmo com o sucesso do filme, ela levou mais de 5 anos para conseguir fazer o seu 2o longa, que obteve co-patrocinio com a Alemanha. Mais melancólica e pessimista do que o seu longa anterior, July traça a relação de um casal que está em crise após 4 anos de convivência. Na faixa dos 30 anos de idade, ele sresolvem adotar um gato em estado terminal. Porém, só podem levá-lo para casa em 30 dias, período que ele irá se recuperar no veterinário. O casal resolve entao que nesse período que eles devem reavaliar suas vidas, como se fosse também o estágio terminal do relacionamento. Miranda July é conhecida também como artista plástica e performática, e ela traz pro filme todas essas linguagens, de uma forma mais radical do que seu 1o filme, que tinha uma linguagem mais convencional. Em "O futuro", ela abusa de realismo fantástico, principalmente quando apresenta o gato: ele fala em off boa parte do filme, lamentando a sua vida e nutrindo esperança pela vida. O namorado consegue parar o tempo e falar com a lua. Ela é mais esquisitona: quer gravar 30 videos de dança pra bombar na internet, mas a falta de objetividade e a eterna apatia fará com que os dois fiquem cada vez mais afastados. O tema do tempo é muito importante para o filme. Através dele, July cria várias metaforas. Infelizmente, não me surpreendeu nem me emocoinou tanto quanto "Eu, voce..", que abusava do humor negro. Aqui é tudo mais bizarro, estranho, e fiquei com uma sensação se gostei ou não. Mas ninguém pode dizer que Miranda July não é ousada. Nota: 6

domingo, 28 de abril de 2013

Imaginaerum

"Imaginaerum by nightwish", de Stobe Harju (2012)

Um dia qualquer

"Any day now", de Travis Fine (2012) Baseado em fatos reais, o filme ,ambientando em 1979, fala sobre um advogado enrustido que se apaixona por um drag queen. Um garoto portador de sindrome de down entra na vida deles por um acaso, e o casal resolve tentar a adoção dele, mas enfrentam preconceito de todos. Bom drama, com ótima atuação do trio protagonista: Alan Cumming, Garret Dillahunt, Isaac Leyva, esse último, o jovem portador de sindrome de down. A 1a parte do filme é ótima, com boas cenas e divertida. Mas a 2a parte, quando rola a disputa judicial, exagera no melodrama e fica muito burocratica, com cenas interminaveis no tribunal. Para piorar, os penteados do filme são pavorosos: Alan Cummings fica ridículo com aqueles cabelos longos, o ator que faz seu par parece que está de peruca e por a;i vai. Tem também clips com cenas filmadas em super-8, para enfatizar ainda mais a emoção, o que é um mega-cliichê. Tudo bem que é baseado em fatos reais, mas tanto a paixão do advogado pela drag queen, quanto a história da adoção, parecem pouco prováveis. Vale para ver as performances. O que já é muito. Nota: 7

sábado, 27 de abril de 2013

Dezoito

'Eighteen", de Richard Bell (2005). Produção canadense, esse drama narra a história de Pip, um jovem cujo pai ele responsabiliza pela morte de seu irmão em um acidente. Pipo foge de casa e vai viver coo sem-terra. Ao completar 18 anos, seu pai o entrega um fita k-7 com uma gravação do seu avô, narrando um acontecimento durante a 2a guerra, quando ele se envolve com um saoldado ferido. De baixo orçamento, esse drama tem uma direção frágil e por vezes amadora de Richard Bell. O roteiro pedia um filme de orçamento maior ( cenas de batlha na guerra, etc). A solução foi resolver tudo em enquadramentos mais fechados e com sonoplastia. Mas o maior problema resid eno elenco. O protagonista, Paul Anthony, no papel de Pip, não convence nem como ator nem como biotipo do personagem. Pip era para ser um adolescente de 18 anos, mas o ator na época da filmagem já tinha 29 anos. Sua fisionomia acusa uma idade de um homem já maduro, e isso faz o filme perder a credibilidade. O roteiro também não ajuda: não dá para acreditar que tanta gente se apxione por Pip, um errante, vagabundo que vive reclamando de tudo e de todos. COomo um michê, uma jovem e um padre podem se afeiçoar tanto assim por ele? A revelação também no flash-back, d arelação do avô e do soldado ferido, também resulta inverossímel. Não existe indício de que o amor platônico irá se desenvolver entre os dois. As história spresente e passado também não tem liga, não sôa homogênea. Uma pena. Nota: 4

Para maiores

"Movie 43", de Bob Odenkirk, Elizabeth Banks, Peter Farrely, Griffin Dunne, Brett Ratner e outros (2012) Comédia de humor negro que foi lançado meio qualquer nota aqui no Brasil e que ninguém viu. Destroçado pelos críticos, o filme provavelmente seria esquecido em alguma prateleira de locadoras, não fosse o festival de celebridades existentes no filme, e que trazem certa curiosidade: Halle Betty, Hugh Jackman, Kate Winslet, Naomi Watts, Liev Schreiber, Chloë Grace Moretz, Emma Stone, Uma Thurman, Richard Gere, Josh Duhammel e Elisabeth Banks, entre outros. Daí a gente se pergunta, depois de assistir ao filme, que o produtor e diretor Peter farrelly deve ter um poder de fogo fudido entre as estrelas de Hollywood, por fazer todos acreditarem em seu projeto. O filme em si, é uma grande bagunça: são vários curtas, entremeados por uma história bizarra de um projeto secreto, chamado "Movie 43", que é um filme proibido e que pode deslanchar o apocalipse. Os curtas tem como tema central o sexo, o fetiche, a ambição, a violência. 4 episódios são bem interessantes: O de Chloë Grace Moretz, onde ela faz um pastiche de sua versão de "Carrie, a estranha", zombando de si própria, no papel de uma adolescete que tem sua 1a menstruação. O episódio de Hale Berry é antológico e de longe, o mais divertido e insano. O do diretor Brad Retner, que fala sobre 2 amigos que esequestram um duende, também é muito criativo, com um Gerard Buttler irreconhecivel com duende. o 4o episodio é um que mistura atores e animação, com Josh Duhammel e elisabeth Banks, sobre um gato apaixonado pelo seu dono e que quer se livrar da namorada dele. Os outros episódios são razoáveis, alguns péssimos. Deveriam ter lançado como média-metragem e deletado a história dos nerds que vai costurando os filmes. Vale como curiosidade. Nota: 8 para os 4 episodios citados, e Nota: 4 para o restante do filme.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Homem de ferro 3

"Iron man 3", de Shane Black (2013). Finalmente, um filme da franquia que eu gostei. Digo, gostei como pipocão, me entreteu por mais de 2 horas. Apesar de ficar o tempo todo achando que o filme tinham furos de roteiro. Mas não quiz ser chato durante a sessão e abstrai tudo, em nome do cinemão americano, e daí tiro a conclusão: a gente fica tão preocupado com detalhes de roteiro, e daí percebe que os roteiristas americanos estão cagando pra verosssimilhanças. So,enjoy it! O filme, como deve ser, tem muitas cenas de ação, personagens espertos, aquele humor tão típico de Tony Stark interpretado por Robert Dawney Jr ...e ainda faz referência a um filme cult de ficção cientifica, "O exterminador do futuro". Quem for ver o filme vai entender essa homenagem em determinada cena. O filme tem otimas cenas, como a a do ataque à casa de Tony Stark,. A cena final, após créditos, pela 1a vez, se revela uma comédia, contrariando todos os outros que mostram cenas do próximo filme. Ben Kingsley está divertidíssimo, ao contrario do critico do Globo que achou que ele pagou mico. Gwhyneth Paltrow, a mulher mais bonita do mundo segundo "A people"de 2013, está de verdade linda , seguida pela beleza de Rebecca Hall. Nota: 7 SPOILER: Pra quem não viu ainda, não leia abaixo as questões de roteiro que super me incomodaram: 1)- O filme assume que existiu o filme "Os vingadores", pois faz referencias ao ataque a NY e aos outros herois. Não entendo então porque, numa situacao catastrofica e limite, do presidente ter sido sequestrado, do terrorista ameaçar todos os Estados Unidos, do Homem de ferro só se fuder, em nenhum momento, alguém pede para chamar os outros Vingadores para socorrer? Aonde esles estão??? 2- A personagem de Rebecca Hall está muito inverossimel. Não entendo a virada da personagem, no ultimo minuto. Só porque Tony Stark disse sobre 'pessoas que perderam a alma", ela resolve mudar de time? Fraco, não? 3- A cena do menino entregando o jornal com a manchete sobre a morte de Homem de ferro para Tony Stark, assim do nada, na noite que ele foi dado como morto. Como assim, esse jornal assim do nada? Eu heim! 4- A legião de robos iron man, que solução mais Deus-ex Machina! Parabens roteiristas pela falta de criatividade. 5- O personagem de Don Cheadle, depois de sequestrado, foi largado solto? estranhissimo. 6- Como Homem de ferro e Don Cheadle descobriram o paradeiro do "Mandarim", lá pro final?? 7- Nem falo sobre o desfecho de Pepper de Gwyneth Paltrow!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

3 dias

"3 dias/ Before the fall", de F. Javier Gutiérrez (2008) Filme espanhol que tem como tema central o fim do mundo. Em uma pequena cidade da Espanha, Alejandro mora com sua mãe. Ele sempre se sentiu despreterido pela mãe, por dar mais valor ao seu irmão mais velho, que a 15 anos atras, prendeu um serial killer que mata crianças. Súbito, o mundo descobre que a Terra vai acabar em 3 dias, com a chegada eminente de um meteroro. Caos, suicidios, e por fim, presos perigosos fogem da prisão, incluindo o serial killer, que deseja se vingar. Esse filme tinha todo um grande potencial para se tornar um cult de suspense e ficcao cientifica. Ele une generos tão distintos, como drama, ficcao cientifica, suspense. Mas essa nunção foi a sua grande fraqueza. Como esperrar que o espectador torça pelo personagens e pelas crianças perseguidas pelo serial killer, se a gente sabe que todo mundo vai morrer em 3 dias? Mesmo assim, a parte final do filme é tensa, mas ele resvala para um final romanceado, que lembra muito "Melancolia", de Lars Von trier. Mas curiosamente, esse filme espanhol é de 2008, anterior ao filme dinamauquês. Vale destacar a boa performance do ator espanhol, Victor Clavijo. As crianças não convencem tanto. Antonio Banderas foi um dos produtores do filme. Estreou no Festival de Berlim 2008, e nesse ano, foi considerado um dos 3 melhores filmes estrangeiros pelos Estudios de Hollywood, com possibilidade de um remake.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Somos tão jovens

de Antonio Carlos da Fontoura (2013) "Somos tão jovens", de Antonio Carlos da Fontoura. Confesso que indo assistir ao filme, fiquei pensando se veria um novo "Cazuza", uma vez que a estrutura do filme é bem semelhante, pelo menos dentro do que eu já havia lido na mídia. Em primeiro lugar, quero dizer que sou fã do cineasta Fontoura, e que considero "A Rainha Diaba" uma das grandes obras-primas do cinema, e que sempre lembro como referência de um ótimo filme. Sim, Fontoura, assim como todos os cineastas, também teve o seu momento de baixa, mas agora ele, impressionantemente, ressurge para o panteão com esse filme "Somos tão jovens". Assim como Bertolucci, no alto de sua maturidade profissional, assombrou todos os críticios e cinefilos com o vigor e jovialidade de "Os sonhadores", Fontoura uma energia e potência que apenas o Cinema, como arte e paixão, consegue obter. O seu filme exala em alta voltagem um frescor, e principalmente, emoção, item tão em falta em boa parte da cinematografia nacional. Impossível falar do filme e não comentar sobre o poderoso talento de Thiago Mendonça. Esse filme será a sua grande virada na carreira, e torço para que finalmente ele obtenha uma carreira infinita de ótimos personagens com essa sua performance irrepreensível. E o mais assombroso: o filme deixa espaço para que o elenco inteiro, sem distinção, brilhe, mesmo que em pequenos ou grandes papéis. Estão todos coesos, espontaneos e verdadeiros em seus papeís, O cinema vibra com a trilha sonora da Legião Urbana, e o trabalho de câmera na mão se integra a essa dinâmica do grito da geração que quer se fazer ouvir. Considerações? Sim, algumas, mas insignificantes perante ao conjunto e importancia desse filme para um público ávido por bom entrenimento que faça pensar, emocionar, e porque não, sair do cinema cantandoe querendo ouviraquele cd de antologias empoeirado na prateleira, d euma banda que ousou surgir e se denominar "Legião urbana". Imperdível e obrigatório. E Viva o Cinema Nacional.

terça-feira, 23 de abril de 2013

O mar

"El mar", de Agustí Villaronga (2000) Que belo filme. Agusti é um cineasta catalão, e essa produção obscura de 2000 traz uma história de perversão, desejos reprimidos, violência e paixao. Ingredientes perfeitos para um melodrama. Mas Agusti faz mais que isso: ele incorpora elementos de uma tragédia grega, onde o destino dos personagens já é traçado desde a sua infância. Durante o ano de 1936, Guerra Civil espanhola, 3 amigos testemunham adultos sendo assassinados pelo pai oficial de um colega deles. Num acesso de fúria, Rammalo, um dos amigos, mata o menino. 10 anos se passam, e os 3 se reencontram em um hospital de tuberculosos. Francisca virou uma freira, Ramallo um bandido tuberculoso e Tur se revela extremamente religioso, mas mais para buscar uma ajuda de Deus, pelos pensamentos pecaminosos que ele tem com o amigo Ramallo. Violento, exacerbado, com interpretações que lembram os atores amadores de Pasolini, mas mesmo assim com humanidade, naturalismo. Dos atores conhecidos, apenas Angelina Molina, habituee'dos filmes de Almodovar. É um filme ousado por misturar conflitos espirituais, carnais de uma forma explícita. Vale ser descoberto. Nota: 8

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Amorosa Soledad

"Amorosa Soledad", de Martín Carranza e Victoria Galardi (2008) . O que mais surpreende nessa comedia romantica argentina, é que ela é de 2008, e somente agora, 5 anos depois, encontrou espaco no circuito para ser lancado comercialmente aqui no Brasil. A historia e' sobre Soledad, uma jovem design, que leva um chute na bunda do namorado músico. Deprimida, suas neuroses veem a tona, inclusive sua hipocondria e o desejo de estar sempre analisada por um medico. A relação tumultuada com sua mãe perua só faz agravar as cosias. Até que um dia ela conhece alguém. A atriz Ines Efron e'um verdadeiro achado. ela compoe o seu personagem como se fosse um Woody Allen de saias. Talvez o filme tivesse sido mais divertido, se os cineastas tivessem assumido o fato de ser um filme comercial, e terem feito uma decupagem mais detalhada, e nao afeito a planos unicos e longos, o que faz o espectador deixar de ver os rostos de seus personagens em varios momentos decisivos. De qualquer forma, é uma comedia romantica deliciosa, com otima trilha sonora e atores de apoio competentes. Ricardo Darin faz uma ponta no papel do pai da jovem. Nota: 7

Conspiradores do prazer

"Spiklenci slasti", de Jan Svankmajer (1996) Fábula do mestre do surrealismo tcheco Jan Svankmajer, essa Produção de 1996 conta 6 histórias de pessoas comuns, mas que em suas vidas privadas, revelam seus fetiches mais bizarros, todos envolvendo sexo e prazer. O filme é todo sem dialogos, na linha de outro mestre, Jos Sterling, dinamarques autor de "O ilusionista". Se utilizando de uma fotografia pastel, que ressalta a fantasia da historia, e fazendo uso de técnicas de animaçao stop motion, o filme tem cenas estranhas, muitas dificeis de segurar o riso, tal o teaor de sandice que saiu da mente do diretor. Nos creditos finais, lemos agradecimentos a Luis Bunuel, Sigmund Freud e outros, dando a entender que sonho é sempre relacionado a surrealismo e realismo fantastico. O som tambem causa sensações diferentes, e o elenco, competente, dá vida a personagens dificeis, que na pele de atores amadores, se tranformaria em perolas trash. Aqui, temos uma linha tenue entre primor e tosquice, graças ao talento do cineasta, premiado em muitos festivais. Vale ressaltar uma homenagem que ele faz ao classico de Cronemberg, "Videodrome", quando um dos personagens s erelaciona com uma jornalista via monitor de televisão. Nota: 7

domingo, 21 de abril de 2013

Minha mae e' uma viagem

" The guilt trip", de Anne Fletcher (2012) Deliciosa comedia acri-doce, produzida por Barbra Streisend e Seth Rogen, protagonistas do filme. Barbra e' uma excelente atriz e comediante, e " Essa pequena e' uma parada" e' das comedias mais divertidas da historia do cinema. Seth Rogen interpreta Andrew, um qu'imico que produziu um produto de limpeza e tenta vende-lo, sem sucesso, para empresas. Ele vai visitar sua mae em outra cidade e resolve leva-la para fazer viagem de carro com ele, com uma determinada finalidade em mente. Mas a viagem nao segue como ele planejou. Barbra se diverte fazendo a mae judia, com todos aqueles cliches da mae possessiva, falante, que se intromete em tudo. Rogen faz aquela linha homem comum, boa gente, e que sempre se enrola nas situacoes. Juntos, eles produzem otimas gags. O roteiro foi escrito por Dan Fogelman, mesmo roteirista de " Amor a toda prova", uma maravilhosa comedia romantica com Steve Carrel e Julianne Moore. O roteiro 'e uma auto-biografia de Fogelman, onde ele narra suas experiencias com sua mae judia. O que me intrigou e incomodou bastante no filme, foram os excessos de merchandising em cena. Alguns ate se encaixam na historia, outros sao meramente ilustrativos. Tem de tudo: M&M, Macdonald's, coca-cola, Gap, Macy's, Kmart, Avis, Budget, Tylenol, Tree ripe( suco de laranja), Costco, Steak RAnch (restaurante), HArd Rock Cafe...'e uma lista infindavel. Fico na duvida se o filme foi produzido por todas essas empresas. So sei que cada vez que entrava um produto, eu saia do filme. `A parte disso, o filme tem seus momentos realmente engracados, alguns momentos, como nao podia deixar de ser, de licao de moral e de drama, que culminam em emocao. Uma pena que o filme nao sera mais exibido comercialmente nas telas do Brasil, e foi direto para as locadoras. Uma otima sessao da tarde, sem contra-indicacoes. Nota: 7

Fim

"Fin", de Jorge Torregrossa (2012) Drama apocaliptico espanhol, roteirizado por Sergio G. Sánchez (O orfanato) e Jorge Guerricaechevarría (Cela 211). Li uma entrevista do diretor durante uma exibicao no Festival de Toronto que ele queria fazer um filme existencialista, por conta de sua paixao por Antonioni, e que queria evitar os cliches de filmes de cunho religioso. Porque entao, ele chama 2 de seus personagens de "Eva" e " Angel" ? Sáo nomes muito sugestivos e que significam muito na trama. O filme narra a historia de um grupo de 6 amigos que 20 anos depois, resolve se reunir numa casa no alto de uma colina. A esse encontro se juntam as namoradas de 2 dos amigos. Um evento misterioso acontece na noite, e entre lavacao de roupa suja dos amigos, que colocam seus fantasmas do passado a tona, descobrem que algo estranho esta acontecendo. Um a um vao desaparacendo sem deixar rastros, ate chegar a um desfecho surpreendente. O filme tem uma mistura de bons e maus atores. Maribel Verdu, estrela espanhola, interpreta um papel coadjuvante, deixando a protagonista a cargo de Clara Largo, atriz do instigante suspense " A cara oculta". Uma das grandes falhas do filme, e que deixa o espectador sem rumo, e' o roteiro. O filme deixa muitas perguntas em aberto, e as reais intencoes e acontecimentos nunca sao explicados. Os personagens tambem sao mal delineados, e me irritou bastante o fato de, quando alguem desaparece, 2 segundos depois ninguem mais fala dele. Tudo bem, o existencialismo comentado pelo diretor, que quiz propor ao espectador a pergunta" o que aconteceria se seus entes queridos simplesmente sumissem de sua vida", nao precisava ser assim tao ao pe da letra. Afinal, o filme nao e' um filme de Antonioni, e sim um suspense, na linha do seriado " Lost" e "evolution", claramente referencias. A fotografia e as locacoes do filme sao o grande chamariz do filme. Os efeitos especiais tambem deixam a desejar: a cena dos animais correndo na direcao dos personagens, por ex, fica evidente o uso de CGI. O desfecho e' super anti-climax. Nota: 5

Ginger e Rosa

\\ "Ginger and Rosa", de Sally Potter (2012) Em 1992, Sally Potter despontou com o seu cult " Orlando, a mulher imortal", filme que lancou a atriz Tilda Swinton para o mundo. Passados mais de 20 anos, e sem um filme de ponta ate entao, Potter surge com esse belo " Ginger e Rosa". Ambientado no ano de 1962 em Londres, o filme relata a crise mundial devido a Guerra Fria. Ginger e Rosa sao duas amigas que desde crianca, nao se desgrudam. Ginger e' extremamente preocupada com o fim da humanidade, apavorada com uma possivel guerra nuclear. Rosa esta mais interessada em rapazes e noitadas. Ginger participa de movimentos pacifistas, enquanto Rosa cada vez mais se afasta da amiga. Potter filma com extrema elegancia, com planos bonitos e fotografia deslumbrante, que reforca as cores melancolicas de uma epoca onde o futuro parece nao existir. A trilha sonora tambem confere charme a producao. Um grande ponto forte e' o elenco: Elle Fanning ( de " Em algum lugar", e irma de Dakota) esta sensacional. Alice Englert, filha da cineasta Jane Campion, tem uma participacao menor, mas tambem esta otima. O restante do elenco tambem faz por merecer o destaque: Alessandro Nivolla, Christian hendricks..mas quem rouba as cenas e' o trio fenomenal composto pelo casal gay Tomithy Spall e Oliver Platt, e a ativista americana de Annete Benning. Pena que eles aparecam tao pouco! Um ponto que tenho lido em resenhas do filme e' a insatisfacao de espectadores ingleses coma escalacao de 2 atrizes americanas compondo personagens ingleses: Elle Fanning e Catherine Hendricks. Entendo esse protecionismo, o que posso dizer e' que elas estao otimas. Curioso e' que Dakota na mesma epoca tambem interpretou uma inglesa no filme " Now is good". A primeira parte do filme e' mais interessante. Quando o filme segue para um rumo mais dramatico, perde um pouco de sua magia e emocao. O ritmo tambem vai ficando mais lento. Mas no geral e' um belo filme, que retrata um dos momentos chave da historia , a Guerra Fria, mesmo que sendo usada como metafora da vida de Ginger, que encontra nessa Guerra um significado para a sua propria guerra interior. Nota: 7

sábado, 20 de abril de 2013

Fim de semana em casa

"Was bleibt", de Hans-Christian Schmid (2012) Drama alemão que fala sobre assuntos mal-resolvidos em família que culminam em tragédia. Marko é um homem separado, pai de um menino, que mora em Berlin. Ele atende ao chamado de sua mãe, que mora no interior, para passar um final de semana na casa dos pais. Chegando lá, o reencontro com os pais e o irmão mais novo trará consequencias graves, quando a mãe anuncia que deixará de tomar remédios para a sua depressão. O filme vai sendo narrado em ritmo bastante lento, e acompanhamos o desenrolar das vidas de cada ente da família de forma quase documental. Para os padrões de um drama alemão, esse aqui nem é pesado, denso, como tantos outros. Luminoso, com bela direção de arte e fotografia, ;e um filme delicado, mas que não alça maiores vôos. O destaque fica por conta do elenco, atores pouco conhecidos mas que trazem verdade na composição de seus personagens. Nota: 6

O que Richard fez

\\ "What Richard did", de Lenny Abrahamson (2012) Filme irlandês, ganhador de vários prêmios em 2012 e exibido em vários festivais. Narra o drama de Richard, um jovem perfeito: bonito, rico, atleta, desejado pelas garotas, invejado pelos colegas, a típica pessoa que todo mundo quer se aproximar. Seus pais o mimam e o amam, porém seu pai quer que Richard seja sempre um vencedor e não aceita derrotas. Um dia, durante uma festa, Richard se envolve em uma briga, que trará consequências devastadoras para a sua vida , amigos e familiares. Anunciado como sendo o melhor filme irlandês de todos os tempos, o que é um exagero. É um drama correto, mas a sua maior fraqueza é justamente o seu roteiro. Faltou dramaturgia para segurar seus quase 90 minutos de filme. As cenas se arrastam, mostrando o antes e depois do ocorrido. Talvez tenha sido uma opção do diretor, de mostrar o cotidiano extremamente comum de jovens irlandeses em um ambiente onde nada acontece. Mas senti falta de algo mais visceral, na linha de "depois de Lucia"e "Despertar" (filme holandês), 2 exemplares de filmes que falam sobre a juventude sem rumo e como encontram um vazio emocional dentro de si que culmina em tragédias. O ponto forte fica por conta do elenco, a começar pelo jovem Jack Reynor, perfil ideal do personagem. Curioso foi descobrir o ator dinamarques Lars Mikkelsen no papel de pai de Richard. Lars é irmão de Mads Mikkelsen, ator de "a caça" e atual "Hannibal". É um filme de narrativa fria, distanciada. A emoção passa longe mesmo em cenas de trepadas. Nota: 6

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Amor pleno

"To the wonder", de Terrence Malick (2012). Sou um grande defensor de "Árvore da vida", um dos filmes recentes mais controversos: metade dos que o viram o odeiam. O caráter espiritual e existencial do filme me cativaram através de imagens estupendas e uma atmosfera etérea, quase sobrenatiral. Agora em seu filme posterior, "Amor pleno", terrence se utiliza da msma linguagem narrativa para contar uma história sobre a falta de comunicação e a crise de identidade cultural. As cenas são desenvolvidas quase sempre por lentes grandes angulares, sem cortes e com camera em constante movimento. A fotografia, a cargo do mexicano Emmanuel Lubezki, fotografo que tem feito os ultimos filmes de Malick e quase todos od de Alfonso Cuaron, é absolutamente deslumbrante. Mas o filme, ao contrário de "Árvore da vida", não me encantou. Faltou a emoção e o encantamento. O que vemos é um filme frio, quase sem diálogos, narrado o tempo todo em off da personagem da russa Olga Kurylenko. O filme é tão sem alma, que os personagens não tem nome. A história gira em torno da paixão fulminante entre um americano e uma russa divorciada, que se conhecem em Paris. Ele a leva para morar com ele em Oklahoma, junto coma filha dela. Porém da mesma forma que o amor floresceu, o amor se desfez. O filme então faz essa narração sobre os momentos de encantamento e posterior desamor do casal. Basicamente, são 4 os personagens principais, encarnados por Ben Afleck, Olga Kurylenko, Javier Barden e Rachel MacAdams. Os atores quase não interpretam, é quase um desfilar de situações soltas sem dramaturgia, Os personagens, assim como o filme, são globalizados. Fala-se em russo, frances, ingles e espanhol. A crise de identidade cultural vem aliada à crise espiritual, na pele do personagem do padre de Javier Barden. Com menos de 2 horas, o filme provoca um certo tédio, muito devido a falta de uma história consistente, quanto pela narrativa lenta. O que fica na lembrança, é o visual apurado e magnetizante. Nota: 6

A morte do demônio

"Evil dead", de Fede Alvarez (2013). Ok, todo mundo já sabe que esse filme é um remake do clássico de Sam Raimi, "Evil dead"; que o próprio Sam Raimi produziu esse remake e convidou o cineasta Fede Alvarez, uruguaio, após ter ficado impressionado com o seu curta "Panic attack"; e que Diablo Cody, a roteiritsa premiada por "Juno", co-escreveu o roteiro. Bom, confesso que fiquei numa super expectativa, ainda mais depois de ter visto o ótimo trailer e o cartaz com o subtexto"O filme mais arrepiante que você verá nessa vida". O que posso concluir? Que os marketeiros do filme são sensacionais. Nào que o filme seja ruim. Ele é até assistível, e leva o termo passatempo ao pé da letra: não perde tempo com muitas explicações e vai direto ao que interessa. Afinal, o público quer ver sustos e sangue, muito sangue e cenas nojentas, como no original. Sim, o filme tem aluma scenas que homenageiam cenas clássicas do filme de Raimi, mantém aquele mesmo movimento de câmera que percorre a floresta..,e tem até Bruce Campbell, o mocinho do original, em uma ponta em um prólogo muito do dispensavel. Aliás, esse prólogo é estranho: porque mantiveram o livro no local? Porque não avisaram as autoridades? enfim..,, o filme tem aqueles sustos bobos de sempre: gente que surge do nada, barulhos estridentes...é tudo bem previsível...o que diverte mesmo são as referencias ao original. para quem o viu, é até divertido. Para quem não viu, fica valendo como novidade. Ah sim, os atores continuam ruins, aquelas cenas ridículas continuam as mesmas dos filmes de terror: porque diabos alguém caminha sozinho no local, sabendo que o demonio pode surgir? Porque o carro nunca pega, a chave sempre cai no chão? Bom, matei a curiosidade...e o final valeu a pena, é bem resolvido. Mas atenção para os creditos finais: aparece uma ultima cena, que na verdade, é uma bobagem. Ah, um ponto positivo: a produção evitou de usar efeitos de computação grafica, e tudo o que se vê são efetos mecanicos, reais. Ficou interessante, algo bem vintage. Nota: 6