sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Dark Horse


de Todd Solondz (2011)

Abe (Jordan Gelber) é um jovem executivo, que trabalha na empresa de seu pai, Jackie (Cristopher Walken). Mas Abe é arrogante, imaturo, e pricnipalmente, nerd. Ele vive às turras com seu pai, e sua mãe, Phyllis (Mia Farrow). tenta confortálo sempre. A família é judia, e tem todos aqueles chiliques tradicionais da comunidade. Um dia, Abe conhece Miranda (Selma Blair), uma mulher problemática e depressiva, por quem Abe se apaixona perdidamente. A partir daí, sua vida se transforma em um inferno, com família, doenças, irmão e tudo o mais querendo invadir a sua vida.
Solondz é o cronista do pessimismo. Em todos os seus filmes, os personagens são infelizes, depressivos, melancólicos e os temas da morte , sexo e religião também são recorrentes. Aqui, Solondz ainda faz severas críticas ao conservadorismo judeu, como um empecilho a felicidade das pessoas. O elenco está todo excelente, e é sempre bom rever Mia Farrow, fazendo uma referência aos seus personagens dos filmes de Woody Allen. O filme alterna humor negro, e na sua parte final, entra fundo no drama. A narrativa lembra bastante o filme " Um homem sério", dos irmãos Coen, que também tratava dos temas da religião judaica, culpa, medo.

Nota: 8

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A separação


" Jodaeyie Nader az Simin" , de Ashgar Fahradi (2011)

Comentários em breve

Nota: 9

O Palhaço


de Selton Mello (2011)

Benjamin ( Selton Mello) e seu pai Valdemar (Paulo José) são donos de um circo, e ambos trabalham como palhaços. Eles mantém uma pequena trupe de artistas, e circulam por pequenas cidades do interior. O circo passa por dificuldades financeiras, e lutam bravamente para poder manter os negócios e não ter que demitir ninguém. Benjamin, apesar de fazer seu público se divertir coma a alegria do seu palhaço Pangaré, guarda uma profunda tristeza dentro de si. Ele se acha uma pessoa triste, e quer decsobrir uma forma de entender a alegria e a felicidade. Ele acaba saindo do circo e vai para a cidade tentar uma vida nova.
Sensível drama, com roteiro do próprio Selton. Tecnicamente o filme é muito eficiente: a fotografia de Adrian Teijido é linda, a trilha sonora tem ecos de Kusturika, e funciona muito bem. Aliás, Selton deve ter visto muitos filmes do Kusturika, pois a narrativa e enquadramentos são típicos do diretor Iuguslavo. O ponto forte do filme é o seu elenco: estão todos excelentes. São várias as participações especiais: Moacyr Franco, Fabiana Karla, Erom Cordeiro, Ferrugem, Danton Mello, etc. Interessante que Selton é o único com um tom fora da média. Ele carregou na interpretação, e ficou over em vários momentos. A 2a parte do filme , quando Benjamin abandona o circo, e tenta a vida na ciade, acaba ficando muito rápida, ao passo que a 1a parte do filme, a vida no circo, se esttica demais. Mas de uma forma geral, o filme é comovente, mais pela homenagem que Selton faz aos artistas mambembes e aos atores da vida real, resgatados do ostracismo.

Nota: 8

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Corações Sujos


de Vicente Amorim (2011)

Brasil, 1945. No interior de São Paulo, onde mora a 2a maior comunidade japonesa do mundo, um grupo de radicais japoneses, não acredita na derrota do Japão na Guerra. São os Shindo-re-mei, grupo fascista que acredita que os americanos fazem propaganda da derrota do Japão. Esse grupo passa a matar os japoneses que aceitam essa rendição do Japão. Takahashi é casado com Miyuki , uma professora que dá aula para alunos japoneses. Felizes, Takahashi aos poucos é designado pelo Coronel Watanabe a cumrpir missões de matar os japoneses que são aceitam a derrota do Japão. Takasashi passa a ficar em conflito moral, uma vez que Miyuki vai se afastando dele, a medida que ele vai se tornando o assassino oficial dos Shindo-re-mei.
Bom drama, baseado em livro de Fernando Morais, tem no seu elenco japonês o seu ponto forte. Todos os japoneses são excelentes. A diferença de interpretação entre o elenco japonês e o brasileiro é gritante. O filme tem ótimo ritmo, fotografia maravilhosa de Rodrigo Monte. A trilha sonora é excessiva e cansa os ouvidos em vários momentos. O filme se apega so melodrama para narrar um fato histórico.

Nota: 8

A Hora e a vez de Augusto Matraga


de Vinícius Coimbra (2011)

Baseado na obra de Guimarães Rosa, é uma refilmagem do filme de Roberto Santos, de 1965.
Augusto Matraga (João Miguel) é um fazendeiro cheio de dívidas, e que maltrata todos ao seu redor. Ele tem uma índole terrível, e trata a todos com ignorãncia. Sua esposa (Vanessa Gerbelli) o trai com um Coronel (Werner Shunnerman), e foge com a filha do casal para morar com ele. Matraga resolve ir atrás dela, mas no caminho, é emboscado e deixado entre a vida e a morte. Um casal de negros humilde o encontra e cuidam dele por um tempo. Matraga repensa sua vida e resolve se entregar a religiosidade e a simplicidade da vida, achando que o que aconteceu com ele foi uma dádiva de deus. Até que um dia surge o justiceiro Joãozinho Bem Bem (José Wilker) surge no seu caminho, e Matraga enxerga nele o homem mau que ele já foi um dia.
Bom drama de estréia de Vinicius Coimbra, diretor de tv e de publicidade. O filme arrebatou quase todos os prêmios no Festival do Rio 2011: melhor filme, filme do juri pupular, melhor ator (Joao Miguel), ator coadjuvante (José Wilker), premio especial (Chico Anysio). O roteiro é confuso em vários momentos, o que dá a idéia de terem cortado algumas cenas para dar dinâmica a história (por ex, quem é a jovem prostituta do final? a filha de Matraga??). O filme tem um ritmo muito lento, o que não é bom para um filme de ação. A fotografia de Lula Carvalho
é muito bonita, e os atores estão bem, apesar de eu sempre achar que José Wilker interpreta a ele mesmo a muito tempo. A trilha sonora é excessiva, sempre com um caráter épico que não condiz com as imagens. Algumas cenas isoladas são muito bem construídas, mas às vezes não tem muita função dramática para a história, como a cena do cavalo sendo resgatado do rio.

Nota: 7

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O desabrochar de Íris


" En ville/Íris in bloom", de Valérie Mréjen e Bertrand Schefer (2011)

Íris é uma jovem de 16 anos. Ela mora em uma pequena província na França, e tem uma melhor amiga e um namorado. A aniga é mais atirada, e fica levando Iris para baladas e encontros com homens mais velhos, com quem eleas tiram onda. O seu romance com o namorado é regado a monotonia e apatia. Um dia, ela conhece Jean, um fotógrafo de 40 anos, casado. A relação dele com a esposa também vai de mal a pior. Íris e Jean passam a se encontrar furtivamente, e as relações pessoais deles com os parceiros acaba naufragando.
Chatísssimo e verborrágico exemplar de tudo o que existe de ruim em um filme do cinema francês. Diálogos intermináveis, frieza na interpretação e nada de novo no front. O filme não agrada, os personagens não são simpáticos, e o ritmo é extremamente lento. Não há muito o que se comentar desse filme.


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ponto Final


de Marcelo Taranto (2011)

Davi (Roberto Bomtempo) é um funcionário bem sucedido de uma empresa. Ele vive um casamento de fachada com Helena (Dedina Bernadelli), e tem uma filha adolescente, Beatriz (Julia Bernat). Um dia, Beatriz é morta por uma bala perdida, ao voltar da escola numa Rua em Ipanema. Davi surta, e a partir daí, entra em um processo de degradação moral, frequentando pontos de ônibus e vagando pelas ruas da cidade. Sonho e realidade se misturam, e Davi conhece uma mulher (Hermila Guedes), que segue com ele através das memórias afetivas. Ela também tem um passado traumático, e juntos, tentarão enntender o porquê de tudo isso.
Filme autoral de Marcelo Taranto, mesmo cineasta de " A hora marcada". Baseado no livro de Francisco Oliveira, " Tudo é passageiro", o filme tem uma narrativa bastante complexa, alternando realidade e pesadelo, através de cenários de sonhos ambientados em ônibus. Com uma forte linguagem teatral e verborragia, é um filme hermético que será melhor apreciado por quem se deixar levar pela proposta do diretor. Caso contrário, pode ser uma experiência traumática. De ritmo lento, o filme vai aos poucos se misturando na montagem, a ponto do espectador não mais saber qual realidade está assistindo. Hermila Guedes e Dedina Bernadelli se destacam , conferindo dor e tristeza a suas personagens gélidas. ótima direção de arte e figurino, além de uma fotografia funcional, que ajuda a criar esse universo soturno de um pesadelo sem fim.

Nota: 7

domingo, 16 de outubro de 2011

Insanamente feliz


" Sykt Likkelyg/Happy,happy", de Anne Sewitsky (2010)

Kaja mora com seu marido e filho em uma região gélida da Noruega. Ela passa para a comunidade um exemplo de família feliz. Ela frequenta o coral e se acha realizada. Um dia, um casal, com um filho adotivo negro, se muda para a casa da frente. Kaja aluga essa casa para o casal. A chegada dos novos hóspedes fará Kaja rever seus conceitos de felicidade, que influenciarão o destino de sua família.
Simpática comédia dramática norueguesa, que começa alegre e aos poucos, vai se tornando melancólica. Agnes Kittelsen, no papel de Kaja, está maravilhosa, e transmite com muita sensibilidade e emoção a trasnformação pelo qual passa a sua personagem. O roteiro tem diálogos divertidos, as várias surpresas da história podem até ser clichê ( o marido que se descobre gay, por ex), mas funcionam muito bem aqui no filme. Vale a pena ver esse filme, ambientado em belíssimas locações da Noruega e com uma fotografia deslumbrante.

Nota: 7

Michael


de Markus Scheleinzer (2011)

Michael é um funcionário exemplar na empresa para o qual trabalha. Sempre dedicado, pontual, nunca deixa de fazer nada. Ajuda os seus colegas de trabalho, porém sempre mantendo extrema discreção. O que ninguém sabe é que, quando Michael volta para casa, ele mantém uma rotina diária que é descer para o porão , ond emantém preso um menino de 10 anos, Wolfgang. Ele faz sexo, trata o menino como escravo, tudo com mãos pesadas.
Um drama sufocante, quase um filme de terror. Somente um cineasta alemão seria capaz de tazer tanta frieza narrativa a essa história apavorante. Aliás, o cineasta Markus Scheleinzer foi assistente de direção de Michael Heneke em vários filmes, e pegou dele a narrativa fria e cruel. É impressionante o trabalho dos 2 atores, nesse filme que deve ter sido muito difícil para ensaiar e filmar. A espontaneidade do menino é assustadora. A fotografia, trilha sonora, montagem, tudo colabora para manter um clima de constante tristeza e melancolia. A cena final me deixou extremamente angustiado. Um filme absolutamente não recomendado para pessoas sensíveis.

Nota: 8

Red State


de kevin Smith (2011)

Numa cidade no interior dos Estados Unidos, 3 amigos adolescentes resolvem ir ao encontro de uma mulher de meia-idade (Melissa Leo), que os convida para uma noite de muito sexo. Logo, descobrem que tudo não passa de uma emboscada. Eles são presos e levados para um sacrifício, encomendado por uma seita de fanáticos extremistas. Os três passam então a tentar descobrir uma forma de fugir de lá, antes de serem mortos pelos fanáticos, que pregam o ódio contra o homossexualismo e o sexo mundano. Paralelo, um agente do Governo, Jonathan Keenan (John Goodman), resolve fazer um cerco no local, de onde ninguém deverá sair vivo de lá.
Fiquei altamente frustrado assistindo a esse filme do Kevin Smith. O que poderia ter sido um suspense com adolescentes protagonizando mais uma luta dos nerds contra o mundo perfeito, acaba sendo um apático e chatíssimo filme que somente é um acúmulo de clichês. Nada no filme é original. E Smith fica extremamente indefinido em relação a que gênero de filme ele quer seguir: às vezes suspense, ás vezes comédia, às vezes tosco. Os personagens não são carismáticos, você não torce por ninguém. Dar uma razão para Melissa Leo e John Goodman estarem no filme, só se você pensar que eles devem ser amigos pessoais do Kevin Smith. Não existe outra possiblilidade. O pior de tudo, é o tom paródico, que irrita. E a extrema verborargia dos diálogos. Existe uma cena que dura intermináveis 16 mintos, com o Pastor dando um sermão sobre a sua ira conra os homossexuais e pecadores. Um filme que merece ser esquecido.

Nota: 4

sábado, 15 de outubro de 2011

Inquietos


"Restless", de Gus Van Sant (2011)

Enoch (Henry Hopper) é um jovem que frequenta funerais e que tem uma obsessão pela morte. Um dia, em um velório, ele conhece Annabel (Mia Wasikowska), que mais tarde, ele decsobre ser portadora de um cãncer terminal. Ambos começam uma bela amizade, que termina em um namoro. Annabel tem 3 meses de vida, e ambos tentam viver esse período da melhor forma possível. Porém, Enoch tem um passado traumático, que pode fazer romper essa sua relação com Annabel. Ao mesmo tempo,Enoch cria um amigo imaginário, Hiroshi, um piloto kamikaze da 2a guerra mundial que se torna seu melhor amigo.
Sensível e melancólico drama de Gus Van Sant, com forte inspiração de filmes europeus, principalmente os de Godard da primeira fase e de Truffaut. Os figurinos de Annabel são um caso à parte: vintage, remetem a Jean Seberg Jeanne Moreau e aé mesmo Audrey Hepburn. Muito bonitos e estilosos. De início, o filme lembra, pro conta do seu humor negro mórbido e do tema, do clássico " Ensina-me a viver". Os 2 atores principais estão ótimos e são bastante carismáticos. Henry Hopper consegue fazer de seu Enoch uma pessoa antipática, mas ao mesmo tempo carinhosa. Impossível não se sensibilizar com a trajetória de seu personagem. A trilha sonora, composta de rocks independentes, é outro achado e compõe bem com as imagens. Gus Van Sant mais uma vez conprova o seu talento para exibir o frescor da juventude. Algumas cenas são antológicas, como por ex, quando Enoch chega na casa de Annabel e a encontra desfalecida. O filme participou da Mostra Quinzena dos realizadores do Festival de Cannes 2011.

Nota: 8

Beleza


" Skoonheid/Beauty", de Oliver Hermanus (2011)

François é um homem de meia-idade, pai de 2 filhas adultas. Dono de uma empresa media de madeiras, ele promove uma festa de casamento para uma de suas filhas. Durante a festa, ele reecontra o seu sobrinho, Chsritian, que namora sua outra filha. Françõis fica obcecado por Christian, e o deseja ardentemente. Christian e sua família se voltam para Johhanesburgo, e Franções decide inventar uma história e vai atrás dele. A obsessão vai se tornando doentia, e chega a um ápice trágico.
Drama sul-africano que participou do Festival de Cannes 2011, na Mostra " Um certo olhar". O tema do homem casado e insatisfeito com a sua vida já virou clichê, e aqui é apresentada quase que toda pelo ponto de vista do protagonista, vivido pelo ator Deon Lotz. Deon interpreta com muita fúria o seu difícil personagem. Em vários momentos, lembra a estética utilizada em " Morte em veneza". A mesma cena do homem observando o seu objeto de desejo na praia, em meio ao silêncio e à contemplação. O suor, o desejo reprimido, o desespero. O filme poderia ter sido muito mais interessante, mas algumas situações não explicadas no roteiro (por ex, o que é aquela camisa encontrada por Framçois na piscina, ao final??) , e o ritmo lento, atrapalham um melhor aporveitamento da trama por parte do espectador. Muitas cenas são esticadas ao extremo, causando desconforto. E a famosa cena de estupro, violenta, causa indignação por conta da passividade do outro personagem.

Nota: 5

Quando anoitece


" Quando la notte", de Cristina Comencini (2011)

Drama baseado no livro da própria cineasta.
Marina é uma mulher que tem um bebê, e não consegue se acostumar ao fato de ser uma mãe. Ela vive depressiva e isolada emocionalmente de seu filho. Um dia, ela resolve viajar de férias até os alpes gelados, enquanto seu marido fica na cidade. Acidentalmente, ela fere seu filho. Um vizinho, Mandred, a ajuda a levà-los ao hospital. A partir desse momento, estreita-se a relação de Marina e Manfred, que possui um segredo do passado que o atormenta, e ambos precisarão lidar com o problema da rejeição familiar.
Drama que participou do Festival de Vezena 2011, tem uma belíssima fotografia, esplendidamente registrada na locação das montanhas geladas. O fiilme trata de um tema complexo e difícl, a rejeição familiar. A primeira parte do filme, soturna, se passa numa noite chuvosa, dentro de um apartamento escuro, claustofóbico. O casal de atores estão bem. Mas a longa duração do filme o prejudica, e o excesso de melodrama principalmente na sgeunda parte da história também incomoda.

Nota: 6

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Precisamos falar sobre o Kevin


" We need to talk about Kevin", de Linney Ramsay (2011)

Filme baseado no best-seller mundial, escrito por Lionel Shriver. Diferente do livro, que consiste em ser um romance epistolar ( a mãe escreve cartas para o marido), aqui o filme segue na cronologia, sendo que na montagem, alterna os tempos passado e presente. Eva (Tilda Swinton) é uma mulher bem-sucedida que resolve ter um filho com o seu marido, Franklin (John C. Reilly). O que Eva não esperava, é que a sua dedicação como mãe é zero. Ela não sabe lidar com crianças. E assim kevin cresce em um lar que ele mesmo hostiliza, e que a mãe não consegue controlar. Até que um dia, aos 15 anos de idade, kevin mata 11 pessoas, entre colegas da escola e familiares. Eva sofre todas as consequências desse ato trágico, e é escurraçada pela comunidade.
Drama tenso, com uma pegada de trillher, que explora de forma fria a relação familiar entre pais e filhos, e as responsabilidades de cada um nesse processo de educação. O elenco está fantástico, com destaque para Tilda Swinton e para as crianças de várias fases que interpretam Kevin. Curiosa é a forma como a direção mostra |Kevin: um pequeno psicopata, desde criança. Lembra bastante Damien, de " A profecia". Tecnicamente o filme é ótimo: fotografia, trilha sonora, montagem. Muita gente não gostou da forma como Kevin é explorado no filme, quase um serial killer psicótico. É um filme porrada, que já na sua exibição em Cannes, dividiu opiniões.

Nota: 8

A casa dos sonhos


" Dream house" , de Jim Sheridan (2011)

Após 5 anos trabalhando em uma empresa, Will Attenton
(Daniel Craig) resolve pedir demissão e seguir com sua esposa, Libby (Rachel Weisz) e as 2 filhas pequenas até uma cidade pequena. Will comprou sua tão sonhada casa, e quer passar ali momentos maravilhosos com a família que ele tanto ama. Logo ele conhece sua vizinha Ann (Naomi Watts) , que mora na casa da frente. De repente, fatos estranhos começam a acontecer, e Will decsobre que naquela casa, o dono anterior matou a esposa e as filhas. E que em breve, o assassino voltará.
Interessante filme de suspense dirigido por Jim Sheridan, mesmo diretor dos dramáticos " Em nome do pai" " Meu pé esquerdo" e " Entre irmãos". Aqui, ele se aventura no filme de gênero, e se não consegue se sair melhor, é por conta do roteiro cheio de nonsenses. O espectador não demora a decsobrir o que se passa na cabeça e Will. Aliás, não assistam o trailer do filme, porquê ele entrega metade da trama. O filme tem ótima fotografia, e tem um clima. O elenco está bem, e é curioso observar o casal na vida real Craig /Weisz trabalhando juntos. Reza a alenda que ambos não gostaram do resultado do filme, e evitaram sessões para imprensa.

Nota: 6

O abismo prateado


de Karin Ainouz (2011)

Violeta (Alessandra Negrini) é uma dentista, casada e com filho adolescente. Após transar com o sue marido numa manhã, ela segue para a sua rotina: Consultório, academia. Até que ela recebe uma mensagem em seu celular. Seu marido a abandonou. A partir desse momento, sua vida se tranforma, e ela fica sem rumo. decide ir ao seu encalço, mas o aeroporto está fechado, e ela vaga pelas ruas de Copacabana, até o amanhecer. Nesse meio tempo, ela conhece várias figuras da noite.
Belíssimo drama, com fotografia estupenda de Mauro Pinheiro Jr. O filme é baseado livremente na canção de Chico Buarque, " Olho nos olhos", que fala sobre uma mulher abandonada. Tecnicamente o filme é muito bom, e Alessandra Negrini está ótima, com uma cena antológica: quando ela se esvai dançando numa boite, ao som de " Maniac", da trilha de " Flashdance". Negrini é o filme. O elenco de apoio está todo muito bem, com destaque para Thiago Martins e Otto jr, que faz o papel do marido. O ponto fraco do fiilme é o roteiro: o filme carece de dramaturgia. As cenas são soltas, e o filme se perde entre as sensações da personagem. Mas a força do visual e do talento de Alessandra Negrini seguram a atenção do espectador. Karin mais uma vez fala sobre seus temas recorrentes: abandono e saudades.

Nota: 7

Post Mortem


de Pablo Lairran (2011)

Chile, 1973. Governo de Allende. Mario, um funcionário que trabalha no necrotério militar da cidade, vive a sua rotina. Sozinho, ele passa o dia a dia entre datilografar a descrição das mortes das pessoas, e a admiração por uma bailarina de um night club. Um dia, Mario se aproxima de Nancy, a bailarina, que é demitida. Ele descobre que ela é filha de ativistas políticos, e namora um guerrilheiro. Mario e nancy tem um caso, e ele se apaixona por ela. Mas os militares tomam o poder e matam Allende. Mario e os funcionários do necrotério são obrigados a descreverem as mortes dos guerrilheiros, falseando as causas mortis. Nancy desaparece, e Mario sai em sua busca.
Bom drama do mesmo diretor de " Tony Manero", e com o mesmo protagonista. O ritmo do filme é extremamente lento, e por vezes cansativo. Mas várias cenas justificam a ida ao cinema para ver o filme. A cena em que Mario está tomando banho, e através do som, percebemos uma invasão na casa em frente. Antológico. Outra cena genial é a de Mario levando num carrinho vários corpos, e de repente, um deles se mexe. O elenco está excelente. A fotografia em tons marrons, reforça o clima depressivo da trama. O desfecho é algo de macabro e repleto de humor negro.

Nota: 7

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Eu receberia as piores noticias dos seus lindos lábios

de Beto Brant e Renato Ciasca (2011)

Cauby (Gustavo Machado) é um fotógrafo que se encontra em Santarém, Pará. Ele mora em uma casa de 5a, e suas fotos retratam mulheres lindas e causas indígenas. Ele namora Lavínia (Camila Pitanga) , uma ex-prostituta que foi retirada das ruas de Copacabana por Ernani, um homem desencantado após a morte de sua esposa. Ernani acaba indo para Santarém para se tornar Pastor, e leva Lavínia com ele. Casam-se. Cauby sofre com os constantes destemperos de Lavínia, mas a paixão entre os dois é avassaladora.
Ótimo drama dirigido por Beto Brant e Renato Ciasca, é um filme forte e ousado. Camila Pitanga e ZéCarlos Machado estão extraordinários. Camila, no discurso de apresentação do filme para o Festival do Rio, comentou que o filme mudou a sua vida. Após ver o filme, fica claro que esse depoimento foi dado com total verdade. Camila se entrega totalmente ao papel. como raras vezes se viu no cinema nacional. Inclusive, em uma cena em especial, ela vomita inesperadamente , do nada.
A fotografia de Lula Araújo é fantástica. Beto e Renato o convidaram após terem visto " Tamboro", o filme-testamento de Sergio Bernardes. Lula recria esse universo do filme, com grande-angular e a imensidão do território registrado. A trilha-sonora também é marcante.
O último plano do filme é comovente. O filme tem uma longa duração, tivesse 15 minutos a menos seria muito melhor. O filme perde um certo ritmo, principalmente na parte do Rio de Janeiro, flash-back.

Nota: 8

Pina


" Pina 3D", de Win Wenders (2010)

Comentários em breve

Nota: 8

Paz,amor e muito mais


" Peace, love and misunderstanding", de Bruce Beresford (2011)

Diane (Catherine Keener) é advogada bem-sucedida e workaholick. ESsa determinação ao trabalho faz com que o seu casamento desande. Seu marido (Kylie Maclachlan) pede divórcio. Abalada, Diane segue com seus 2 filhos, Zoe (Elisabeth Olsen) e Jake, de Nova York até Woodstoc. Lá vive sua mãe, Grace. Ela é uma hipponga, que prega todas a sua filosofia de paz e amor, e planta maconha escondida em casa. Totalmente liberal, Grace é motivo de vergonha para Diane. Jake quer ser cineasta, e grava tudo a sua frente. Zoe se envolve com Cole (Chace Crawford), um jovem açougueiro com forte personalidade. Diane acaba se apaixonando por Jude, um homem local que no passado se envolveu com Grace.
Filme recheado de todos os clichês de relações familiares e de diferenças culturais e de gerações. Fiquei extremamente incomodado com a obviedade das situações. Tudo é previsível. os personagens são todos irritantemente chatos , e mesmo Jane Fonda com seu talento e carisma salva a simpatia de sua Grace. A fotografia é estourada demais, a trilha sonora está ok, de acordo com a onda hippie-Woodstock. Aliás, o ponto de vista sobre o modo de vida dos hippies não poderia ter sido mais estereotipado: tudo, do figurino, maquiagem até a cenografia, parecem ter saido de algum acervo produzido por Hollywood e sua forma de encarar a geração Paz e amor. Uma releitura óbvia do que seria o estilo.
Uma pena que um elenco tão grandioso e capaz participe de um filme tão chato.

Nota: 5