segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A Hora do espanto


" Fright Night", de Craig Gillespie (20011)

Charley (Anton Yelchin) e sua mãe Jane (Toni Colette) moram sozinhos em uma casa de subúrbio. Charley namora Amy e tem como Ed (Christopher Mintz-Plasse) seu melhor amigo. Jerry (Colin Farrel) é um estranho vizinho, que se mudou para a casa do lado. jerry tem bábitos estranhos. Ed cisma que Jerry é um vampiro, mas Charley nao acredita, até que um dia Ed desaparece. Charely vai tentar descobrir o paradeiro de Ed, e ao vasculhar as coisas pessoais do amigo, descobre que Ed estava certo em relação ao vizinho vampiro. Charley vai tentar ajuda com Peter Vincent (Dave Tennant), um charlatão que possui um programa de tv, sobre misticismo e vampirismo. O que Charley não sabe, é que Jerry tem planos com Amy, de torná-la vampira.
Refilmagem do clássico de terror adolescente de 1985, dirigido por Tom Holland, esse novo " A hora do Espanto" bem que tenta, mas nao chega ao charme do filme original. Claro, os efeitos são melhores, apesar do diretor Craig Gillespie querer manter os efeitos vintage, ou seja, quase uma repetição do amadorismo das caracterizações ( a boca grande do vampiro, por ex). O filme procura manter o clima nostálgico dos anos 80. O elenco , capitaneado por Anton Yelchin, ator que interpretou Tchecov em " Star Trek", está bem. Toni Colette é sempre uma deliciosa presença, mesmo que apareça pouco. Colin Farrel também está bem, cumprindo com sedução o papel do vampiro bonitão e bissexual. O filme exala homoerotismo, através dos personagens de Farrel e de Dave Tennat, boa parte das cenas sem camisa e mostrando o dorso sarado. Jerry ataca com o mesmo furor homens e mulheres. O amigo Ed é muito bem conduzido por Christopher Minyz-Plasse, o nerd de " Superbad". No filme anterior , era o ator Charley Brewster, que largou tudo para se tornar um ator de filmes gays. Peter Vincent também era mais interessante, interpretado por Roddy Macdowell, um ícone do cinema americano e da televisão. O personagem era mais divertido e mais paspalhao, e faltou esse humor nessa nova versão.
No mais, é um passatempo descartável, que se não traz nenhuma novidade, tampouco provoca desinteresse.


Nota: 7

Amor a toda prova


" Crazy stupid love", de Glenn Ficarra (2011)

Cal (Steve Carrel) e Emily (Juliane Moore) formam um casal feliz, pais de 2 filhos, um adolescente, Robbie, de 13 anos, e uma menina, Nanna. São casados a 25 anos. EMily foi a primeira e única mulher na vida de Cal. Um dia, porém, Emily anuncia a Cal que quer se divorciar. Perante o susto de Cal, ela diz que teve uma relação extraconjugal com seu colega de trabalho, David (Kevin Bacon). Cal se desespera. Acaba indo morar sozinho, Em suas noite de depressão, de bar em bar, acaba conhecendo Jacob (Ryan Gosling), um playboy garanhão e sedutor. Jacob resolve transformar a vida de Cal. O faz se vestir com roupas caras, mostrar postura perante as mulheres. CAl acaba seduzindo Kate (Marisa Tomei), que mais tarde, acaba descobridno ser a professora de inglês de seu filho, Robbie, que por sua vez é apaixonado pela babá de 17 anos, Jessica. Jessica no entanto, é apaixonada por Cal, que esconde essa sua paixão doentia pelo patrão.
Divertida e inteligente comédia, com resultado muito acima da média dos filmes americanos. Assistir a essa filme é uma grata surpresa. Parece que estamos assitindo a uma produção independente, no estilo de Miranda July, de " Eu, você e todos nós". É um quiprocó de pequenas situações de cotidiano, capitaneadas com muita delicadeza e sensibilidade nos diálogos. O roteiro é brilhante. A trilha sonora, recheada de canções pop dos anos 80, é outro achado.
O elenco está impecável: todos, sem exceção, brilham. Steve Carrel, Juliane Moore, Ryan Gosling, Emma Stone, Kevin Bacon, Marisa Tomei, fora outros menos conhecidos, que também funcionam a contento. Ri bastante, apesar do clima um pouco melancólico do filme, que na verdade, fala sobre a solidão e a tristeza pelas escolhas ceras ou erradas na vida.
Um filme imperdível.

Nota: 9

sábado, 27 de agosto de 2011

O Planeta dos macacos- A origem


" Rise of the Planet of the Apes", de Rupert Wyatt (2011)

O filme começa em algum País africano. Vários chimpanzés são capturados em seu habitat por caçadores. Em seguida, vemos vários dos chimpanzés sendo usados como cobaias em um Laboratório de genética em São Francisco. Will (James Franco) é um cientista que trabalha arduamente na busca de uma vacina que cure o Mal de Alzheimer. Will leva essa sua busca até a exaustão, mas mais por uma questão pessoal: seu pai (John Lighthow) é portador da doença. Will descobre que a chimpanzé " Olhos brilhantes" , após o uso da vacina, demonstra um grande apuro em sua inteligência. Porém, ao defender o seu filhote, ela acaba sendo morta. Will resolve criar o filhote em sua casa. Os anos se passam, e o macaco, batizado de Caesar, é intimamente ligado a Will e a seu pai. Caesar adquiriu de sua mãe o dom da intelgçencia apurada. Ao defender o pai de Will em uma briga de rua, Caesar acaba sendo preso e lavado até uma Instituição que cuida de primatas aprisionados. Caesar se revolta e começa a liderar um levante dos macacos, e assim, assumir uma fuga até o Parque da Cidade.
Ótimo pipocão, com excelentes efeitos que reproduzem as fisionomias dos primatas, com emoções, mesma técnica utilizada em " Senhor dos anéis" e " King Kong", e " interpretados " por Andy Serkis. O elenco está ok, mas o filme é dos macacos. O roteiro está a serviço do filme, e funciona muito bem. Curioso notar várias interferências durante da projeção do filme, do filme original com Charlton Heston. Vemos cenas de alguns de seus filme spassando em tvs, e até mesmo uma matéria de jornal relatando o sumiço da aeronave, onde supostamente estaria o personage de Heston. O ritmo é frenético,e o filme dosa bem o drama e a aventura. Muitas das cenas protagonizadas pelo macaco Caesar emocionam. O roteirista cumpre a sua função: faz com que os espectadores torçam pelos macacaos, uma vez que os seres humanos são todos toscos ou mau-caráter.

Nota: 8


Kylie 3D - Aphodrite Les Follies


(2011)

Muito bacana a iniciativa da distribuidora Movie Mobz exibir aos fãs, projeções em salas de cinema de shows recentes de seus artistas preferidos.
Aqui no caso, a australiana Kyle Minogue, que está na vida artística desde os anos 80, e sempre esteve no topo da preferência do público ávido pela dance music. Uma pena que ela não faça tanto sucesso aqui no Brasil. Esse show, baseado em seu último cd, chamado " Aphrodite", foi gravado em Londres, 2010. O palco, todo armado e decorado com temática grega, tem uma ambientação e figurinos meio de mau-gosto. Mas os fãs nem querem saber disso. Tudo remete a Carnaval e Brasil: desde os estandartes, carros alegóricos, até um número, onde vemos sambistas e jogadores de futebol. Na platéia VIP, vemos um fã brasileiro agitando a Bandeira do Brasil o tempo todo. Os dançarinos são ótimos, a seleção do repertório também agrada. Kylie canta basiacamente todos os seus hits, menos os dos anos 80 , " I should be so lucky" e " Locomotion".
Uma diversão garantida para quem curte a sonoridade pop de Kyle, considerada a " Princesa do Pop".


Nota: 8

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Onde está a Felicidade?


de Carlos Alberto Ricelli (2011)

Teodora (Bruna Lombardi) é casada com Nando ( Bruno Garcia) por 11 anos. Ambos são apresentadores de um programa de tv. Ela apresenta o programa de culinária "A receita do amor", e ele é comentarista de um programa de futebo. O Casamento deles está em crise. para piorar a situação, Teodora está para ser demitida, pois a estação de tv para o qual ela trabalha foi vendida para um grupo religioso. Ela se junta ao seu produtor, Zeca (Marcelo Airoldi) e resolve ir até a Espanha, encontrar com Milena (Marta Arralde), uma jovem, filha de uma amiga sua no Brasil. Juntos, os 3 resolvem fazer o Caminho de Santiago. Zeca quer produzir um programa sobre essa peregrinação, tendo teodora como protagonoista. Já Teodora espera que nessa viagem, ela consiga repensar a sua vida e achar uma luz no fim do túnel para a sua vida afetiva e profissional.
Essa Co-produção Brasil-Espanha tinha tudo para render uma ótima comédia romântica. Ricelli provou ser um bom diretor, em seu filme anterior, " O signo da cidade", também escrito por Bruna Lombardi. O que prejudica o filme é a sua falta de ritmo, e ausência de timing, um erro imperdoável para uma comédia, com momentos de escracho. Aqui o pastelão se mistura a uma comédia mais refinada, ao gosto de Almodovar. Aliás, figurino, direção de arte, e a caracterização das mulheres, tudo remete aos filmes do cineasta espanhol. A trilha incidental é pavorosa, reforçando qualquer intervenção na narrativa.
O elenco se esforça no que pode, dentro das limitações que os personagens se permitem. É estranho ver um casal formado por Bruna Lombardi e Bruno Garcia, pois é evidente a diferença de idade, ainda mais que os personagens são casados a mais de 11 anos. Bruno ainda lembra bastante o seu personagem no filme " de pernas pro ar", parece uma estensão de seu personagem. O elenco espanhol está ótimo, provando que eles nasceram para a comédia.

Nota: 6

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A mulher selvagem


" The woman", de Lucke Makce (2010)

Em uma cidade do interior, vive uma família aparentemente feliz. Um bem sucedido advogado, sua esposa e os 3 filhos: 2 adolescentes de ambos os sexos e uma menina. Um dia, o pai surge com uma surpresa para a família: ele capturou na floresta uma mulher selvagem ( Pollyana McIntosh), e a aprisiona no porão. A idéia é civilizar a moça, mas aos poucos, o pai e o filho se tornam obcecados com a idéia de vitimizar e sodomizar a selvagem. A mulher e a filha , de início passivas, se opõem a idéia, mas logo as mulheres se tornarão vítimas dos homens.
Uma parábola sobre o mundo machista em que vivemos, onde os homens dominam e as mulheres são subjulgadas a funções onde não devem questionar absolutamente nada. São passivas, vítimas de violência doméstica, frágeis. O filme poderia ser uma resposta gore ao clássico " O enigma de Kaspar House", de Herzog. mas ele vai além ao mostrar a violência e crueza que se esconde dentro do ser humano. O filme é violento, brutal. As interpretações são ok, mas é Pollyana McIntosh e a jovem que interpreta a filha adolescente (Lauryn Ashley Clarke) quem mandam no filme. Um filme bizarro, que com certeza não irá agradar a muita gente, principalmente o público feminino. O filme causou furou no último Festival de Sundance de 2010.

Nota: 6

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O homem do futuro


de Claudio Torres (2011)

Zero (Wagner Moura) é professor de física em uma Universidade. Trabalha também como cientista em uma empresa de alta tecnologia, administrada por Sandra (Maria Luisa mendonça), sua amiga de longa data. Seu amigo Otávio (fernando Ceylão), também companheiro da juventude, constrói juntamente com Zero uma máquina que descobrem depois ser uma máquina do tempo. Zero, que se faz de cobaia, se teletransporta até o ano de 1991, ano em que era estudante de física e que se apaixonou perdidamente por Helena (Alinne Moraes), também estudante de física. Numa noite, na festa de fantasia da Faculdade, Helena prega uma peça contra Zero, auxiliada por Ricardo (Gabriel Braga Nunes). Zero procura então, com sua chance de poder mudar o passado, refazer a sua história e reconstruir seu amor por Helena. O que ele não esperava é que, mexendo no passado, tudo a seguir tomará outros rumos.
Impossível não associar " O Homem do futuro" a " Efeito borboleta" e " De volta para o futuro". O filme toma emprestado praticamente todos os motes desses 2 filmes, trazendo no caso, um humor mais chanchadesco. O roteiro é curioso, apesar de uma certa sensação de deja vu. A novidade fica por conta de termos vários personagens ( no caso, 3) iguais, contracenando com os seus próprios, cada um de sua época. As piadas são ingênuas, mas como o filme tem um clima meio sessão da tarde, está tudo bem. Wagner Moura como sempre arrasando, apesar de em alguns momentos caprichar na caricatura, tornando o seu personagem fora do tom e da realidade. Alguns efeitos não convencem, como os cromas em cenas de carro em movimento. Mas o efeito de teletransporte é bem feito. A trilha sonora é uma delícia, com pérolas pop rock dos anos 80, que estranhamente, no filme ganham um anacronismo, uma vez que o filme, em seu passado, se ambienta em 1991.
De uma forma geral, o filme pode provocar certo desentendimento no seu início. Eu mesmo fiquei um pouco confuso com o desenrolar da ação. Mas depois tudo vai ficando claro, mas mesmo assim, exigindo atenção do espectador.

Nota: 7


Comentários em breve

Balada de amor e ódio


" Balada triste de trompeta", de Alex de La Iglesia (2010)

Em 1937, durante a 2a guerra, o pai de Javier se apresneta em um circo, Durante o espetáculo, soldados entram e obrigam os artistas e frequentadores a lutarem a favor do excército de Franco. O pai de Javier acaba sendo morto e o garoto cresce em um ambiente dominado pela ditadura Franquista. Antes de morrer, o pai (Santiago Segura) prevê que o garoto será um palhaço triste, devido a tantas tragédias na família. Mais de 30 anos depois, Javier (Carlos Areces) trabalha como palhaço, uma tradição da família. Vai trabalhar em um circo, e imediatamente se apaixona por Natalia ( Carolina Bang), malabarista, amante de Sergio (Antonio de la Torre), também palhaço, porém um palhaço que faz rir. Sergio é violento, e vive espancando Natalia. Ao descobrir que Javier saiu com Natalia, Sergio os espanca. Javier se vinga, defsigurando o rosto de Sergio. E assim se inciia uma batalha pela posse de Natalia, entre tantas tragédias e mortes.
Alex de la Iglesia sempre foi um cineasta que trabalhou com o Universo sórdido, obscuro e trágico. Transitando entre o surrealismo, terror e paródias, os seus filmes sempre inovam pela narrativa inteligente e estranha. O espectador nunca sabe o que virá em seguida, tal a mistura de gêneros. O roteiro é surpreendente, pois sempre traz algum elemento novo à trama. A fotografia é maravilhosa, a trilha sonora idem. O tom sinistro e trágico do filme combina com a maquiagem brilhante que compõe os 2 palhaços aterrorizantes, interpretados de forma brilhante e segura por Araces e de La Torre. O filme reserva muitas cenas violentas, humor negro e sátira. Provavelmente muitos espectadores irão odiar o filme, mas para quem curtir, fica a ceretza de ter visto um espetáculo criativo, original, ousado.

Nota: 8

domingo, 14 de agosto de 2011

Tudo ficará bem


" Alting bliver godt igen/Everything will be fine", de Christoffer Boe (2010)

Jacob Falk ( Jens Albinus) é um diretor-roteirista, que está sobre pressão de um produtor que quer que o roteiro seja entregue até o fim de semana. Na volta para casa, Jacob atroplea um homem, que lhe entrega uma bolsa. Jacob percebe então que atropelara um intérprete de guerra, que lhe entregou fotos incriminando soldados dinamarqueses que torturavam prisioneiros árabes. Ao mesmo tempo que Jacob acha que está sendo perseguido por pessoas influentes do Governo, sua esposa, helena, aguarda documentos de adoção de uma criança. Jacob passa a desconfiar de todos, e sai em busca de uma verdade.
Interessantíssimo exercício de suspense dinamarquês, com fortes influências do cinema de Hitchcock. Uma trama aparentemente confusa, que no desfecho procura amarrar as pontas, mas mesmo assim saímos com a sensação de ter perdido algo. Muitas perguntas ficam em aberto. O ritmo às vezes é lento para um filme de suspense, mas o filme na verdade, descobrimos ser um drama. Ora um romance, ora drama de guerra. Ótima interpretação de Jens Albinus, ator-fetiche de Lars Von Triers. A fotografia é interessante, com intervenções de luzes estouradas no meio da cena. Christoffer Boe é um cineasta oriundo do Dogma, daí se explica tanta câmera na mão e cortes abruptos na cena. Mas Boe deixou de lado a cartilha, ao fazer uso de trilha sonora abusiva.

Nota: 7

Luzes da Cidade- Projeto Música e Imagem


" City Lights", de Charles Chaplin (1931)

Já vi " Luzes da cidade" umas 10 vezes. Mas revê-lo em telão no Teatro Municipal, associado a uma orquestra regida ao vivo, é uma experiência que deve ser apreciada por todo cinéfilo.
Interessante como mesmo após rever o filme tantas vezes, assisti-lo mais uma vez me pareceu como se tivesse vendo pela primeira vez. Não sei se foi porquê vi numa tela gigante com orquestra, que me deu essa impressão.
A História do amor do Vagabundo por uma florista cega me emociona muito. O filme é recheado de cenas antológicas, em especial a cena da luta, que é hilária. Chaplin está tão genial nesse filme... e pensar que esse filme faz esse ano exatos 80 anos de idade, deixa claro que o Cinema já era brilhante em seus primórdios, e que o que foi feito depois disso, são piadas recicladas de um repertório impecável. Tudo aqui é sublime: roteiro, trilha sonora, atuações, o trabalho de câmera, as gags.


Nota: 10

sábado, 13 de agosto de 2011

Dylan Dog e as criaturas da noite


" Dylan Dog, Dead of Night", de Kevin Munroe ( 2011)

Filme baseado nos famosos quadrinhos italianos " Dylan Dog", de Tiziano Sclavi.
Dylan Dog é um detetive americano, que mora em New orleans. Ele é especializado em casos paranormais. Um dia, ele é chamado por uma cliente, Elizabeth, cujo pai foi assassinado pelo que parece ser um lobisomem. Logo, Dylan se vê envolvido com vampiros, lobisomens e zumbis, que convivem com os seres humanos sem que eles percebam. O mundo em breve irá testemunhar o surgimento de um ser mutante, que irá dominar a Terra dos vivos e dos mortos. E Dylan tentará impedir que isso aconteça.
Um dos piores filmes que vi recentemente, se fosse trash seria mais divertido. Mas o filme não tem o humor que seria necessário para torná-lo involuntariamente engraçado. É um filme B ruim, no pior sentido. Brandon Routh é péssimo ator, muito pior do que se possa imaginar. Sua atuação é sem nuances. Ele fala tudo automaticamente, sem sentimentos. O ator que interpreta o seu assistente é mais engraçado, e acertou ao não levar nada a sério. Mas existem muitas cenas constrangedoras. A cena deles fazendo compras em um supermercado de corpos humanos para zumbis é tosca demais. Algo de inacreditável.
Os efeitos são ruins. Parece que a intenção dos produtores foi homenagear os efeitos típicos dos anos 80, com maquiagem e sangue jorrando aos borbotões. O filme não tem ritmo, não tem química. Um erro total. Se você estiver de bom humor, pode ser que você curta o filme. Caso contrário, esqueça.
Nota: 4

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Cowboys e Aliens


" Cowboys and aliens", de Jon Favreau (2011)

Jake Lonergan (Daniel Craig) surge desmemoriado em uma cidade no Arizona de 1873. Não se lembra de nada: surge ferido, e portando uma espécie de bracelete futurista no seu braço. Atrás de respostas, ele aparece em uma cidade, onde é mal visto pelo sherife local e pela população. O Coronel Dolarhyde (Harrison Ford), o homem mau da cidade, quer banir Jake do local. Porém, um ataque alienígena fas os homens unirem suas forças, uma vez que parte da população é sequestrada pelos aliens. Ao mesmo tempo, Jake vai recobrando aos poucos sua memória, até chegar a uma terrível revelação.
Curiosa mistura de faroeste e ficção científica, dirigida por Jon Favreau , mesmo diretor da franquia " Homem de ferro" e produzida por Spielberg. Porém, achei que a mistura do bolo não funcionou. Existe uma briga entre os dois gêneros no filme. Os personagens não são convincentes, esterotipados no universo dos filmes de bang bang: o homem solitário, o homem mau, a mocinha que ajuda o herói por amor, etc. Os alienigenas lembram demais os tipos de " Distrito 9", e as cenas de abdução lembram muito " Guerra dos mundos", de Spielberg. O elenco está no automático. Harrison Ford está incrivelmente envelhecido. Daniel Craig não está muito à vontade. O ritmo do filme é arrastado, e na primeira parte do filme, não vemos muito as criaturas, pois está tudo muito escuro. O roteiro no final das contas é uma bobagem. Apenas um passatempo aborrecido.

Nota: 5

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Um novo caminho


" Le dernier pour la route/One for the road", de Philipe Godeau (2009)

Hervé é um ótimo profissional e bom pai de família. Porém, o que poucos sabem, é que ele é um alcóolatra. Tendo sido derrotado diversas vezes pelo vício, que praticamente destrói sua vida, a esposa dele resolve interná-lo em uma clínica de recuperação. Para espanto de todos, Hervé aceita, dessa vez com a intenção de realmente se livar da bebida. Porém, chegando lá, ele percebe a difícil missão, e observa os seus colegas de tratamento, todos com o mesmo problema. Hervé acaba se apaoxinando por uma outra interna, Magali, que também tem os seus problemas pessoais.
Belo drama franês, com atuação impecável de François Cluzet, no papel principal. Ele evita os clichêes de bêbados,e compõe com minimalismo e elegância esse difícil personagem. Antipático, pouco amável, o espectador pouco se simpatiza com a sua personagem. Mas mesmo assim acompanhamos a dor de um pai de família, que tenta o quanto pode se livrar do vício. O filme não procura levantar moral, nem dar um final feliz. Realista, faz um relato dentro de uma clínica, e acompanhamos o quanto é duro ficar livre de algo que nos faz bem. Ótimo elenco de apoio, tecnicamente correto. Narrativa fria mas sempre intensa.

Nota: 8

domingo, 7 de agosto de 2011

Cartas para Deus


" Letters to God", de David Nixon e Patrick Doughtie (2010)

Tyler é um menino de 8 anos de idade, e vive numa cidade pequena do tenesse, com sua mãe e seu irmão mais velho. Tyler tem tumor no cérebro. Porém ele encontra força e pensamento positivo para continuar sua luta, mesmo que os tratamentos contra a doença o deixem abatido fisicamente. Tyler escreve diariamente cartas para Deus, relatando o seu dia a dia. Seu irmão mais velho odeia Tyler, por ele chamar a atenção da família e ser o responsável pelo pouco dinheiro que a família tem.Um carteiro alcóolatra se emociona com as cartas do menino e os lê. O exemplo do menino o faz repensar sua vida: ele perdeu a guarda de seu filho e foi abandonado pela esposa por conta do seu vício. Brady, o carteiro, encoraja Tyler a fazer o que mais gosta: jogar beisebol.
A história é baseada em fato real: o livro escrito por Patrick Dougthie é inspirado na história de seu filho, Tyler Doughtie. De forte inspiração cristã, o filme foi feito sob encomenda para agradar espectadores católicos. Assim como os filmes espíritas, tão em voga atualmente aqui no Brasil, " Cartas para Deus" tem a sua função. Sempre digo que esses filmes estão acima de críticas. Não foram realizados para isso. Com todas as suas boas intenções, o filme procura emocionar o espectador de qualquer jeito. Um melodrama forçado, com trilha sonora emotiva, personagens carismáticos, mensagem edificante. Não tem erro, o filme atinge a sua meta. Parece um filme da Disney, de tão asséptico e puro de intenções. Um ponto fraco é a atuação das crianças no filme: irritantes, lembram muito as crianças de novelas Globais: pequenos homens e mulheres em corpo de crianças.
É o tipo de filme edificante que pode trazer alegria ou a ira dos espectadores.

Nota: 6

O amor de Siam


" Rak haeng Siam ; Love of Siam" , de Chukiat Sakyeerakul (2007)

Tong e sua família vão morar em uma região em Bangkok, e se mudam em frente a casa de Mew. Os dois meninos se tornam então os melhores amigos, inseparáveis. Um dia, a irmã de Tong segue para uma excursão de escola, e desaparece. Esse fato causa uma ruptura tremenda na vida dos dois: a família de Tong, abalada, se muda. Mew sofre demais com essa separação do amigo. Anos se passam, e agora já adolescentes, eles se reencontram. Tong agora é líder de uma banda na escola. Mew nutre pelo amigo uma paixão platônica, que acaba se desenvolvendo para um verdadeiro amor. Sofrendo pelo amor não correspondido, Mew vai se isolando das pessoas e da família.
Belo drama Tailandês, cuja cinematografia tem crescido enormemente nos últimos anos. O diretor se utiliza da fórmula de filmes americanos e cria aqui um melodrama adornado com canções de fácil melodia, atores jovens e bonitos, fotografia colorida e edição dinâmica. O filme é uma pérola pop. Tudo nele agrada a espectadores de várias faixas etáreas: Adolescentes e adultos. Além do romance, o filme tem a parte dramática, através da depresssão vivenciada pelos pais de Tong, brilhantemente interpretados. Um filme gostoso de assistir, e que não faz feio a nenhuma cinematografia mundial. Fez enorme sucesso na Tailândia e em circuitos alternativos. O único porém é a longa duração do filme. existe incluisve uma versaõ alternativa do filme, com quase 3 horas de duração.

Nota: 8

sábado, 6 de agosto de 2011

Submarino


" Submarine", de Richard Ayoade (2010)

Em primeiro lugar , não confundir com o filme homônimo de Thomas Vintemberg, " Submarino".

Oliver Tate (Craig Roberts) é um jovem de 15 anos, que mora no subúrbio londrino. Filho único de um casal desajustado e apático, verdadeiros loosers, Tate estuda em um colégio. Lá, ele enfrenta bullying, e ao mesmo tempo, revida em uma colega gorda. Acaba se apaixonando por uma garota, Jordana (Yasmin Paige), que se mostra um pouco relutante na relação, sempre se mantendo fria. Tate descobre depois que a mãe de Jordana tem câncer e possui pouco tempo de vida. Ao mesmo tempo, Tate desconfia que sua mãe trai seu pai com um vizinho, um místico que se apresenta em shows e tv.
Bom drama inglês, com belíssima fotografia e trilha sonora, composta por Alex Turner, vocalista dos Artic Monkeys. A direção de Richard Ayoade é bastante ensível, captando com poesia e beleza o drama de um adolescente, às voltas com primeiro amor e traição. O filme exala o tempo um clima de constante melancolia. Todos os personagens do filme tem um quê de loosers, falta de ambição. A narrativa é lenta, às vezes entediante, até mesmo pela falta de originalidade do tema. Mas de uma forma geral, é um filme interessante, com boa interpretação do elenco, principalmente o casal jovem. Os adultos são retratados com certa caricatura, que causa estranheza. No mais é de deixar envolver pelo romantismo nostálogico pregado pelo filme, embalado por belas canções de amor.

Nota: 7

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A árvore da vida


" The tree of life", de Terrence Malick (2011)

Nos anos 60, no Texas, Jack, um menino de 10 anos, convive com seus dois irmãos menores e seus pais em uma casa de subúrbio. Classe média, o pai (Brad Pitt)vive de caixeiro viajante. Jack sofre bastante com o autoritarismo de seu pai, um homem rude e que deseja que seus filhos cresçam fortes, como todo white american. A mãe é submissa, e não consegue interferir nos arroubos emocionais do marido. Um dia, com os filhos mais crescidos, descobrem que o filho do meio morreu em combate. Isso deflagra uma crise emocional e existencial na família, que começa a ficar descrente de Jeus, apesar de serem católicos fervororos. Jack é o mais afetdao. Passa a recordar momentos de convivencia com o irmão e com os pais. Jpa crescido, agora na pele de Sean Penn, Jack trabalha em uma empresa multinacional, mas continua um tipo amargurado, cercado por uma floresta de concreto, contrastando com a floresta natural que ele habitava quando criança. Jack começa então a delirar sobre o processo da criação do mundo, o porque da existência humana, e nossa missão na terra.
Belísssimo filme experimento de Terrenca Malick, uma ousadia narrativa que merece o carimbo de genial. O filme reúne talvez as imagens mais deslumbrantes, hipnóticas e sedutoras do cinema. Os movimentos de camera, sempre em movimento, sublimes, testemunhando os fatos isolados na vida dessa família, que vive com amargura, temor, melancolia. A fotografia, a montagem, a trilha sonora, as cores, direção de arte, tudo contribui para um tom de solenidade de grandiosidade, molduradas por música sacra. Sim, o filme exala religiosidade, através da história da fampilia, sempre fiel as idas da Ijgreja aos domings, mas que fica descrente a Deus após a morte do filho. A mãe principalmente culpa Deus, e o rejeita. O filho Jack imagina então o processo de criação do mundo, contrariando a doutrina católica: O ser humano adveio de um mundo pré-histórico, e não de Adão e Eva. O Big bang, a teoria do Cosmo. O desfecho lembra o filme " Nossso Lar": um mundo de luz, onde pessoas são felizes e vagam com seus familiares, reeecontrando-os e deixando-os livres para partirem.
O elenco está todo formidável, mesmo que não haja cenas contínuas, tudo fragmentado e nos rostos dos atores. Não existe a possibilidade desse filme agradar ao público. frio, longo, arrastado, tem que se abstrair do conceito de filme e se deixar levar por uma profusão de imagens narradas emtom de confissão espiritual.
Muita gente odiou. Não fiquei apaixonado, mas reconheço de fato a importãncia artistica dessa obra. Uma elegia a um trabalho de um artista visionário e pessimista, que procura acreditar na redenção do ser humano, no fim da vida.
Uma parábola sobre o perdão. E que causa um estranhamento: parece que estamos assistindo ao nosso último suspiro na terra.

Nota: 8

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A missão do gerente de recursos humanos


" The human resources manager", de Eran Riklis (2010)

Comentários em breve

Capitão América: O primeiro Vingador 3D


" Captain America: The first Avenger", de Joe Johnston (2011)

Em 1942, com o mundo voltado para a 2a Guerra Mundial, Scott Rogers, um rapaz franzino que mora no Brooklyn, sonha em se alistar para o exército e defender seu país. Porém, por conta de sua saúde instável e frágil, ele é sempre recusado nos exames de alistamento.
Um dia, ao visitar uma feira do futuro, ele conhece o Dr Stark
(Dominic Cooper), que vem a ser pai do futuro Homem de ferro.
Um cientista, Dr Erskine (Stanley Tucci), admirado com a boa índole e bondade de Rogers, o escolhe para ser cobaia em um experimento ulra-secreto, capaz de criar super-soldados. Assim, nasce o Capitão America. Rogers se torna poderoso e digno de grandes feitos. Rsta agora ele lutar contra nazistas e o Caveira Vermelha (Hugo Weaving), vulgo Schmidt, um nazista ambicioso.
Divertida e dinãmica aventura, que vem inaugurar a saga dos Vingadores. O roteiro é bom, fazendo uma boa descrição do surgimento do herói, além de ambientar com propriedade a época da 2a Guerra Mundial. A direção de arte é espetacular, mostrando refinamento em todos os setores: cenários, figurino, maquiagem, O elenco de apoio é o forte do filme: Tommy Lee Jones está perfeito no papel do Coronel Philips; Dominic Cooper também cumpre bem seu papel de Dr Stark. Hugo Weaving repete um vilão, como já fizera em "Matrix". Chris Evans tem o físico perfeito para o papel do Capitão America, apesar de lhe faltar mais dramaticidade.
O filme permite várias piadas: a melhor delas, a de um garoto jogado pelo vilão no rio. Ao tentar salvá-lo, o garoto grita pro capitão America: " Vá atrás dele, eu sei nadar".
A trilha sonora também é boa. Um filme que vale o ingresso. Pipocão de primeira qualidade.

Nota: 7

domingo, 31 de julho de 2011

Professora sem classe


" Bad teacher", de Jake Kasdan (2011)

Elizabeth (Cameron Diaz) é uma professora de um escola ginasiana. Ela está prestes a casar com um mionário, mas o casamento é desfeito. O motivo: O marido e a sogra descobrem que ela iria se casar por interesse. Elizabeth é desbocada, interesseira, e seu único foco agora é aplicar seios de silicone e arranjar um novo pretendente. esse vem na figura de Scott ( Justin Timberlake), um professor filho de família rica. Porém, em seu caminho, surge Amy (Lucy Punch), que faz de Elizabeth sua rival e tenta também dar em cima do rapaz.
Comédia na mesma linha dos filmes dos irmãos Farrely (Quem vai ficar com Mary, Etc), ou seja, muito palavrão, sacanagem, situações constrangedoras e tudo politicamente incorreto. Cameron Diaz é a atriz perfeita para esse tipo de papel, e não mede esforços para fazer de Elizabeth a vagabunda mais asquerosa da cidade.. O elenco está todo divertido. Justin Timberlake cada vez mais se revela ótimo ator: além de drama, agora envereda pela comédia, com muita propriedade. Tem uma cena, de sexo com roupas, antológica, entre Cameron e Justin. E o mais curioso é saber que eles são ex-namorados na vida real.
O roteiro é engraçado, as piadas sujas são divertidas. Tudo clichê, mas segura a onda. nada de novo no front. Apenas um bom passatempo, para quem busca um filme descerebrado.

Nota: 7

Berlin Undead


"Rammbock, Berlin Undead/Siege of the dead", de Marvin Kren (2010)

Michael resolve visitar sua ex-namorada Gabi, em uma periferia próxima a Berlin. Chegando lá, porém, ele percebe algo estranho. As pessoas estão agindo de modo estranho e agressivo. Horas depois, todas se tranformam em zumbis. Michael se esconde em um prédio, e lá, ele tenta se juntar a sobreviventes, entre eles o jovem Harper, um encanador. Ao mesmo tempo, Michael procura encontrar Gabi, antes que seja tarde demais.
Curioso como quase todo País faz o seu filme de zumbi. Aqui, no caso, uma produção de baixo orçamento alemã. Mas não se deixem enganar: o diretor Marvin Kren absoreveu tudo sobre zumbis de outras produções americanas e inglesas. Não há surpresas, tudo é clichê e já visto em outros filmes do Genero.
As interpretações são corretas, o filme até tem um certo clima, mas os efeitos de maquiagem deixam a desejar, lembrando a tosqueira dos filmes de Lamberto Bava. Algumas cenas chegam a ser divertidas, de tão sem noção. O desfecho é óbvio, e nada mais nos resta a não ser ver o filme e pensar em quantas outras centenas de filmes de zumbis ainda virão.

Nota: 6

sexta-feira, 29 de julho de 2011

As praias de Agnes


" Les plages de Agnes", de Agnes Varda (2010)

Belíssimo documentário dirigido pela Cinasta Agnes Varda é um relato pessoal, filsófico e prático do ato de se amar e fazer cinema. Uma espécie de testamento nostálgico onde ela revela vários truques e artimanhas que teve que desenvolver, para realizar diversos de seus clássicos, entre eles " Cleo de 5 as 7", seu filme mais famoso aqui. Mostra os seus primeiros trabalhos ainda como criança,,, a sua fase como fotógrafa de still, e a sua relação duradoura e apaixonada pelo também cineasta Jacques Demy. Mostra também a fase americana do casal, quando foram morar nos Estados Unidos, e a influencia da intelectualidade na vida de ambos. O filme é narrado por sua bela voz melancólica, e tem imagns de arquivo de seus filmes, fotos, tudo com extrema poesia e delicadeza. Um filme imperdível para cinéfilos amantes do cinema.
Absolutamente obrigatório.

Nota: 9
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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Melancolia


" Melancholia", de Lars Von Triers (2011)

Justine ( Kistern Durnst) vai se casar. Ela segue com o seu noivo Michael (Alexander Skaasgard) até a casa de campo de sua irmã (Charlotte gainsburg), casada com John (Kieffer Sutherland). Ao chegar ao local, se depara com os seus pais divorciados, (John Hurt e Charlotte Rampling), que vivem às turras. Ao mesmo tempo, Jack, um amigo da família, lhe promove ao posto de Diretora de arte de sua empresa. Tudo parece estar indo bem, até que sem razão alguma, Justine começa a se sentir depressiva. Logo em seguida, sabemos que um planeta, Melancolia, está prestes a colidir com a Terra, e que pode ser o responsável pela súbita mudança de comportamento de todos.
" Melancolia" é de certa forma frustante. Longo, entendiante em sua maior parte. Porém, a sublime direção de atores, e a espetacular composição visual do filme compensam a longa duração e a sensação de deja vu: ele se utiliza de vários de seus atores fetiches: Stelan Skaagard, John Hurt, Charlotte Gainsburg e elabora uma depressiva visão de mundo apocalíptico. A 1a parte do filme é puro " Festa de família", de Thomas Vintenberg. Mas quem merecia de fato o premio de atriz em Cannes era Charlotte Gainsburg. Ela está espetacular. Curioso observar que quem faz o noivo é filho de Stelan Skaasgard. Lars Von Triers está mais pessimista do que nunca, e nada nem ninguém merece a felicidade. O prólogo, todo em cãmera lenta, é sensacional, e a trilha sonora combina bastante com as imagens. Pode entediar ou mesmo fazer parte do público odiar o filme, mas seus filmes sempre promovem algum tipo de experiência cinematográfica. A cena aérea que percorre os campos cobertos de nevoeiros, e as irmãs andando de cavalo, é poesia pura.

Nota: 7

Christopher and his kind


de Geofrey Sachs (2010)

Comentários em breve

Nota:

Yellowbrickroad


de Jesse Holland and Andy Mitton (2010)

Um grupo de pesquisadores resolve, em 2008, descobrir a verdadeira história que cerca o desaparecimento de um grupo de 500 moradores de uma cidade oróxima a New Hampshire, Friar.
No ano de 1940, esses moradores resolveram abandonar tudo o que tinham para trás, e seguiram por essa estrada, chamada de " estrada de tijolos amarelos". Misteriosamente, parte deles sumiu, outra morreu congelada, e outra foi encontrada massacrada.
Chagando à estrada, a expedição aos poucos vai se confrontando com a verdadeira realidade do local: a estrada é amaldiçoada, e faz as pessoas perderem a sanidade mental e se matarem. E aos poucos, cada um da expedição vai se dando conta dessa trágica lenda que se torna realidade.
Produção de baixo orçamento, mas que infelizmente, não alcança nenhum sucesso. Seja por conta das atuações em sua maioria amadoras, ou pelo roteiro sem sentido. Ou até mesmo pelos efeitos que trazem risos constrangidos. A cena do irmão dilacerando a perna da irmã é canhestra. No início, o filme até tem um propósito, mas depois vai descambando para um desfecho bizarro e inexplicável. O que se entende desse filme? Parece uma brincadeira de Diretor e roteirista, na base do: " Vamos sacanear o espectador, embaralhar a cabeça dele e ele achar que acabou de ver um filme de arte de suspense". Uma pena, pois o filme prometia. E eu fiquei assistindo até o final pra ver no que que dava. E só o que descobri foi frustração.

Nota:

domingo, 24 de julho de 2011

Anticorpos


" Antikorper/Antibodies", de Christian Alvart (2005)

O serial killer Gabriel Engel é preso pela polícia, após uma ação espetacular. Assassino confesso da morte de 13 garotos, cujo sangue das vítimas ele pintava quadros com motivos religiosos. Um policial de uma cidade pequena, Michael Martens, resolve ir ao seu encalço para tentar desvendar o assassinato de uma menina local. Michael acredita que Gabriel é o responsável pela sua morte. Mas Gabriel vai fazendo de Michael um joguete, fazendo-o acreditar no mal do ser humano. Atormentado, Michael, até então católico fervoroso, vai derrubando suas crenças, e fazendo de sua vida um poço de culpa e dúvidas, pondo em prática tudo aquilo que até então ele pregava contra. O pior está por vir: Gabriel quer fazer Michael acreditar que o assassino da menina é o filho adolescente de Michael.
Assumidamente inspirado em " Silêncio dos inocentes" ( o personagem Gabriel até brinca em determinado momento, dizendo ao policial que esperava que ele fosse o " Hannibal"), esse " Anticorpos" faz, antes de mais nada, um tratado sobre a culpa cristã. Vários personagens têm nome de personagens bíblicos, e trechos da bíblia são citados o tempo todo, inclusive no desfecho, fazemos alusão a Abrahão e Isaac ( o pai que é obrigado a matar seu filho). O elenco está correto, com destaque para o ator que interpreta o personagem do policial atormentado Michael. O roteiro surpreende, mesmo buscando fórmulas de outros filmes do Gênero. Existe uma reviravolta na trama bem interessante. O desfecho desagradou a alguns, fazendo uso de fantasia para solucionar uma questão crucial para a trama. O filme é longo, 127 minutos, e poderia ter sido resolvido melhor se tivesse 20 minutos a menos. Mas fica a dica de um bom entretenimento, um filme que passou despercebido na época de seu lançamento e que merece uma revisão.

Nota: 7

sábado, 23 de julho de 2011

Uma doce mentira


" De vrais mensonge", de Pierre Salvadori (2010)

Émilie (Audrey Taotou) é dona de um Salão de beleza. Ela é solteira, independente. Porém, sua vida pessoal está um caos. Sua mãe (Nathalie Baye) é depressiva, e seu pai vai casar com uma garota mais jovem. Ao mesmo tempo, um de seus funcionários, Jean, nutre uma paixão platônica por Émilie. Jean escreve uma carta anônima apaixonada para Émilie. Ao receber, Émilie fica irritada, mas se aproveita da carta e a manda para sua mãe. Maddy, a mãe, se alegra e fica apaoixonada por seu autor. Ao tentar decsobrir o paradeiro de queme screveu, Maddy decsobre ser Jean. A partir daí, muitas confusões acontecem.
Comédia romântica com dosagens leves de drama, " Uma doce mentira" é um filme simpático, agradável de assistir, mas sem muitas novidades. Audrey meio que repete a sua personagem mais famosa, Amelie Pouláin. Seus trejeitos, sua vontade de querer mudar o mundo para melhor, a caracterização. Mas ela é uma fofa, e sempre é bom vê-la em cena. Nathalie Baye, uma das maiores atrizes francesas da atualidade, se diverte com a sua Maddy, uma figura frágil, dosando muito bem humor e melancolia. O elenco de apoio está bem, e o desenho de produção é bonito, com muitas cores no dressing e na fotografia. Um filme médio, que vale como um passatempo leve.


Nota: 7

Aftermath


de Nacho Cerda (1994)

Um médico legista faz autópsias de vários cadáveres, até se deter no corpo de uma jovem, Marta, recem falecida em acidente de carro. O legista faz dela sua obsessão: a mutila, retira seus órgaos internos, para depois transar com ela, retirar seu coração e dar ao seu cão para comer.
Esse curta de 31 minutos é, inacreditavelmente, uma experiência doentia, que com certeza, inspirou vários cineastas adeptos do gore a desenharem cenas em seus filmes da linha " torture porn". A diferença aqui é que não há gritos: as pessoas já estão mortas. Os efeitos são perfeitos, realistas. Um filme que com certeza irá impressionar muita gente, mais pelo tratamento sobre o tema da necrofilia do que pelas cenas sangrentas em si.
O filme não tem diálogos, e nem vemos o rosto do protagonista, apenas seus olhos, vistos através de uma máscara cirúrgica. Medonho, sombrio, brutal. A trilha sonora é composta de temas sacros, e compões um painel mais aterrorizante ainda, pois a calmaria do som contrstas com as imagens barra-pesadas. Incrível que eu nunca tenha havia falar sobre esse filme, e olha que ele é de 94; Só tomei conhecimento por conta da recente censura ao filme sérvio " Serbian film", aqui no Rio de Janeiro, durante evento da Fan Rio Festival, dedicado a filmes de terror.

Nota: 6

Um gato em paris


" Une vie de chat/A cat in Paris", de Jean-Loup Felicioli e Alain Gagnol (2010)

Zoé é uma menina que mora com sua mãe, uma policial. O pai dela, também policial, foi assassinado pelo gangster Costa, que planeja um roubo a um carregamento de objetos de arte. Zoé , desde a morte de seu pai, ficou muda. Ela tem um gato, Dino, que de dia fica com ela, e de noite, vai até a casa de um bandido, Nico, que rouba joias. Nico é um bandido de bom coração. Os caminhos de todos irão se cruzar, até um desfecho romântico e surpreendente.
Simpática animação, de traços simples, bem vintage para os padrões de hoje. Como não poderia deixar de ser, é um produto feito para o adulto nostálgico. Definitivamente não é para crianças: tem um clima soturno, violento, e até assustador, apesar da aparente singeleza das imagens. A história é simples, ingênua, sem grandes arroubos de originalidade. A trilha é ótima, e o trabalho de dublagem também.

Nota: 7

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O misterioso assassinato de uma família


" Atrocious", de Fernando Barreda Luna (2010)

A polícia encontra em uma casa de campo câmeras filmadoras, com mais de 30 horas de filme rodados. Descobrimos então as últimas horas de vida da família Quintanilla: Pais e 3 filhos, sendo 2 adolescentes e 1 criança. A família vai passar o fim de semana na casa de campo, durante o verão. Lá, existe uma lenda urbana, sobre a existência de uma garota perdida na floresta, e que quer se vingar das pessoas. Os 2 irmãos adolescentes levam suas filmadoras e registram tudo ao seu redor. Ao chegar a noite, porém, fatos estranhos começam a acontecer e a assustar a família.
Esse filme espanhol foi dirigido por um cineasta mexicano de 27 anos. Ele usa e abusa de clichês de vários filmes, entre eles obviamente " A bruxa de Blair" e " Atividade paranormal". Muita câmera na mão, e sem razão de ser, os dois irmãos carregam a câmera de um lado para o outro, mesmo em situações extremas, eles não largam mão do aparelho. Por essas e outras que o filme sôa falso o tempo todo. É tedioso, quase metade do filme vemos a câmera na mão circulando por ambientes, sob o ponto de vista dela, sem nada acontecer. O desfecho é confuso e sem graça. Os atores são médios, dando vida a personagens mal delineados.
Mais do mesmo, pela enésima vez.

Nota: 4

Família Braz - Dois tempos


de Artur Fontes e Dorrit Harazin (2011)

10 anos depois do seu primeiro documentário, " A Família Braz", que faz a radiografia de uma família classe baixa na região de Brasilândia, São Paulo, os mesmos diretores reúnem a mesma família, e fazem um relato do que mudou na vida deles.
Simples na execução, mas emotivo na realização final, o documentário ganhou o prêmio de melhor filme no Festival " Étudo verdade" em 2011.
O filme emociona ao fazer o relato de uma " família feliz, honesta e trabalhadora" , conforme as pessoas dizem ao longo da projeção. Parece até propaganda do Governo petista, fazendo alusão ao crescimento do número de pessoas que migraram da classe baixa para a classe média. A 10 anos atrás, todos os integrantes da família, principalmente os filhos, tinham sonhos e desejos. No meio de tantas dificuldades financeiras enfrentadas, desemprego e fome, eles venceram na vida. Todos têm carro próprio, alguns já moram em apartamentos, bons empregos e salários. O filme fala sobre essa vitória pessoal, de pessoas que lutaram por seus sonhos e conseguiram realizá-los. O filme tem uma narrativa fria, que às vezes incomoda, mas no geral, é um bom exercicio de documentário, com ótimos depoimentos e bela fotografia.

Nota: 7



Loup- Uma amizade para sempre


" Loup" de Nicolas Vanier (2009)

Sergei é um jovem de 16 anos, que mora com sua clã em uma região gélida da Sibéria. Seu pai é chefe da clã, e eles sobrevivem tocando seu rebanho de renas. Um dia, o pai lhe incumbe da tarefa de tomar conta das renas no período de outono. Essa tarefa é saboreada com tom de triunfo, despertando ciúmes de outros jovens da clã. Os lobos são vistos como inimigos, pois atacam as renas, e Sergei será responsável em afastá-los. Ao passar uma noite com o rebanho, Sergei percebe a presença de uma loba, que cria seus filhotes em uma caverna. Logo, ele acaba se afeiçoando aos animais, contra a vontade de seu pai. Sergei tenta então esconder a presença dos lobos, ao mesmo tempo que os filhotes descobrem a sua natureza, que é atacar por sobrevivência.
Um filme belissimamente fotografado, filmado em locações na região Noroeste da Sibéria. As tomadas são estonteantes. Mas infelizmente, o filme não se sustenta somente por conta de suas imagens. O elenco é fraco, composto por atores franceses com descendência oriental. Aliás, por ser uma produção francesa, ai se encontra o maior dos problemas dessa produção: muito estranho ver os integrantes da clã, localizada na Rússia, falando em francês. Eu, como espectador, me senti completamente fora do filme. Ouvi-los falar em francês me tirou da realidade cultural dos personagens. A trilha sonora é cativante, apesar de abusar de tons épicos. O roteiro é bem ingênuo, apostando na mensagem de que os seres humanos devem interagir melhor com a natureza, mesmo que um suposto ataque de animais seja apenas pelo instinto de sobrevivecia. A edição está cheia de erros de continuidade. Vale pelo encantamento visual, e só. Ah, e o filme também é longo demais, deveria ter pelo menos 20 minutos a menos. Em outras épocas, poderia ser visto como um filme da Disney.

Nota: 6


terça-feira, 19 de julho de 2011

Assalto ao Banco Central


de Marcos Paulo (2011)

No dia 6 de agosto de 2005, um grupo de ladrões invadiu as dependências de um cofre do Banco Central de Fortaleza, levando 164 milhões de reais, em notas de 50 reais. Durante 3 meses, eles cavaram um túnel, que ia de uma casa alugada por ele, até o Banco. Após o assalto, o grupo vai s edesfazendo, através de intrigas, ciúmes e conbiça. Ao mesmo tempo, a polícia busca informações a respeito de quem são as pessoas envolvidas nesse grande golpe.
Bom filme de ação, com doses precisas de humor, que trazem leveza a narrativa. A montagem mistura tempos, podendo confundir o espectador no início. Mas logo o espectador é convidado a um exercício interessante do gênero policial, sustentado por um excelente elenco de atores de cinema e televisão. Lima Duarte, Giulia Gam, Hermila Guedes, Vinicius Oliveira, Juliano Cazarré, Milhem Cortaz, Milton Gonçalves, Cassio Gabus Mendes, e outros, dão vida aos personagens, dirigidos com competência pelo ator/diretor Marcos Paulo. O filme pode frustrar quem está em busca de filme pancadaria no estilo " Tropa de eleite". Variando do drama, aventura e comédia, o filme segura a atenção, apesar do desfecho longo. A trilha sonora , a cargo de André Moraes, está sendo muito criticada, por usas acordes de Morricone e revisitação de Tarantino, além de pérolas dos anos 70, estilo " Shaft". Um produto curioso, que merece ser visto como referência histórica e também como mero entretenimento. Façam suas apostas.

Nota: 8

sábado, 16 de julho de 2011

Pequenas mortes


" Little deaths" , Sean Hogan, Simon Rumley e Andrew Parkinson (2011)

Filme inglês, dividido em 3 episódios. Todos tem um tema em comum: sexo e morte, sempre tratados de forma bizarra e nada convencional.
No 1o episódio, " Um lugar no paraíso", um casal convida uma moradora de rua para a casa deles, para jantar. Porém, o casal a prende e faz dela uma peça para o jogo de sexo violento entre eles. O que eles não esperavm era uma reação inesperada por parrte da jovem.
No 2o episódio, " Mecânica mutante", um cientista faz tratamento com um ser mutante, obtendo através do sêmen desse, comprimidos capazes de produzir outros seres mutantes. Paralelo, tem a história de uma jovem drogada que toma essas drogas.
No 30 episódio, " Carniça", um casal pratica atos de sado-masoquismo. Porém, apenas a garota sente prazer, fazendo de seu companheiro literalmente um cachorro a serviço de sua dona. Mas ele resolve reagir.
Curioso filme, na linha daqueles antigos da produtora Hammer. Os filmes procuram buscar ousadia na temática e no visual. O 1o e o 2o episódios são previsíveis, e acabam perdendo a força no desenrolar da trama, chegando mesmo a serem toscos. Em algusn momentos ri, de tão estapafúrdios. O que salva o filme de uma completa falta de interesse, é o 3o episódio. Sempre curioso, instigante, é uma pequena trama de vingança muito bem dirigida, com cores fortes (azuis, vermelhos). A trilha sonora usada é ótima e dá um puta clima. O desfecho é foda, e a interpretação de Tom Sawyer é profunda. Belo curta.

Nota: 6

Comentários em breve

Um lugar no paraíso
mecanica mutante
Carniça

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Harry Potter e as relíquias da morte parte 2


" Harry Potter and the deathly hallows part 2", de David Yates

O que falar de um filme onde tudo já foi dito, escrito e comentado? Que foi s série mais rentável da história do cinema? Que após 8 filmes da série, deixará milhões de fãs com saudades?
Bom, eu jamais li um único livro da série do " Harry Potter". Confesso que nos filmes anteriores, eu ficava completamente perdido entre tantos termos complexos para mim: Horcrux, etc. O que significavam? Somente agora, no último dos filmes, pude entender.
Aqui, como todos sabem, teremos o duelo final entre Valdemort e Harry Potter. Nessa batalha, muitos morrerão. Sim, aqui impera de vez o tom soturno e trágico, dando voz ao drama e á melancolia. O trio Daniel Redcliff, Emily Watson e Ruppert Grimm estão ótimos, em suas melhores interpretações, e provando que podem tentar carreira fora da série.
E como todos sempre dizemos, um dos melhores trunfos sempre foi o elenco: Ralpf Fiennes, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Michael Ganbom , Maggie Smith e tantos outros, que deram vida aos personagens geniais concebidos pela mente criativa de J. K. Howling. Os efeitos são fodas e muito bem feitos, a trilha incidental também cumpre com perfeição a sensação de aventura e suspense contínuos. A direção precisa de David Yates, e toda a parte técnica, apenas contribuem para o sucesso do espetáculo.
Conheço várias pessoas que não gostaram do filme, mas e daí? Acabou, e a série deixará saudades. O desfecho do filme emociona bastante, porquê dá aquele tom de despedida. Foi bom enquanto durou.

Nota: 9

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sequestrados


" Secuestrados/Kidnapped", de Miguel Angel Vivas (2010)

Uma família composta pelo pai, mãe e uma filha adolescente acabam de se mudar para uma residência em um condomínio fechado. Porém, uma noite, um trio de bandidos invade a casa, e os fazem de reféns. O chefe deles leva o pai para sacar dinheiro. os outros dois permanecem em casa, cuidado da mãe e filha. O que se segue é uma intensa noite de terror.
Uma brilhante direção e uso de câmera. O filme é tecnicamente impecável. São ao todo 12 planos-sequências. O filme é tenso, sofrido, difícil de assistir. É quase que um tratado de sadismo. Você passa 1:30 assistindo uma família sendo destroçada. Algo muito semelhante a " Funny games", de Michael Heneke. O filme tem um tom realista, daquele que poderia estar acontecendo com você, ao ser redor. Os atores são ótimos, intensos. O filme abusa de clichês de filmes de invasão domiciliar ( " O quarto do Pânico", inclusive com um bandido fazendo o papel do bonzinho). O que eu posso dizer é que esse filme não é recomendado para pessoas sensíveis, nem para quem já sofreu quaquer tipo de assalto, porquê pode deixar traumas. Fortes emoções. Inclusive, rola uma cena homenageando " Irreversível". quem viver, verá.

Nota: 8
Obs: O desfecho me irritou muito, mas muito mesmo.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Corações perdidos


" Welcome to the Rileys", de Jake Scott (2009)

Doug (James Gandolfini) e Lois (Melissa Leo) moram em Indianápolis. O casal guarda uma tragédia familiar: a filha de 15 anos morreu em um acidente de carro. Sentindo-se culpada, a mãe se isola, e não sai mais de casa. O marido também evita de conversar com ela. Ele mantém uma relação extracongugal com uma garçonete, pois não gosta de ficar sozinho. Um dia, ele vai para uma convenção em New Orleans. Chegando lá, ele conhece Allison (Kirsten Stewart) em uma boite de streap. Doug projeta nela o desejo de ter sua filha de volta, mesmo contra a vontade de Allison, uma figura arredia. Ao mesmo tempo, Lois vai procurá-lo em New Orleans, em busca de uma reconciliação.
Bom drama familiar, dirigido pelo filho de Ridley Scott, Jake Scott. O filme foi produzido por Ridley e Tony Scott. Distante da linguagem e dos temas de seu pai e tio famosos, Jake procura traçar um painel desolador de um casal sugado pela tristeza. Os três atores conferem dignidade e força aos seus personagens. Kirsten Stewart é a grande surpresa: ela está ótima, intensa. Mostrando assim que um bom diretor faz a diferença entre atores não tarimbados. O roteiro tem momentos de altos e baixos, apostando em clichês de filmes de reconciliação familiar. Certas partes da trama parecem pouco críveis, mas vale tudo para justificar um final quase feliz, com esperanças a flor da pele.

Nota: 7

Sad Movie


" Saedeu mubi/Sad movie", de Kwon Jong Kwan (2005)

Romance coreano, dividido em 4 episódios, todos discutindo relacionamentos infelizes.
Na 1a história, um bombeiro e sua namorada, uma tradutora de linguagem surdo-mudo em um programa de tv.
Na 2a história, uma jovem traumatizada por uma cicatriz no rosto, trabalha em um Parque de diversões, com uma fantasia que esconde o seu rosto. ela se apaixona por um jovem artista, que sonha em pintá-la sem a máscara.
Na 3a história, um mulher workhaholick, deixa sua família em segiundo plano. Até que um acidente a deixa hospitalizada, e aí, uma nova relação se estabelece entre mãe e filho.
Na 4a história, um casal se separa. A mulher trabalha como caixa de banco, e o rapaz, desempregado, ssonha em reatar o seu namoro com ela.
Simpático drama romântico, que obteve enorme sucesso de bilheteria na Coreía do Sul no ano do lançamento, muito por conta do elenco all star, com os artistas pops do momento. O filme é um acúmulo de clichês de situações de relacionamentos, e somente deverá agradar a fãs do gênero que não se indomodam em saber tudo o que vai acontecer, pois tudo é bastante óbvio. A trilha sonora pop é agradável, o elenco flui bem sem muitos sustos e tecnicamente é bom. Apesar de longo, o filme procura manter o interesse do espectador em função da simpatia dos personagens. Nada além disso.

Nota: 7


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Transformers - O lado oculto da lua


" Transformers- Dark of the moon", de Michael Bay (2011)

Sam ( Shia La beouf) está desempregado e vai a várias entrevistas, até chegar a uma empresa, comandada por Bruce (John Malkovich). Ao mesmo tempo, sinais de vida extraterrestre são identificados na Lua, e Optimus Prime, agora trabalhando para o Governo americano, resolve ir até lá identificar. Ele descobre destroços de uma nave que partira de Cybertron nos anos 60, e dentro da nave, encontra-se o Sentinela, um robô que descobriremos mais tarde, irá se voltar contra os Autobots e vai querer destruir o mundo. Uma nova ameaça acontece, e os Autobts e Sam farão de tudo para evitar que isso aconteça;
Desde o primeiro " Transformers", fiquei sempre com a impressão de assistir a um festival de efeitos, e apenas isso. Os roteiros são os mais simplórios possíveis, e sempre falam em dominação da terra por parte dos Decepticons. Aqui não é diferente. O filme é todo em função dos efeitos, e mais nada. E os efeitos aqui realmente são primororos. Tem uma cena de ataque em um prédio que é de cair o queixo. Muito boa. De resto, o filme impressiona pelo elenco de apoio. tem momentos que parecia que eu estava assistindo a um filme dos irmãos Cohen: Frances Macdormand, John Malkovich e John Turturro, juntos? genial! Fora eles, juntaram Patrick Dempsey no papel de vilão e Keon Jung ( o chinês traficante de " Se beber, não case"), como sempre, hilário. O ponto fora do elenco é a insossa Rosie Huntington, no papel de Carly, namorada de Sam. Megan Fox dava de mil. Rosie é linda, mas assim como os robôs, sem expressão alguma. O que não entendo é porque em toda a franquia, Michael Bay insiste em ter quase 3 horas de filme. Excesso de vaidades? Falta de consisão?? Fica tudo muito chato e repetitivo. Parece que estamos vendo a mesma cena várias vezes seguidas. Outra chatice é o excesso de romantismo no filme. O que me divirto realmente, é que observo como morre gente no filme dos " Transformers". Em cada ataque dos Decepticons, pelo menos umas cem mil pessoas morrem. E fica por isso mesmo heheehee


Nota: 6

terça-feira, 5 de julho de 2011

Super 8


" Super 8", de J.J. Abrams (2011)

1979. Joe, um adolescente, mora em uma cidade pequena. Sua mãe acabou de falecer em um acidente, e seu pai é um policial. Joe faz parte de um grupo de amigos de escola, todos fanáticos por cinema. Um deles, tem uma cãmera super 8, e juntos, eles produzem um amador filme de terror. Porém, uma noite, durante uma filmagem na linha de trem, eles testemunham um acidente de trem. A partir desse momento, a cidade apresenta vários casos de sumiço, e os garotos descobrem depois que se trata de um alinígena, que caiu na terra nos anos 50, e que foi capturado pelos cientistas americanos. Agora, o monstro quer voltar para o seu planeta, nem que isso signifique destruir a cidade.
" Super 8", produzido por Spilberg, é praticamente um compêndio de quase tudo o que ele já fez. Uma espécie de refilmagem de " ET", misturado a " The goonies" e " Jurassic Park". Os garotos são todos excelentes, e o filme tem um clima sessão da tarde das antigas. Ellen Fanning está ótima no papel de Alice, objeto de paixão de Joe. Os efeitos são muito bons, porém o que faltou ao filme foi originalidade na temática. Tudo fica muito " deja vu",e a gente já sabe tudo o que vai acontecer. E pior: a opção de nunca mostrar a criatura durante boa parte do filme, foi uma tentativa frustrada. Não existe razão para não mostrá-la. pois isso não é nenhuma surpresa. Acaba ficando frustrante, porquê o que mais queremos é vê-la, e isso só acontece perto do fim. JJ Abrams repete um pouco o seu filme " Cloverfield", ao mostrar a criatura apenas vagamente ou em partes. Uma pena, poderia ser um clássico, assim como so outros filmes citados acima. Faltou energia, simpatia e carisma. Sobra paixão pelo cinema, na figura dos pequenos heróis. O desfecho, alías, lembra demais " ET", e parece que tanto Spielberg e JJ Abrams resolveram reverenciar o filme.

Nota: 7


domingo, 3 de julho de 2011

Paraíso do medo


" Uninhabited", de Bill Bennet (2010)

Beth e Jackson formam um casal, que resolve passar 10 dias em uma ilha paradisíaca na costa australiana. O capitão os deixa lá, e o casal passa por momentos maravilhosos. Porém, aos poucos, vão tendo indícios que mais alguém habita lá, além deles. Objetos que saem do lugar, aparições sinistras. Beth descobre um livro abandonado em uma cabana, falando sobre Coral, uma jovem que morava ali na ilha, e que acabou sendo estuprada por 7 homens, e que provavelmente, está atrás de vingança.
Suspense produzido na Australia, tem uma fotografia deslumbrante, e ótimo trabalho de câmera, som. O diretor Bill bennet sabe dar clima nas cenas. Mas o roteiro é tão ruim,e previsível, e ao mesmo tempo, sem pé nem cabeça, cheio de furos, que tira qualquer possibilidade de interesse na trama. Tudo acaba ficando ridículo. A atuação do ator Bob Baines no papel de Jackson, é lamentável. A gente não acredita em um só momento de seu personagem. Os diálogos já são ruins, interpretados de forma amadora então, é um desastre só. Os outros atores, que formmam o grupo de caçadores de tubarões, também são ruins. Salva-se Geraldine Hakewill, no papel de Beth, que dá o mínimo de dignidade ao filme.

Nota: 3

sábado, 2 de julho de 2011

Estranhos normais


" Happy Family", de Gabriele Salvatores (2011)

Ezio (Fabio de Luigi) é um roteirista fracassado, em crise existencial e profissional. Ele cria personagens de duas famílias, que se unem porquê os filhos de 16 anos querem se casar. Esse é o pretexto para ele criar situações humanas, e não menos cômicas, entre os parentes e os quiprocós da união dos adolescentes. Porém, é que ele não imaginava que os personagens se rebelassem quando ele decide parar com a história. A sua criação sai da tela do computador e interage com o roteirista, obrigando-o a continuar com a história.
Deliciosa e divertida comédia dramática italiana. Os italianos são experts em tramas envolvendo família (vide Ettore Scola, Dino Risi, Mario Monicelli, etc). Aqui, o diretor Gabriele Salvatores, mesmo autor de " Mediterrâneo" e " Não tenho medo" se aventura na comédia, trazendo bons resultados. o Filme brinca com a linguagem do cinema: os personagens interagem com o espectador, falando para a tela. Existem várias brincadeiras de metalinguagens, como por ex, enganar o espectador que o filme acaba no meio, vindo os créditos finais. O elenco está uniformemente bem, todos se divertindo bastante com os seus tipos, caricatos, como pede a cartilha italaiana de interpretar.
Uma boa diversão, que provavelmente será melhor apreciada pelos cinéfilos.

Nota: 8

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Noriko´s dinner table


" Noriko no shotukatu/Noriko´s dinner table", de Sion Sono (2005)

Noriko, uma adolescente, mantém contantos via internet com Kumiko. Kumiko tem um comportamento estranho, e incita Noriko a vir conhece-la em Tokyo. Noriko, distante de sua familia emocionalmente, acaba fugindo para Tokyo para esse isusitado encontro. O que ela não esperava, é que Kumiko é líder de uma seita com tendências suicidas, e que planeja uma onda de suicídios em massa. O pai de Noriko, desesperado, vai ao encontro de Noriko.
Ao contrário do que divulgam, esse "Noriko´s dinner table" não é uma continuação do cult " Suicide club". É um filme que complementa, é uma história que gira paralelo ao outro filme.
Muiro diferente de " Suicide club", que investe mais no suspense, trhriller, policial e horror, esse aqui investe num drama intimista, que aliás, beira à obra-prima. Fiquei abismado vendo esse filme, que grande salto de qualidade entre os 2 filmes. O diretor Sion Sono faz um relato extremamente comovente da dissociação de uma familia tradicional japonesa: como a falta de comunicação entre pais e filhos gerou um verdadeiro caos.
O filme tem mais de 2:30 hrs de duração, e é dividido em 5 capítulos...cada um enfocando um personagem e um ponto de vista sobre determinada história. Um filme doloros, que comove a cada instante. Para quem curte um belo drama com tintas de suspense, IMPERDÍVEL! Atuação brilhante de todo o elenco.

Nota: 10