sábado, 29 de agosto de 2026
No caminho
"En el camino", de David Pablos (2025)
Indicado pelo México à uma vaga ao Oscar de filme internacional 2027, "No caminho" é escrito e dirigido por David Pablos, mesmo realizador dos dramas eróticos "O baile dos 41" e "Las elegidas". "No caminho" venceu no Festival de Veneza 2025 os prêmios "Horizontes" e Queer lion, dedicado a filmes de temáticas lgbt. Assistindo ao filme, vi muitas referências a esse faroeste gay contemporâneo, repleto de cenas de violência e s3x0 homoerótico:"Bonnie e Clyde", "Plata queimada", "Drive", "Happy together", "Onde os fracos não têm vez". Assim como "O baile dos 41", as lentes de David Pablos estilizam as cenas de s3x0, a nudez, a paixão entre homens brutos e sem salvação, vítimas de um mundo homofóbico, brutal e árido, e que se conectam através de uma paixão de necessidade de redenção.
Veneno (Victor Prieto Simental), assim como outros rapazes de sua cidade, foi acolhido por um mafioso gay, que os ostenta com uma vida de luxo, em troca de s3x0. Mas esse mesmo mafioso decide matar os rapazes quando eles fogem à rígida regra do relacionamento tóxico e violento. Veneno foge com sacos de cocaína pertencentes ao mafioso e se prostitui na estrada para caminhoneiros. Um dia, ele conhece Muneco (Oswaldo Sanchez), um caminhoneiro bruto e reservado. Ele convence Muneco a levá-lo para o norte do México, em troca de lhe dar uma parte da venda das drogas. Muneco entra na jogada e vendem para camihoneiros, tomando cuidado para que traficantes de cartéis não so decsubram. Com o passar dos dias, Muneco, que é hetero, casado e com filhos, vai se rendendo ao charme perigoso de Veneno e começam um relacionamento.
O filme é repleto de imagens etsilizadas, capturadas pela fotografa Ximena Amann, com cores hiper saturadas e realistas. Os dois atores principais estão incríveis, trazendo carisma o suficiente para fazer o espectador torcer pelo amor bandido de ambos.
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