sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Kalel, 15

"Kalel, 15", de Jun Robles Lana (2019) Comovente drama queer filipino, vencedor de diversos prêmios internacionais. O filme me fez lembrar do clássico "Kids", de Larry Clark, por trazer protagonistas adolescentes, envolvidos com drogas, s3x0, prostituição e HIV. Kalel e sua mãe (interpretada por Jacklyn Jose, vencedora da Palma de Ouro em Cannes por "Ma'Rosa") saem de um hospital público. Kalel tem 15 anos e acabou de descobrir que é portador de HIV. Sua mãe está revoltada, e ao invés de apoiar o filho, ela o agride, com medo de que seus vizinhos descubram que Kalel está soropositivo. A namorada de Kalel quer fazer s3x0 com ele e perder a virgindade, mas ele a repele, pois não quer que ela se contamine. Só de raiva, ela morde a boca de Kalel e suga o sangue dele. Kalel é um gay enrustido, e está em um tremendo conflito. Ele se droga com seus amigos da escola, e quando não encontra mais apoio de ninguém, se prostitui. Um filme com excelentes performances, rodado em belíssimo preto e branco, "Kalel, 15" não faz concessões. É um filme que dificilmente seria realizado aqui no Brasil, pelos seus temas envolvendo menores de idade. Um retrato trágico e cruel da adolescência, com uma cena final avassaladora. O filme termina dizendo que nas Filipinas, o avanço do HIV entre jovens cresce a níveis assustadores.

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