quarta-feira, 19 de agosto de 2026
A luta
"La lucha", de José Ángel Alayón (2025)
Drama escrito por Marina Alberti e dirigido por José Ángel Alayón, "A luta" tem como pano de fundo a tradicional "Luta canária": "é um esporte tradicional originário das Ilhas Canárias, na Espanha, com raízes ancestrais que remontam aos antigos povos aborígenes (Guanches). O objetivo principal é desequilibrar o oponente e fazê-lo tocar o solo com qualquer parte do corpo que não seja a planta dos pés".
Concorrendo no Festival de San Sebastian, o filme é uma co-produção Espanha e Colômbia.
Na ilha de Fuerteventura, Miguel (Tomasín Padrón) e sua filha Mariana (Yazmina Estupiñán )tentam seguir em frente após a morte de sua esposa, uma perda que deixou os dois à deriva. A luta tradicional é tudo o que eles conhecem: é sua forma de conquistar um lugar no mundo. Mas o corpo de Miguel dá sinais de não ser mais o mesmo, e a raiva de Mariana a leva a romper com as regras. Ambos estão enlutados. Miguel sente o peso da idade em seu corpo. Mariana, jovem e de corpo pequeno, não tem o perfil para a luta. Mas ela quer, e seu pai fica receoso.
O elenco é formado por lutadores reais da luta canária. Filmado como narrativa documental, o filme traz belas imagens, com ritmo lento, contemplativo. É um filme que me fez lembrar de "A menina de ouro", de Clint Eastwood, que traz um esporte masculino, onde mulheres também participam, focado na força físiza e na brutalidade.
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