sábado, 8 de agosto de 2026
Body blow
"Body blow", de Dean Francis (2025)
Escrito e dirigido por Dean Francis, "Body blow" é um trillher queer australiano. O filme ganhou melhor diretor no Fantaspoa 2026. O diretor trouxe um visual e estética que remete a filmes B dos anos 70 e 80, que emulam o thriller erótico que eram exibidos no Cine privé da Band. Um erotismo barato, que não mostra genitais, com s3x0 simulado, trilha sonora sexy de motel junto de sintetizadores e claro, muito neon. É fácil ver referências a cults como "drive", "Parceiros da noite" e "Shame", drama erótico com Michael Fassbender.
Tim Pocock ( a cara de Jean Claude Van Damme), interpreta o policial Aiden. Ele é viciado em s3x0 e constantemente se m4sturb4. Aiden é reprimido com a sua s3xu4l1dad3 e isso afeta o seu trabalho e vida pessoal. Ele é convocado por sua chefe a se infilttrar em uma balada lgbt, se passando por frequentador, para descobrir uma máfia que utiliza o local para tráfico de drogas. Aiden conhece Cody (Tom Rodgers), bartender e garoto de programa do local, e logo se apaixona por ele. Quem comanda o local é a drag Fat Frankie, que admnistra os garotos de programa e que Aiden descobre estar conectada ao tráfico. Mas o seu relacionamento com Cody, que ele não confia plenamente, começa a prejudicar o seu rendimento.
O filme não é perfeito: tem roteiro confuso, cenas com ritmo arrastado, e cenas de s3x0 filmadas sem t3s40. Mas a divertida brincadeira de fazer referências explícitas aos filmes dos anos 80 e 90 acaba valendo a pena. A fotografia inteisifca a atmosfera de neon e cores saturadas. fortes, e os atores interpretam seus personagens de forma canastrona, mas cheios de estilo.
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