quinta-feira, 13 de agosto de 2026

La gradiva

"La gradiva", de Marine Atlan (2026) Considerado pelos críticos como um dos melhores filmes exibidos no Festival de Cannes 2026, "La gradiva" ganhou o Grand Prix Ami Paris na Mostra Golden camera e concorreu no Queer palm, dedicado a filmes com temática lgbt. O filme é livremente adaptado do romance alemão "Gradiva", escrito por Wilhelm Jensen em 1902. A narrativa e o estilo do filme me lembrou muito o premiado "Entre os muros da escola", de Laurent Cantet, que ganhou a Palma de ouro em 2008. Ambos os filmes apresentam, em linguagem documental e naturalista, a relação entre professores e alunos de escola de ensino médio. OS atores são todos amadores, nenhum profissional e impressiona pela espontaneidade e verdade cm que passam seus drama se conflitos internos, relacionamentos a questões de orientação s3xu4l, amores não correspondidos e futuros incertos na transição da vida adolescente para a dulta. O filme é o longa de estréia na direção da fotógrafa Francesa Marine Atlan, nessa co-produção França e Itália. Filmado em Pompéia e Nápoles Itália, o filme tem 145 minutos de duração. Quem não estiver familizarizado com essa linguagem documental, pode achar tudo bem entediante. O prólogo traz referência ao cinema de Jonas Mekas e Chris Marker ao mostrar imagens congeladas no prólogo. A seguir, acompanhamos uma turma de alunos franceses que chegam para um passeio turístico em Pompéia, para avistar o sítio arqueológico. A professora de latim Madame Mercier (Antonia Buresi) os guia. Entre os alunos, estão Toni (Colas Quignard), o único gay assumido do grupo e apaixonado por James (Mitia Capellier-Audat), que por sua vez, se relaciona com Angela (Hadya Fofana). A rejeição sofrida por Toni afeta outra aluna, Suzanne (Suzanne Gerin), que se considera feia e sem carisma para conquistar ninguém. Toni usa o app grindr para encontros na cidade, enquanto tenta localizar a árvore genealógica d afamília, que começou na Itália.

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