sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Ghost in the cell

"Ghost in the cell", de Joko Anwar (2026) Exibido no Festival de Berlim 2026, "Ghost in the cell" é escrito e dirigido por Joko Anwar e co-produzido por Indonésia e Coréia do sul. Joko Anwar é um dos cineastas mais prolíficos do país, e boa parte de seus filmes se tornaram grandes sucessos de bilheteria, e referência do gênero terror. O filme traz uma estranheza na narrativa, pois mistura terror sobrenatural, comédia e drama de prisão. A penitenciária de Labuhan Angsana é uma das mais violentas e vigiadas da Indonésia. Dimas (Endy Arfia) é um jornalista investigativo, acusado de ter assassinado seu chefe na redação de jornal. Tímido, Dimas chega na prisão e é ameaçado por um dos presos. Ele logo fica proximo de outros presos, entre eles, Anggoro. No seu setor, a maioria dos presos está ali por golpes virtuais. A chegada de Dimas coincide com a chegada de um espírito vigativo, que mata as pessoas violentas, transformado-os em obras de arte com seus corpos mutilados. Para evitarem de serem as próximas vítimas, os presos oram, dançam, fazem graça, para espentar a índole violenta. O roteiro é bem bizarro, misturando cenas de gore explícito com um humor bem pastelão, principalmente nas cenas onde os presos precisam fazer alguma graça para espantar o espirito. Dependendo do que o espectador busca, o filme pode funcionar, ou ser uma grande bomba. Na metáfora, a história faz uma crítica pesada ao sistema penitenciário, ao governo cirrupto, aliado a políticos e empresários chantagistas. Os atores principais são carismáticos, e Joko Anwar ainda traz cenas homoeróticas, como um extenso plano dos presos tomando banho nús.

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