terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
O morro dos ventos uivantes
"Wuthering heights", de Emerald Fennell (2026)
Fui pesquisar e fiquei chocado que existem 64 adaptações de "O morro dos ventos uivantes" realizados para o cinema e a tv. O romance escrito pela escritora inglesa em 1847 até hoje comove e sensibiliza corações, principalmente pelo trágico desfecho de um amor impossível. Aates mesmo do mega sucesso de "Titanic" para as grandes massas, em "O morro dos ventos uivantes", a diferença de classe social já era um impeditivo para que um amor se consumasse. Filmado em 35 mm em estúdio e externas em Londres, o filme é dirigido, adaptado e produzido pela cineasta Emerald Fennel, de "Bela vingança" e "Saltburn". Ela repetiu a parceria com o fotógrafo Linus Sandgren, com quem trabalhou em "Saltburn" (Linus fotografou "La La land", pelo qual ganhou um Oscar). Trouxe o mesmo compositor, diretora de arte de "Saltburn". Margot Robbie, que também é produtora do filme, convocou Jaqueline Durran, que já havia trabalhado com ela em "Barbie".
O filme foi criticado por fazer adaptações no romance original: eliminar o personagem do irmão de Cathy, alterar o final e a principal polêmica, a escalação de Jacob Elordi: no romance, para deixar claro o racismo e etsigma com o personagem de Hetcliff, era era descrito como um cigano, de cor de pele escura. Mesmo com tantas críticas, eu confesso que gostei muito do filme: o visual é espetacular, o uso das cores, os enquadramentos, a trilha sonora, a atmosfera lúdica e poética ( e claro, estilizada e publicitária). O elenco está formidável: Jacob elordi e Margot Robbie têm uma química absurda; Hong Chau está ótima como uma figura vilanesca, que me remeteu à governanta de "Rebecca"; Alisson Oliver, ingênua e pervertida como Isabella; mas quem realmente rouba todas as cenas em que aparece, é Martin Clunes, no papel do pai trágico de Cathy,
Mr. Earnshaw.
Em 1771, na decadente mansão de Wuthering Heights, nas montanhas de Yorkshire, moram o alcólatra Mr Eranshaw, sua filha Cathy e a acompanhante dela, Nelly. O pai traz para casa um menino de rua, que Cathy apelida de Hetcliff, para ser seu "animal de estimação". Os anos se passam, e a intimidade e paixão platônica entre Cathy e Hatcliff são evidentes. Quando um novo vizinho se instala próximo, Cathy descobre ser uma família de milionários: o solteiro Edgar Linton, comerciante de tecidos. Cathy confidencia para Nelly o desejo de querer se casar com ele e poder ascender socialmente não somente sua família, como também, Hatcliff. Cathy vai até a mansão de Edgar e se apresenta, sendo imediatamente aceita por Edgar, que se apaixona por ela.
O filme traz elementos de Bondage e dominação em diversos momentos, trazendo elementos contemporâneos à obra.
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