segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Me ame com ternura
"Love me tender", de Anna Cazenave Cambet (2025)
Co-escrito e dirigido por Anna Cazenave Cambet, "Me ame com ternura" concorreu no Festival de Cannes na Mostra un certain regard e no Queer palm, dedicado a filmes com temática lgbt. O filme é adaptação do romance autobiográgico escrito por Constance Debré, em 2020.
Vicky Krieps ( de "Trama fantasma" e a trilogia "os três mosqueteiros") interpreta Clemence, advogada. Após 20 anos de casamento com Laurent (Antoine Reinartz), Clemence decide pedir divórcio e viver a sua vida em liberdade. Quando ela retorna ao ex-marido, pedindo a guarda compartilhada do filho Paul (Viggo Ferreira-Redier), ele entra com uma denúncia contra Clemence. Isso após ela confidenciar a ele que agora ela se relaciona com mulheres. Laurent alega que Paul se recusa a voltar a ver a mãe, e que ela submete a criança a comportamentos obscenos e moralmente indevidos.
O filme lida com temas como lesbofobia e misoginia. Me lembrei muito de "Kramer vs Kramer", que apresentava uma mãe que pede o divórcio e que depois retorna pedindo a guarda compartilhada, interpretada por Meryl Streep. "Me ame com ternura" é um filme denso, repleto de momentos comoventes na relação mãe e filho. O filme também apresenta a vida pessoal e os relacionamentos de Clemence com outras mulheres, especialmente Sarah (Monia Chokri). O filme é longo, com 2hr 15 minutos, e é cansativo. Poderia ter pelo menos meia hora a menos. O excelente trabalho do elenco é uma das grandes forças do filme.
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