quinta-feira, 15 de outubro de 2026
The Monster She Married
"The Monster She Married", de Caitlyn Sponheimer (2026)
Thriller baseado em história real: em 27 de janeiro de 1993, a jovem de 19 anos Sian Simmonds foi assassinada em sua casa. Seu corpo foi encontrado por sua irmã, que morava com ela. Sian foi assassinada a queima roupa com vários tiros. Ela estava para prestar depoimento contra o médico Dr. Joseph Charalambous (Matthew Morrison, ( o Will Schuster de "Glee"), acusado de abusar s3xu4lm3nt3 das duas irmãs. Ele foi acusado de ter contratado um assassino de aluguel. O médico se casou com uma de suas pacientes, Shelley (Molly Saunders), que na época, era sua paciente e tinha 15 anos de idade. Além de médico, Joseph também era professor de karatê.
O filme apresenta casos de abusos de um profissional contra pacientes menores de idade. O filme não é aconselhável para quem possa ter gatilhos mediante os temas fortes. "The monster she married" é um filme mediano, de orçamento razoável, uma narrativa correta mas sem grande inspiração em sua realização.
Cuando la miro
"Cuando la miro", de Julio Chávez (2022)
Drama argentino co-escrito e dirigido por Julio Chávez, "Cuando la miro" traz uma história delicada e sutil sobre a relação entre um artista plástico gay, Javier (interpretado pelo diretor) e sua mãe, Elena (Marilú Marini). Javier decide se aproximar de sua mãe, já com 80 anos. Para isso, ele se equipa com uma filmadora e passa a entrevistar a sua mãe. A conversa traz assuntos delicados, como a homossexualidade do filho, e histórias pessoais de Elena.
O filme aocntece quase todo em uma única locação, a casa de Elena, com algumas poucas externas. O filme serve como uma ótima adaptação para o teatro: com apenas 2 atores, o hoem na faixa dos 40 e a mãe, dos 80. Um filme intimista, verborrágico, sustentando por dois ótimos atores.
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Boorman and the Devil
"Boorman and the Devil", de David Kittredge (2026)
Excelente documentário que traz os bastidores de um dos maiores desastres da Warner Bros e da história do cinema: "O exorcista II- o herege", que custou 15 milhões e chegou a arrecadar 30 milhões no mundo. O filme foi lançado em 17 de junho de 1977 nos Estados Unidos sobre grande expectativa, mas acabou sendo alvo de chacota do público, e destruído massivamente pela crítica, que considerou o filme como um dos piores já feitos na história. O cineasta John Boorman, que vinha de uma grande reputação, principalmente após "Amargo pesadelo", quase teve a sua carreira destruída.
O filme reúne parte da equipe, incluindo os roteiristas, continuista, assistente de direçao, produtores, críticos de cinema, além do próprio John Boorman e das atrizes Linda Blair e Louise Fletcher. Todos retratam a grande dificuldade de realizar o filme, em uma época antes do CGI, e que exigia efeitos inéditos e surreais. Problemas com elenco "Richard Burton vivia bebado e esquecia as falas", Linda Blair atrasando sua chegada nas filmagens. Problemas com os efeitos especiais, doença de John Boorman que se internou por inalar a poeira no set, reescritas no roteiro que deixaram Linda Blair insatisfeita. Prazos insanos de filmagem, atraso de produção. Havia também a importação de milhares de gafanhotos e outras estranhezas de produção. Stalney Kubrick, que havia sido convidado a dirigir a sequência, havia dado uma sugestão. bOorman: "Faça o filme com mais sangue e violência que o primeiro". Acontece que Boorman decidiu faezr um filme concitualmente diferente, como se fosse um sonho. Não é um filme sobre a maldade, mas sobre a bondade. O público odiou, se sentiu enganado. Boorman chegou a fazer novos cortes, mas de nada adiantou. No final, o diretor pergunta às pessoas o que acham do filme.
Ed Gein: The House of Horrors
"Ed Gein: The House of Horrors", de Sushank Kini (2026) Poucas pessoas sabem que Norman Bates, o assassino de "Psicose", obra-prima de Hitchcock, foi livremente inspirado no serial killer americano Ed Gein. Assistindo ao terror de baixo orçamento 'Ed Gein- The house of horrors", fica clara a intenção do cineasta Sushank Kini de fazer referências ao filme de Hitchcock, incluindo as vozes da mãe de Ed Gein que o atormentam e que o fazem matar suas vítimas. Acontece que o filme tem um roteiro horrível e tosco: no prólogo, 3 estudantes universitários dos anos 50 invadem a casa onde outrora morou Ed Gein e sua mãe. Ao entrarem lá, o casal decide pregar uma peça na amiga, se fazendo passar por Ed Gein e sua mãe. Acontece que o verdadeiro Ed Gein surge e mata a todos. O filme não tem nenhuma coerência e tudo é uma grand ebagunça. Personagens forçados, atores ruins, efeitos toscos, tensão zero. A própria reconstituição de época é fraca, e em momento algum, seja pela arte ou pelo figurino, é possível acreditar que estamos nos anos 50.
terça-feira, 13 de outubro de 2026
Lenore
"Lenore", de David Ward (2026)
Co-escrito e dirigido por David Ward, "Lenore" ganhou o prêmio de melhor filme do público no Fantasporto 2026. O filme é um claustrofóbico thriller que explora, segundo críticos o universo de Lovecraft e Edgar Allan Poe, mergulhando no inferno psicológico de um homem atormentado. A trama é complexa e confusa, e acontece quase todo em uma única locação.
Uma famosa e polêmica influencer de sucesso, Veronica Brand (Ruby Duncan), conhecida como Lenore, é cancelada quando faz uma live mostrando um aborto espontâneo em uma banheira. Após esse evento, ela desaparece. Max Wren (Nicholas Jacquinot) é um cineasta que está fazendo um documentário sobre Lenora, sua obsessão. Max realiza o seu filme utilizando material de arquivo de Lenora. Ele permanece o tempo todo em seu porão, onde está munido de uma parafernálica eletrônica vintage, que parece saída do filme "Videodrome", de Cronemberg. Frustrado com o sumiço de Lenore, Max deide ele mesmo decsobrir o que pode ter ocorrido com ela.
Realidade e ficção se misturam em uma trama bizarra, surreal e confusa. O melhor do filme é o trabalho do ator Nicholas Jacquinot no papel principal e a direção de arte. No mais, é uma tentativa de fazer um thriller experimental, mas que possui poucos atrativos que sustentem o interesse do espectador.
The sun never sets
"The sun never sets", de Joe Swanberg (2026)
Escrito e dirigido por Joe Swanberg, um dos fundadores do mumblecore, movimento cinematográfico que realiza filmes de baixíssimo orçamento, "The sun never sets" é uma comédia romântica autoral protagonizada por Dakota Fanning, agora uma mulher madura. Filmado em Anchorage, a maior cidade do Alasca, o filme traz um triângulo amoroso entre pessoas na faixa do 30 anos, a idade crítica para quem está em dúvida se engravida, se casa e qual decisão tomar para a sua vida pessoal e profisisonal.
Rodado em 35 MM, a história traz Wendy (Dakota Fanning), uma gerente de construção que se relaciona com o divorciado Jack (Jake Johnson). Wendy tem um espírito aventureiro, enquanto Jack é mais pé no chão. Quando Chuck (Cory Michael Smith), um antigo crush, volta a morar na cidade, Wendy fica animado com o jeito livre de Chuck.
Uma clássica história de uma mulher independente diviida pelo amor de 2 homens de espírito diferenciado, "The sun never sets" é favorecido pelo talento dos atores e pela lindíssima cidade de Anchorage.
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
La chaleur
"La chaleur", de Stéphane Demoustier (2026)
Co-escrito e dirigido por Stéphane Demoustier, "La chaleur" é adaptado do romance escrito por Victor Jestin. O filme, co-produzido por França, Itália e Bélgica foi filmado na vila de Contis-Plage e no camping Lous Seurots. O filme é um coming of age ambientado em uma praia paradisíaca e hedonista: jovens bonitos, com os corpos expostos, banhados pelo sol. Marouane (Hadrien Hussein), está prestes a completar 18 anos e começar a sua vida universitária. Ele está de férias na paraia de Landes, junto de seus pais e sua irmã memor. Maouane se enturma com os jovens locais. Ele é tímido e não sabe se aproximar das garotas. Na véspera de ir embora, Marouane sofre bullying de Oscar, um jovem popular. Sozinhos em um ponto mais alto, Oscar acada caindo acidentalmente durante uma bruga com Marouane, e morre. Marouane se desespera e enterra o corpo. Seus pais decidem ficar mais uns dias, para desespero de Marouane, que só quer ir embora dali. Giulia, uma adolescente italiana se aproxima de Marouane, que fica interessado nela.
O filme mostra como um incidente trágico faz de Marouane um jovem mais seguro. O filme não procura culpar Marouane pelo acidente, e sim, mostrar os conflitos internos de um jovem deslocado do mundo. O filme filma os corpos dos jovens de forma sensual. Li que os atores são na sua maioria, amadores. É um filme naturalista, na tradição dos filmes franceses.
Roqia
"Roqia", de Yanis Koussim (2025)
"O fundamenstalismo violento não é Islã, mas a leitura distorcida de seus textos." Leilah Ahmed, escritora egípicia. "Roqia", terror argelino, termina com esse letreiro. O filme é o presentante da Argéia à uma vaga ao Oscar de filme internacional 2027. "Roqia" concorreu no Festival de Veneza e em Sitges. Escrito e dirigido por Yanis Koussim, "Roqia" é uma palavra árabe para "exorcismo". Yanis Koussim decidiu contar uma história sobre seu povo, sua família e seu país, e disse em recente entrevista que a única forma de falar sobre o sofrimento de seu povo, era através do terror. O pano de fundo para a história, que se passa em 1992 e nos dias atuais, é a Guerra civil argelina, que durou de 1992 a 2002. O conflito entre o Governo e rebeldes islamicos ficou marcado por extrema violência, ataques a civis, massacres em vilarejos e assassinatos de jornalistas e intelectuais. Estima-se que o conflito tenha deixado entre 150 mil e 200 mil mortos.
No prólogo, soldados invadem casas e massacram civis. Na 1a história, em 1992, Ahmed (Ali Namous) sofre um grave acidente de carro, que o desfigura e o deixa com amnésia. Ao retornar para casa com o rosto enfaixado, ele é recebido por sua esposa e seus 3 filhos. O filho pequeno não o reconhece e acredita que o homem não seja seu ai. Os vizinhos comentam sobre Ahmed e ele ouve estranhos cânticos de noite. (esse segmento me lembrou de "Boa noite, mamãe"). No 2o segmento, nos dias atuais, um exorcista idoso, Raqi (Mostefa Djadjam), sofre de alzheimer. Seu discípulo (Akram Djeghim) teme que a saúde debilitada de seu mestre liberte um mal ancestral.
O filme tem ótimas cenas de tensão, tanto nos momentos de terror, quanto no drama. O roteiro é confuso,e a alegoria sobre o Mal, através da possessão e do exorcismo, não fica tão evidente, principalmente com personagens secundários qu surgem na trama.
domingo, 11 de outubro de 2026
Bampire
"Bampire", de Taylor Morden (2025)
Vencedor de 14 prêmios em Festivais de gênero, "Bampire" é fruto das obras que caem em domínio público, como Mickey, Ursinho Pohh, Popeye, Betty Boop, entre outros, e adaptados por produções indies para o gênero terror. Os amados personagens infantis se tornam assassinos ferozes e sanguinários, assassinando brutalmente jovens que não têm mais o que fazer, além de acampar em florestas. O romance "Bambi, a Life in the Woods", escrito por Felix Salten em 1923, ficou famoso por conta da adaptação da Disney. Em "Bampire", o diretor Taylor Morden realiza uma mescla bizarra de live action e animação, muito para resolver obviamente, o orçamento para ter um cervo em cena com os atores. Ou seja, toda a vez que o Bambi vai matar alguém, a cena se torna em animação, e /ou, na forma de uma mulher totalmente nua, que encarna a Bambi em forma humana.
Cinco estudantes de uma faculdade e seu professor vão à floresta documentar uma rara espécie de cervo. Acontece queo cervo é vingativo desde que mataram a sua mãe, e passa a matar um por um.
O filme de vampiro não tem nada. Bambi está mais para um lobisomem, pois um dos personagens é mordido por ele e passa a se transformar em um cevro assassino. A animação é tosca, o filme é mega trash, tudo é pavoroso. Em 2025, foi lançada outra adaptação de Bambi assassino, "Bambi-the reckoning", só que dessa vez, todo em live action. O filme ja era ruim, mas muito melhor que esse aqui.
A feia
"Eolgul", de Yeon Sang-ho (2025) Escrito e dirigido por Yeon Sang-ho, diretor dos sucessos "Invasão zumbi" e "Colony". Baseado na graphic novel homônima de 2018 do próprio diretor, "A feia" é um trágico drama sobre feminicídio e uma crítica sobre padrões estéticos de beleza. A trama envolve suspense, onde o público e os personagens procuram entender o detsino de uma mulher desaparecida há 40 anos. Im Yeong-gyu (Kwon Hae-hyo) é um artesão idoso mundialmente famoso. Ele nasceu deficiente visual e pobre. Com a fama, veio a fortuna. Seu filho, Dong-hwan (Park Jeong-min) coordena a vida artística e profissional do pai. Uma jornalista Su-jin (Han Ji-hyeon) decide fazer uma matéria sobre Im Yeong-gyu. Dong-hwan recebe uma ligação da polícia, revelando que os restos mortais de sua mãe foram encontrados. Young-hee Shin Hyeon-bin) desapareceu há 40 anos, quando Dong-hwan nasceu. Seu pai dizia que ela havia desaparecido sem deixar vestígios. DongHwan se une a Su-Jin e decidem entrevistar os colegas de trabalho e o chefe de sua mãe, que trabalhavam em uma fábrica de roupas. Eles descobrem que Young-hee sofria bullying por ser feia, e decidiram pregar uma peça em Im Yeong-guy, para que se casasse com ela, dizendo que ela era linda. Mas a verdade é que Young-hee foi menosprezada por defender uma colega de um 3xtupr0 sofrido pelo chefe delas. A grande curiosidade que o filme traz durante suas quase 2 horas de duração, é fazer com que o público torça para que o diretor Yeon Sang-ho mostre o rosto de sua protagonista. Durante o filme todo, nunca a vemos de frente, e só sabemos como ela é de fato pelos comentários maldosos das pessoas. Ótimo elenco, uma trama que pode ser cansativa para alguns, pois boa parte é focada em depoimentos.
sábado, 10 de outubro de 2026
Naza
"Naza", de Yuval Abraham e Rachel Szor (2026)
"Naza", vencedor do grande prêmio do juri no Festival de Veneza 2026, é dirigido pela mesma dupla de cineastas israelenses que ganharam o Oscar de melhor documentário em 2025, "No other land". O filme recebeu 26 minutos de aplausos no evento, um dos recordes do Festival, e também recebeu o prêmio de melhor filme europeu no Fetsival San Sebastian 2026. O primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu acusou os cineastas de traição ao país e ameaçou retirar a cidadania e ambos por conta das graves denúncias expostas. Partindo do ataque de Hamas em 7 de outubro de 2023, o exército israelense decidiu contra atacar, destruindo Gaza, e principalmente, matando milhares de civis (estima-se 73 mil mortes). NAZA é uma palavra em hebraico, uma sigla usada pelo exército, que significa "danos colaterais", ou seja, o número de palestinos inocentes que a inteligência militar calcula, antes de cada ataque aéreo, que vão morrer junto com o alvo criminoso. O filme começa com imagens de arquivo de 1070, em Gaza, com a inauguração do sistema de telecomunicações. O espectador fica sabendo que toda ligação telefônica e mensagens enviadas são monitoradas pela inteligência de Israel. O filme traz depoimentos de 24 militares israelenses de altas patentes, com rosto e voz alterado digitalmente. eles expõem tática de matar civis, os Naza, muitas vezes em busca de um único alvo, ou até mesmo prendendo ou matando alvos errados. Os depoimentos são expressados de forma fria, calculista e técnica, deixando claro que não há remorsos ao matarem a população palestina.
O filme me deixou dividido: como cinema, é cansativo e repetitivo: o filme se baseia em depoimentos noturnos no telhado de algum prédio de Tel Aviv, onde não vemos quase nada. Alterna com imagens de arquivo. Mas o que interessa aqui, e o motivo de tanta consagração, é a força que o filme possui ao expor, corajosamente, um esquema militar que é uma máquina genocida de um povo.
Outra mamãe
"Other mommy", de Rob Savage (2026)
Boa parte d acrítica considera "Outra mamãe" o pior filme de 2026. É uma declaração injusta, ainda mais para quem não assistiu "o Sorveteiro", de Eli Roth, esse sim, digno do posto. Jessica Chainstain se arrisca na dupla personalidade, e certamente foi escalada pelo seu papel no filme "Mama", de Andy Muschetti, de 2013. Por Jessica Chainstain e pela pequena Arabella Olivia Clark, no papel de Bela, de 7 anos, o filme merece os créditos, e elas estão bem. O roteiro é questionável, pois faz um pout porri de diversos filmes de terror conhecidos: "Poltergeist", "Sorria"( o sorriso da versão demoníaca de Jesica Chainstain tem o mesmo sorriso), "Boa noite, mamãe", "A hora do pesadelo", "It, a coisa", "Carrie, a estranha", entre outros. O que mais me incomoda na maioria dos filmes de terror de hoje, é que o gênero é utilizado para falar de traumas, fobias. Aqui no caso, a possícel separação dos pais de Bela: personagens sem nome, vividos por Jay Duplass e Chainstain. É como se a versão demoníaca da mãe de Bela surgisse por conta do medo e da tensão da separação. A família passa o tempo todo correndo do demônio, e em determinando momento, contratam uma equipe de paranormais. A sequência que envolve os paranormais é caricata, apresentando os profissionais como ambiciosos e sem profundidade. O filme é baseado no livro "Incidents Around the House", de Josh Malerman. Os efeitos são ok, e a direção traz cenas bem armadas com uso de câmera. Ma sno geral, o filme não assusta, é previsível. É assistível e não é a ruindade que falam.
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
Union County
"Union county", de Adam Meeks (2026)
Concorrendo no Festival de Sundance 2026, "Union county" foi escrito e dirigido por Adam Meeks. O filme traz os atores Will Poulter e Noah Centineo atuando junto de pessoas reais que fazem parte do Adult recovery court Bellafontaine de 2025 - jovens e adultos em tratamentos por vícios em opióides e outras drogas. Cody (Will Poulter) é um jovem que procura se manter limpo das drogas e evitar voltar à prisão. Para isso, ele preisa participar de um programa dividido em 3 etapas. Cody e Jack (noas Centineo) participam da primeira etapa. Jack é irmão adotivo de Cody: Cody se sente culpado por ter introduzido as drogas para Jack. Ambos trabalham em uma serralheria, mas a tentação do uso de drogas é maior que a vontade de ambos se tentar se manterem limpos.
O filme traz uma narrativa documentária à história de luta e resiliência dos personagens. O fato de mesclar atores junto de pacientes reais torna tudo muito mais dramático e chocante. É comovente testemunhar o quanto as pessoas reais lutam para se manterem limpos. Will Poulter e Noah Centineo estão excelentes, evitando caricaturas de drogados. Um filme bastante diferente de um filme como "Transpotting", que ia na contramão narrativa, repleta de maneirismos estéticos e trilha pop. Aqui é drama denso, contundente e seco.
V/H/S Mixtape
"V/H/S Mixtape", de Ernest Dickerson, Flying Lotus, Tobias Forge, David Moreau, RZA, Renee Zhan (2026)
Iniciada em 2012, a franquia "V/H/S" chega à sua 9a edição, com "V/H/S Mixtape", de 2026. Quando surgiu, "V/H/S' trazia uma excelente antologia de filmes found footage de terror, dirigida por cineastas independentes que entendiam muito bem do gênero, sendo uma porta de entrada para seus primeiros longas. Infelizmente, a cada filme lançado, a qualidade vinha caindo muito. O que me choca é que "Mixtape" é definitivamente, o pior da franquia, que já não ia muito bem. Costuradas por uma história de logação tosca e ruim, que envolve alienígenas, os filmes mudaram de rumo e agora trazem temas relacionadas à música. Todos os 4 episódios são muito ruins, com destaque talvez para "Heratbeat", que pelo menos traz angulos de camera interessantes.
"The Music of Mr. Sze" - Um estudante de cinema, Philip (Jihad Brent), faz um doc sobre si. Ele se mudou para uma pensão, e aos poucos, passa a desconfiar de um vizinho, Mr Sze.
"Heartbeat" - Dois influenciadores de exploração do YouTube percorrem uma floresta perto da fronteira com a Bulgária para encontrar uma base militar soviética da época da Guerra Fria. Após invadirem as instalações, descobrem uma câmara bizarra e à prova de som, que vem a ser uma camara de tortura.
"Death Tone"- Uma jovem engenheira de som segue as instruções de seu falecido pai para criar a música perfeita. Mas logo ela descobre que precisa de sangue fresco.
"Dance, Dance, Dance, Dance" - Quando um estúdio decide reativar um programa de marionetes etsilo Muppets, não poderia imaginar que os bonecos se tornassem devoradores de carne.
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Infirmary
"Infirmary", de Nicholas Pineda (2026)
Co-escrito e dirigido por Nicholas Pineda, "Infirmary" é um terror found footage que muitos críticos compararam ao sucesso "Backrooms". A verdade é que não tem nada a ver, a não os passeios pela câmera em ambientes isolados e desertos, com corredores extensos e mal iluminados. O filme é todo visto por câmera de sgeuranças e bodycam, portada por seu protagonista, Edward Yoon (Paul Syre Lee). Ele é um ex soldado que foi dispensado por traumas de guerra. Ele começa em sua primeira noite como segurança em um Hospital psiquiátrico abandonado, o Wilshire. O filme começa com um aviso alertando que Edward está desaparecido, e que as duas pessoas que trabalhavam no local, o supervisor, Lester (Mark Anthony Williams) e a administradora do hospital, Ms. Downey (Danielle Kennedy), foram encontrados mortos. A partir dáí, as fitas procuram entender o que se passou na noite anterior. Durante suas andanças pelos ambientes, Edward encontra fichas datadas dos anos 40, com experimentos sobre transferência de psique para manequins.
"Infirmary"poderia ter sido um bom exemplar de found footage, mas infelizmente, se resume a caminhadas intermináveis e falta de roteiro. Nada acontece, a não ser tentativas de jump scares inócuas e uma duração que não sustenta seus quase 85 minutos. Fosse um curta teria sido muito mais eficiente.
Verify
"Verify", de Michael Showalter (2026)
Adaptado do romance de Colleen Hoover, autora do best seller "É assim que acaba", "Verify" é dirigido por Michael Showalter, que em 2024, dirigiu Anne Hathaway no romance "Uma idéia de você", onde a personagem dela se apaixonava por um cantor de boy band com a metade de sua idade. Agora, Hathaway repete a dobradinha com Michael Showalter, só que agora, em uma trama que mistra drama, romance, suspense e erotismo soft conservador.
A escritora Lowen Ashleigh (Dakota Johnson) tem o desejo de levantar vôo como roteirista. Essa oportunidade surge quando ela é contratada para ajudar a escritora de best seller Verify Crwford (Hatheway), que entrou em estado catatônico desde que sofreu um acidente de carro com seus dois filhos pequenos. A filha morreu, e o outro sobreviver por saber nadar. O marido de Verify, Jeremy (Josh Hartnett), que contrata Lowen, pede que Lowen se mude para a mansão isolada da família e assim, poder escrever junto de Verify. Quando Lowen descobre um manuscrito autobiográfico escrito por Verify, ela passa a entender o que de fato aconteceu com Verify, seus filhos e o o envovilmento de Jeremy no acidente.
O filme tem uma trama arrastada e um erotimo tão pudico que poderia passar numa sessão da tarde. Hatheway passa o filme quase toda sem falar, e o desfceho, traz m lot twist que não foi algo que tenha me surpreendido. A verdade é que toda a trama lembra de certa form ao grande sucesso 'A empregada": um marido sedutor, uma femme fatale, uma mulher contratada que fica dividida se acredita ou não na figura masculina.
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
A queda 2
"The fall 2- deadpoint", de Michael Spierig e Peter Spierig (2026)
Lançado em 2022, o thriller de sobrevivência "A queda" se tornou um grande sucesso de bilheteria. O filme foi dirigido por Scott Mann, que nessa parte 2, atua como produtor e co-roteirista. A direção ficou a cargo da dupla de irmãos Michael e Peter Spierig (Jogos Mortais: Jigsaw, O Predestinado). Enquanto o primeiro filme tinha mais sutilezas no roteiro e muita tensão, essa parte 2 exagera em tudo: seja no roteiro absurdo, nas cenas de ação e no CGI, nitidamente filmado em estúdio com o elenco.
O filme continua onde termnou o primeiro. Após a morte de Shiloh Hunter (Virginia Gardner), sua irmã Jax Hunter (Harriet Slater) decide fazer uma trilha que sua irmã não pode fazer. A trilha é uma perigosa passarela na encosta do Monte Kwan, na Tailândia. Ela se une à Luce (Arsema Thomas) melhor amiga de Shiloh. Elas contratam um guia, Jon (Jom Brittney) para guiá-as. Mas claro que o percurso trará mutos obstáculos e risco de vida.
O filme irrita a cada cinco minutos, pelo absurdo do roteiro, idiotice dos personagens e falta de bom senso. Para piorar, o final sugere uma continuação, um gancho ridículo, visto que a protagonista passou por um enorme perrengue e pelo visto, não aprendeu a lição.
Amores incompletos
"Amores incompletos", de Gilberto González Penilla (2023)
Escrito e dirigido por Gilberto González Penilla, "Amores incompletos" ganhou o prêmio de melhor fotografia no Mexican Cinema Journalists 2023. O filme fala sobre luto, recomeços e perdão, em tom de dramédia, sustentada pelo ótimo trabaho do elenco.
José (Alejandro Camacho) acaba de comemorar 65 anos, junto de sua esposa, Elena (Patrícia Bernal) e os 2 filhos e um neto. Quando Elena falece subitamente, José se vê perdido, pois sempre considerou o seu casamento perfeito e o casal, apaixonados. Mas quando ele mexe nas coisas da falecida, ele encontra um diário, e nele , anotações onde ela revela ter tido 3 amantes durante o casamento com José. Sentindo-se traído, José decide procurar os 3 homens, e assim, entender a razão da traição de sua esposa.
O filme se torna um road movie, percorrendo a região de Baja Califórnia. Através do drama e do humor, o filme fala sobre perdão e a busca da felicidade. A mensagem também apresenta a teoria de que, mesmo casado por muito tempo, nunca de fato conhecemos os sentimentos e a verdade do companheiro/a. Um belo filme para reflexão.
terça-feira, 6 de outubro de 2026
Quando chega a calmaria
"The calm beyond", de Joshua Wong (2020)
Co-escrito e dirigido por Joshua Wong, "Quando chega a calmaria" é um filme de Hong Kong, que traz ação, fantasia, suspense e drama. O filme me fez lembrar do sucesso sul corenao da Netflix, "A grande inundação", de 2025, e que certamente deve ter chupado muita coisa desse filme de 2020. O roteiro foca em Asha (Kara Wong), sobrevivente de um tsunami devastador em Hong Kong. O filme se divide em 3 atos distintos. No 1o, Asha está sozinha em seu apartamento alagado, solitária, enquanto todo o entorno está inundado. Ela sbrevive pescando alimentos que boiam na água. Eventualmente, um barco com sobreviventes rodeia a região, com "piratas" matando os sobreviventes e roubando seus pertences. No 2o ato, Asha encontra uma menina, Hei Hei (Sarinna Boggs), que a faz lembrar de sua irmã pequena, que se perdeu dela durante o tsunami. O filme apresenta flashbacks da relação coturbada de Asha com sua família, principalmente sua mãe, antes do tsunami. No 3o ato, Asha e Hei hei precisam sobreviver ao ataque dos piratas.
Histórias onde uma mulher defende uma criança com unhas e dentes, existem aos montes. Aqui, a personagem de Asha ganha uma sonre força enorme, defendendo a si e à menina com destreza, liquidando os vilões. Os efeits são modestos, a história previsível.
Protocolo de extermínio
"Onslaught", de Adam Wingard (2026)
Cineasta dos cults de terror "Você é o próximo" e "O hóspede" e dos blockbusters "Godzilla vs Kong", Adam Wingard retorna com "Protocolo do extermínio", distribuido pela A24. O filme acontece no mesmo universo de "O hóspede", onde super soldados surgem para massacrar a população. Toda a narrativa traz referência de filmes de ação e terror dos anos 80, como "Soldado universal", "O exterminador do futuro" e "Maniac cop". Violência extrema, heroína e super vilões fazem a diversão de quem sentia falta de filmes de ação mesclados a terror. Michael Biehn, astro de "O exterminador do futuro", surge como um oficial do governo americano, envolvido com o Dr. Hans Kammler (Dan Stevens, o serial killer de "O hóspede"), um cientista nazista responsável pelo programa de supersoldados
Celeste (Adria Arjona) é uma ex-atiradora de eleite do exército que abandonou tudo para cuidar de sua filha pequena, Daisy (Blake Kennedy). Atualmente ela gerencia um acampamento de trailers no deserto. Quando os super soldados escapam da instalação militar secreta, eles matam todos que encontram elo caminho. O foco de um dos soldados é matar Celeste.
A ação acontece mesmo do meio pro fim. Até então, o filme apresenta os personagens e os possíveis conflitos. O roteiro é previsível. Produção modesta, com efeitos corretos e bons atores, dando vida a personagens estereotipados. Rebecca Hall surge como a mulher fetichista do Dr Hans, e protagoniza uma super vilã. eu odiei o final, que sugere uma continuação, que acredito muito difícil acontecer.
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