sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Razão e sensibilidade

"Sense and sensibility", de Geórgia Oakley (2026) escrito em 1811, o romance "Razão e sensibilidade", de Jane Austen, recebe a sua sexta versão para cinema e tv. Geórgia Oakley, diretora do drama premiado "Blue jean", de 2022, traz a sua versão do livro, protagonizado por Daisy Edgar-Jones e George Mackay, em papéis que já foram de emma Thompson e Hugh Grant, na famosa versão de Ang lee, de 1995, Oscar de melhor roteiro adaptado. Sem o bom humor e leveza da versão de Ang Lee, Geórgia Oakley reforça o drama, trazendo elementos na fotografia, de Arnaud Potier, que reforçam a carga dramática da história. Oviamente, o elenco é a grande atração do filme. Tecnicamente, todos os elementos são de alta qualidade: foto, figurino, maquiagem, arte. O filme foi rodado na Inglaterra, em West Wycombe, Buckinghamshire. No início do século 19, a Sra Dashwood (Caitriona Balfe) e suas filhas Elinor (Daisy Edgar-Jones), Marianne (Esme Creed-Miles) e Margaret (Bodhi Rae Breathnach) passam por um baque: com a morte do esposoe. pai, as mulheres entram em desespero: segundo a lei, a residência e todas as posses passam para o filho homem. John (Tom Burke), casado com Fanny (Stacy Martin), assume a casa onde a família morava e se instala, juntamente dos filhos e criados. Para saírem do infortúnio, a única possibilidade das irmãs Dashwood é se casarem. Elinor entra em pé de guerra com Edward (George Mackay), irmão de Fanny, sem perceberem que se amam, e Marianne, a mais romântica, é cortejada por Willoughby (Frank Dillane), apesar do Coronel Brandon (Herbert Nordrum) também a desejar platonicamente. Tudo no filme funciona corretamente. Ainda assim , fica uma sensação enorme de deja vu. A versão de Ang Lee, a que mais gosto, era solar e mais divertida, com um elenco fortalecido por Kate Winslet e Alan Rickman. Aqui sôa tudo bem burocrático.

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