quinta-feira, 7 de outubro de 2021

A vontade dos Deuses


"As the Gods will", de Takashi Miike (2014)
A popular série sul coreana da Netflix, "Round 6", foi considerada um plágio do filme cult de Takashi Miike "A vontade dos Deuses". A coincidência é enorme: no filme, um grupo de estudantes se vê dentro de jogos baseados em brincadeiras infantis para sobreviver. O 1o jogo se assemelha a "Batatinha frita 1,2,3": O Deus Daruma mata quem se mexer durante sua brincadeira. Shun Takahata, um jogador de games violentos, desabafa que a sua vida está um tédio, mas ao chegar na escola, descobre que os Deuses estão controlando a vida de todos, matando um a um e os obrigando a participar de jogos mortais.
Takashi Miike é dos cineastas que mais filme no mundo, tendo uma média de 4 filmes por ano: é dele as obras-primas "Audition" e "Ichi, o assassino". Aqui, os efeitos são ótimos e a violência gore não pouca esforços em chocar o espectador com cenas de assassinato brutais e exagerados.

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

V/H/S 94


"V/H/S 94", de Simon Barrett, Chloe Okuno, Ryan Prows, Jennifer Reeder e Timo Tjahjanto (2021)
Boa antologia de terror da franquia de sucesso "V/H/S", com a diferença que esse foi rodado durante a pandemia do Covid, com histórias com elenco restrito em relação a personagens.
O filme novamente apresenta um grupo de batalhão especial da SWT que invade uma casa onde foi registrada ocorrência e ali encontram fitas VHS. A partir daí, acompanhamos 4 histórias:
O homem rato- Uma repórter decide invadir um esgoto e buscar a lenda urbana do Homem-rato, que dizem, ataca as pessoas de noite
O despertar- Durante uma tempestade, uma mulher é obrigada a permanecer sozinha em um velório com um caixão. O caixão se mexe,e a mulher acredita que o morto ainda está vivo
O sujeito- Com elenco e equipe filipino, esse episódio apresenta um cientista fazendo experimentos com seres humanos para criar um robô humano. A polícia invade o espaço, mas acabam sendo mortos pela criatura.
Terror- Um grupo de milícia de extrema direita vai para um treinamento em uma área deserta e é atacada por um monstro
O filme é o mais fraco da franquia, mas vale ser visto pelo episódio filipino, que é excelente, com ótimo roteiro, efeitos e direção, além do gore e do sangue espirrado.

terça-feira, 5 de outubro de 2021

A casa sombria


"The night house", de David Bruckner (2021)
Ótimo drama de terror psicológico, com elementos de sobrenatural, "A casa sombria" narra a história de Beth (Rebecca Hall, muito bem) uma mulher em luto pela repentina morte de seu marido, Owen, que se suicidou com um tiro.
Beth é aconselhada pelos amigos próximos a não vasculhar pelas coisas do falecido, mas Beth ignora e estranha que no celular de Owen tenham fotos de mulheres que ela mesmo tem dúvida se é ela. Além disso, livros e outros objetos que fazem Beth desconfiar de Owen, e para tal, ela vai tentar buscar a verdade.
Com uma boa direção e uma atmosfera que propicia sustos e jump scares, "A casa sombria" procura deixar o espectador em constante suspense para desvendar junto com a protagonista, os segredos do falecido marido e da casa onde Beth mora sozinha. A fotografia ajuda bastante a criar um clima de pesadelo e paranóia. Um bom filme, curioso, mas quem busca um terror com sangue e violência, não vai encontrar aqui.

Algo como o verão


 

"Something like summer", de David Berry (2017) Premiado drama musical LGBTQIAP+ independente americano, narra uma história de amor entre dois adolescentes, Benjamin e Tim, mas que por conta de preconceito e homofobia, precisam lidar com a possibilidade de não poderem ficar juntos. O filme tem atores medianos e um roteiro sem novidades, repleto de frases sem inspiração. A parte musical é sem magia, e os personagens cantam versões de músicas famosas, como "Glee", mas sem fôlego, o que é uma pena. FAltou um melhor acabamento técnico ao filme, que não se preocupou em apagar sombras de câmera, inclusive.

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Verão eterno


 "Eternal summer", de Leste Chen. Premiado drama romântico LGBTQIAP+ de Taiwan, escrito e dirigido por Leste Chen. O filme acompanha a amizede de Jonathan, Leslie e CArrie, desde que eram crianças até a fase adolescente. Jonathan sempre foi apaixonado por Shane, assim como Carrie é por Jonathan. Mas Jonathan não consegue nutrir nada por Carrie, e esconde de ambos a paixão que sente por Shane. Mas quando Shane e Carrie começam a namorar, Jonathan decide tomar uma atitude.

Sensível e delicado,  Verão eterno" tem um lindo e talentoso trio de jovens atores. A história, no entanto, não prende a atenção do espectador como deveria. Faltaram diálogos que traduzissem mais a angústia do jovem trio. O diretor focou mais na estilização das imagens, e menos no roteiro. Mas ainda assim, vale ser visto pela sensualidade. 

domingo, 3 de outubro de 2021

Barulho da chuva


"Barulho da chuva", de Beatriz Fernanda Magalhães (2021)
Lindo curta infantil escrito e dirigido por Beatriz Fernanda Magalhães. O filme trata do tema comum ao imaginário infantil: aquele amigo especial, que toda criança cria para si. Alguns fantasiam uma outra criança, outras, um fantasminha. Abigail, 7 anos, fantasia que seu coelho de pelúcia, Bento (Ramoile Barreiros, excelente), cria vida toda a vez que está sozinho com a pequena. Ele cuida de Abigail, dá conselhos, a estimula a ser uma criança melhor e mais criativa. Mas um dia, Bento desaparece.
Bem dirigido, com um ótimo time de atores e atrizes, adultos e infantis, além de uma fotografia condizente com o universo poético e mágico e uma direção de arte que valoriza a história. Um filme construído em cima de delicadeza e sentimentos, um filme brasileiro mega indicado para apaixonados pela trilogia de "Toy story".

Eu sou Karl


"Je suis Karl", de Christian Schwochow (2020)
Polêmico drama alemão que concorreu no Festival de Berlim, trata de um assunto muito sério que assusta o mundo todo, especialmente a Europa: a ascenção da extrema direita, e no caso, de toda uma geração de jovens insatisfeitos com a abertura das fronteiras para imigrantes islâmicos, pregando a xenofobia, racismo e expulsão dos imigrantes.
Maxi (Luna Wedler) é uma jovem estudante alemã que acabou de vir de Paris, onde foi estudar. Ela é recebida pelo seu pai, Alex, e ao chegarem em casa, recebem uma encomenda para uma vizinha. No entanto, a encomenda explode, e mata a mãe e irmãos de Maxi. Atordoados, pai e filha ficam desnorteados e perseguidos pela imprensa. Maxi conhece Karl (Jannis Niewöhner), um jovem que coordena a Juventude direitista de Berlim. Ela se apaixona pelos ideais dele e também por Karl, decidindo faezr parte da luta contra o islamismo.
Bastante criticado pelas suas idéias de fomentar a xenofobia contra povos islâmicos, o filme lembra bastante um clássico, 'A onda", onde um professor orienta seus alunos a se tornarem membros de um grupo direitista. Apesar dos bons atores, é um filme longo, e fica difícil encontrar um olhar no filme que possa ser defendido, pela sua postura tão racista e violenta contra todos os povos que não sejam brancos e heteros.
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sábado, 2 de outubro de 2021

The many saints of Newark


"The many saints of Newark", de Alan Taylor (2021)
Prequel da icônica série "A família Soprano", eternizada pelo ator James Gandolfini, falecido em 2013. 14 anos depois do fim da série, o criador David Chase e um dos diretores, Alan Taylor, decidem contar a origem do famoso mafioso através de sua infância e adolescência e de onde veio a sua formação no crime.
O filme traz o filho de James Gandolfini, Michael Gandolfini, como Tony Sprano adolescente. Ele tem um pai de criação Dickie (Alessandro Nivola), um mafioso destemperado, e mostra a relação dele com família, esposa, mafiosos rivais. Como pano de fundo, a questão racial dos Estados Unidos dos anos 60.
COm um vasto elenco, que inclui Vera Farmiga ( com uma prótese enorme) no papel da mãe de Tony, Ray Liotta, John Bernthal entre outros, o filme traz a violência esperada no gênero, e fazendo o espectador se lembrar o tempo todo de "Os bons companheiros", de Scorsese. O protagonista Dickie é bem no perfil dos personagens eternizados por Joe Pesci nos filmes de Scorsese.

007- Sem tempo para morrer


"007- No time to die", de Cary Joji Fukunaga (2021)
Último filme da franquia com Daniel Craig, que também produz essa nova aventura que deveria ter sido lançada em 2020, mas devido à pandemia, foi adiada. Esse é o mais melancólico de todos os filmes de James Bond, certamente deixando muita gente triste no abrir das portas. Mas também ele é superlativo no tempo de duração: 2:43 horas, que para mim foi um mega exagero.
Bond agora está aposentado e namorando Madeleine (Lea Seydoux), uma cientista. Quando Felix (James Wright), seu amigo da CIA o procura pedindo uma ajuda, os caminhos de Bond cruzam com o passado traumático de Madeleine, que irão chegar até Lyutsifer Safin (Rami Malek), um homem em busca de vingança.
Bond leva mil tiros e nenhum acerta ele, mas isso faz parte da lenda urbana do agente. Com direção competente de Fukunaga e um time de excelentes atores ingleses, Bond se despede com louvor, apesar d alonga duração.

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Ausente


"Ausente", de Marco Berger (2011)
Excelente draa LGBTQIAP+ argentino, vencedor do Teddy no Festival de Berlim em 2012, e dirigido pelo mais atuante e premiado cineasta gay da Argentina, Marco Berger, que também escreveu o roteiro.
O filme, bastante polêmico, fala da paixão obsessiva do adolescente Martin (Javier de Pietro, estonteante nas lentes) pelo seu professor de esportes Sebastian (Carlos Echevarria), na faixa dos 30 anos. Martin inventa uma desculpa para Sebastian de que não tem aonde dormir no dia e pergunta se ode dormir na casa do professor, que timidamente , aceita. O risco que o professor possui, por alojar um adolescente, o deixa tenso, mas ao mesmo tempo, não consegue evitar as investidas do jovem.
Um filme extremamente homoerótico, com lentes apaixonadas pelos corpos dos dois protagonistas, é um filme para quem aprecia uma dramaturgia baseada em olhares, sensualidade e poucos diálogos.

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Esotérica Manilha


"Esoterika Maynila"", de Elwood Perez (2014)
Drama LGBTQIAP+ filipino, um olhar bizarro, surreal, erótico e fetichista de uma cidade cosmopolita rica em personagens de gêneros distintos. O filme é quase uma versão filipina de "Perdidos na noite", com John Voight e Dustin Hoffman.
Mario (Ronnie Liang) é um jovem que veio da periferia para tentar a vida na capital Manllha. Ele vai trabalhar como cozinheiro, mas seu sonho é ser ilustrador de quadrinhos. Ele acaba conhecendo Donato, um galerista de arte da terceira idade, e seu amante Raul, um rapaz que se apaixona por Mario. O charme e sedução de Mario fazem com que Mona, uma viúva fogosa, e Solita, uma mulher trans, também se apaixonem por ele.
"Esotérica Manilha" é um filme tosco, com péssimo acabamento técnico e atores ruins, mas esse conjunto traz um charme para a produção, um olhar quase documental, todo narrado pelo protagonista, sobre a decadência de uma capital onde sexo, drogas e interesses entram em jogo. Muito homoerotismo em um filme curioso e sórdido.

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Rewind


"Rewind", de Sasha Joseph Neulinger (2019)
Contundente e chocante documentário LGBTQIAP+ vencedor de diversos prêmios internacionais, entre eles, de melhor documentário em Tribeca 2020. O filme, escrito e dirigido por Sasha Joseph Neulinger, é uma análise do assédio sexual que ele e sua irmã Bekah passaram quando eram crianças, provocados por familiares, mais precisamente, seus dois tios, Howard e Larry, e o primo Stewart, filho de Larry. O pai de Sasha, Henry, comprou uma câmera VHS quando Sacha era criança e gravou mais de 200 horas de material da família em convívio social, e é justamente o material filmado que proporcionou Sasha a provar o assédio.
O filme é bastante corajoso, com Sacha expondo por inteiro os tios e o primo, com imagens, fotos e áudios. É uma história aterrorizante de pedofilia e estupro. contada de forma visceral e profundamente dolorosa. Um filme obrigatório para se entender a foma silenciosa e discreta com a qual as crianças sofre assédio sem que os próprios pais consigam perceber.

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Caixa preta


"Boite noire", de Yann Gozlan (2021)
Excelente filme de suspense do cineasta francês Yann Gozlan, que também escreveu o roteiro. Assumidamente apaixonado pelos cinemas de Hitchcock e Alan J. Pakula, do clássico "Todos os homens do presidente", "Caixa preta" é um filme sobre conspiração e paranóia eletrizante e repleta de adrenalina.
Mathieu Vasseur (Pierre Niney, excelente) é um técnico de segurança que trabalha escutando caixas pretas após acidentes aéreos e tenta entender o porquê dos acidentes. Quando ele é chamado para descobrir o porquê de um acidente aéreo de Dubai para Paris, com 300 mortes, ele começa a suspeitar de que algo está por trás de uma suspeita de terrorismo à bordo.
Yann Gozlan, estreou no cinema com o ótimo filme de terror "Captives" e agora experimenta o suspense elegante bem ao gosto de Hitchcock e Brian de Palma, como "Um tiro no escuro", certamente uma grande influência. A longa duração é o único senão, com seus quase 130 minutos de duração.

Tão boas pessoas


"Such good people", de Stewart Wade (2014)\
Comédia LGBTQIAP+ independente americana, conta a história de um casal gay, Alex e Richard, que trabalham como cuidadores do lar de um casal rico que trabalha em ONG que destina dinheiro para uma instituição budista no Tibete. Alex e Richard descobrem um esconderijo na casa onde encontram estranhos 1 milhão de dólares escondido, e paralelo, descobrem que o casal morreu em um estranho acidente.
Um filme com um roteiro fraco, com interpretações medianas do elenco e ritmo frouxo. As piadas são sem graça, de louvável apenas a boa índole do casal gay, que deseja adotar uma criança e decidem destinar o dinheiro para caridades.

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Pelos olhos de um garoto


"Through a boy's eyes", de Venci Kostov , Alexander Lemus Gadea, Claudine Natkin, Valentino R. Sandoli e Damià Serra Cauchetiez (2018)
Cinco histórias filmadas entre Espanha e França, contando as primeiras experiências homossexuais de 5 garotos.
Em "No terraço", um garoto que faz parte de uma gangue ai até o terraço de um prédio para juntos, se masturbarem vendo uma mulher de topless. Mas a sua atenção vai para um outro terraço, onde um homem toma banho nú.
Em "Filho", um pai sente atração pelo seu filho, e sente ciúmes por ele começar a namorar um rapaz. A mãe, homofóbica, procura alertar o marido sobre a homossexualidade do filho.
Em "Dentro", um jovem executivo namora uma garota, mas sempre se imagina na hora da transa, fazendo sexo pervertido com homens. Em "Tomboy", uma menina se veste e age como um rapaz, e isso incomoda os seus colegas. Em "Paradigma", após ter sua 1a relação sexual com um peguete de app, um adolescente fica chateado que ele não entra mais em contato.
As cinco histórias não trazem nenhum olhar excepcional sobre o tema. são defendidas por bons jovens atores, tem sensualidade, mas são flashses que trazem temas como homofobia, a primeira vez, a melancolia, a repressão, e finalmente, a aceitação.

Depois do amor


"After love", de Aleem Khan (2020)
Premiado no Festival de Cannes, o drama inglês "Depois do amor" foi escrito e dirigido por Aleem Khan, cineasta inglês/paquistanês, e conta a história de Mary (Joanna Scanlan) e Genevieve (Nathalie Richard), duas mulheres que moram em lados opostos do Canal de Calais, que separa a Inglaterra da França. Mary é casada com Ahmed, um paquistanês que ela ama e por ele, ela se converteu à religião muçulmana. Mas quando ele morre subitamente, Mary acaba descobrindo que ele tinha uma outra família do lado francês. Mary resolve ir atrás da outra mulher, Genevieve, e se faz passar por doméstica. Ela descobre que ele tinha um filho adolescente com Genevieve. Mary vai conhecendo a história de sue marido através de sua relação com Genevieve e seu filho.
Drama defendido por um excelente elenco, é um drama eficaz e denso sobre duas mulheres com culturas, hábitos e religiões distintas, mas apaixonadas pelo mesmo homem e à cultura dele.

domingo, 26 de setembro de 2021

Impasse


"Cliff walkers", de Zhang Yimou (2021)
Thriller de espionagem dirigido pelo cineasta chinês Zhang Yimou, um dos maiores estetas do cinema contemporâneo, e realizador de obras-primas como "O clã das adagas voadoras", "Lanternas vermelhas", "Tempo de viver", entre outros. O filme se passa em 1930, com o noroeste da China, a região de Manchukuo, invadida pelos japoneses, que instauraram campos de concentração onde faziam experimentos com chineses
Quatro agentes comunistas, chineses treinados na União Soviética, estão em uma missão ultrassecreta para resgatar um prisioneiro de um dos campos. Os dois casais Zhang e Yu e Lan e Chuliang precisam chegar em Harbin, mas se separam para conseguir um despistar o outro e ver qual deles chegará ao destino final.
O filme é, para variar, um grande espetáculo visual, irrepreensível: direção de arte, fotografia, efeitos especiais ( a neve é um delsumbre) e a trilha sonora que parece saída de Ennio Morricoone. O elenco está excelente. o entanto, o roteiro, bastante confuso, com muitas sub-tramas e personagens que se confundem, atrapalham a compreensão da trama.

sábado, 25 de setembro de 2021

Swoon, colapso do desejo


"Swoon", de Tom Kalin (1992)
Drama LGBTQIAP+ que concorreu em diversos Festivais de cinema, entre eles, Sundance e Berlin, de onde saiu com prêmio especial.
O filme e baseado no famoso caso criminal ocorrido em Chicago, 1924: Nathan Freudenthal Leopold, Jr. e Richard Albert Loeb, mais conhecidos como "Leopold e Loeb", foram dois estudantes da Universidade de Chicago que mataram Bobby Franks, de 14 anos de idade, em 1924, e foram sentenciados à prisão perpétua. O casal de amantes, ricos e judeus, assassinaram o menino por acharem serem pessoas superiores. Quando eles são presos, sofrem homofobia por parte das autoridades e mídia da época.
Rodado em preto e branco, 'Swoon" traz uma narrativa que mescla cenas de arquivo em uma linguagem ousada e quase experimental. Os dois atores principais, Daniel Schlachet (Loeb) e Craig Chester (Leopold) estão ótimos.
O filme já foi adaptado duas vezes no cinema, sendo a mais famosa, pelo mestre Alfred Hitchcock em "Festim diabólico". Mas as adaptações ignoravam a homossexualidade dos protagonistas, feito realizado por Tom Kalin em 'Swoon", com lindas cenas de homoerotismo.

Completo estranhos


"Complete strangers", de Pau Masó (2020)
Escrito, dirigido e protagonizado pelo cineasta espanhol Pau Masó, "COmleto estranhos" é um drama de suspense LGBTQIAP+ filmado em Budapeste Hungria.
Paul Masó é Robert, casado com Christian. Quando resolve retornar para sua cidade natal, Budapeste, Robert conhece Hugo, um sedutor e misterioso homem com quem mantém um relacionamento. Mas Hugo é agressivo e a relação se torna tóxica.
O filme, pavoroso do início ao fim, tem péssimas atuações e roteiro sem pé nem cabeça. O desfecho envolve pornografia clandestina e uma trama mirabolante e confusa. O único prazer de se ver a filme são belas belas locações em Budapeste, fora isso, não existe nenhum interesse, até porquê as cenas de sexo são mal filmadas e sem tesão algum.

O advogado


"Advokatas", de Romas Zabarauskas (2020)
Escrito e dirigido por Romas Zabarauskas, "O advogado" é o primeiro filme abertamente LGBTQIAP+ da Lituânia.
Marius é um advgado corporativo na Lituânia. Lidando com o luto pela morte de seu pai, Marius é solitário e passa suas noites em Live cams. Uma noite, ele conhece Ali, u refugiado sírio que mora em Belgrado. Marius se interessa por Ali e resolve se encontrar com ele em Belgrado, mas descobre que Ali deseja fugir para a Europa, mas por conta de documentação, não pode sair de Belgrado. Na dúvida se Ali o ama ou se quer aproveitar pelo fato dele ser advogado, Marius irá ajudá-lo a fugir.
Filme bem dirigido, com ótima fotografia, mas o ritmo bastante lento e a falta de sensualidade nas cenas de sexo tornam o filme sem brilho na dramaturgia.