quarta-feira, 31 de outubro de 2012

007- Operação Skyfall

"Skyfall" de Sam Mendes (2012)
O mais novo filme da série de James Bond tem 2 excelentes motivos para ser visto: Javier Barden, bárbaro no papel do vilão da Silva..e a fotografia impressionante de Roger Deakins, responsável pelos últimos filmes dos irmãos Coen. O elenco, agora reforçado com Ralph Fiennes, está ótimo. Judi dench sempre aquela presença magnética, conferindo dignidade. E Daniel Craig bem à vontade no papel principal. Porém, a curiosidade que me cercou com a escalação de Sam Mendes, um ótimo diretor de dramas, para um filme de ação e aventura, me deixou em dúvida. Mendes trouxe a dramaticidade que faltava nos filmes do agente espião. Mas será que é isso o que os espectadores querem? O filme tem muitos momentos sem açào, somente na verborragia. E por conta disso, ficou sem ritmo, chato. Todaa primeira hora e meia do filme, com exceção do prólogo, é entediante. O filme somente ganha força com a entrada em cena de Javier Barden. Aliás, a cena da apresentaçãodo personagem dele é genial. Que ator! A maquiagem também dele, quando tira a prótese, é do outro mundo. A pancadaria somente rola solta lá pelo desfecho. Mas aí, tarde demais, porque fiquei com a sensação do filme ter meia hora a mais, que não faria diferença alguma (o filme tem exagerados 150 minutos!). Judi fará falta! Nota: 7

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

7 dias em Havana

"7 dias en la Havana", de Laurent Cantet, Benicio Del Toro, Eli Suleiman, Pablo Trapero, Gaspar Noe, Juan Carlos Tabia e Julio Meden (2012)
Sete realizadores de diferentes países fazem a sua visão da terra de Fidel. Sim, todos os estereótipos da terrinha se encontram no filme: apagões, carros anos 50, falta de comida, prédios antigos, prédios super populosos, mulatas folgosas, muita religiosidade e erotismo. No olhar dos estrangeiros, muito dificil as histórias não terem um sabor de cultura muiti colorida, povo que curte festas e mesmo com a pobreza, mostram-se sempre alegres. Os 2 melhores episódios, de Pablo Trapero e Elia Suleiman, curiosamente, mostram o olhar de 2 cineastas premiados, Emir Kusturica e Elia Suleiman. Eles têm uma visão nostágica da cidade, que deve muito de sua felicidade a geração antiga, que acompanhou a luta de Fidel em criar um mundo de igualdade social. Se o filme se resumisse nesses 2 curtas, já valeria a pena. De quebra, 2 outros episódios bacanas, um de Benicio del Toro e outro de Julio Meden, que fazem uso do exotismo e da paixão de estrangeiros pelo lugar. O de Gaspar Noe, como não poderia deixar de ser, faz uso de uma montagem esquizofrenica e de uma trilha incômoda, em cima da historia da iniciação de uma jovem nos rituais misticos. Um ótimo elenco de atores estrangeiros misturado a arpres locais dão um sabor exttra ao filme. Nota: 8 (pelos 2 filmes citados)

domingo, 28 de outubro de 2012

Uma história de amor e fúria

de Luis Bolognesi (2012)
Animação dirigida pelo roteirista de "Bicho de 7 cabeças"e "As melhores coisas do mundo", "Uma história de amor e fúria"se utiliza de técnica tradicional de animação, em detrimento de uso de computadores para traçar os personagens. Com as vozes de Selton Mello, camila Pitanga e Rodrigo Santoro, o filme faz um apanhado da historia do Brasil, desde a sua descoberta pelos portugueses, que dizimaram os povos indigenas. Através de um feitiço do Pajé da tribo, o indio vivido por Selton Mello vive 600 anos, até chegar no ano de 2096, na cidade do Rio de Janeiro. Junto do amor de Janaína, ele procura sempre defender os oprimidos . O roteiro é muito bom, com uso de lendas e folclore brasileiro. Mas fica oimpossível não fazer um paralleo com as técnicas de animação de seus concorrentes, e aí, o filme sai perdendo. Mesmo assim, é uma baita evolução do genero no Brasil. O trecho final, ambientado no Rio de 2096, é o mais interessante, com as milicas fazendo sua propria justiça, num clima meio "Dredd"e "Robocop". Nota: 8

O sexo dos anjos

"El sexo de los angeles ", de Xavier Villaverde (2012)
Uma co-produção espanha-Brasil, esse filme tem um mote muito parecido com ao alemão "Triangulo amoroso", de Tom Twyker. A diferença está na idade dos personagens. Aqui, ao contrário dos quarentões do filme alemão, o trio de protagonsitas estão na faixa dos 20 anos de idade. Carla, uma fotografa, namora Bruno a anos. Durante uma apresentação de street dance, Bruno conhece Rai, e acabam se apaixonando. Em principio sentindo-se traida, Carla aos poucos tambem se apaixona por Rai. O roteiro tem várias situaçòes implausiveis, mas o filme é bem dinâmico, alegre, com boa energia e claro, a beleza dos 3 atores ajuda bastante para que o espetcador embarque nessa aventura de sexo e amor. O filme poderia ter uns 20 minutos a menos. A direção é segura e a curiosidade fica na semelhança dos 2 atores, parecidos com JAke Gyllanhaal e Heath Ledger, atores de "Brokeback mountain", filme onde o tema da descoberta da homossexualidade se tornou clássica. Nota: 7

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Paranorman

de Chris Butler e Sam Fell (2012)
"Paranorman", de Chris Butler e Sam Fell. Chris Butler foi o responsável do storyboard de "Caroline"e "Noiva-cadaver". Isso explica muito sobre "Paranorman". Aparentemente uma animação infantil, o desenho, assim como os 2 filmes citados, são mais para adultos do que para crianças. Com referencias cinematográficas que vão de "Sexto sentido"a "Frankestein", passando por várias filmes B , o filme brinca com o universo dos filmes de terror antigos. A começar pela trilha sonora, com samplers de trilhas de filmes B, o filme abusa dos clichês"Norman é um garoto que fala com os mortos. Visto pela população como uma aberração, que o consideram um louco, Norman será o responsável em salvar a cidade da maldição d abruxa, que trará mortos0vivos ä cidade. Divertido e carregado no clima sinistro, infelizmente o filme foi um fracasso de bilheteria. As crianças se assustaram e o filme não é tão engraçado, preocupado mais em criar um clima de filmes de terror. Mas vale uma olhada. Nota: 7

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Pânico na floresta 5

"Wrong turn 5", de Declan O'Brien (2012)
Comentarios em breve Nota: 2

Alpes

"Alps", de Giorgos Lanthimos (2011)
O filme indicado ao Oscar , pela Grecia, é do mesmo cineasta de "Dentes caninos", excelente filme tambem indicado em 2009. Porém, aqui, o diretor Lanthimos procura manter o mesmo tom de fábula do absurdo, mas sem a mesma força e energia de "Dentes caninos". A história é confusa: um grupo, que se auto-denomina "Alpes", tem como meta substituir entes queridos, que estão a beira da morte ou que morreram, aliviando assim, a perda da presença deles em suas casas. O que poderia ser curioso, fica tedioso e incompreeensível. Talvez Lanthimos queira aqui, fazer uma crítica a sociedade grega, falida em todos os sentidos: culturalmente, economicamente, politicamente. Mas não embarquei em sua viagem: simbólica demais, é um filme para aficcionados por uma cinematografia surreal, na linha de Bunuel e Lucrecia MArtel, mas sem a genialidade desses. Nota: 5

domingo, 21 de outubro de 2012

Sudoeste

de Eduardo Nunes (2012)
"Sudoeste", de Eduardo Nunes. Uma fábula sobre uma mulher, que em um vilarejo qualquer, em um tempo qualquer, vive a sua vida toda em apenas um dia. Eduardo Nunes, um apaixonado pelo cinema de Tarkovsky, faz uso da linguagem desse, com seus longos planos, longos travellings, planos grandiosos e o tempo correndo real, sem pressa. Assim como no recente "Post tenebras Lux", de Carlos Reygadas, o filme fala sobre memórias afetivas, sensoriais, desconectadas. Não adianta o espectador tentar entender a narrativa. Um conselho: se deixar levar pela excelente fotografia, bela trilha sonora envolvente e embarcar nesse conto experimental. Cada um entenda o que quizer. O resultado, porém, será o mesmo: 2:10 hrs de magia e encantamento, um passeio pelo tempo que não passa, mas sopra como o vento que teima em mexer as cortinas e os cabelos dos persionagens. Trabalho fascinante da pequena Raquel Bonfante. Nota: 8

Kaumboy

de Boudewijin Koule (2011)
"Kaumboy", de Boudewijn Koole. O indicado pela Holanda para o Oscar 2012 é uma bela e triste fábula sobre a amizade de um menino de 8 anos e um pássaro, que ele encontra ferido e resolve tomar conta. Paralelo, o pai de Jojo tem uma relação conturbada com o filho, que sente a ausência de sua mãe. Um filme que fala sobre perda, morte, amizade de uma forma lírica e comovente, com cenas magnificamente fotografadas e captadas. Um trabalho excepcional do menino Rick Lens e de Loek Peters, no difícil papel do pai bipolar. Mérito especial ao pássaro Kaum. Mais um motivo para o Oscar abrir uma premiação a animais. Nota: 8

A rebelião

"L'ordre et la morale", de Mathieu Kassovitz (2011)
Baseado em história real, sobre um Capitão francês, Philipe (Mathieu Kassovitz), chamado äs pressas para viajar para uma colônia francesa na Polnésia Francesa e resgatar soldados franceses tomados como reféns por dissidentes nativos. Philipe faz um acordo com o chefe da rebelião, mas o Governo e os militares exigem um ataque para o resgate dos refens. Philipe procura evitar o banho de sangue, e luta contra o tempo. Bom drama, prejudicado pela sua longa duração e por uma verborragia que provoca tédio e sonolencia no espectador. O filme tem todas as boas intenções do mundo, ao retratar o lado humanista do levante, mas cai por terra ao expor um filme de entretenimento. Apenas nos 10 minutos finais o filme injeta adrenalina, mas é pouco demais. Aliás, esse desfecho lembra a tensão e olhar quase documental de "O resgate do Soldado Ryan". Os atores são bons, mas merecia um roteirista que fosse menos "National geographic". O filme se divide em 10 partes, correspondente a 10 diárias na história. O espectador fica contando os dias para acabar. Nota: 5

E se vivessemos todos juntos?

"Et si on vivait tous ensemble? ", de Stephane Robelin (2012)
Comédia dramática sobre um grupo de 5 amigos ( 2 casais e 1 solteirão) , todos da terceira idade, que resolvem morar juntos para que possam cuidar um do outro, uma vez que um deles está com Mal de Alzheimer, e outra está com cancer. Velhas intrigas surgem na pauta, e paralelo, um jovem que escreve uma tese sobre a velhice na Europa. Somente o fato de reunir Jane Fonda e Geraldine Chaplin, mais a nata da velha guarda francesa, e Daniel Bruhl, já é uma garantia de ótimo entretenimentop. JAne Finda surpreende falando em francês, e o roteiro, mesmo que em tom de fábula, trata do tema da chegada da morte e da velhice de forma branda, otimista. Várias cenas divertidas e garantia d eboas gargalhadas, ma so que prevalece é a beleza da aceitação da velhice como uma fase da vida onde devemos entender que a vida é uma dádiva, e que a amizade verdadeia se sobrepõe a qualquer falha de caráter. A cena final é muito comovente, não resisti a soltar uma slágrimas. Nota: 8

sábado, 20 de outubro de 2012

As suspeitas do Sr Whicher

"The suspicions of Mr Whicher", de James Hawes (2012)
Baseado em uma história real, o filme se passa na Era Vitoriana, na Inglaterra. Um garoto de 3 anos é assassinado, e um policial é incombido de descobrir o assassino. Bom filme de mistério, que recupera o charme do "whodonut" , gênero típico dos livros de Agatha Christie. Roteiro competente, direção burocrática mas eficiente e bons atores, compondo um painel de personagens suspeitos que vamos descobrindo aos poucos as suas verdadeiras intenções. Para quem curte esse tipo de filme de detetive, é um bom passatempo. Originalmente feito para a tv inglesa. Nota: 7

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Ruby Sparks: A namorada perfeita

"Ruby Sparks", de Jonathan Dalton e Valerie Faris (2012)
"Ruby Sparks: A namorada perfeita", de Jonathan Dalton e Valerie Faris. Após o mega-sucesso do seu filme anterior, "Pequena Miss Sunshine", os diretores do filme criaram um filme onde se discute a maldição da 2a obra, após uma primeira obra impactante que fez sucesso por em todo lugar. Uma metáfora sobre a situação do casal de cineastas. No filme, Calvin (Paul Dano) é um escritor que se tornou um autor best-seller com seu primeiro livro, mas está em crise criativa e temeroso de decepcionar no livro seguinte. Ele cria então uma personagem de ficção, por quem se apaixona, e que acaba criando vira real. O roteiro, escrito pela atriz do filme, que interpreta Ruby (Zoe Kazan) e também namorada de Paul Dano, é criativo e muito inteligente, brincando com a comédia romantica e com o drama. Me lembrou bastante o realismo fantástico de "Mais estranho que a ficção", onde autores brincam de Deus com os seus personagens. Ótimo elenco, que tem também Annete Benning e Antonio Banderas, e um delicioso clima de melancolia. Nota: 8

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Imperdoáveis

"Impardonnables", de Andre Techiné (2011)
Francis (Andre Dussolier), um escritor de romance policial de sucesso, está em Veneza para dar uma coletiva. Apaixonado pela cidade, o escritor francês resolve alugar um lugar para morar. Ao conhecer a corretora Judith (Carole Bouquet), que lhe propõe uma casa em uma ilha, ele se apaixona por ela, se resolvem morar juntos. Um ano se passa, Francis e Judith vivem uma relação feliz, que no entanto, provoca uma crise criativa em Francis, que não consegue mais escrever. A filha de Francis, Alice, uma atriz, e sua filha vão visitá-lo. Alice some após uma noite e balada deixando sia filha aos cuidados de seu pai. Paralelamente, Fracis desconfia de traição por parte de Judith, uma bela mulher que se envolveu no passafo com homens e mulheres. Francis resolve contratar a detetive Anna Maria, ex-namorada de Judith, para descobrir o paradeiro de sua filha. Contrata também Jeremie, ex-prisioneiro, para bancar o detetive e perseguir sua mulher. Mas ele não imagina que Jeremie e Judith terão um caso. Como se vê, muitos personagens e muitas ações paralelas, que provocam histórias pouco desenvolvidas. O filme tem um ritmo lento, o roteiro não é tão interessante assim ( gosto dos filmes do Techiné, mas esse me cansou). A destacar, o bom trabalho do elenco, e o prazer d erever Carole Bouquet, uma as musas do cinema francês dos anos 80, ainda belíssima para a sua idade. Bela fotografia e locações nos arredores de Veneza. Nota: 5

domingo, 14 de outubro de 2012

Ditado

"Dictato/Childish games", de Antonio Chavarrias (2012)
Laura e Daniel são professores. O sonho de Laura é ter um filho, mas o casal tenta a tempos e não conseguem engravidar. Um dia, na escola, surge Mario, um ex-amigo de Daniel, na época que eram crianças. Mario insiste que Daniel deva conhecer sua filha, Julia. Daniel se recusa, e nessa mesma noite, Mario se suicida. Laura fica interessada na guarda da menina, contra a vontade de Daniel. Aos poucos, com Julia morando com eles, Daniel vai recobrando fantasmas do passado, inclusive um incidente que envolveu a morta de uma menina, parecida com Julia. Sou muito fã de suspense espanhol, que tem um ótimo tratamento técnico, boa direção e ótimos atores. Geralmente, envolve uma virada surpreendente no fim do filme. Aqui, temos um mérito que poucos filmes do g6enero conseguem : ter sido selecionado para a competção principal de um grande Festival de Cinema, no caso, Festival de Berlin 2012. Só o fato de estar competindo já foi um prêmio ao filme. Não é o melhor da recente safra de filmes espanhois, mesmo porqu6e, o desfecho nem é tão genial e engenhoso. A revelação do final me pareceu muito jogado do nada, sem uma preparação para que isso acontecesse. Mas vale ser visto, pelo seu apuro ténico (fotografia, direção de arte, trilha sonora) e pelo bom time de atores. De sustos mesmo, não tem nenhum, somente clima. Nota: 7

Terra esquecida

" La terre outragee" de Michale Boganim (2011)
Festival do Rio Em Chernobyl, 1986, 'acompanhamos varias historias de pessoas felizes. Subito, o acidente nucler poe fim a varias vidas. 10 anos depois, acompanhamos a historia de 3 dos sobreviventes. Caraca, que filme barra-pesada. O Prologo, mostrando a cidade antes do acidente, e' belissimo, parecendo um filme de Kusturika, com direito a casamento e acordeon. Colorido, emotivo, feliz. Apos o acidente, tudo fica escuro, triste, apavorante. Curiosa a semelhanca visual com o recente terror " Diarios de Chernobyl". MAs a comparacao foca por ai. Esse aqui, apesar de drama, e' muuito mais apavorante. A realidade das pessoas que moravam e que permaneceram no local e' assustador. Olga Kurilenko mostra ser mais do que um rostinho bonito, e da' um show. Um filme que faz refletir sobre ate onde devermos andar com o avanco da tecnologia. Nota: 9

Lore

"Lore", de Cate Shortland (2012)
Festival do Rio Filme indicado pela Australia para cocncorrer ao Oscar 2012, "Lore"é um drama ambientado na 2a guerra. Os alemães perderam a guerra, e um oficial nazista precisa esconder a sua família. Lore e seus 4 irmãos pequenos precisam fugir até a fronteira com Hamburgo, e recebem a ajuda de um sobrevivente dos campos de concentração. Um filme fantástico, com uma fotografia magistral de Adam Arkapaw. O elenco jovem é excelente, e o filme é uma barra-pesada, mostrando os horrores dos sobreviventes da guerra, sob os olhares de crianças. Um filme que choca pela crueza das pessoas e encanta pela beleza. Trilha sonora belíssima, e uns planos realmente muito bonitos. Nota: 10

Uma família respeitável

"Yek Khanévadéh-e Mohtaram", de Massoud Bakhshi (2012)
Festival do Rio Um professor retorna ao Irã para dar um curso. Nesse meio tempo, o seu pai, com quem ele cortou relações, pede para que ele o visite. Excelente drama com uma reviravolta impressionante. Um show de atuação e de roteiro. A direção também é formidável, com um prólogo digno de nota. O cinema iraniano sempre me surpreende com as suas histórias girando sempre em torno de temas políticos e sbre a mesquinhez humana, capaz de barbaridades. Nota: 10

Ao, o úlitmo Neanderthal

"Ao, le dernier Neanderthal", de Jacques Malaterre (2010)
Malaterre é conhecido como documentarista, que já fez vários trabalhos sobre a origem da espécie humana. Aqui em "Ao", ele ficciona um homem de Neanderal, Ao, e a sua luta para preservar a sua espécie e familia, contra animais ferozes e tribos primituvas. Impossível não associar a "Guerra de fogo", clássico de Jean Jacques Annaud. Porém, o uso de vozes off narrando as falas dos primitivos sôa muito estranho e não funciona. Outro ponto que beira o ridículo são algumas cenas que retratam a relaçao de Ao com uma mulher que ele conhece, Aki. Mas vale como curiosidade, apesar de, na comparação, esse filme perder pontos com "A guerra do fogo". Não deve ter sido fácil para o elenco filmar em regioes gélidas sem roupas apropriadas, e estudar a inguagem criada para se comunicarem. Por esse esforço, o filme ganha méritos. Nota: 7 Nota: 7

As vantagens de ser invisível

"The perks of being a wallflower", de Stephen Chbosky (2012)
Baseado no livro do mesmo autor, o filme reúne tudo aquilo que eu mais gosto: ambientado nos anos 80, músicas clássicas da época na trilha sonora ( The Smiths, etc), aquele clima de melancolia que adoro e que me fez lembrar de filmes que eu amo: "A garota do Rosa Shocking", "O primeiro ano do resto de nossas vidas". Fora isso tudo, ainda tem Joan Cusack, que eu venero, e um trio de jovens e excelentes atores: Emma Watson ( de "Harry Potter"), Ezra Miller ( de "Precisamos coverrsar sobre Kevin") e Logan Lerman, o protagonista, formidável no dificil papel do menino que exala tristeza e timidez. Charlie tem dificuldades de se relacionar, e a duras penas, faz um circulo de amizade que o acompanham no periodo escolar. Sensivel, emocionante, nostalgico, o filme é uma jóia, com um roteiro inteligente e que trata os adolescentes como pessoas comuns, e não retardados. Várias cenas antológicas, entre elas, quando o trio passa de carro pelo túnel ao som de "Heroes", de David Bowie. Desde já um dos meus clássicos que quero guardar no coração. Nota: 10