quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Cowboys e Aliens


" Cowboys and aliens", de Jon Favreau (2011)

Jake Lonergan (Daniel Craig) surge desmemoriado em uma cidade no Arizona de 1873. Não se lembra de nada: surge ferido, e portando uma espécie de bracelete futurista no seu braço. Atrás de respostas, ele aparece em uma cidade, onde é mal visto pelo sherife local e pela população. O Coronel Dolarhyde (Harrison Ford), o homem mau da cidade, quer banir Jake do local. Porém, um ataque alienígena fas os homens unirem suas forças, uma vez que parte da população é sequestrada pelos aliens. Ao mesmo tempo, Jake vai recobrando aos poucos sua memória, até chegar a uma terrível revelação.
Curiosa mistura de faroeste e ficção científica, dirigida por Jon Favreau , mesmo diretor da franquia " Homem de ferro" e produzida por Spielberg. Porém, achei que a mistura do bolo não funcionou. Existe uma briga entre os dois gêneros no filme. Os personagens não são convincentes, esterotipados no universo dos filmes de bang bang: o homem solitário, o homem mau, a mocinha que ajuda o herói por amor, etc. Os alienigenas lembram demais os tipos de " Distrito 9", e as cenas de abdução lembram muito " Guerra dos mundos", de Spielberg. O elenco está no automático. Harrison Ford está incrivelmente envelhecido. Daniel Craig não está muito à vontade. O ritmo do filme é arrastado, e na primeira parte do filme, não vemos muito as criaturas, pois está tudo muito escuro. O roteiro no final das contas é uma bobagem. Apenas um passatempo aborrecido.

Nota: 5

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Um novo caminho


" Le dernier pour la route/One for the road", de Philipe Godeau (2009)

Hervé é um ótimo profissional e bom pai de família. Porém, o que poucos sabem, é que ele é um alcóolatra. Tendo sido derrotado diversas vezes pelo vício, que praticamente destrói sua vida, a esposa dele resolve interná-lo em uma clínica de recuperação. Para espanto de todos, Hervé aceita, dessa vez com a intenção de realmente se livar da bebida. Porém, chegando lá, ele percebe a difícil missão, e observa os seus colegas de tratamento, todos com o mesmo problema. Hervé acaba se apaoxinando por uma outra interna, Magali, que também tem os seus problemas pessoais.
Belo drama franês, com atuação impecável de François Cluzet, no papel principal. Ele evita os clichêes de bêbados,e compõe com minimalismo e elegância esse difícil personagem. Antipático, pouco amável, o espectador pouco se simpatiza com a sua personagem. Mas mesmo assim acompanhamos a dor de um pai de família, que tenta o quanto pode se livrar do vício. O filme não procura levantar moral, nem dar um final feliz. Realista, faz um relato dentro de uma clínica, e acompanhamos o quanto é duro ficar livre de algo que nos faz bem. Ótimo elenco de apoio, tecnicamente correto. Narrativa fria mas sempre intensa.

Nota: 8

domingo, 7 de agosto de 2011

Cartas para Deus


" Letters to God", de David Nixon e Patrick Doughtie (2010)

Tyler é um menino de 8 anos de idade, e vive numa cidade pequena do tenesse, com sua mãe e seu irmão mais velho. Tyler tem tumor no cérebro. Porém ele encontra força e pensamento positivo para continuar sua luta, mesmo que os tratamentos contra a doença o deixem abatido fisicamente. Tyler escreve diariamente cartas para Deus, relatando o seu dia a dia. Seu irmão mais velho odeia Tyler, por ele chamar a atenção da família e ser o responsável pelo pouco dinheiro que a família tem.Um carteiro alcóolatra se emociona com as cartas do menino e os lê. O exemplo do menino o faz repensar sua vida: ele perdeu a guarda de seu filho e foi abandonado pela esposa por conta do seu vício. Brady, o carteiro, encoraja Tyler a fazer o que mais gosta: jogar beisebol.
A história é baseada em fato real: o livro escrito por Patrick Dougthie é inspirado na história de seu filho, Tyler Doughtie. De forte inspiração cristã, o filme foi feito sob encomenda para agradar espectadores católicos. Assim como os filmes espíritas, tão em voga atualmente aqui no Brasil, " Cartas para Deus" tem a sua função. Sempre digo que esses filmes estão acima de críticas. Não foram realizados para isso. Com todas as suas boas intenções, o filme procura emocionar o espectador de qualquer jeito. Um melodrama forçado, com trilha sonora emotiva, personagens carismáticos, mensagem edificante. Não tem erro, o filme atinge a sua meta. Parece um filme da Disney, de tão asséptico e puro de intenções. Um ponto fraco é a atuação das crianças no filme: irritantes, lembram muito as crianças de novelas Globais: pequenos homens e mulheres em corpo de crianças.
É o tipo de filme edificante que pode trazer alegria ou a ira dos espectadores.

Nota: 6

O amor de Siam


" Rak haeng Siam ; Love of Siam" , de Chukiat Sakyeerakul (2007)

Tong e sua família vão morar em uma região em Bangkok, e se mudam em frente a casa de Mew. Os dois meninos se tornam então os melhores amigos, inseparáveis. Um dia, a irmã de Tong segue para uma excursão de escola, e desaparece. Esse fato causa uma ruptura tremenda na vida dos dois: a família de Tong, abalada, se muda. Mew sofre demais com essa separação do amigo. Anos se passam, e agora já adolescentes, eles se reencontram. Tong agora é líder de uma banda na escola. Mew nutre pelo amigo uma paixão platônica, que acaba se desenvolvendo para um verdadeiro amor. Sofrendo pelo amor não correspondido, Mew vai se isolando das pessoas e da família.
Belo drama Tailandês, cuja cinematografia tem crescido enormemente nos últimos anos. O diretor se utiliza da fórmula de filmes americanos e cria aqui um melodrama adornado com canções de fácil melodia, atores jovens e bonitos, fotografia colorida e edição dinâmica. O filme é uma pérola pop. Tudo nele agrada a espectadores de várias faixas etáreas: Adolescentes e adultos. Além do romance, o filme tem a parte dramática, através da depresssão vivenciada pelos pais de Tong, brilhantemente interpretados. Um filme gostoso de assistir, e que não faz feio a nenhuma cinematografia mundial. Fez enorme sucesso na Tailândia e em circuitos alternativos. O único porém é a longa duração do filme. existe incluisve uma versaõ alternativa do filme, com quase 3 horas de duração.

Nota: 8

sábado, 6 de agosto de 2011

Submarino


" Submarine", de Richard Ayoade (2010)

Em primeiro lugar , não confundir com o filme homônimo de Thomas Vintemberg, " Submarino".

Oliver Tate (Craig Roberts) é um jovem de 15 anos, que mora no subúrbio londrino. Filho único de um casal desajustado e apático, verdadeiros loosers, Tate estuda em um colégio. Lá, ele enfrenta bullying, e ao mesmo tempo, revida em uma colega gorda. Acaba se apaixonando por uma garota, Jordana (Yasmin Paige), que se mostra um pouco relutante na relação, sempre se mantendo fria. Tate descobre depois que a mãe de Jordana tem câncer e possui pouco tempo de vida. Ao mesmo tempo, Tate desconfia que sua mãe trai seu pai com um vizinho, um místico que se apresenta em shows e tv.
Bom drama inglês, com belíssima fotografia e trilha sonora, composta por Alex Turner, vocalista dos Artic Monkeys. A direção de Richard Ayoade é bastante ensível, captando com poesia e beleza o drama de um adolescente, às voltas com primeiro amor e traição. O filme exala o tempo um clima de constante melancolia. Todos os personagens do filme tem um quê de loosers, falta de ambição. A narrativa é lenta, às vezes entediante, até mesmo pela falta de originalidade do tema. Mas de uma forma geral, é um filme interessante, com boa interpretação do elenco, principalmente o casal jovem. Os adultos são retratados com certa caricatura, que causa estranheza. No mais é de deixar envolver pelo romantismo nostálogico pregado pelo filme, embalado por belas canções de amor.

Nota: 7

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A árvore da vida


" The tree of life", de Terrence Malick (2011)

Nos anos 60, no Texas, Jack, um menino de 10 anos, convive com seus dois irmãos menores e seus pais em uma casa de subúrbio. Classe média, o pai (Brad Pitt)vive de caixeiro viajante. Jack sofre bastante com o autoritarismo de seu pai, um homem rude e que deseja que seus filhos cresçam fortes, como todo white american. A mãe é submissa, e não consegue interferir nos arroubos emocionais do marido. Um dia, com os filhos mais crescidos, descobrem que o filho do meio morreu em combate. Isso deflagra uma crise emocional e existencial na família, que começa a ficar descrente de Jeus, apesar de serem católicos fervororos. Jack é o mais afetdao. Passa a recordar momentos de convivencia com o irmão e com os pais. Jpa crescido, agora na pele de Sean Penn, Jack trabalha em uma empresa multinacional, mas continua um tipo amargurado, cercado por uma floresta de concreto, contrastando com a floresta natural que ele habitava quando criança. Jack começa então a delirar sobre o processo da criação do mundo, o porque da existência humana, e nossa missão na terra.
Belísssimo filme experimento de Terrenca Malick, uma ousadia narrativa que merece o carimbo de genial. O filme reúne talvez as imagens mais deslumbrantes, hipnóticas e sedutoras do cinema. Os movimentos de camera, sempre em movimento, sublimes, testemunhando os fatos isolados na vida dessa família, que vive com amargura, temor, melancolia. A fotografia, a montagem, a trilha sonora, as cores, direção de arte, tudo contribui para um tom de solenidade de grandiosidade, molduradas por música sacra. Sim, o filme exala religiosidade, através da história da fampilia, sempre fiel as idas da Ijgreja aos domings, mas que fica descrente a Deus após a morte do filho. A mãe principalmente culpa Deus, e o rejeita. O filho Jack imagina então o processo de criação do mundo, contrariando a doutrina católica: O ser humano adveio de um mundo pré-histórico, e não de Adão e Eva. O Big bang, a teoria do Cosmo. O desfecho lembra o filme " Nossso Lar": um mundo de luz, onde pessoas são felizes e vagam com seus familiares, reeecontrando-os e deixando-os livres para partirem.
O elenco está todo formidável, mesmo que não haja cenas contínuas, tudo fragmentado e nos rostos dos atores. Não existe a possibilidade desse filme agradar ao público. frio, longo, arrastado, tem que se abstrair do conceito de filme e se deixar levar por uma profusão de imagens narradas emtom de confissão espiritual.
Muita gente odiou. Não fiquei apaixonado, mas reconheço de fato a importãncia artistica dessa obra. Uma elegia a um trabalho de um artista visionário e pessimista, que procura acreditar na redenção do ser humano, no fim da vida.
Uma parábola sobre o perdão. E que causa um estranhamento: parece que estamos assistindo ao nosso último suspiro na terra.

Nota: 8

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A missão do gerente de recursos humanos


" The human resources manager", de Eran Riklis (2010)

Comentários em breve

Capitão América: O primeiro Vingador 3D


" Captain America: The first Avenger", de Joe Johnston (2011)

Em 1942, com o mundo voltado para a 2a Guerra Mundial, Scott Rogers, um rapaz franzino que mora no Brooklyn, sonha em se alistar para o exército e defender seu país. Porém, por conta de sua saúde instável e frágil, ele é sempre recusado nos exames de alistamento.
Um dia, ao visitar uma feira do futuro, ele conhece o Dr Stark
(Dominic Cooper), que vem a ser pai do futuro Homem de ferro.
Um cientista, Dr Erskine (Stanley Tucci), admirado com a boa índole e bondade de Rogers, o escolhe para ser cobaia em um experimento ulra-secreto, capaz de criar super-soldados. Assim, nasce o Capitão America. Rogers se torna poderoso e digno de grandes feitos. Rsta agora ele lutar contra nazistas e o Caveira Vermelha (Hugo Weaving), vulgo Schmidt, um nazista ambicioso.
Divertida e dinãmica aventura, que vem inaugurar a saga dos Vingadores. O roteiro é bom, fazendo uma boa descrição do surgimento do herói, além de ambientar com propriedade a época da 2a Guerra Mundial. A direção de arte é espetacular, mostrando refinamento em todos os setores: cenários, figurino, maquiagem, O elenco de apoio é o forte do filme: Tommy Lee Jones está perfeito no papel do Coronel Philips; Dominic Cooper também cumpre bem seu papel de Dr Stark. Hugo Weaving repete um vilão, como já fizera em "Matrix". Chris Evans tem o físico perfeito para o papel do Capitão America, apesar de lhe faltar mais dramaticidade.
O filme permite várias piadas: a melhor delas, a de um garoto jogado pelo vilão no rio. Ao tentar salvá-lo, o garoto grita pro capitão America: " Vá atrás dele, eu sei nadar".
A trilha sonora também é boa. Um filme que vale o ingresso. Pipocão de primeira qualidade.

Nota: 7

domingo, 31 de julho de 2011

Professora sem classe


" Bad teacher", de Jake Kasdan (2011)

Elizabeth (Cameron Diaz) é uma professora de um escola ginasiana. Ela está prestes a casar com um mionário, mas o casamento é desfeito. O motivo: O marido e a sogra descobrem que ela iria se casar por interesse. Elizabeth é desbocada, interesseira, e seu único foco agora é aplicar seios de silicone e arranjar um novo pretendente. esse vem na figura de Scott ( Justin Timberlake), um professor filho de família rica. Porém, em seu caminho, surge Amy (Lucy Punch), que faz de Elizabeth sua rival e tenta também dar em cima do rapaz.
Comédia na mesma linha dos filmes dos irmãos Farrely (Quem vai ficar com Mary, Etc), ou seja, muito palavrão, sacanagem, situações constrangedoras e tudo politicamente incorreto. Cameron Diaz é a atriz perfeita para esse tipo de papel, e não mede esforços para fazer de Elizabeth a vagabunda mais asquerosa da cidade.. O elenco está todo divertido. Justin Timberlake cada vez mais se revela ótimo ator: além de drama, agora envereda pela comédia, com muita propriedade. Tem uma cena, de sexo com roupas, antológica, entre Cameron e Justin. E o mais curioso é saber que eles são ex-namorados na vida real.
O roteiro é engraçado, as piadas sujas são divertidas. Tudo clichê, mas segura a onda. nada de novo no front. Apenas um bom passatempo, para quem busca um filme descerebrado.

Nota: 7

Berlin Undead


"Rammbock, Berlin Undead/Siege of the dead", de Marvin Kren (2010)

Michael resolve visitar sua ex-namorada Gabi, em uma periferia próxima a Berlin. Chegando lá, porém, ele percebe algo estranho. As pessoas estão agindo de modo estranho e agressivo. Horas depois, todas se tranformam em zumbis. Michael se esconde em um prédio, e lá, ele tenta se juntar a sobreviventes, entre eles o jovem Harper, um encanador. Ao mesmo tempo, Michael procura encontrar Gabi, antes que seja tarde demais.
Curioso como quase todo País faz o seu filme de zumbi. Aqui, no caso, uma produção de baixo orçamento alemã. Mas não se deixem enganar: o diretor Marvin Kren absoreveu tudo sobre zumbis de outras produções americanas e inglesas. Não há surpresas, tudo é clichê e já visto em outros filmes do Genero.
As interpretações são corretas, o filme até tem um certo clima, mas os efeitos de maquiagem deixam a desejar, lembrando a tosqueira dos filmes de Lamberto Bava. Algumas cenas chegam a ser divertidas, de tão sem noção. O desfecho é óbvio, e nada mais nos resta a não ser ver o filme e pensar em quantas outras centenas de filmes de zumbis ainda virão.

Nota: 6

sexta-feira, 29 de julho de 2011

As praias de Agnes


" Les plages de Agnes", de Agnes Varda (2010)

Belíssimo documentário dirigido pela Cinasta Agnes Varda é um relato pessoal, filsófico e prático do ato de se amar e fazer cinema. Uma espécie de testamento nostálgico onde ela revela vários truques e artimanhas que teve que desenvolver, para realizar diversos de seus clássicos, entre eles " Cleo de 5 as 7", seu filme mais famoso aqui. Mostra os seus primeiros trabalhos ainda como criança,,, a sua fase como fotógrafa de still, e a sua relação duradoura e apaixonada pelo também cineasta Jacques Demy. Mostra também a fase americana do casal, quando foram morar nos Estados Unidos, e a influencia da intelectualidade na vida de ambos. O filme é narrado por sua bela voz melancólica, e tem imagns de arquivo de seus filmes, fotos, tudo com extrema poesia e delicadeza. Um filme imperdível para cinéfilos amantes do cinema.
Absolutamente obrigatório.

Nota: 9
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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Melancolia


" Melancholia", de Lars Von Triers (2011)

Justine ( Kistern Durnst) vai se casar. Ela segue com o seu noivo Michael (Alexander Skaasgard) até a casa de campo de sua irmã (Charlotte gainsburg), casada com John (Kieffer Sutherland). Ao chegar ao local, se depara com os seus pais divorciados, (John Hurt e Charlotte Rampling), que vivem às turras. Ao mesmo tempo, Jack, um amigo da família, lhe promove ao posto de Diretora de arte de sua empresa. Tudo parece estar indo bem, até que sem razão alguma, Justine começa a se sentir depressiva. Logo em seguida, sabemos que um planeta, Melancolia, está prestes a colidir com a Terra, e que pode ser o responsável pela súbita mudança de comportamento de todos.
" Melancolia" é de certa forma frustante. Longo, entendiante em sua maior parte. Porém, a sublime direção de atores, e a espetacular composição visual do filme compensam a longa duração e a sensação de deja vu: ele se utiliza de vários de seus atores fetiches: Stelan Skaagard, John Hurt, Charlotte Gainsburg e elabora uma depressiva visão de mundo apocalíptico. A 1a parte do filme é puro " Festa de família", de Thomas Vintenberg. Mas quem merecia de fato o premio de atriz em Cannes era Charlotte Gainsburg. Ela está espetacular. Curioso observar que quem faz o noivo é filho de Stelan Skaasgard. Lars Von Triers está mais pessimista do que nunca, e nada nem ninguém merece a felicidade. O prólogo, todo em cãmera lenta, é sensacional, e a trilha sonora combina bastante com as imagens. Pode entediar ou mesmo fazer parte do público odiar o filme, mas seus filmes sempre promovem algum tipo de experiência cinematográfica. A cena aérea que percorre os campos cobertos de nevoeiros, e as irmãs andando de cavalo, é poesia pura.

Nota: 7

Christopher and his kind


de Geofrey Sachs (2010)

Comentários em breve

Nota:

Yellowbrickroad


de Jesse Holland and Andy Mitton (2010)

Um grupo de pesquisadores resolve, em 2008, descobrir a verdadeira história que cerca o desaparecimento de um grupo de 500 moradores de uma cidade oróxima a New Hampshire, Friar.
No ano de 1940, esses moradores resolveram abandonar tudo o que tinham para trás, e seguiram por essa estrada, chamada de " estrada de tijolos amarelos". Misteriosamente, parte deles sumiu, outra morreu congelada, e outra foi encontrada massacrada.
Chagando à estrada, a expedição aos poucos vai se confrontando com a verdadeira realidade do local: a estrada é amaldiçoada, e faz as pessoas perderem a sanidade mental e se matarem. E aos poucos, cada um da expedição vai se dando conta dessa trágica lenda que se torna realidade.
Produção de baixo orçamento, mas que infelizmente, não alcança nenhum sucesso. Seja por conta das atuações em sua maioria amadoras, ou pelo roteiro sem sentido. Ou até mesmo pelos efeitos que trazem risos constrangidos. A cena do irmão dilacerando a perna da irmã é canhestra. No início, o filme até tem um propósito, mas depois vai descambando para um desfecho bizarro e inexplicável. O que se entende desse filme? Parece uma brincadeira de Diretor e roteirista, na base do: " Vamos sacanear o espectador, embaralhar a cabeça dele e ele achar que acabou de ver um filme de arte de suspense". Uma pena, pois o filme prometia. E eu fiquei assistindo até o final pra ver no que que dava. E só o que descobri foi frustração.

Nota:

domingo, 24 de julho de 2011

Anticorpos


" Antikorper/Antibodies", de Christian Alvart (2005)

O serial killer Gabriel Engel é preso pela polícia, após uma ação espetacular. Assassino confesso da morte de 13 garotos, cujo sangue das vítimas ele pintava quadros com motivos religiosos. Um policial de uma cidade pequena, Michael Martens, resolve ir ao seu encalço para tentar desvendar o assassinato de uma menina local. Michael acredita que Gabriel é o responsável pela sua morte. Mas Gabriel vai fazendo de Michael um joguete, fazendo-o acreditar no mal do ser humano. Atormentado, Michael, até então católico fervoroso, vai derrubando suas crenças, e fazendo de sua vida um poço de culpa e dúvidas, pondo em prática tudo aquilo que até então ele pregava contra. O pior está por vir: Gabriel quer fazer Michael acreditar que o assassino da menina é o filho adolescente de Michael.
Assumidamente inspirado em " Silêncio dos inocentes" ( o personagem Gabriel até brinca em determinado momento, dizendo ao policial que esperava que ele fosse o " Hannibal"), esse " Anticorpos" faz, antes de mais nada, um tratado sobre a culpa cristã. Vários personagens têm nome de personagens bíblicos, e trechos da bíblia são citados o tempo todo, inclusive no desfecho, fazemos alusão a Abrahão e Isaac ( o pai que é obrigado a matar seu filho). O elenco está correto, com destaque para o ator que interpreta o personagem do policial atormentado Michael. O roteiro surpreende, mesmo buscando fórmulas de outros filmes do Gênero. Existe uma reviravolta na trama bem interessante. O desfecho desagradou a alguns, fazendo uso de fantasia para solucionar uma questão crucial para a trama. O filme é longo, 127 minutos, e poderia ter sido resolvido melhor se tivesse 20 minutos a menos. Mas fica a dica de um bom entretenimento, um filme que passou despercebido na época de seu lançamento e que merece uma revisão.

Nota: 7

sábado, 23 de julho de 2011

Uma doce mentira


" De vrais mensonge", de Pierre Salvadori (2010)

Émilie (Audrey Taotou) é dona de um Salão de beleza. Ela é solteira, independente. Porém, sua vida pessoal está um caos. Sua mãe (Nathalie Baye) é depressiva, e seu pai vai casar com uma garota mais jovem. Ao mesmo tempo, um de seus funcionários, Jean, nutre uma paixão platônica por Émilie. Jean escreve uma carta anônima apaixonada para Émilie. Ao receber, Émilie fica irritada, mas se aproveita da carta e a manda para sua mãe. Maddy, a mãe, se alegra e fica apaoixonada por seu autor. Ao tentar decsobrir o paradeiro de queme screveu, Maddy decsobre ser Jean. A partir daí, muitas confusões acontecem.
Comédia romântica com dosagens leves de drama, " Uma doce mentira" é um filme simpático, agradável de assistir, mas sem muitas novidades. Audrey meio que repete a sua personagem mais famosa, Amelie Pouláin. Seus trejeitos, sua vontade de querer mudar o mundo para melhor, a caracterização. Mas ela é uma fofa, e sempre é bom vê-la em cena. Nathalie Baye, uma das maiores atrizes francesas da atualidade, se diverte com a sua Maddy, uma figura frágil, dosando muito bem humor e melancolia. O elenco de apoio está bem, e o desenho de produção é bonito, com muitas cores no dressing e na fotografia. Um filme médio, que vale como um passatempo leve.


Nota: 7

Aftermath


de Nacho Cerda (1994)

Um médico legista faz autópsias de vários cadáveres, até se deter no corpo de uma jovem, Marta, recem falecida em acidente de carro. O legista faz dela sua obsessão: a mutila, retira seus órgaos internos, para depois transar com ela, retirar seu coração e dar ao seu cão para comer.
Esse curta de 31 minutos é, inacreditavelmente, uma experiência doentia, que com certeza, inspirou vários cineastas adeptos do gore a desenharem cenas em seus filmes da linha " torture porn". A diferença aqui é que não há gritos: as pessoas já estão mortas. Os efeitos são perfeitos, realistas. Um filme que com certeza irá impressionar muita gente, mais pelo tratamento sobre o tema da necrofilia do que pelas cenas sangrentas em si.
O filme não tem diálogos, e nem vemos o rosto do protagonista, apenas seus olhos, vistos através de uma máscara cirúrgica. Medonho, sombrio, brutal. A trilha sonora é composta de temas sacros, e compões um painel mais aterrorizante ainda, pois a calmaria do som contrstas com as imagens barra-pesadas. Incrível que eu nunca tenha havia falar sobre esse filme, e olha que ele é de 94; Só tomei conhecimento por conta da recente censura ao filme sérvio " Serbian film", aqui no Rio de Janeiro, durante evento da Fan Rio Festival, dedicado a filmes de terror.

Nota: 6

Um gato em paris


" Une vie de chat/A cat in Paris", de Jean-Loup Felicioli e Alain Gagnol (2010)

Zoé é uma menina que mora com sua mãe, uma policial. O pai dela, também policial, foi assassinado pelo gangster Costa, que planeja um roubo a um carregamento de objetos de arte. Zoé , desde a morte de seu pai, ficou muda. Ela tem um gato, Dino, que de dia fica com ela, e de noite, vai até a casa de um bandido, Nico, que rouba joias. Nico é um bandido de bom coração. Os caminhos de todos irão se cruzar, até um desfecho romântico e surpreendente.
Simpática animação, de traços simples, bem vintage para os padrões de hoje. Como não poderia deixar de ser, é um produto feito para o adulto nostálgico. Definitivamente não é para crianças: tem um clima soturno, violento, e até assustador, apesar da aparente singeleza das imagens. A história é simples, ingênua, sem grandes arroubos de originalidade. A trilha é ótima, e o trabalho de dublagem também.

Nota: 7

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O misterioso assassinato de uma família


" Atrocious", de Fernando Barreda Luna (2010)

A polícia encontra em uma casa de campo câmeras filmadoras, com mais de 30 horas de filme rodados. Descobrimos então as últimas horas de vida da família Quintanilla: Pais e 3 filhos, sendo 2 adolescentes e 1 criança. A família vai passar o fim de semana na casa de campo, durante o verão. Lá, existe uma lenda urbana, sobre a existência de uma garota perdida na floresta, e que quer se vingar das pessoas. Os 2 irmãos adolescentes levam suas filmadoras e registram tudo ao seu redor. Ao chegar a noite, porém, fatos estranhos começam a acontecer e a assustar a família.
Esse filme espanhol foi dirigido por um cineasta mexicano de 27 anos. Ele usa e abusa de clichês de vários filmes, entre eles obviamente " A bruxa de Blair" e " Atividade paranormal". Muita câmera na mão, e sem razão de ser, os dois irmãos carregam a câmera de um lado para o outro, mesmo em situações extremas, eles não largam mão do aparelho. Por essas e outras que o filme sôa falso o tempo todo. É tedioso, quase metade do filme vemos a câmera na mão circulando por ambientes, sob o ponto de vista dela, sem nada acontecer. O desfecho é confuso e sem graça. Os atores são médios, dando vida a personagens mal delineados.
Mais do mesmo, pela enésima vez.

Nota: 4

Família Braz - Dois tempos


de Artur Fontes e Dorrit Harazin (2011)

10 anos depois do seu primeiro documentário, " A Família Braz", que faz a radiografia de uma família classe baixa na região de Brasilândia, São Paulo, os mesmos diretores reúnem a mesma família, e fazem um relato do que mudou na vida deles.
Simples na execução, mas emotivo na realização final, o documentário ganhou o prêmio de melhor filme no Festival " Étudo verdade" em 2011.
O filme emociona ao fazer o relato de uma " família feliz, honesta e trabalhadora" , conforme as pessoas dizem ao longo da projeção. Parece até propaganda do Governo petista, fazendo alusão ao crescimento do número de pessoas que migraram da classe baixa para a classe média. A 10 anos atrás, todos os integrantes da família, principalmente os filhos, tinham sonhos e desejos. No meio de tantas dificuldades financeiras enfrentadas, desemprego e fome, eles venceram na vida. Todos têm carro próprio, alguns já moram em apartamentos, bons empregos e salários. O filme fala sobre essa vitória pessoal, de pessoas que lutaram por seus sonhos e conseguiram realizá-los. O filme tem uma narrativa fria, que às vezes incomoda, mas no geral, é um bom exercicio de documentário, com ótimos depoimentos e bela fotografia.

Nota: 7



Loup- Uma amizade para sempre


" Loup" de Nicolas Vanier (2009)

Sergei é um jovem de 16 anos, que mora com sua clã em uma região gélida da Sibéria. Seu pai é chefe da clã, e eles sobrevivem tocando seu rebanho de renas. Um dia, o pai lhe incumbe da tarefa de tomar conta das renas no período de outono. Essa tarefa é saboreada com tom de triunfo, despertando ciúmes de outros jovens da clã. Os lobos são vistos como inimigos, pois atacam as renas, e Sergei será responsável em afastá-los. Ao passar uma noite com o rebanho, Sergei percebe a presença de uma loba, que cria seus filhotes em uma caverna. Logo, ele acaba se afeiçoando aos animais, contra a vontade de seu pai. Sergei tenta então esconder a presença dos lobos, ao mesmo tempo que os filhotes descobrem a sua natureza, que é atacar por sobrevivência.
Um filme belissimamente fotografado, filmado em locações na região Noroeste da Sibéria. As tomadas são estonteantes. Mas infelizmente, o filme não se sustenta somente por conta de suas imagens. O elenco é fraco, composto por atores franceses com descendência oriental. Aliás, por ser uma produção francesa, ai se encontra o maior dos problemas dessa produção: muito estranho ver os integrantes da clã, localizada na Rússia, falando em francês. Eu, como espectador, me senti completamente fora do filme. Ouvi-los falar em francês me tirou da realidade cultural dos personagens. A trilha sonora é cativante, apesar de abusar de tons épicos. O roteiro é bem ingênuo, apostando na mensagem de que os seres humanos devem interagir melhor com a natureza, mesmo que um suposto ataque de animais seja apenas pelo instinto de sobrevivecia. A edição está cheia de erros de continuidade. Vale pelo encantamento visual, e só. Ah, e o filme também é longo demais, deveria ter pelo menos 20 minutos a menos. Em outras épocas, poderia ser visto como um filme da Disney.

Nota: 6


terça-feira, 19 de julho de 2011

Assalto ao Banco Central


de Marcos Paulo (2011)

No dia 6 de agosto de 2005, um grupo de ladrões invadiu as dependências de um cofre do Banco Central de Fortaleza, levando 164 milhões de reais, em notas de 50 reais. Durante 3 meses, eles cavaram um túnel, que ia de uma casa alugada por ele, até o Banco. Após o assalto, o grupo vai s edesfazendo, através de intrigas, ciúmes e conbiça. Ao mesmo tempo, a polícia busca informações a respeito de quem são as pessoas envolvidas nesse grande golpe.
Bom filme de ação, com doses precisas de humor, que trazem leveza a narrativa. A montagem mistura tempos, podendo confundir o espectador no início. Mas logo o espectador é convidado a um exercício interessante do gênero policial, sustentado por um excelente elenco de atores de cinema e televisão. Lima Duarte, Giulia Gam, Hermila Guedes, Vinicius Oliveira, Juliano Cazarré, Milhem Cortaz, Milton Gonçalves, Cassio Gabus Mendes, e outros, dão vida aos personagens, dirigidos com competência pelo ator/diretor Marcos Paulo. O filme pode frustrar quem está em busca de filme pancadaria no estilo " Tropa de eleite". Variando do drama, aventura e comédia, o filme segura a atenção, apesar do desfecho longo. A trilha sonora , a cargo de André Moraes, está sendo muito criticada, por usas acordes de Morricone e revisitação de Tarantino, além de pérolas dos anos 70, estilo " Shaft". Um produto curioso, que merece ser visto como referência histórica e também como mero entretenimento. Façam suas apostas.

Nota: 8

sábado, 16 de julho de 2011

Pequenas mortes


" Little deaths" , Sean Hogan, Simon Rumley e Andrew Parkinson (2011)

Filme inglês, dividido em 3 episódios. Todos tem um tema em comum: sexo e morte, sempre tratados de forma bizarra e nada convencional.
No 1o episódio, " Um lugar no paraíso", um casal convida uma moradora de rua para a casa deles, para jantar. Porém, o casal a prende e faz dela uma peça para o jogo de sexo violento entre eles. O que eles não esperavm era uma reação inesperada por parrte da jovem.
No 2o episódio, " Mecânica mutante", um cientista faz tratamento com um ser mutante, obtendo através do sêmen desse, comprimidos capazes de produzir outros seres mutantes. Paralelo, tem a história de uma jovem drogada que toma essas drogas.
No 30 episódio, " Carniça", um casal pratica atos de sado-masoquismo. Porém, apenas a garota sente prazer, fazendo de seu companheiro literalmente um cachorro a serviço de sua dona. Mas ele resolve reagir.
Curioso filme, na linha daqueles antigos da produtora Hammer. Os filmes procuram buscar ousadia na temática e no visual. O 1o e o 2o episódios são previsíveis, e acabam perdendo a força no desenrolar da trama, chegando mesmo a serem toscos. Em algusn momentos ri, de tão estapafúrdios. O que salva o filme de uma completa falta de interesse, é o 3o episódio. Sempre curioso, instigante, é uma pequena trama de vingança muito bem dirigida, com cores fortes (azuis, vermelhos). A trilha sonora usada é ótima e dá um puta clima. O desfecho é foda, e a interpretação de Tom Sawyer é profunda. Belo curta.

Nota: 6

Comentários em breve

Um lugar no paraíso
mecanica mutante
Carniça

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Harry Potter e as relíquias da morte parte 2


" Harry Potter and the deathly hallows part 2", de David Yates

O que falar de um filme onde tudo já foi dito, escrito e comentado? Que foi s série mais rentável da história do cinema? Que após 8 filmes da série, deixará milhões de fãs com saudades?
Bom, eu jamais li um único livro da série do " Harry Potter". Confesso que nos filmes anteriores, eu ficava completamente perdido entre tantos termos complexos para mim: Horcrux, etc. O que significavam? Somente agora, no último dos filmes, pude entender.
Aqui, como todos sabem, teremos o duelo final entre Valdemort e Harry Potter. Nessa batalha, muitos morrerão. Sim, aqui impera de vez o tom soturno e trágico, dando voz ao drama e á melancolia. O trio Daniel Redcliff, Emily Watson e Ruppert Grimm estão ótimos, em suas melhores interpretações, e provando que podem tentar carreira fora da série.
E como todos sempre dizemos, um dos melhores trunfos sempre foi o elenco: Ralpf Fiennes, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Michael Ganbom , Maggie Smith e tantos outros, que deram vida aos personagens geniais concebidos pela mente criativa de J. K. Howling. Os efeitos são fodas e muito bem feitos, a trilha incidental também cumpre com perfeição a sensação de aventura e suspense contínuos. A direção precisa de David Yates, e toda a parte técnica, apenas contribuem para o sucesso do espetáculo.
Conheço várias pessoas que não gostaram do filme, mas e daí? Acabou, e a série deixará saudades. O desfecho do filme emociona bastante, porquê dá aquele tom de despedida. Foi bom enquanto durou.

Nota: 9

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sequestrados


" Secuestrados/Kidnapped", de Miguel Angel Vivas (2010)

Uma família composta pelo pai, mãe e uma filha adolescente acabam de se mudar para uma residência em um condomínio fechado. Porém, uma noite, um trio de bandidos invade a casa, e os fazem de reféns. O chefe deles leva o pai para sacar dinheiro. os outros dois permanecem em casa, cuidado da mãe e filha. O que se segue é uma intensa noite de terror.
Uma brilhante direção e uso de câmera. O filme é tecnicamente impecável. São ao todo 12 planos-sequências. O filme é tenso, sofrido, difícil de assistir. É quase que um tratado de sadismo. Você passa 1:30 assistindo uma família sendo destroçada. Algo muito semelhante a " Funny games", de Michael Heneke. O filme tem um tom realista, daquele que poderia estar acontecendo com você, ao ser redor. Os atores são ótimos, intensos. O filme abusa de clichês de filmes de invasão domiciliar ( " O quarto do Pânico", inclusive com um bandido fazendo o papel do bonzinho). O que eu posso dizer é que esse filme não é recomendado para pessoas sensíveis, nem para quem já sofreu quaquer tipo de assalto, porquê pode deixar traumas. Fortes emoções. Inclusive, rola uma cena homenageando " Irreversível". quem viver, verá.

Nota: 8
Obs: O desfecho me irritou muito, mas muito mesmo.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Corações perdidos


" Welcome to the Rileys", de Jake Scott (2009)

Doug (James Gandolfini) e Lois (Melissa Leo) moram em Indianápolis. O casal guarda uma tragédia familiar: a filha de 15 anos morreu em um acidente de carro. Sentindo-se culpada, a mãe se isola, e não sai mais de casa. O marido também evita de conversar com ela. Ele mantém uma relação extracongugal com uma garçonete, pois não gosta de ficar sozinho. Um dia, ele vai para uma convenção em New Orleans. Chegando lá, ele conhece Allison (Kirsten Stewart) em uma boite de streap. Doug projeta nela o desejo de ter sua filha de volta, mesmo contra a vontade de Allison, uma figura arredia. Ao mesmo tempo, Lois vai procurá-lo em New Orleans, em busca de uma reconciliação.
Bom drama familiar, dirigido pelo filho de Ridley Scott, Jake Scott. O filme foi produzido por Ridley e Tony Scott. Distante da linguagem e dos temas de seu pai e tio famosos, Jake procura traçar um painel desolador de um casal sugado pela tristeza. Os três atores conferem dignidade e força aos seus personagens. Kirsten Stewart é a grande surpresa: ela está ótima, intensa. Mostrando assim que um bom diretor faz a diferença entre atores não tarimbados. O roteiro tem momentos de altos e baixos, apostando em clichês de filmes de reconciliação familiar. Certas partes da trama parecem pouco críveis, mas vale tudo para justificar um final quase feliz, com esperanças a flor da pele.

Nota: 7

Sad Movie


" Saedeu mubi/Sad movie", de Kwon Jong Kwan (2005)

Romance coreano, dividido em 4 episódios, todos discutindo relacionamentos infelizes.
Na 1a história, um bombeiro e sua namorada, uma tradutora de linguagem surdo-mudo em um programa de tv.
Na 2a história, uma jovem traumatizada por uma cicatriz no rosto, trabalha em um Parque de diversões, com uma fantasia que esconde o seu rosto. ela se apaixona por um jovem artista, que sonha em pintá-la sem a máscara.
Na 3a história, um mulher workhaholick, deixa sua família em segiundo plano. Até que um acidente a deixa hospitalizada, e aí, uma nova relação se estabelece entre mãe e filho.
Na 4a história, um casal se separa. A mulher trabalha como caixa de banco, e o rapaz, desempregado, ssonha em reatar o seu namoro com ela.
Simpático drama romântico, que obteve enorme sucesso de bilheteria na Coreía do Sul no ano do lançamento, muito por conta do elenco all star, com os artistas pops do momento. O filme é um acúmulo de clichês de situações de relacionamentos, e somente deverá agradar a fãs do gênero que não se indomodam em saber tudo o que vai acontecer, pois tudo é bastante óbvio. A trilha sonora pop é agradável, o elenco flui bem sem muitos sustos e tecnicamente é bom. Apesar de longo, o filme procura manter o interesse do espectador em função da simpatia dos personagens. Nada além disso.

Nota: 7


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Transformers - O lado oculto da lua


" Transformers- Dark of the moon", de Michael Bay (2011)

Sam ( Shia La beouf) está desempregado e vai a várias entrevistas, até chegar a uma empresa, comandada por Bruce (John Malkovich). Ao mesmo tempo, sinais de vida extraterrestre são identificados na Lua, e Optimus Prime, agora trabalhando para o Governo americano, resolve ir até lá identificar. Ele descobre destroços de uma nave que partira de Cybertron nos anos 60, e dentro da nave, encontra-se o Sentinela, um robô que descobriremos mais tarde, irá se voltar contra os Autobots e vai querer destruir o mundo. Uma nova ameaça acontece, e os Autobts e Sam farão de tudo para evitar que isso aconteça;
Desde o primeiro " Transformers", fiquei sempre com a impressão de assistir a um festival de efeitos, e apenas isso. Os roteiros são os mais simplórios possíveis, e sempre falam em dominação da terra por parte dos Decepticons. Aqui não é diferente. O filme é todo em função dos efeitos, e mais nada. E os efeitos aqui realmente são primororos. Tem uma cena de ataque em um prédio que é de cair o queixo. Muito boa. De resto, o filme impressiona pelo elenco de apoio. tem momentos que parecia que eu estava assistindo a um filme dos irmãos Cohen: Frances Macdormand, John Malkovich e John Turturro, juntos? genial! Fora eles, juntaram Patrick Dempsey no papel de vilão e Keon Jung ( o chinês traficante de " Se beber, não case"), como sempre, hilário. O ponto fora do elenco é a insossa Rosie Huntington, no papel de Carly, namorada de Sam. Megan Fox dava de mil. Rosie é linda, mas assim como os robôs, sem expressão alguma. O que não entendo é porque em toda a franquia, Michael Bay insiste em ter quase 3 horas de filme. Excesso de vaidades? Falta de consisão?? Fica tudo muito chato e repetitivo. Parece que estamos vendo a mesma cena várias vezes seguidas. Outra chatice é o excesso de romantismo no filme. O que me divirto realmente, é que observo como morre gente no filme dos " Transformers". Em cada ataque dos Decepticons, pelo menos umas cem mil pessoas morrem. E fica por isso mesmo heheehee


Nota: 6

terça-feira, 5 de julho de 2011

Super 8


" Super 8", de J.J. Abrams (2011)

1979. Joe, um adolescente, mora em uma cidade pequena. Sua mãe acabou de falecer em um acidente, e seu pai é um policial. Joe faz parte de um grupo de amigos de escola, todos fanáticos por cinema. Um deles, tem uma cãmera super 8, e juntos, eles produzem um amador filme de terror. Porém, uma noite, durante uma filmagem na linha de trem, eles testemunham um acidente de trem. A partir desse momento, a cidade apresenta vários casos de sumiço, e os garotos descobrem depois que se trata de um alinígena, que caiu na terra nos anos 50, e que foi capturado pelos cientistas americanos. Agora, o monstro quer voltar para o seu planeta, nem que isso signifique destruir a cidade.
" Super 8", produzido por Spilberg, é praticamente um compêndio de quase tudo o que ele já fez. Uma espécie de refilmagem de " ET", misturado a " The goonies" e " Jurassic Park". Os garotos são todos excelentes, e o filme tem um clima sessão da tarde das antigas. Ellen Fanning está ótima no papel de Alice, objeto de paixão de Joe. Os efeitos são muito bons, porém o que faltou ao filme foi originalidade na temática. Tudo fica muito " deja vu",e a gente já sabe tudo o que vai acontecer. E pior: a opção de nunca mostrar a criatura durante boa parte do filme, foi uma tentativa frustrada. Não existe razão para não mostrá-la. pois isso não é nenhuma surpresa. Acaba ficando frustrante, porquê o que mais queremos é vê-la, e isso só acontece perto do fim. JJ Abrams repete um pouco o seu filme " Cloverfield", ao mostrar a criatura apenas vagamente ou em partes. Uma pena, poderia ser um clássico, assim como so outros filmes citados acima. Faltou energia, simpatia e carisma. Sobra paixão pelo cinema, na figura dos pequenos heróis. O desfecho, alías, lembra demais " ET", e parece que tanto Spielberg e JJ Abrams resolveram reverenciar o filme.

Nota: 7


domingo, 3 de julho de 2011

Paraíso do medo


" Uninhabited", de Bill Bennet (2010)

Beth e Jackson formam um casal, que resolve passar 10 dias em uma ilha paradisíaca na costa australiana. O capitão os deixa lá, e o casal passa por momentos maravilhosos. Porém, aos poucos, vão tendo indícios que mais alguém habita lá, além deles. Objetos que saem do lugar, aparições sinistras. Beth descobre um livro abandonado em uma cabana, falando sobre Coral, uma jovem que morava ali na ilha, e que acabou sendo estuprada por 7 homens, e que provavelmente, está atrás de vingança.
Suspense produzido na Australia, tem uma fotografia deslumbrante, e ótimo trabalho de câmera, som. O diretor Bill bennet sabe dar clima nas cenas. Mas o roteiro é tão ruim,e previsível, e ao mesmo tempo, sem pé nem cabeça, cheio de furos, que tira qualquer possibilidade de interesse na trama. Tudo acaba ficando ridículo. A atuação do ator Bob Baines no papel de Jackson, é lamentável. A gente não acredita em um só momento de seu personagem. Os diálogos já são ruins, interpretados de forma amadora então, é um desastre só. Os outros atores, que formmam o grupo de caçadores de tubarões, também são ruins. Salva-se Geraldine Hakewill, no papel de Beth, que dá o mínimo de dignidade ao filme.

Nota: 3

sábado, 2 de julho de 2011

Estranhos normais


" Happy Family", de Gabriele Salvatores (2011)

Ezio (Fabio de Luigi) é um roteirista fracassado, em crise existencial e profissional. Ele cria personagens de duas famílias, que se unem porquê os filhos de 16 anos querem se casar. Esse é o pretexto para ele criar situações humanas, e não menos cômicas, entre os parentes e os quiprocós da união dos adolescentes. Porém, é que ele não imaginava que os personagens se rebelassem quando ele decide parar com a história. A sua criação sai da tela do computador e interage com o roteirista, obrigando-o a continuar com a história.
Deliciosa e divertida comédia dramática italiana. Os italianos são experts em tramas envolvendo família (vide Ettore Scola, Dino Risi, Mario Monicelli, etc). Aqui, o diretor Gabriele Salvatores, mesmo autor de " Mediterrâneo" e " Não tenho medo" se aventura na comédia, trazendo bons resultados. o Filme brinca com a linguagem do cinema: os personagens interagem com o espectador, falando para a tela. Existem várias brincadeiras de metalinguagens, como por ex, enganar o espectador que o filme acaba no meio, vindo os créditos finais. O elenco está uniformemente bem, todos se divertindo bastante com os seus tipos, caricatos, como pede a cartilha italaiana de interpretar.
Uma boa diversão, que provavelmente será melhor apreciada pelos cinéfilos.

Nota: 8

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Noriko´s dinner table


" Noriko no shotukatu/Noriko´s dinner table", de Sion Sono (2005)

Noriko, uma adolescente, mantém contantos via internet com Kumiko. Kumiko tem um comportamento estranho, e incita Noriko a vir conhece-la em Tokyo. Noriko, distante de sua familia emocionalmente, acaba fugindo para Tokyo para esse isusitado encontro. O que ela não esperava, é que Kumiko é líder de uma seita com tendências suicidas, e que planeja uma onda de suicídios em massa. O pai de Noriko, desesperado, vai ao encontro de Noriko.
Ao contrário do que divulgam, esse "Noriko´s dinner table" não é uma continuação do cult " Suicide club". É um filme que complementa, é uma história que gira paralelo ao outro filme.
Muiro diferente de " Suicide club", que investe mais no suspense, trhriller, policial e horror, esse aqui investe num drama intimista, que aliás, beira à obra-prima. Fiquei abismado vendo esse filme, que grande salto de qualidade entre os 2 filmes. O diretor Sion Sono faz um relato extremamente comovente da dissociação de uma familia tradicional japonesa: como a falta de comunicação entre pais e filhos gerou um verdadeiro caos.
O filme tem mais de 2:30 hrs de duração, e é dividido em 5 capítulos...cada um enfocando um personagem e um ponto de vista sobre determinada história. Um filme doloros, que comove a cada instante. Para quem curte um belo drama com tintas de suspense, IMPERDÍVEL! Atuação brilhante de todo o elenco.

Nota: 10

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Confiar


" Trust", de David Schwimmer (2011)

Will (Clive Owen) e Lynn (Catherine Keener) formam um casal modelo: bons pais, com ótimas profissões, e 3 filhos maravilhosos. Porém, Annie, a filha do meio, há meses mantém uma amizade virtual com quem ela acredita ser alguém de sua idade, mas que depois descobre ser um homem adulto. Ao marcarem um encontro, o homem a seduz e a estupra. Esse fato gera um terrível abalo na família: Annie apesar de tudo, protege o criminoso; o pai perde a razão e só pensa em capturar o estuprador; e a mãe fica no meio de um embate, observando a evolução da loucura de seu marido e de sua filha.
Um poderoso libelo contra a pedofilia e a favor de um maior controle sobre a vida pessoal dos filhos, " Confiar" tem em seu elenco a força do projeto: Clive Owen e Catherine Keener estão ótimos, exibindo força e destempero emocional, sem cair em pieguices, de seus personagens. Mas é Liana Liberato, no papel de Annie, que o filme cresce. Ela está surpreendente, uma grande promessa de atriz. MAs o mais curioso está na ficha do Diretor: David Schwimmer é egresso do elenco da série " Friends". Interssante como um filme de temática tão pesada e forte como " Confiar", tenha um comediante como maestro. Palmas para ele, mesmo que o filme não seja de todo perfeito.

Nota: 7

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Também a chuva


"También la lluvia", de Icíar Bolláin (2011)

Uma equipe de filmagem espanhola, de baixo orçamento, chega em Cochabamba, Bolívia, para rodar um filme sobre a chegada de Cristóvão Colombo, e a relação dos conquistadores espanhóis, que praticamente dizimaram a civilização indigena que ali habitava, explorando-os comercialmente, e matando os insobordinados. A equipe escala atores e figurantes locais, mas o que não esperavam é que a população enfrenta o governo, por conta do uso de água, e isso atrapalha o rendimento das filmagens, pondo em risco a vida de todos, após a eclosão de uma rebelião civil.
Bom drama, que foi o indicado pela Espanha para representar o país na disputa do Oscar 2011. O filme parece ser um mea culpa da Indústria cinematográfica, que chega com o onipresente poder, se achando um mercado soberano e que tudo deve ser feito em prol do andamento das filmagens. Através da figura de um cineasta inescrupuloso, Sebastián (Gael Garcia Bernal) que somente pensa na filmagem e caga e anda pro desespero da população, e do produtor Costa (Luis Tosar) que somente pensa em economizar para os investidores da película , o filme bota em cheque o quanto devemos nos meter em assuntos internos de um governo que não nos pertence. Um filme com belo desfecho, sensível e edificante, boa direção, e bons atores (destaque para Luis Tosar e para Juan Carlos Aduviri, excelente no papel do índio Daniel). Tosar é o mesmo ator que interpretou o prisioneiro no excelente filme " Cela 211". Apesar de ter uns 20 minutos sobrando, é um filme interessante, não só por sua postura social, quanto para conhecermos melhor o universo de uma filmagem, e suas dificuldades.

Nota: 8

domingo, 26 de junho de 2011

Quarentena 2 - Terminal


" Quarantine 2- terminal", de John Pogue (2011)

Durante um vôo, um hamster contaminado com a raiva morde um passageiro. A partir desse momento, uma epidemia de raiva vai se espalhando entre os que estão no vôo, que pousa em um aeroporto. A partir desse momento, todos lutam pelas suas vidas.
Continuação livre do filme " Rec", já refilmado pelos americanos em " Quarentena". Aqui, a única ligação com o original é o fato de um dos passageiros estar assistindo a tv durante o vôo, e assistindo ao vivo uma matéria sobre um prédio em L.A com moradores contaminados. Pelo roteiro desse filme, que nada tem a ver com " Rec 2", um dos passageiros estaria fazendo experiências com vírus de laboratório, e trazendo a bordo, sabendo das possibilidades da tranmissão.
O filme não tem a linguagem da câmera como ponto de vista. Mesmo assim, tendo um orçamento menor, o filme tem seu interesse. Tem suspense, tem clima, e algumas boas atuações, compensando a falta de ritmo do primeiro terço do filme e de alguns atores não estarem bem. De uma forma geral, é um passatempo para quem curte o gênero " homem mordidos que se transformam em zumbis famintos", muito semelhante a " Extermínio". A curiosidade é que aqui boa parte do filme se passa dentro de um avião, e no terminal de um aeroporto.
Nota: 6

sábado, 25 de junho de 2011

Potiche- Esposa troféu


"Potiche", de François Ozon (2011)

1977. Suzanne Pujol (Catherine Deneuve) é uma dona de casa, sem opinião própria, que vive com seu marido, Robert (Fabrice Luchini) presidente de uma fábrica que produz guarda-chuvas. Seu pai foi o fundador da empresa, e Suzanne é mãe de 2 filhos, Joelle e Laurent, ambos adultos e indecisos em suas vidas. Suzanne vive sob as ordens do marido, que a subjulga e a impede de ter qualquer tipo de opinião formada. Até que um dia Robert adoece por conta de uma greve de seus funionários, e Suzanne assume a empresa. Ela pede ajuda ao deputado Maurice (Gerard Depardieu) e para surpresa de todos, a empresa cresce de produção e sua presidência é um sucesso.
Deliciosa comédia de François Ozon, um apaixonado por musicais, teatro, cafonice e muito, muito colorido. A direção de arte é uma viadagem só, e as interpretações, afetadas e divertidas. Tão bom ver Deneuve e Depardieu em cena, juntos. Uma cena antológica: os dois dançando numa boite, ao som de disco music. Todo o elenco de apoio está ótimo, e o filme, mesmo perdendo o ritmo em alguns momentos, mantém um cherme deliciosamente kitsch. O filme também é uma metalinguagem, homenageando Deneuve e o filme " Os guarda-chuvas do amor".

Nota: 8

sexta-feira, 24 de junho de 2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Lanterna Verde


" Green lantern", de Martin Campbell (2011)

Hal Jordan é um piloto de aviação, que tem um trauma de infância: seu pai, também piloto, morreu em acidente de trabalho, pilotando um dos avões em fases de teste. Já crescido, Hal (Ryan Reynolds) é escolhido pela liga dos Lanternas verdes intergalático, para ser um novo membro, a fim de manter a paz do Universo. Esse posto lhe é passado por um outro Lanterna verde, que sofreu um acidente e , entre a vida e a morte, lhe passou o anel, que lhe trará poderes inimagináveis. Porém, Hal deve lutar contra Parallax, um ser poderoso que planeja destruir tudo que encontra pela frente.
Mais um filme baseado em personagem Marvel, mas infelizmente, sem alcançar maiores vôos. Ryan Reynolds, que se tornou um ótimo ator em " Enterrado vivo", aqui não consegue fazer muito pelo filme, que tem um roteiro fraco e efeitos toscos. O filme não tem ritmo, e as cenas de ação custam a chegar. A concepção de alguns dos personagens é bem fraca, e o seres intergaláticos lembram bastante alguns personagens de " Star Wars". O problema aqui é que o filme poderia ser mais realista, mas resolve apostar em tipos e situações que não se combinam muito. Tem momentos que parece animação de tv, e a gente não sabe se gosta ou não. Eu basicamente achei tosco alguns momentos. De positivo, apenas a inserção de atores tarimbados em alguns papéis, como Tim Robbins e Peter Saasgard.

Nota: 5

Comentários em breve

domingo, 19 de junho de 2011

Marte precisa de mães


" Mars needs moms", de Simon Wells (2011)

Milo (Seth Green) é um garoto que nao curte ser mandado por sua mãe (Joan Cusack) , que é o obriga a fazer suas obrigações. Um dia, marcianos chegam e raptam a mãe dele, por a considerarem uma mãe-modelo, capaz de criar os filhotes marcianos. Milo se esconde na nave espacial,e segue até Marte. Lá, ele descobre que os marcianos sugam a energia das mães abduzidas para poder sustentar toda uma legião de mães robôs. Para evitar que isso aconteça com sua mãe, Milo conta com a ajuda de Ki, uma marciana sentimental, e de Gibbler (Dan Foggler) , um humano que habita Marte, desde que sua mãe foi abduzida.
Animação em 3 D da Disney, que foi um imenso fracasso comercial e de crítica nos EUA. Talvez uma das razões seja o roteiro pouco atraente para as crianças, e o ritmo lento, só ganhando dinâmica na parte final. Os desenhos dos personagens também não são nada agradáveis: os marcianos são representados por uma fiisonomia muito feia, e os humanos adquirem as feições dos atores. Essa técnica já foi utilizada por Robert Zemeckis, aqui produtor do filme, em outras produções suas: " Expresso polar", " Beowulf" e " Contos de natal". O que acontece é que os movimentos soam falsos e sem expressão. Tecnicamente, fora as feições humanas, o filme é surpreendente: o som, a fotografia, a direção de arte. Uma pena que falte magia e encantamento ao filme. Joan Cusack, grande atriz, mesmo em animação, é sempre bom vê-la atuando. Dan Foggler parece ser o comediante da vez: recentemente, ele esteve em " Take me home tonight", fazendo o papel de um pôrra-louca.

Nota: 6

sábado, 18 de junho de 2011

O imortal/22 balas


" L´immortel/22 bullets", de Richard Berry (2011)

Charly Mattei (Jean Reno) é um ex-integrante de um grupo mafioso, que largou a profissão e decidiu viver a vida em uma casa de campo, junto de sua familia. Um dia, ao levar seu filho pequeno ao centro, ele é emboscado pelos ex-integrantes do grupo que o fuzilam. Charly é levado ao hospital e sobrevive, mesmo tendo 22 balas retiradas de seu corpo. Ele fica imobilizado em parte de seu corpo, e resolve se vingar de quem tentou matá-lo, e o porquê. Porém, sua família fica em perigo.
Como se pode ver, nesse filme, o clichê é a base de tudo. Já vimos esse filme centenas de vezes. Inclusive Jean reno volta ao papel que o consagrou:o do assassino cruel e frio, que não exprime emoção. O filme é bastante violento,lembrando em alguns momentos torturas como em " Irreversível". É longo, e poderia ter pelo menos 20 minutos a menos. A profusão de personagens confunde um pouco: de um lado, a família de Charly. Do outro, temos toda uma gangue, e um grupo de policiais, que tentam entender o que se passa naquele submundo. Apesar de tecnicamente bom, o filme nunca supreende. A caricatura de filme policial violento, com estereótipos da gangue,são elementos que afastam um pouco o interesse total pelo filme. Jean Reno está como sempre esteve em todos os seus tipos policiais. O verdadeiro ponto de interesse é o menino que faz o filho de Reno. O garoto é supreendente, e na cena final, a sua emoção é emocionante. Parece estar realmente sentindo a emoção do personagem. Vale por ele.

Nota: 5

Singularidades de uma rapariga loura


" Singularidades de uma rapariga loura", de Manoel de Oliveira (2009)

Filme baseado em conto de Eça de Queirós, publicado na coletânea " Contos", de 1902.
Dirigido por Manoel de Oliveira, o filme narra a história de Macário, um honesto e jovem contador, que trabalha na empresa de seu tio, dono de uma confecção. Tudo está bem, até o dia que uma vizinha se muda na casa da frente onde fica o escritório de Macário. A filha da senhora, Luísa, é uma ninfeta loira e linda. Macário imediatamente se apaixona por ela. Porém, seu tio é contra o casamento, e ante a teimosia de Macário, que insiste no casamento, o tio o expulsa de casa. Sem dinheiro e sem perspectiva de emprego, Macário se envergonha de pedir a mão em casamento de Luísa. Mas ela lhe promete aguardar, contanto que ele arranje emprego e junte dinheiro. Toda essa história é narrada por Macário a uma senhora dentro de um trem, a caminho de Algarves, pois segundo Macário, "melhor contar algo a um estranho, do que a sua mulher ou amigos".
Curioso filme, com duração de apenas 65 minutos. No início, vemos um longo plano de um bilheteiro recolhendo bilhetes dentro de um trem. E assim somos apresentados a Macário. Manoel brinca com o espectador o tempo todo. Logo de cara, a senhora com quem Macário expõe sua vida, acahamos que é cega, quando na verdade, era só uma questão de olhar. Seguem-se então longos planos, formalmente rigorosos: fixos, raros movimentos de câmera. O filme destila hum senso de humor incomum aos filmes de Oliveira. Inclusive um inusitado plano da perna levantada de Luisa, quando beija Macário.
Para o espectador com paciência, vale assistir a essa empreitada, uma brincadeira com o espectador e com o próprio cinema. O desfecho é brusco, e conheço amigos que acham que um rolo de perdeu.

Nota: 7

Cinco dias sem Nora


" Cinco dias sin Nora", de Mariana Chenillo (2008)

José (Fernando Luján) descobre por um acaso que sua ex-esposa, Nora, com quem foi casado a 30 anos, se suicidou. De formação judaica, José descobre também que não pode enterrála, segundo a tradição judaica, por um motivo de feriado religioso: os judeus estão comemorando a Páscoa judaica, e os mortos devem ser enterrados imediatamente, caso contrário, somente após 5 dias. Como o seu filho Rubén se encontra em viagem, José decide aguardar o seu retorno. José descobre nesses 5 dias de espera, um passado desconhecido de Nora, uma suicida em potencial, desde que eram casados.
Bom drama mexicano, sensivelmente conduzido pela diretora e roteirista Mariana Chenillo. O elenco é o ponto alto do filme. Tanto os adultos quanto as crianças brilham em momentos de delicadeza e dramaticidade, com pinceladas tênues de comédia. O roteiro é curioso, e avança lentamente, e aos poucos descobrimos segredos do passado de Nora. O filme é quase um melodrama, mas a direção evita maiores sentimentalismos. O ritmo é lento, talvez o filme seja um pouco longo, mas o resultado final é válido. Vencedor de vários prêmios internacionais, somente agora, quase 3 anos depois, é lançado aqui no Brasil

Nota: 7

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Meia-noite em Paris


" Midnight in Paris", de Woody Allen (2011)

Gil Pender ( Owen Wilson) é um roteirista de cinema americano, que não está satisfeito com o seu trabalho. Seu sonho é se tornar um escritor. Ele passa uma temporada em Paris, cidade que ama, acompanhando sua noiva Inez (Rachel MacAdams) e os pais dela, um arrogante casal tipicamente americano que não suporta os costumes franceses. Inez é uma dondoca fútil, que só pensa em compras e fazer um tour padrão pela capital, acompanhanda por seu amigo Paul (Michael Sheen), que se mostra um intelectual pedante, segundo palavras de Gil, que fica enciumado. Vagando pela noite de Paris, após um pequeno entrevero com Inez, Gil se descobre magicamente nos anos 20, época que ele idolatra. Ele conhece então Hemingway, Cole Porter, Scott Fitzgerald, Gertrude Stein, Bunuel, Picasso, Lautrec, Gaughin e muitos outros artistas, com quem trava conversas sobre vida e arte.
41o filme de Allen, esse retorno ao cinema do realismo fantástico se mostra uma obra de arte fabulosa. Com reminiscências com várias de suas obras ( Manhattan, Rosa púrpura do Cairo) Allen encontra em Owen Wilson um alter ego perfeito. Ele imita com precisão todos os seus trejeitos e modo de falar. Wilson está aqui em um de seus melhores, se não o melhor, trabalho. Todo o elenco de apoio está fabuloso, mostrando o quanto Allen é um perfeito Diretor de atores. Absolutamente ninguém está fora do tom. Marion Cottilard está no auge do encantamento, sublime em sua personagem melancólica. O filme exala amor, romantismo, paixão pela arte. As conversas hilárias e algumas antológicas de Gil com personagens da literatura , cinema e pintura são sensacionais. Destaque para as cenas de Gil com Bunuel sobre o filme " Anjo exterminador", de Gil e Dali sobre rinocerontes. A direção de arte é sensacional, a trilha sonora com canções de Cole Porter, apaixonantes. Impossível ficar alheito a tanto carinho com que Woody Allen trata do filme e de seus personagens. Incrível tambèm o vigor desse filme, considerando que Allen esta com 75 anos, e parece mais jovial do que nunca. A cena final, do casal andando debaixo de chuva, é de uma poesia absurda, condizendo com toda a mensagem positiva que o filme propõe. Não é um filme para todos os públicos, infelizmente pois as referências de arte sugerem que o espectador conheça um pouco sobre a biografia de cada um dos retratados. Mas fica valendo a vontade de a gente querer sair do cinema e descobrir um pouco sobre cada um deles. E claro, visitar Paris.

Nota: 10

Chatroom


"Chatroom", de Hideo Nakata (2011)

Willian ( Aaron Johnson, de " O garoto de Liverpool" é filho de uma famosa escritora. Porém, ele odeia os seus pais e sua vida. Solitário, ele cria uma sala no chat room, chamado " Chelsea girls". Lá, ele conhece outras 4 pessoas, igualmente problemáticas. No início, todos trocam intimidades e problemas de relacionamento. Aos poucos, Willian vai enterferindo na vida de cada um, estimulando-os a praticar pequenos delitos e a botar em prática seus desejos mais profundos. Até que Willian vai se revelando um manipulador, e instiga um dos rapazes da sala a se suicidar. Os outros precisam imediatamente saber quem eles são na verdade, uma vez que todos só se conhecem vitualmente, para evitar o sucídio do rapaz.
Suspense light dirigido por Hideo Nakata, mesmo diretor de " O chamado" e " O chamado 2", dois grandes sucessos do cinema de terror japonês.
Aqui, Nakata encontra um bom argumento, mas infelizmente, não obteve sucesso. A idéia da sala de bate-papo se tornar virtualmente real para os participantes, até é interessante, mas não se concretiza com louvor. Tudo parece meio estranho, e pouco convincente. A crítica que o filme faz a geração jovem que vive conectada em internet, é válida. Mas o filme carece de força. Tudo é bastante ingênuo. Chamar a personagem da mãe de William, de Grace Rollins, é bobo, pois fazer alusão a J.K Hollins ( autora de " Harry Potter") minimiza o potencial dramático do filme. A trilha sonora é interessante, como muita música eletrônica, dando dinamismo ao filme. O elenco, encabeçado por Aaron Johnson, apenas cumpre seu papel, sem maiores esforços. Falta maior dramaturgia que sustente os personagens. De uma forma geral, o filme parece a resposta de Nakata ao sucesso cult japonês " Clube do suicídio", de tema semelhante.

Nota: 5