domingo, 28 de dezembro de 2025
E Deus criou a Mulher
"Et Dieu... créa la femme", de Roger Vadin (1954)
Brigitte Bardot faleceu no dia 28 de dezembro de 2025. Toda a mídia, ao noticiar seu falecimento, citou 'E Deus criou a mulher", dirigido pelo seu então marido Roger Vadim, que estreava na direção de longa metragem. Bardot tinha na época 22 anos, e por conta do enorme sucesso de bilheteria do filme, imediatamente se tornou um símbolo sexual do cinema francês, posto que permanaceu até o seu afastamento das telas. 9 anos depois de 'E deus criou a mulher", Bardot trabalharia com Godard em sua obra-prima "O desprezo". Vadim dirigiu um remake bastante criticado com a atriz Rebecca de Mornay em 1988.
Filmado em Saint Tropez, com um belíssimo cinemascope registrando as locações da costa francesa com muito brilho, o filme é criitcado pelo seu teor misógino, sexista, objetificador, racista e moralista. Juliette (Bardot) é uma jovem de 17 anos, órfã e adotada por pais adotivos. Ela trabalha como atendente em uma loja de revistas e jornais. Juliette é provocativa, rebelde, independente e dona de si e de seus desejos. Mal falada poe todos na cidade, a mãe adotiva quer de qualquer jeito colocar Juliette de volta no orfanato. Desejada por 3 homens: Eric, um rico empresário, Antonie, que deseja apenas o corpo de Juliette e Michel (Jean-Louis Trintignant), irmão mais jovem de Antoine. Após fugir de casa, Juliette é abordada pro Michel, que faz um convite para se casar, que ela aceita. Mas o espírito livre de Juliette será um grande desafio para uma mulher casada e dona do lar.
Brigite Bardot é luminosa em cena, e todos os olhares são para ela, sua presença em cena e o quanto a câmera a ama. O ritmo do filme é arrastado e o roteiro bem previsível. Mas a liberdade s3xu4l da protagonista, dona de seu corpo e de seus desejos, provocou grande celeuma na época, sendo proibido em diversos países e exibido com cortes. Jean Louis Trintingnat está ótimo no papel do marido ciumento, ainda bem jovem e com um rosto bem bonito. A cena de Juliette, depois da lua de mel, vestindo um roupão e invadindo o almoço da família é hilária e genial.
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