sexta-feira, 25 de setembro de 2026
O vale dos sorriso
"La valle dei sorrisi", de Paolo Strippoli (2026)
Um excelente filme de terror queer, o italiano "O vale do sorriso" é muito melhor que o hypado "Leviticus". Lidando com os mesmos temas da religiosidade regida por fanáticos e de jovens gays impossibiltados de expressar seu amor, "O vale do sorriso" traz um roteiro inteligente, que traz referência de "Corpo fechado", de M. Night Shyamalan e de "Carrie, a estranha", com a Eleven de 'Stranger things". O filme foi o vencedor do prêmio FEDIC de melhor filme no Festival de Veneza 2025.
Em 2009, um acidente de trem na região de Remis, pequena vila localizada em um vale isolado nas montanhas, matou 46 vidas, todas moradoras a cidade. Um dos sobreviventes é Matteo (Giulio Feltri), um adolescente que possui o dom de manipular as pessoas. Sérgio (Michele Riondino) é o novo professor de educação física em Remis. Matteo tem uma tragédia pessoal: a morte de seu filho, o que o levou ao alcoolismo e depressão. Na pousada aonde fica, ele conhece Michela (Romana Maggiora Vergano), a dona do estabelecimento. Querendo ajudar Sergio na sua dor, ela o leva para um ritual que acontece na igreja: Moradores se reúnem para abraçar Matteo, que absorve a dôr das pessoas, libertando-as do sofrimento. No entanto, Sergio começa a questionar o ritual, e passa a conversar com Matteo. A convivência faz com que Matteo passe a questionar as suas ações. Matteo é apaixonado por um colega da ecsola, Lorenzo, mas o conservadorismo da região impede que os dois consumam seu amor.
Tudo no filme é incrível: a atmosfera, o elenco, os efeitos, a fotografia, o roteiro. O desfecho do filme é uma catarse, com imagens belas e assustadoras.
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