terça-feira, 8 de setembro de 2026

Sheep in the box

"Hako no naka no hitsuji", de Hirokazu Koreeda (2026) Lançado com muita expectativa na disputa à Palma de ouro no Festival de Cannes 2026, "Sheep in the box", do premiado cineasta e roteirista japonês Hirokazu Koreeda acabou sendo um dos mais criticados do evento. Dois anos após o seu aclamado "Monster" ter levado a palma de melhor roteiro e o queer palm, "Sheep in the box" ganhou a alcunha de "episódio de Blakc mirror" pelo seu tema fantasioso, já visto em diversas produções. O tema da Inteligência artificial recriando humanos já foi visto em 'A.I, inteligência artificial", "Blade runner", "Ex-machina", "A acommmpanhante perfeita" e obviamente, no episódio de Black mirror, "Be right back". Em todos, a figura humanóide se rebela e vai em busca de sua "humanidade". Koreeda é um dos cineastas que mais aprecido, tendo realizado filmes primorosos como "Ninguém pode saber", "Pais e filhos", "Assunto de família" e "Monster". "Sheep in the box" é um filme menor, mas não ruim, como muita gente quer fazer acreditar. Koreeda mais uma vez aponta a sua história para famílias desfuncionais, em busca de redenção. Dessa vez, ele apresenta uma história ambientad ano futuro, onde é possível reproduzir pessoas em uma empresa chamada 'Rebirth". Otone (Haruka Ayase) e Kensuke Komoto (Daigo Yamamoto) formam um casal: ela arquiteta, e ele, carpiteiro. O casal procura seguir a vida em luto, após a morte do filho, há dois anos. A empresa Rebirth os convida para conhecer as instalações, após ganharem o direito a receber um humanóide de graça, por conta da perda traumática. Kakeru (Rimu Kuwaki) ressurge em suas vidas. Otone imediatamente e afeiçoa a ele, enquanto Kensuke o repele e impede que o chame de pai. O ritmo do filme segue lento e contemplativo. O pequeno ator Rimu Kuwaki tem um defícil desafio d einterpretar a inteligência artificial, e o faz com primor. Koreeda sempre foi famoso pela direcão de atores delicada e repleta de camadas.

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