sábado, 12 de setembro de 2026
O reflexo do Mal
"The reflecting skin", de Philp Ridley (1990)
Existem filmes que, mesmo vistos há décadas atrás, marcam na memória de forma consistente. "O reflexo do mal" é um desses filmes. Lançado em 1990, o assisti no Fetsival do Rio e unca mais esqueci da fotografia espetacular de Dick Pope, retratando as locações de Alberta, Canadá, com cores que realçam a plantação de trigo, mas dando um tom de terror gótico. A trilha sonora de Nick Birat, o roteiro imprevisível, os personagens assustadores e ameaçadores, a constante presença de um mal que paira por sobre todos. "O reflexo do mal" é uma obra prima infelizmente pouco vista, e que certamente, merecia um reconhecimento, mesmo que tardio. O filma lida com temas muito diversos, mas que unidos, pelo ponto de vista de uma criança nos anos 50 de uma área rual americana, fazem total sentido, pela sua incocência e maldade interior: vampirismo, misoginia, homofobia, p3d0f1l14, abusos, etarismo. O filme recebeu os prêmios de melhor filme em Locarno e de melhor atriz e fotografia em Stiges, O mais impressionante é que é o filme de estréia do roteirista e diretor britânico Philip Ridley, em total controle da narrativa.
Jeremy Cooper interpreta Seth Dove, uma criança imaginativa que vive nas pradarias americanas da década de 1950. Ele passa a acreditar que uma misteriosa viúva inglesa chamada Dolphin Blue (Lindsay Duncan) deve ser uma vampira, com base no que seu pai, Luke (Duncan Fraser), lhe contou. Seth fica alarmado quando seu irmão mais velho, Cameron (Viggo Mortensen), um veterano do exército, se apaixona pela viúva.
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