domingo, 27 de setembro de 2026
Feral
"Feral", de Andrés Klaiser (2018)
Em 1974, Werner Herzog lançou o clássico "O enigma de Kaspar Hauser", baseado na história real de um jovem que estava vivendo uma vida como selvagem, e que foi encontrado e educado para ser incluído na sociedade, terminando em tragédia. "Feral", terror mexicano, parte de uma premissa semelhante, trazendo elementos sobrenaturais e de terror à história. A linguagem do found footage corrobora para trazer mais mistério.
Melhor filme no Festival Internacional de Cinema de Los Cabos 2018, o terror mexicano "Feral" é escrito e dirigido por Andrés Klaiser.
Filmado e embientado nas montanhas de Oaxaca, o filme é ambientado nos anos 80. Logo no início, uma matéria de tv traz a tragédia sobre um abrigo isolado nas montanhas de Oaxaca, onde foram encontrados 4 corpos: 1 de adulto, e 3 de crianças. Através de vídeos, o público vai desobrindo a quem pertencem os corpos. Juan(José Ángel García) abandonou sua mãe e se tornou monge, assim como seu irmão mais velho. A educaçõ do mosteiro lidava com psicanálise, até ser desativada pelo Vaticano. Juan acabou em Oaxaca. Ali, ele se instala. Um dia, ele encontra um menino selvagem. Junto de outras 2 crianças, Juan procura evangelizá-los.
O filme pode ser visto como uma crítica aos missionários que evangelizavam à força povos indígenas. "Feral" traz suspense, e o espectador fica atento, tentando entender pistas para elucidar a tragédia. O desfecho é dúbio, e pode irritar quem buscava algo mais concreto, o que foi o meu caso. Mas é um ótimo exercício de found footage, um gênero que muitos acreditavam estar morto.
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