quinta-feira, 26 de março de 2026

A mulher mais rica do mundo

"La femme la plus riche du monde", de Thierry Klifa (2025) Concorrendo no Festival de Cannes 2025 ao prêmio Queer Palm, dedicado a filmes com temáticas Lgbt, "A mulher mais rica do mundo" concorreu a 5 prêmios Cesar 2026, ganhando o de melhor ator para Laurent Laffite, no papel do vigarista Pierre-Alain Fantin. O filme é baseado em uma história real que chocou o mundo. Nos anos 200, a herdeira da L'oreal, Liliane Bettencourt, conheceu o fotógrafo François-Marie Banier. Sabendo de sua demência e bondade, ele se aproveitou dela e extorquiu dinheiro, pediu presentes e apólices de seguro, em um total de quase 1 bilhão de euros. A filha, Françoise Bettencourt-Meyers, entrou na justiça contra Banier para proteger a fortuna da família e a mãe, alegando que ela sofria de demência e estava sendo manipulada, buscando a interdição de Liliane. Foi graças ao mordomo de Liliane, que gravou, durante anos, conversas privadas dela. Essas gravações revelaram a fragilidade mental da bilionária, conversas sobre contas bancárias secretas na Suíça e uma ilha nas Seychelles não declaradas, além de possíveis relações com políticos franceses. Liliane morreu em 2017. No filme, ela se chama Marianne Farrère , dona de um império de cosméticos, e interpretada pela maravilhosa Isabelle Huppert. O fotógrafo se chama Pierre-Alain Fantin (Laurent Lafitte) e a filha, Marianne (Marina Foïs). O filme tem belíssima fotografia solar de Hichame Alaouie, e uma dreção de arte e locações que trazme o universo dos bilionários, com muito requinte e sofisticação. Eu particularmente tenho dificuldade de assistir filmes aonde o protagonista é enganado por um vigarista, eu fico extremamente irritado. Aqui só aguentei por conta de Isabelle Huppert, mas ainda assim, me dava vontade de sair do filme a cada dez minutos.

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