quarta-feira, 11 de março de 2026
O Testamento de Ann Lee
"The testament of Ann Lee", de Mona Fastvold (2025)
Concorrendo ao Leão de ouro no Festival de Veneza 2025, "O testamento de Ann Lee" é fruto de uma decisão arriscada da co-roteirista e cineasta Mona Fastvold. O filme é baseado em uma história real: Nascida em 1736 em Manchester, Ann Lee foi proclamada como a versão feminina de Cristo. Foi a líder fundadora do Movimento Shakers, conhecido também como Sociedade Unida de Crentes na Segunda Vinda de Cristo. Os seguidores adoravam através de dança, o que os fez serem apelidados de Shakers. Mona decidiu fazer o filme misturando os gêneros drama e musical. As cenas de adoração do grupo é filmado como números musicais, liderados por Amanda Seyfried, já conhecida por musicais desde "Mamma Mia".
A cineasta é casada com o roteirista e diretor Brady Cobert. Ambos escreveram e produziram "O brutalista", drama vencedor do Oscar de melhor filme e de 3hrs 35 minutos. A dupla não teme desafios. "O testamento de Ann Lee" tem um tema muito complexo e voltado à religiosidade, mas tendo também a misoginia e sociedade machista como elementos impulsionadores. Todas as cenas filmadas exibem um rigor formal, assim como foi em "O brutalista". A fotografia de William Rexer trabalha em tons pastéis a imagem, complementada pela preciosa direção de arte, figurino e maquiagem.
Amanda Seyfried é das poucas atrizes americanas que buscam trabalhos tanto no viéis comercial ( Vide "Mamma mia" e o mega sucesso "A empregada"), quando se arriscando na área autoral: poucos lembram que ela interpretou Linda Lovelace, a atriz pornô de "A garganta profunda", entre outros riscos. O filme é longo (137 minutos), cansativo. Vale pelo tour de force de Amanda Seyfried, uma atriz que merecia mais consideração pelos festivais de cinema.
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