quarta-feira, 4 de março de 2026

Banel e Adama

"Banel e Adama", de Ramata-Toulaye Sy (2023) Concorrendo à Palma de ouro no Festival de Cannes 2023, "Banel e Adama" é um drama com toques de realismo fantástico, co-produzido por França, Senegal, Mali e Qatar. O filme representou o Senegal à uma vaga ao Oscar de filme Internacional em 2024. É a estréia na direção da cineasta franco-senegalesa Ramata-Toulaye Sy. A bela e poética fotografia é de Amine Berrada, um fotógrafo franco-marroquino. O elenco é formado por não atores. O filme é ambientado em uma aldeia no norte do Senegal. Banel (Khady Mane) e Adama (Mamadou Diallo) são apaixonados desde mais jovens. Eles têm o desejo de saírem de sua aldeia e contruir um lar juntos. Os moradores da aldeia aguardam uma chuva que nunca vem. A seca passa a matar o gado e a plantação. As tradições exigem que Adama, por ser filho do líder da aldeia, assuma a responsabilidade de buscar soluções, incluindo fazendo orações. O casal acaba por se separar. No início eu estava encantado com a beleza das imagens do filme e pelos enquadramentos bastante intimistas, buscando closes em bocas, olhos. Mas quando a protagonista passa a aplacar a sua furia contra animais, matando-os ( tem uma cena que ela mata um passarinho com um estilingue), eu perdi qualquer simpatia por ela. O final, envolvendo uma tempestade de areia, é muito bem conduzido pela direção e fotografia.

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