terça-feira, 10 de março de 2026
Dolly
"Dolly", de Rod Blackhurst (2025)
Adaptação em formato longa-metragem do curta "Babygirl", lançado em 2022 e escrito e dirigido pelo mesmo cineasta, Rod Blackhurst. O filme concorreu no prestigiado Festival Sitges, e venceu o pr6emio da audiência na Morbido Festival. Tendo como óbvia referência o clássico "O massacre da serra elétrica", de Tobe Hooper, "Dolly" traz uma estética grindhouse: filmado em película 16mm, com sujeira nas imagens, falhas e uma fotografia escura, remetendo aos slashers dos anos 70 e 80. A surpresa é ver o ator Seann Willian Scott, o eterno Stifler de "American pie", sendo atacado por uma criatura vestida de boneca vintage, uma caracterização que remete ao Leatherface, que ao invés de usar uma serra elétrica, usa uma pá que mutila as vítimas. Na melhor morte do filme, Dolly arrebenta o tóraz de uma vítima, lembrando até o assassino de "Natureza violenta". As redes sociais anunciaram 'Dolly" como um filme brutal e com mortes violentas, mas a verdade que qualquer filme dos anos 80 ou 90 traz mortes mais chocantes. Nada aqui assusta ou cria tensão. O filme tem um ritmo arrastado, e o roteiro, pasmem, traz personagens que tomam decisões estúpidas.
Macy (Fabianne Therese) e Chase (Seann William Scott) decidem passear em um parque nacional, uma ocasião para que Chase peça Macy em casamento. Ele é pai de uma adolescente. Macy teme formar compromisso. Mas na floresta, ambos são atacados por DOlly, que massacra Chase e leva Macy para a sua casa, fazendo com que ela se transforme em sua filha.
Já há algum tempo, os filmes de terror têm sido palco para metáforas sociais, como misoginia, racismo, luta de classes. Aqui, o foco é na rejeição à maternidade e compromissos.
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