domingo, 5 de abril de 2026

A casa de cera

"House of wax", de Jaume Collet-Serra )2005) Na época de seu lançamento, "A casa de cera" foi detonado pela crítica. Muito da publicidade ficou em cima de Paris Hilton, personalidade da mídia que interpreta uma das personagens, e a mídia fazia propaganda com o mote: 'Assista Paris Hilton morrendo no filme". Remake de um cult dos anos 50 com Vicente Price, mas com uma trama totalmente diferente, o filme é um slasher repleto de cenas bem violentas e que farão a festa por afcionados por gore. Revendo o filme, digo que ele é um dos melhores exeplares do G%enero dos anos 2000, pegando a esteira do remake de 'O massacre da serra elétrica", de onde ele se inspira, principalmente na figura de um dos assassinos, um serial killer que usa uma máscara de cera, bem no estilo do Leather face. Seis amigos estão a caminho de um jogo de futebol. Eles decidem acampar durante a noite e continuar a viagem no dia seguinte. No dia seguinte, o carro apresenta problemas, então dois deles aceitam uma carona de um estranho até uma pequena cidade chamada Ambrose. A principal atração de Ambrose é a Casa de Cera. A cidade inteira está deserta, com exceção de dois irmãos gêmeos assassinos. Os seis amigos precisam lutar para sobreviver e escapar de se tornarem as próximas atrações da Casa de Cera. O elenco é formado por atores que despontavam na época: Jared Padalecki, Chad Michael Murray, Elisha Cuthbert e a socielite Paris Hilton. Aliás, é dela uma das mortes mais violentas do filme. Outro momento memorável é de uma vítima sendo preparada para se tornar um boneco de cera. O ato final é tenso e bem construído, com o museu derretendo. Um filme que merece ser redescoberto.

Every Dog Has Its Day

"Ma Teng Ni Bie Zou", de Yang Yue (2025) Melodrama chinês com toques de humor, essa dramédia acredoce faz lembrar do clássico francês "Os intocáveis", com Omar Sy e François Cluzet. O veterano ator Li Youbin interpreta Lin, um aposentado de 70 anos, que trabalhava em uma siderúrgica e que está em estágio inicial de Parkinson. Precisando de cuidados (ele é viúvo e tem um filho que mal o vê), ele decide contratar um cuidador. Durante uma entrevista, o malandro Ma Teng (Lin Gengxin), que estava fugindo de credores, acaba aparecendo entre os candidatos. Lin o escolhe por conta de sua personalidade e atrevimento. Com o tempo, os dois estreitam sua relação e se conhecem melhor. Ma tem uma filha e a ex-mulher vive cobrando dívidas. O filho de Lin quer que ele venda a casa e o ajude nas dívivdas de sua empresa. Lin acaba pedindo ajuda a Ma para que o ajude a se matar. O roteiro é bem óbvio e os personagens têm uma jornada já vista em muitos filmes. O que faz valer assistir ao filme é o pacote de sempre: atuação, carisma e o cuidado com a produção, principalmente a fotografia. O filme é longo sem necessidade, com mais de 2 horas, e muitos personagens e sub-plots.

O drama

"The drama", de Kristoffer Borgli (2026) Zendaya protagonizou um drama em 2021, "Malcolm and Marie", junto de John David Washington. Robert Pattinson esteve com Jennifer Lawrence em 'Morra, meu amor!", em 2025. O que une os dois filmes, são a crise no relacionamento de casais que se casaram jovens. Com "O drama", o cineasta norueguês Kristoffer Borgli, dos instigantes "O homem dos sonhos", com Nicholas Cage", e "Sick of myself", junta os dois mega astros em mais um filme sobre relacionamentos de um jovem casal. Produzido pela A24, o público pode esperar todos os maneirismos estéticos e narrativos dos filmes da produtora indie. E sim, testemunhar performances viscerais tanto de Zendaya quanto de Pattinson, atores que não temem se jogar em personagens defsuncionaus e fora da curva. O filme foi lançado nos Estados Unidos e provocou uma grande polêmica por um segredo relevado pela personagem de Zendaya, emma, durante um jantar com Charlie (Pattinson) e um casal de amigos, a madrinha de honra, Rachel (Alana Haim), e o padrinho, Mike (Mamoudou Athie). Esse segredo foi considerado spoiler pela publicidade do filme e não pode ser exposta. Para quem conhece o estilo e as pautas de Trump, não é difícil adivinhar. O casal se conhece por um acaso em uma cafeteria e dois anos depois, morando juntos, decidem se casar. Durante um jantar, segredos são revelados, mas o de Emma desestrutura tanto Charlie quanto os amigos, fazendo com que todos reconsiderem sua relação com Emma. Confesso que não fiquei apaixonado pelo filme, como muita gente ficou. não achei nada assim tão chocante a revelação da jovem. O que é interessante no filme, além do trabalho dos atores, é a edição, que traz uma narrativa fragmentada em presente e passado. É um filme cool, moderno, chique, e é isso.

sábado, 4 de abril de 2026

The Super Mario Galaxy Movie

"The Super Mario Galaxy Movie", de Aaron Horvath, Michael Jelenic e Pierre Leduc (2026) Lançado em 2023, "Super Mario Bros - O Filme" foi um sucesso estrondodo de bilheteria, gerando 1 bilhão e 300 milhões de dólares. O surgimento de uma franquia não seria nenhuma dúvida para o mercado. E a 2a parte, intitulada "The Super Mario Galaxy Movie" deixa claro que a partir de agora, personagens do universo da Nintendo que não fazem parte do mundo dos Mario bros poderão fazer crossovers. A cereja do bolo aqui é o personagem Fox McCloud (Glen Powell), um personagem que lembra demais o personagem de Chris Pratt em "Os guardiões das galáxias". O elenco aqui é estelar: Chris Pratt como Mario, Anya Taylor-Joy como a proncesa Peaches, Brie Larson como a princesa Rosalinda, Jack Black como o vilão Bowser, Benny Safdie como seu filho Bowser Jr, Keegan-Michael Key como o cogumelo Toad, Donald Glover como o dinossauro Yoshi e Charlie DAy como Luigi. O filme tem ação ininterrupta, repleto de aventura e ritmo contagiante que irá fazer a alegria de platéias de todas as idades. O colorido tem um visual hipnótico e acerta ao homenagear as etapas do jogo original, assim como foi no filme original. Na história, Bowser Jr surge para resgatar o seu pai. Ele sequestra princesas para sugar a energia delas e dominar o universo e asism, liberar o seu pai. Mario e Luigi, junto de Peaches, lutam contra pai e filho, enquanto Rosalinda surge como a irmã desaparecida de Peaches.

The ice tower

"La tour de glace", de Lucile Hadzihalilovic (2025) Marion Cotillard é uma atriz que não teme fazer parte de filmes estranhos e pouco comerciais: "Anette", 'Rock'n roll- por trás da fama" são alguns exemplos, acrescentados agora do bizarro "The ice tower", co-escrito e dirigido pela cineasta francesa Lucile Hadzihalilovic. Para complementar a aura cult, o cineasta Gaspar Noé interpreta o diretor do filme. O filme é co-produzido por França, Alemanha e Itália. Para tentar fazer as pessoas entenderem a que filme irão assistir, eu diria que é uma mistura do universo vintage, kitsch e fantástico de Jacques Demy de "Pele de asno", com "Frozen", animação da Disney, tendo como pano de fundo uma complexa história de obsessão entre uma mulher madura e uma adolescente, envolvendo lesbianismo e jogos de interesses s3xu41s. O filme concorreu ao Urso de ouro no Festival de Berlim 2025, d eonde saiu com o premio de contribuição artística, pela sua fantasmagórica fotografia e direção de arte. Jeanne (Clara Pacino) é uma adolescente de 15 anos que foge do orfanato coberto de neve e vai para uma cidade. Sem ter onde dormir, ela invade um prédio e passa a noite lá, apenas para descobrir que se trata de um set de filmagem de "A Rainha da Neve", estrelado pela mega diva Cristina (Marion Cotillard). Quando consegue um trabalho como figurante, Cristina se interessa particularmente por Jeanne, que para ela é um reflexo de si mesma, algo que Jeanne também abraça. Inspirado no conto de Andersen, " A rainha da neve", o filme apresenta Cotillard como uma mulher fria, dominante e vampiresca, desejando a jovialidade e frescor da jovem Jeanne. "The ice tower" tem um ritmo lento, envolvente, com uma beleza visual que se sobressai sobre o roteiro, às vezes confuso. Me peguei pensando a que tipo de público se destinava o filme, até porque em determinando momento é claro o abuso de Cristina sobre a menor Jeanne, configurando um caso de p3dof1l14, um tema que ronda perigosamente como pano de fundo.

Sinta a minha voz

"Non abbiam bisogno di parole ", de Luca Ribuoli (2026) Remake italiano dos grandes sucessos "A família Belier", filme francês de 2014 e do vencedor do Oscar de melhor filme e ator em 2021, o americano "Coda- No ritmo do coração". Todos os 3 filmes trazem a mesma trama melodramática que me faz chorar litros, além de terem um elenco primoroso repletos de carisma. A diferença para o original francês, é em relação ao lugar da fala dos atores: os atores que interpretam os pais e o irmão não são deficientes auditivivos, ao contrário das versões americana e italiana. Quanto à protagonista, os produtores mantiveram a bem sucedida proposta de escalar a campeã de um reality de canção local. Eletta (Sarah Toscano) é uma adolescente que mora com seus pais, Alewssandro (Emilio Insolera), Catarina (Carola Insolera) e o irmão mais novo Francesco (Antonio Iorillo). Eles são pequenos agricultores de Camagna, uma cidade de 500 habitantes. Enquanto sua família é deficiente aduitiva, Eletta é a única com audição e fala. Quando uma renomada professora de canto descobre o seu talento para a canção, Eletta precisa decidir se viaja para Turim para seguir seu sonho, ou se permanece na cidade para ser a tradutora da família. Quem gostou das outras versões certamente irá amar também o filme italiano, até porque ele é filmado quase que tim tim por timtim igual. as lindas locações das cidades citadas na Itália são um delete visual.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Mi cielo tu infierno

"Cel meu, infern teu", de Alberto Evangelio (2025) Escrito por Noelia Martinez e Ana Piles e dirigida pelo cineasta valenciano Alberto Evangelio, "Mi cielo tu infierno"é um drama lésbico com tintas melodramáticas, repletas de paixão, traição, tragédia e suspense. Para quem gosta de um filme para sofrer muito pelo amor das protagonistas, vai gostar muito do filme, sabendo que existe um turbilhão de sofrimentos dignos de Gloria Magadan e dos melhores novelões mexicanos. Ambientado entre os anos 60 e 70, durante a ditadura de Franco, o filme apresenta as 2 protagonistas, Adela (Tania Fortea) e Victoria (Sandra Cervera). Victoria é uma mulher casada com um homem bruto e rico. Ao conhecer Adela, ambas se apaixonam. A mãe de Dela, ao decsobrir o romance, a envia à uma igreja católica para se tornar religiosa. Victoria, por sua vez, é obrigada pelo marido a fazer tratamento de choque para fazer conversão de orientação s3xu4l. O jovem padre Antonio (Victor Palmero) sente atração por Adela e se pune. Anos se passam, e Adela é enviada à mansão de Victoria para ser sua empregada. Todo mundo acredita que Victoria esqueceu sua história com Adela por conta do tratamento, mas elas se reencontram e vivem um amor tortuoso e escondido. O filme tem todods os exageros que eu adoro nos melodramas: performances over the top, vilões muito malvados, mocinhas sofredoras, trilha sonora ostensiva e um desfecho repleto de suspense. O que está fora do tom, na verdade, são as excessivas cenas de nudez de Sandra Cervera, parecendo um filme dos anos 80. Até porque quem dirigiu é um homem e ele objetifica sem necessidade o corpo feminino, sem necessidade.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Alpha

"Alpha", de Jan-Willem van Ewijk (2024) Vencedor do prêmio Winner Label Europa Cinemas Award no Festival de Veneza 2024, "Alpha" é um drama holandês escrito e dirigido por Jan-Willem van Ewijk. É um filme depressivo e trágico, que tem como pano de fundo o relcionamento óxico entre pai e filho. Em determinado momento, lembra muito "Força maior", de Ruben Östlund, mas sem o seu humor ácido. Co-produzido por Holanda, Suíca e Eslovênia, o filme foi rodado nos Alpes suíços e fico imaginando a extrema dificuldade de ter rodado cenas nas montanhas geladas, em noturnas em ambientes ermos e defíceis de acesso. Após a morte da mãe, Rein (Reinout Scholten van Aschat), de 31 anos, muda-se para os Alpes em busca de paz e tranquilidade para trabalhar como instrutor de snowboard. Seu pai, Gils (Gijs Scholten van Aschat), 61 anos, é um famoso ator holandês que decidiu visitar o filho, 3 meses após o falecimento da esposa e mãe de ambos. Ambos seguem suas vidas. Rein é um homem educado e que evita confrontos. Gils é o típico macho alfa. Quando partem para um passeio nas montanhas com amigos, Rein desafia seu pai para irem na parte mais alta da montanha, sem os amigos. Eles acabam se perdendo e lutam pela sobrevivência. Interpretados por pai e filho na vida real, o filme tem ótimas performances da dupla principal. A fotografia de Douwe Hennik traz uma força nas imagens da região gélida, lembrando muito a fotografia de "Força maior". O roteiro traz alguns furos: como que o grupo de amigos não notifica o sumiço? Mas talvez o filme tenha sido trabalhado para ser uma parábola sobre masculinidade e crise de identidade.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Estranhos no parque

"Parque Lezama", de Juan José Campanella (2026) O cineasta argentino Juan José Campanella ficou faoso no mundo inteiro quando ganhou o Osca de filme estrangeiro em 2009 por 'O segredo de seus olhos". "Parque Lezama" foi escrito como peça de teatro pelo próprio Campanella em 1985, e teve uma adaptação cinematográfica em 1996, chamada de "Rabugentos e mentirosos", protagonizado por Walther Mattau e Ossie Davis. Na versão argentina, os atores são Eduardo Blanco, que ja havia trabalhado em "O segredo de seus olhos" e "O filho da noiva", ambos de Campanella, e Luis Brandoni. Blanco interpreta um zelador de prédio, Antonio Cardozo, e Brandoni é um homem que procura fugir de sua filha Clarita, que quer internálo em uma clínica de idosos. Ambos se conhecem no Parque Lezama. Se estranham de início, mas logo tornam-se amigos. Ao longo dos dias, eles conhecem diversos tipos estranhos. O filme parece uma mistura de "Forrest Gump" e "Nós que nos amávmos tanto". Do 1o ele traz o tom fabular e contista, com histórias sendo narradas. Do 2o, a melancolia de sonhos desfeitos e a solidão. Curioso que Brandoni é um ator de 85 anos, e Blanco foi envelhecido pro papel, por ser ator fetiche de Campanella. Eu sempre fui um entusiasta dos filmes sentimentais e melodramáticos de Campanella, mas "Parque Lezama" achei bem entediante. Sem ritmo, verborrágico ao extremo e sem brilho.

terça-feira, 31 de março de 2026

Eles vão te matar

"They will kill you", de Kirill Sokolov (2026) O cinema muitas vezes traz coincidências no circuito que acabam atrapalhando a carreira de um dos filmes. Esse é o caso de "Eles vão te matar". Lançado há apenas 2 semanas de pois de "Casamento sangrento 2", ambos os filmes têm tramas e narrativas muito semelhantes, para nã dizer, praticamente iguais. Duas irmãs ficam confinadas em um único ambiente: mansão em "Casamento sangrento 2", Hotel em "Eles vão te matar". Elas precisam sobreviver a um ataque de um seita de seguidores de Satanás. O tom do filme envolve galhofa, sátira, humor ácido, terror trash, ação, aventura e empoderamente feminino tendo como pano de fundo luta de classes e misoginia. E claro, as protagonistas são totalmente "girl power bad ass girl". A melhor referência ao filme é "Kill bill", de onde o filme chupa absolutamente tudo: o poster, as referências ao cinema de ação asiático, os quadrinhos, a violência exagerada e o sangue fake jorrando aos borbotões. Claro, não pode faltar a espada samurai. No prólogo, duas irmãs, Maria e Asia fogem do pai abusivo. Ao defender a irmã, Asia acaba sendo presa e levada à penitenciária. dez anos depois, Asia (Zazie Beetz) aceita um emprego como governanta em um arranha-céu de Nova York. Na verdadem ela vai para ir em busca de sua irmã, Maria (Myha'la), que trabalha lá. Asia acaba se envolvendo com integrantes da seita, liderados por Lilith Woodhouse (Patricia Arquette), governante do hotel. Os integrantes da seita são importais: mesmo matando-os, Asia decsobre que eles se regeneram. O filme é um besteirol divertido, e para quem gosta de sangue e violência exagerada e fake, é uma ótima diversão. Quem quiser se levar a sério, melhor não assistir.

segunda-feira, 30 de março de 2026

Wicked wicked

"Wicked wicked", de Richard L. Bare (1973) O primeiro filme totalmente em formato "Duo-vision", ou split screen, "Wicked wicked" é um thriller de suspense sobre um serial killer que assassina mulheres loiras em Los Angeles. Esse recurso do split screen ficou famoso no filme "Irmãs diabólicas", de Brian de Palma, e a diferença é que em "Wicked wicked" ele acontece no filme inteiro. Incialmente, o filme seria exibido como 2 películas separadas, exibidas em 2 projetores simultâneos. A Mgm decidiu lançá-lo como um único filme dividido, apostando em um mercado em busca de algo tão inusitado. Rodado em 35 MM, o filme foi escrito e dirigido por Richard L. Bare, e acontece boa parte em um Hotel de Los Angeles. Randolph Roberts Jason Gant(as (Randy Roberts) é funcionário do hotel, que sofreu um trauma na infância praticado por sua mãe. Isos faz com que ele assassine loiras que se hospedam no local. Um detetive, Rick (David Bailey) investiga os crimes, enquanto sua ex-esposa, Lisa James (Tiffany Bolling) é contratada para cantar no hotel e passa a ser a próxima vítima. Escancaradamente inspirado em 'Psicose" (o primeiro assassinato é exatamente igual, só que acontece em um closet) e tendo inclusive o mote do assassino copiado de Norman Bates, "Wicked wicked" é um suspense bem fraco, arrastado, e nem mesmo a curiosidade da tela dividida traz suspense ou algo que inove na narrativa.

Girl Internet Show: A Kati Kelli Mixtape

"Girl Internet Show: A Kati Kelli Mixtape", de Keti Kelli, Jane Schoenbrun e Jordan Wippell (2023) Documentário que retrata a produção digital da youtuber americana Kati Kelli, ativa em seu canal de Youtube "Girl Internet Show" que ficou no ar de 2013 a 2019, quando faleceu precocemente de asma, aos 22 anos de idade. "Girl Internet Show": O trabalho de Kelli frequentemente a apresentava interpretando vários personagens em esquetes caóticas e de baixa qualidade, usando bonecas, edição bizarra e rápida, e metalinguagem sobre a natureza de estar "online". A sua personagem e seu estio é comparado aos atuais influencers, em linguagem debochada e ácida. Dirigido pelo cineasta Jane Schoenbrun ( de "I Saw the TV Glow") e Jordan Wippell , viúvo de Kelli, o filme apresenta seus melhores vídeos, e finaliza com um curta metragem que ela produziu e protagonizou, "Total Body Removal Surgery".

sábado, 28 de março de 2026

Cara de um, focinho de outro

"Hoppers", de Daniel Chong (2026) Após o grande fracasso comercial e de crítica de "Elio", de 2025, a Pixar decidiu retomar o foco em animações com animais antropomórficos e bichinhos fofos que assim como "Zootopia", acretam em cheio em apelar para todos os tipos de público. "Cara de um focinho de outro" estreou com excelente bilheteria e foi um grande elogio geral da crítica e do público, encantados com uma história que envolve uma protagonista defensora de fauna e flora e que luta contra um prefeito que pretende destuir uma área da natureza e levantar ali um grande empreendimento. Mabeldesde criança tinha um grande laço afetivo com a sua avó, que a levou até a natureza, mais eespecificamente para uma região chamada baía dos castores, e ali, poder apreciar a natutreza e relaxar vendo os animais. Antes de morrer, a avó pede que Mabel prometa defender a região. Agora, esse ambiente está prestes a ser destruído para a construção de uma nova avenida, a ser construída pelo Prefeito Jerry (John Hamm). A única esperança de Mabel é trazer os animais de volta- todos fugiram para um lago montanha acima. Ao descobrir que a sua professora da universidade criou um aparato tecnológico que transfere a mente de um humano para a de um castor robótico e assim, poder se infiltrar no grupo de castores, Mabel decide se tornar cobaia- transportada para o corpo do castor, ela vai até o grupo de castores e procura entender porque eles abandonaram a baía dos castores. O filme tem ótimas piadas e bichinhos muito fofos, principalmente o Rei dos castores. A personagem Mabel é bem construída e todo o prólogo, com a sua relação com a avó, me fez lembrar de 'Coco- a vida é uma festa".

sexta-feira, 27 de março de 2026

Pet shop days

"Pet shop days", de Olmo Schnabel (2023) O que mais chama atenção na estréia do jovem cineasta Olmo Schnabel em longas-metragem é a ficha técnica da equipe e elenco. Talvez o fato dele ser filho do premiado e famoso cineasta Julian Schnabel, de "O escafandro e a borboleta", explique o prestígio. Martin Scorsese e Michel Franco fazem parte da produção executiva. No elenco, Willien Dafoe, Emannuele Seigner e Maribel Verdu interpretam papéis importantes, além de Peter Sasgard, que tem uma cena. Concorrendo nos Festivais de Veneza, SXSW, Lisboa e outros importantes do circuito europeu, o diretor Olmo Schnabel co-escreveu o roteiro com o ator Jack Irv, que interpreta Jack. O filme é dividido em 2 partes: a 1a, acontece no México, apresentando o personagem de Alejandro (Darío Yazbek Bernal): de família rica, ele é filho de Castro (Jordi Mollá) e Karla (Verdu). Seu relacionamento com seu pai poderoso é péssimo, ao contrário de sua mãe, com quem tem uma relação quase incestuosa. Durante um surto de drogas, Alejandro atropela sua mãe acidentalmente. Acreditando tê-la matado, ele foge. No 2o ato, Alejandro mora em Nova York, no Bronx. Ele conhece Jack (Irv), filho de Diana (Seigner) e Frank (Dafoe). Assim como Alejandro, ele não se dá com seu pai. Jack trabalha em uma pet shop e estuda na universidade. Alejandro faz amizade com Jack que logo se apaixona pelo charme de Alejandro. Em pouco tempo, a dupla começa a cometer pequenos crimes pela cidade, enganando mulheres ricas para roubar seu dinheiro e joias. O filme parece uma espécie de "Bonnie e Clyde" gay: a dupla rebelde se apaixona e pratica roubos, e são perseguidos por um capaanga do pai de Alejandro. A trama é repleta de sub-plots, que arrastam e confundem o espectador. Os atores estão bem, mas a mudança abrupta de gênero e a falta de foco no ato final deixam uma sensação de frustração.

Like you meant it

"Like you meant it", de Philipp Karner (2015) Drama Lgbt indie americano, co-produido pela Áustria. "Lile you mean it" é escrito, dirigido e protagonizado por Philip Karner, no papel de Mark, um ator frustrado com a profissão. Ele mora há 3 anos com Jonah (Denver Milord), um músico. Mark está por um momento onde se sente frio no relacionamento. Jonah tenta se aproximar, mas Mark não está sendo receptivo. Mark procura um terapeuta para tentar resolver seus problemas pessoais e profissionais. Para piorar a situação, a irmã de Mark o procura, anunciando o falecimento de seu pai, que não o aceitava por ser gay. Todos os temas propostos pelo filme já foram vistos em outros filmes queer, e sinto dizer, com melhor roteiro. Aqui, a direção traz um ritmo lento e cansativo. O elenco é correto, mas é um filme que custa a engrenar, muito por falta do carisma do personagem protagonista Mark, uma figura antipática.

My mother's girlfriend

"My mother's girlfriend", de Arun Fulara (2021) Premiado curta queer indiano, "My mother's girlfriend" é uma sensível e comovente história lésbica com arrebatadoras performnaces do elenco. É uma história simples mas filmada com muita paixão e respeito. Renuka (Sushama Deshpande) é uma mulher de meia idade, que trabalha em sua barraca na feira, vendendo legumes. Ela namora secretamente a jovem Sadiya (Anju Alva Naik), que reclama do trabalho. Renuka a chama para comemorar juntas o aniversário dela, e pede para Sadiya dizer ao patrão que irá faltar ao trabalho por "problemas de mulher". No dia seguinte, elas passeiam no litoral. O filho de Renuka, Mangesh (Suhas Sirsat) havia chamado sua mãe para passar o dia com ele e sua filha, e Renuka argumentou que iria passar o dia todo rezando no templo. Mangesh percebe que existe algo entre sua mãe e a jovem que a acompanha e decide segui-las.

Casamento sangrento 2

"Ready or not 2 - Here I come", de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett (2026) Continuação do filme de 2019, "Casamento sangrento 2" é dirigido pela mesma dupla do original, Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett. Eles também dirigiram "Pânico 4" e "Abigail". O filme come'xa exatamente aonde acaba o primeiro: após se tornar a única sobrevivente da cerimônia de casamento, onde Grace MacCaullay (Samara Weaving) descobre ser a peça prêmio de uma seita demoníaca formada por familias que disputam um trono que confere poderes. Ela é levada para o hospital para cuidar de suas feridas. Sua irmã, Faith MacCaullay (Kathryn Newton), que ela não via há 7 anos, por questões conflituosas entre as duas, vai visitá-la no hospital. Enquanto isso, 4 famílias rivais que competem pelo trono decidem ir atrás de Grace, e quem a matar, se tornará o novo líder da seita demoníaca. O filme é uma divertida galhofa, uma mistura de "John Wick" com qualquer filme de sobrevivência, repleto de armadilhas mortais e assassinos de elite. A questão é que os asssassinos, que deveriam ser os melhores do mundo, são na verdade uma grande galhofa: erram os tiros, em momentos de luta, perdem para as duas irmãs, levam socos, desmaism, sempre se dão mal. Repleto de gore explícito, mas sempre com aquele tom de cartoon, o que o filme tem de melhor é o seu elenco cult. Além da dupla de atrizes principais, o filme traz o cineasta David Cronemberg, Elijah Wood e a diva Sarah Michelle Gellar. G

quinta-feira, 26 de março de 2026

A mulher mais rica do mundo

"La femme la plus riche du monde", de Thierry Klifa (2025) Concorrendo no Festival de Cannes 2025 ao prêmio Queer Palm, dedicado a filmes com temáticas Lgbt, "A mulher mais rica do mundo" concorreu a 5 prêmios Cesar 2026, ganhando o de melhor ator para Laurent Laffite, no papel do vigarista Pierre-Alain Fantin. O filme é baseado em uma história real que chocou o mundo. Nos anos 200, a herdeira da L'oreal, Liliane Bettencourt, conheceu o fotógrafo François-Marie Banier. Sabendo de sua demência e bondade, ele se aproveitou dela e extorquiu dinheiro, pediu presentes e apólices de seguro, em um total de quase 1 bilhão de euros. A filha, Françoise Bettencourt-Meyers, entrou na justiça contra Banier para proteger a fortuna da família e a mãe, alegando que ela sofria de demência e estava sendo manipulada, buscando a interdição de Liliane. Foi graças ao mordomo de Liliane, que gravou, durante anos, conversas privadas dela. Essas gravações revelaram a fragilidade mental da bilionária, conversas sobre contas bancárias secretas na Suíça e uma ilha nas Seychelles não declaradas, além de possíveis relações com políticos franceses. Liliane morreu em 2017. No filme, ela se chama Marianne Farrère , dona de um império de cosméticos, e interpretada pela maravilhosa Isabelle Huppert. O fotógrafo se chama Pierre-Alain Fantin (Laurent Lafitte) e a filha, Marianne (Marina Foïs). O filme tem belíssima fotografia solar de Hichame Alaouie, e uma dreção de arte e locações que trazme o universo dos bilionários, com muito requinte e sofisticação. Eu particularmente tenho dificuldade de assistir filmes aonde o protagonista é enganado por um vigarista, eu fico extremamente irritado. Aqui só aguentei por conta de Isabelle Huppert, mas ainda assim, me dava vontade de sair do filme a cada dez minutos.

Cinco tipos de medo

"Cinco tipos de medo", de Bruno Bini (2025) Em 2019, o cineasta e roteirista matogrossense Bruno Bini lançou a ficção científica "Loop", com Bruno Gagliasso, trazendo uma trama de crime e mistério envolvendo viagem do tempo. Essa fascinação por passado, presente e futuro mostram-se também em "Cinco tipos de medo", dirigido, escrito e editado por Bruno Bini, e vencedor de 4 prêmios no Fetsival de Gramado 2025: filme, roteiro, edição e ator coadjuvante para Xamã. O filme busca referência narrativa em "Crash-no limite", de Paul Higgis, Oscar melhor filme em 2006, e "Magnólia", de Paul Thomas Anderson. Dos 2 filmes, ele traz a costura de histórias e personagens que se entrecruzam, em tons melancólicos e trágicos, tendo a violência física e urbana e o desamor e desesperança como temas. E de "Magnólia", ele traz um clipe final, com direito à canção à capela por Barbara Colen, dando desfecho às histórias. Na periferia de Cuiabá, cinco histórias se enstrecruzam: a do jovem músico Murilo (João Vitor Silva), recém saído da internação da Covid e que descobre que sua mãe faleceu durante o seu coma. Ele conhece a enfermeira Marlene (Bella Campos), que foi quem cuidou dele, e ambos se apaixonam. Acontece que Marlene é amante do traficante Sapinho (Xamã), que comanda a comunidade. Barbara Colen é a policial Luciana e, e Rui Ricardo Diaz é o advogado Ivan. Todas as histórias se cruzam durante um evento trágico e violento. Na verdade, existem mais personagens e histórias importantes, sendo a mais dramática a da moradora da comunidade Antonia (Rejane Farias), avó do adolescente Cleyton, estudante e que teme que ele se torne uma vítima do tráfico. Zé Carlos MAchado interpreta Regis, vizinho de rua onde mora João. A fotografia de Junior Malta e a direção de arte de Pedro Minas ajudam a criar uma atmosfera urbana e contemporânea, intensificando a tragáedia dos personagens e moradores da comunidade.

terça-feira, 24 de março de 2026

Uma segunda chance

"Reminders of him", de Vanessa Caswill (2026) Terceira adaptação da escritora Colleen Hoover, dos best sellers e sucesso de bilheteria "É assim que acaba" e "Se não fosse você", "Uma segunda chance" é um melodrama com todos os clichês que amamos ao assistir um dramalhão. Durante a sessão, o público torcia, urrava, suspirava, o que é um excelente sinal. Protagonizado por dois atores provenientes do cinema de terror, "Maika Monroe, de "A corrente do mal" e "Longlegs", e Tyrek Withers, do terror "Him" e a versão 2025 de "Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado". Filmado em Alberta, no Canadá, e se passando por Wyoming, no Colorado, o filme apresenta Kenna Rowan (Maika Monroe), que retorna à cidade onde foi condenada após cumprir 7 anos de pena por um acidente que matou o namorado, Scotty (Rudy Pankow). Ao ser presa e se declara culpada, Kenna decsobriu estar grávida de Diem (Zoe Kosovic), uma menina agora com 6 anos. Diem foi retirada de Kenna e entregue aos avós paternos, Grace (Lauren Graham) e Patrick (Bradley Whitford), que não querem que Kenna se aproxime da menina, por acreditarem que ela foi repsonsável pela morte de Scotty. Ao chegar na pequena cidade, Kenna procura emprego, e após muita procura, consegue o emprego de empacotadora de um supermercado. Ao procurar uma livraria que ela ia com Scotty, decsobre que o local agora é administrado pelo melhor amigo de Scott, Ledger (Tyriq Withers), ex-jogador da NFL, que se aposentou dos esportes por causa de uma lesão. De início irritado com Kenna, Ledge logo entende a tragédia que se assolou na vida dela e passa a ajudá-la. Maika Monroe e Tyriq Withers têm excelente química em cena. Sempre fui muito fã de Maika, desde os filmes indies de terror, e torço muito que logo ela se torne uma atriz A list. A fotografia de Tim Ives é encantadora e a trilha sonora traz clássicos, como "Yellow", do Coldplay.