sábado, 11 de abril de 2026

Amrum

"Amrum", de Fath Akim (2025) A guerra sob a perspectiva de uma criança já nos trouxe diversas obras primas, entre elas, 'Vá e veja", de Elim Klimov, e "Esperança e glória", de John Boorman. "Amrum", do cineasta turco alemão Fatih Akim, não é primoroso como os filmes citados, ma straz emoção e comove com a história do pequeno Nanning (Jasper Billerbeck), menino de 12 anos, inspirado na própria história do roteirista e amigo de Fatih Akim, Hark Bohm, que escreveu 'Arum" e o excelente 'Em pedaços", e que veio a falecer em 2025. Nanning mora na ilha de Amrum, Mar do norte, Alemanha, junto de seus pai que é um oficial nazista, sua mãe, dona de casa, Hille (Laura Tonke), seu irmão menor e sua tia Ena (Lisa Hagmeister). Nanning faz parte da juventude Hitlerista. Quando seu pai morre, a família passa necessidades. Nanning ajuda trabalhando na lavoura , pescando e caçando coelhos. A guerra acaba e sua mãe insiste em não acreditar, e decide ficar na cama e não se alimentar mais. O único alimento que ela deseja comer é pão branco com manteiga e mel. Com o trigo inexistente, pois é usado como remédio para curar ferimentos dos soldados, Nanning decide ir atrás desses alimentos para que sua mãe possa comer. O filme é uma bela crônica sobre o pós guerra, e sobre o fim de um sonho de uma Alemanha idealizada por Hitler, pelo ponto de vista de quem o idolatrava e agpra precisa se adaptar aos novos tempos e pensamentos. Em algum momento, lembrei bastante do filme "Jojo rabbit", mas sem o humor. "Amrum" tem uma fotografia poética e a delicadeza e paixão com que o diretor Fatih Akim conta o filme é muito apaixonante. A cena final, onde aparece o roteirista Hark Bohm, já idoso, em Amrum, é de chorar de tão comovente.

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