terça-feira, 7 de abril de 2026

A virgem da pedreira

"La Virgen de la Tosquera", de Laura Casabe (2025) Concorrendo no Festival de Sundance 2025 e ganhador do prêmio de melhor fotografia em Sitges, "A virgem da pedreira" é escrito e dirigido pela cineasta argentina Laura Casabe, livremente inspirado em contos de Mariana Enríquez. A cineasta é considerada uma das mais consagradas vozes do cinema de gênero e de terror da América Latina. Co-produzido por Argentina, México e Espanha, o filme foi rodado em Mendoza, Argentina. Ambientado em 2001, tendo como pano de fundo a crise econômica, social e de desemprego do país, a trama acompanha a adolescente Natalia (Dolores Oliverio). Ela mora na periferia, junto de sua avó Rita. Seus pais a abandonaram quando criança e ela foi criada pela avó. Natalia tem duas melhores amigas, Josefina (Isabel Bracamonte) e Mariela (Candela Flores). Todas as três, ainda virgens, possuem interesse s3xu4l por Diego (Agústin Sosa). Quando Diego inicia um relacionamento com Silvia (Fernanda Echevarría), uma mulher mais velha, vinda da cidade grande e madura, as amigas se sentem incomodadas. Natalia pede ajuda à sua avó, para evocar bruxaria para eliminar Silvia. Elas descobrem através de Silvia da lenda da virgem da pedreira: um lago escondido, onde crianças teriam desaparecido. Um filme que segue com ritmo lento, me fez lembrar do cinema da brasileira Anita da Silveira, com seu estilo minimalista, lento, focado no feminino e tendo como pano de fundo os desejos s3xu4a1s da juventude, a ansiedade e a falta de comunicação entre as pessoas, em um mundo angustiante e cada vez mais solitário e egocentrado.

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