quinta-feira, 9 de abril de 2026

Um toque de outro mundo

"Touch me", de Addison Heimann (2025) É muito difícil entender qual a intenção do roteirista e diretor Addison Heimann com "Touch me", título original. Uma mistura bizarra e non sense de ficção científica, fantasia, filme queer, terror, trash, thriller erótico, o filme não me satisfez em nada: assisti o tempo todo tentando no mínimo me divertir. Talvez eu precise revê-lo e assumir que é um filme trash que homenageia os filmes da produtora troma dos anos 80 e 90, e alguns filmes asiáticos da mesma época. Na verdade, eu não estava preparado para o filme, imaginei um outro filme. em algum momento, pensei que o filme poderia ser um pastiche da obra prima "Possessão", de Andrzej Żuławski. Mas não chega perto. Joey (Olivia Taylor Dudley) e seu melhor amigo gay, Craig (Jordan Gavaris), dividem o mesmo quarto. Ambos estão desempregados e viciados em vape. O filme começa com um longo depoimento de Joey para uma terapeuta: no consultório ela narra o ocorrido com ela e seu amigo Craig: ela conheceu um estranho sedutor, Brian (Lou Taylor Pucci), que os convida para passar um final de semana na mansão deles isolada, depois que o vaso sanitário da casa deles estoura. Eles descobrem que Brian é um ser alienígena e que seduz através da dança seres humanos de qualquer orientação sexual, com o intuito de plantar sementes na pessoa e ajudar a espalhar pelo mundo. Brian tem uma governanta, Laura (Marlene Forte), que o ajuda na missão. O filme traz linguagens experimentais e brinca com o cinema mudo, usando preto e branco e intertítulos ao narrar a história de uma das vítimas. Tivesse sido um legítimo trash, o filme teria sido um clássico cult. Mas ele não é engraçado, apenas ruim e sem graça.

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