quinta-feira, 9 de abril de 2026
Les enfants vont bien
"Les enfants vont bien", de Nathan Ambrosioni (2025)
Melhor direção e prêmio Fipresci da crítica no Karlovy Vary International Film Festival 2025, o drama francês "Les enfants vont bien", escrito e dirigido por Nathan Ambrosioni, é uma história densa e sensível sobre abandono de lar. A melancolia percorre todos os 151 minutos do filme, em uma tristeza que beira a depressão, tanto dos personagens adultos quanto os infantis. É um filme que pode dar gatilhos no espectador, e por isso, ser visto com ciência sobre a história que será vista. Filmes sobre abandono de filhos me fizeram lembrar da obra-prima de Koreeda, "Ninguém pode saber". O tom é muito parecido. Segundo o diretor, o filme é inspirado no conceito do "desaparecimento voluntário", explorando a ausência, a família e a cura.
Jeanne (Camille Cottin) é uma mulher de meia idade. Ela é pragmática, fria nos relacionamentos com as ex-namoradas. Egoísta e focada no seu trabalho como corretora de seguros, um dia Jeanne recebe a visita de sua irmã Suzanne (Juliette Armanet), e seus dois filhos pequenos, Gaspard (Manoä Varvat), de 9 anos, e Margaux (Nina Birman), de 6 anos, que chegam sem aviso. As irmãs não se viam há anos e Jeanne mal conhece os sobrinhos. Quando crianças, elas tiveram um péssimo relacionamento com o pai: quando a mãe morreu, ele inesperadamente as ignorou. No dia seguinte, Suzanne desaparece, deixando para trás um bilhete de despedida e seus filhos para que Jeanne cuide deles. Jeanne se desespera: ela, que nunca pensou em constituir família, agora se vê obrigada a cuidar das duas crianças, enquanto aciona a polícia. etenta entender o que se passou com Suzanne. Talvez a chave do mistério seja perguntar ao pai delas, doente, quem era Suzanne e porque ela faria isso. Gaspard se torna rebelde: ele maltrata Jeanne, que fica em um grande conflito sobre o que fazer com os sobrinhos.
Um trabalho excelente de atuação, li que as crianças improvisaram todas as suas falas, em um naturalismo impressionante.
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