sexta-feira, 10 de abril de 2026

Critical zone

"Mantagheye bohrani", de Ali Ahmadzadeh (2023) Melhor filme no Festival de Locarno 2023, de onde saiu com o Leopardo de ouro, ouso dizer que esse drama iraniano, escrito e dirigido por Ali Ahmadzadeh, é uma pequena obra prima do cinema indie contemporâneo. Angustiante, depressivo, o filme foi totalmente filmado sem autorização do governo, às escondidas, e por isso, o cineasta foi proibido de ir até Locarno receber o prêmio. Diversos críticos compararam o filme à uma mistura insana de "Taxi driver" e "O gosto de cereja", o clássico de Abbas Kiarostami, com um olhar estético de Gaspar Noé, buscando a fúria e decadência de uma noite em Teerã. Amir (Amir Pousti) é um traficante de drogas. Ele vai buscar ópio, haxixe, maconha e cocaina e leva para sua casa. Ele assa muffins com drogas e sai para à noite, entregar as ecomendas para clientes. Durante a noite, histórias episódicas envolvendo uma aeromoça que traz drogas para ele de Armsterdã; um asilo de idosos onde ele e uma enfermeira fazem os idosos consumirem drogas para aliviar suas dores (a. cena mais emocionante); uma mãe que o contrata para fornecer drogas a seu filho; uma prostituta trans; e uma incrível persgeuição de carros, tendo como pano de fundo uma cleinte drogada que grita o tempo todo. Fico pensando como o governo iraniano reagiria ao filme, que um jornal local chamou de pornográfico, e se o elenco e equipe envolvidos também sofreriam sanções penais. A pena de morte no país é um crime grave e os traficantes, condenados à morte. retratar no filme um personagem que interpreta um traficamente, e que simbolicamente seria um anjo salvador, é uma ousadia tão grande que queria muito entender os meandros jurídicios e legais para o filme.

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