domingo, 21 de junho de 2026
Yo Fausto
"Yo Fausto", de Júlio Berthely (2021)
Premiado drama mexicano escrito e dirigido por Júlio Berthely, "Yo Fausto" traz a tradição de filmes mecixanos angustiantes e violentos, como na filmografia de Michel Franco, Amat Escalante e Carlos Reygadas. Todos fazem parte de um cinema cruel, brutal e de narrativa fria, sem compaixão pelos personagens.
O jovem protagonista do filme, assim como na obra de Goethe, se chama Fausto (Christian Vazquez). Ele é filho de um pai rico e poderoso, Bael (Carols Aragón), que quer que Fausto estude medicina. Quando a mãe de Fausto, Gilda (Arcelia Ramirez) tenta se su1c1d4r, Fausto entra em crise. Contrariando seu pai, Fausto decide se mudar para Carbelona e trabalhar como fotógrafo. Durante as sessões de fotografia, ele conhece a modelo Carmen (Amparo Barcia) e ambos decidem morar juntos. Quando Carmen revela estar grávida, Fausto entra em surto e maltrata CArmen, dizendo que não quer o filho. Fausto começa a formar sintomas de esquizofrenia, não sabendo distinguir a realidade do pesadelo. Ele decide retornar para o México, junto de Carmen e da filha recém nascida, por questões financeiras. Mas o fantasma do su1c1d10 aliado à esquisofrenia o tornam cada vez mais uma pessoa distanciada e violenta.
Esse é um filme muito difícil de se indicar, pelas possibilidades de gatilho que pode trazer ao público. Ao longo do filme, a narratva vai ficando tensa, com a possibilidade do desfecho se tornar uma grande tragédia. As cenas de pesadelo, remetendo às pinturas que retratam o Inferno de Dante, são assustadoras. É um trabalho visceral do ator Christian Vazquez, em uma composição compleza e cheia de camadas emocionais. Em uma longa cena em plano sequência, o personagem corre toptalmente nu pelas ruas. A cena final é devastadora.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário