terça-feira, 2 de junho de 2026

Kika

"Kika", de Alexe Poukine (2025) Concorrendo na Semana da crítica no Festival de Cannes 2025, "Kika" é escrito e dirigido pela cineasta francesa Alexe Poukine. O filme me fez lembrar uma mistura de 'Eu, Daniel Blake", de Ken Loach, com o próprio "Kika", do ALmodovar. Do 1o, vem a solução da protagonista em se tornar prostitura, como unica opção para pagar as suas dívidas e manter a sua filha com ela. Do filme do Almodovar, surgem cenas de fetic3s s3xu41s bizarros, alguns divertidos, outros chocantes e violentos, como o final, onde ela é espancada barbaramente por uma masoquista dominatrix. Kika (Manon Clavel) é uma assistente social, casada com Paul (Thomas Coumans) há anos e pais da filha pequena, Louison (Suzanne Elbaz). Kika tem um relacionamento com seus pais. Um dia, ao levar a sua bicicleta até uma loja de consertos, ela fica trancada no local junto do funcionário, o simpático imigrante africano David (Makita Samba). A convivência é o suficiente para abalar Kika, que se apaixona imediatamente pelo rapaz, se separa do marido e vai morar com David. Tudo parece bem, até que David morre inesperadamente de derrame. O mundo de Kika vem abaixo: ela absorve as dívidas de David, e ela pede ajuda aos pais para ficarem com a filha, enquanto ela pensa em uma opção para se manter. E a solução vem na prostituição. O filme é anunciado também como comédia, mas é difícil encontrar motivos para sorrir nessa história densa, que retrata o dia a dia de pessoas desempregadas e assalariadas desassistidas pelo governo. Kika se vê nos dois lugares de sua posição: como assistente social, e também, como alguém que precisa de ajuda. O elenco é bom, sendo que Manon Clavel carrega o filme todo nas costas. E novamente, a cena de espancamento é chocante.

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