quarta-feira, 2 de abril de 2025

"Zé", de Rafael Conde (2023) "Ainda estou aqui" foi um grande sucesso mundial de crítica e público e abocanhou o Oscar de filme internacional. 'Zé" trata do mesmo tema da ditadura no Brasil. No entanto, a abordagem visual, estética e narrativa são gritantes. O filme de Walter Salles tinha um orçamento de blockbuster. 'Zé" é um filme indie, e portanto, toda a tensão política é retratada de forma minimalista. Ao invés do público ver, ele escuta. Verborrágico, o filme de mais de 2 horas acontece em interiores na maior parte do tempo, e todas as ações militares, policiais, movimentos estudantis, são dialogados, mas nunca visto. O filme conta a história real do líder do movimento estudantil de Minas Geraus José Carlos Novais da Mata Machado (Caio Horowitz). Aluno da Faculdade de Direito da UFMG, Zé foi presidente do centro acadêmico da unidade, promovendo debates e passeatas e por isso, alvo dos militares. Filho de classe média alta, Zé conhece sua namorada Bete (Eduarda Fernandes), com quem tem 2 filhos. Gilberto (Rafael Protzner), irmão de Bete, é aceito como militante na clandestinidade de Zé, mas depois é revelado como agente do regime militar. O filme tem um ritmo muito lento e as performances sõam teatrais e com falas bem marcadas. A proposta do diretor traz um cinema de guerrilha, com jovens talentos no elenco, com destaque para Caio Horowitz, um dos melhores atores da nova geração.

About family

"About family", de Woo-seok Yang (2024) Drama feel good movie sul coreano, "About family" é ambientado no ano de 2000, antes das redes sociais. Na cidade de Jongno-gu, Seul, Moo-ok (Kim Yoon-seok) é um homem de terceira idade famoso pelo seu restaurante, que serve os melhores dumplings da região e por isso, formando filas de clientes. Moo-ok está irritadiço: seu único filho, Moon-seok (Lee Seung-gi), preferiu se tornar um monge budista do que continuar tocando o restaurante. Sem herdeiros, Moo-ok está preocupado com a continuação de sua linhagem familiar. Duas crianças, Min-seok (Kim Si-woo) e Min-seon (Yoon Chae-na), aparecem no restaurante de Moo-ok, alegando que Moon-seok é seu pai biológico. A mãe faleceu, e Moon-sek fez uma doação de esperma quando estudava na faculdade. Moo-ok fica esperançoso de que as crianças possam ser as suas herdeiras do restaurante. Um filme simpático, "About family" é como seu título deixa bem claro: um drama familiar, com toques de humor e de melancolia. O elenco todo é excelente, a história é boa. O ritmo fica lento algumas vezes, mas o carisma das crianças e a diversão entre o embate pai e filho garantem o interesse.

Útero

"Womb", de Bridget Smith (2025) Escrito por Mike Walsh e dirigido por Bridget Smith, "Útero" é um suspense gore que me fez lembrar de "A invasora", de Julien Maurye e Alexandre Bustillo, um terror extremo francês sobre uma psicopata que deseja o feto de uma grávida. Em "Útero", uma ex-viciada, Hailey (Taylor HAnks), está gra'vida de seu namorado, Raymond (Myles Clohessy). Ele a leva para passar um final de semana na cabana de sua irmã, Marta (Ellen Adair), isolado na floresta. Raymond vai embora e deixa as duas sozinhas. Um homem camuflado espreita a região, no intuito de roubar o feto de Hailey. As mulheres precisam aprender a se defenderem sozinhas para evitar que o pior aconteça. O filme só funciona de fato a partir da metade em diante, quando traz o suspense. Trazendo elementos de slasher e mortes violentas, "Utero" é um filme de sobrevivência, que traz um plot twist no desfecho. Nao é muito original, mas tem seus momentos de tensão.

Augânico

"Auganic", de Krit Komkrichwarakool (2024) Um casal gay, Nick (Kenny Brain) e Kai (Matt Dejanovicz). Eles estão com problemas financeiros, e estão na possibilidade de terem que vender a fazenda. Durante uma relação sexual, Kai ejacula um esperma amarelado. Ao levar a um laboratório, os cientistas ficam pasmos e encantados, e decidem abrir um seminário para avaliarem o esperma. Durante o seminário, Kai precisa ejalucar para que os presentes possam avaliar e discutir o esperma. Enquanto tenta se concentrar para ejacular, Kai relembra em flashback o que o levou até ali: a pressão de Nick pelo dinheiro que os cientistas irão pagar, a suposta fama que ele terá e a possibilidade de uma crise no seu casamento. Produção canadense, "Augânico" traz elementos de drama e romance e boas performances dos atores principais, que são talentosos e bastante fotogênicos. O filme é uma metáfora sobre relacionamentos estáveis e que sucumbem à pressão da crise financeira.

Belle salope

"Belle salope", de Philipe Roger (2009) Curta Lgbtqiap+ francês, "Belle salope" mistura drama, humor e erotismo para apresnetar Cedric (Florent Gouelou(, um jovem garoto de programa malandro. Quando ele está na casa de um cliente que curte sexo bondage, a mãe de Cedric liga para ele, querendo que ele vá vê-la imediatamente, Cedric está sem dinheiro para comprar flores para a sua mãe, e decide fazer atendimentos com clientes para poder comprar, atravessando toda a PAris para chegar na casa de sua mãe. O filme poderia ser um "Corra, Lola, Corra", cult alemão, apresentando o personagem em sua peregrinação pelas ruas de Paris. Divertido e cheio de malícia, com um ótimo ator protagonista, e lindas imagens de Paris.

Você está livre hoje à noite

"You are free tonight", de Will Bottone (2024) Curta Lgbtqiap+ inglês, "Voc6e está livre hoje à noite" traz o drama de um adolescente de 16 anos, Archie, que passa a descobrir a sua sexualidade e seu interesse por homens. Com medo que sua mãe descubra que ele é gay, Archie baixa um app de pegação e marca encontro com homens/ Archie acaba se ornando viciado nos relacionamentos fúteis, baseados em sexo. Quando ele baixa um app de namoro, ele marca um encontro em um bar. Quando o rapaz vai ao banheiro, Archie o segue, achando que fará sexo no banheiro. Mas o rapaz o repele, frustrado que Archie queira apenas sexo e não um relacionamento real. Archie repensa o que realmente ele deseja com um outro homem. Um filme em tom realista, com ótima performance do jovem Jake Doyle no papel principal, é um filme que faz uma crítica à cultura dos app e dos relacionamentos fáceis.

Sala escura

"Sala escura", de Paulo Fontenelle (2024) O cineasta e roteirista Paulo Fontenelle é conhecido pelas suas comédias e documentários. Porém, seu 1o longa, "O intruso", era uma experiência no gênero thriller, e agora com 'Sala escura", Fontenelle coloca seu apreço ao terror em um slasher que traz uma história já vista no argentino "Mortes na matineé" (2020) e no italiano "Demons, os filhos das trevas" (1985), porém com um sabor bastante brasileiro. Para se ter uma idéia, o serial killer veste um figurino de pierrô, e na trilha sonora toca uma marchinha de carnaval. Nove pessoas são convidadas para uma pré estréia de um filme no cinema Odeon. A sala está vazia, e somente um atendente os recebe. Ainda assim, os 9 espectadores permanacem na sala. Assim que a sessão começa, o filme é trocado pela imagem da namorada de um dos espectadores, amarrada e torturada, tendo a sua orelha arrancada por uma figura misteriosa. Todos correm para ir embora, mas as portas estão trancadas. um a um, vai sucumbindo ao assassino, que tem uma motivação para os crimes. O elenco, majoritariamente jovem, é formado por talentos como Allan Souza Lima, Luiza Valdetaro e Tainá Medina. A fotografia é de Dudu Miranda. Para quem curte um bom slasher, talvez reclame do ritmo lento e das mortes que acontecem em sua maioria off screen. Mas é inegável que ter slasher 100% brasileiro é sempre motivo de comemoração.

My boy

"Atopi moy", de Yiorgos Mesimeris (2025) Curta LGBTQIAP+ grego, inspirado em uma história real. Um jovem gay encontra uma carta na rua e a le em casa. Quem escreveu foi um soldado, que escreveu para o seu companheiro antes de seguir para op front, e com quem mantém um relacionamento gay escondido.O rapaz que encontrou a carta imagina o casal gay de forma romantizada. Um filme simples, com bela fotografia e imagens homoeróticas expressas de forma poética e lúdica, com os dois rapazes se divertindo uma tarde na praia. Drama e romance para quem gosta de uma história de amor proibida.

terça-feira, 1 de abril de 2025

Marte exaltado

"Mars exalté", de Jean-Sébastien Chauvin (2022) Concorrendo no Festival de Berlim em 2022, de onde saiu com um Teddy awards, "Marte exaltado" é um filme Lgbqtaip+ francês com cenas de sexo explícito. O filme tem uma narrativa poética e experimental. Intercalando imagens de Paris à noite, com trânsito, ruas, prédios iluminados, rio Sena, o filme mostra um homem dormindo em seu quarto, totalmente nú (Alain García Vergara). Com o corpo suado d euma noite quente de verão, ele tem sonhos eróticos, e no final, ejacula em polução noturna, assim que um novo dia amanhece. O filme traz sons urbanos intercalados com a respeiração do homem, como em uma sinfonia. Espectadores voyeurs certamente irão amar o filme, que mostra o corpo de Vregara em todos os seus ângulos, se mexendo na cama enquanto dorme. A bela fotografia de Máxime Berger torna a nudez e a cena explícita elegante, com uso de sombras, assim como as imagens captadas na noite da cidade.

Prédio vazio

"Prédio vazio", de Rodrigo Aragão (2025) Sétimo longa do cineasta do Espírito Santo Rodrigo Aragão, famoso nos festivais por trazer elementos tipicamente brasileiros ao gênero terror, na linha de José Mujica Marins: indie, poucos recursos e aliando efeitos práticos com CGI dentro do que o orçamento permite. Seu cinema é artesanal, trazendo atores pouco conhecidos do grande público, mas totalmente conectados ao seu estilo de narrar uma história. Em "Prédio vazio", que ganhou prêmio de distribuição na Mostra Tiradentes 2025, Aragão experimenta o seu primeiro filme ambientado na grande cidade, no caso,a. turística Guarapari, cidade litorÂnea do Espírito Santo. Assim como em "Aquarius", de Kleber Mendonça Filho, o prédio antigo, localizado em frente à praia, aqui batizado de Prédio Magdalena, é o personagem principal. Ali, moradores vivos e mortos convivem com a zeladora Dora (Gilda Nomacce), ema personagem que lembra o de José Mujica Marins em "A estranha hospedaria dos prazeres", de 1968. Preocupada com sua mãe (Rejane Arruda), que foi passar o carnaval em Guarapari e se hospedou no prédio, sua filha, a gótica Luna (Lorena Correa) segue para a cidade junto de seu namorado ingênuo e boa praça Fabio (Caio Macedo), um tipo que lembra o de Brad Majors, o galã bobalhão de "Rocky Horror". O filme tem como tema principal a maternidade. Ambas as mães, interpretadas com vigor por Gilda Nomacce e Rejane Arruda, defendem suas crias como verdadeiras leoas. O filme traz diversos easter eggs: "O iluminado", "Evil dead", "Fome de viver", entre outros. Para quem gosta de um cinema trash 100% nacional, "Prédio vazio" é uma boa dica.

Popeye- Maré de horror

"Shiver me timbers", de Paul Stephen Mann (2025) Producao inglesa que tira proveito do domínio público do personagemm Popeye e sua turma, que entrou em vigor em 2035. "Popeye, maré de horror", é o 3o filme com Popeye slasher, depois de 'Popeye, the slayer man", "Popeye's revenge". "Popeye, the slayer man", continua sendo o melhor dos 3, o que não quer dizer muita coisa, já que os 3 são muito ruins e feitos à toque de caixa com efeitos ruins, elenco amador e roteiros pobres e sem criatividade, principalmente nas mortes. O filme acontece no dia 12 de abril de 1986, no dia da passagem do cometa Harley no mundo. No norte da Califórnia, Olívia Palito seu irmão Castor e um grupo de amigos decide ie até o deserto para assistir melhor à passagem do cometa. No caminho, eles maltratam um sem teto, que os alerta sobre uma maldição que irá pairar na pssagem do Harley. Um marinheiro idoso, Popeye, é atingido por uma fagulha do cometa, que cai em seu cachimbo, e ele s etransforma em uma figura monstruosa, que mata quem cruza pelo sue caminho. O filme traz referências explícitas a diversos clássicos de terror dos anos 80, como "Evild ead", "O massacre da serra elétrica", "Sexta feira 13", "Alien", "A hora do pesadelo". Mas nada disso salva o filme, é ruim demais, as mortes sao copiadas de diversos slashers e absiolutamente não assusta nem faz rir.

Acabe com eles

"Bring them down", de Chris Andrews (2024) Premiada co-produção Irlanda, Reino Unido e Bélgica, "Acabe com eles" é uma trama sobre vingança, liderada por Christopper Abott e Barry Keoghan. Ambientada no oeste da Irlanda, nas montanhas onde duas famílias criadoras são vizinhas. Michael (Abotta) dirige sua caminhonete junto de sua esposa, Caroline (Nora Jane Noon) e a mãe de Michael. Quando a mãe de Michael avisa que irá sair de casa para morar com sua irmã, por conta dos abusos violentos do pai de Michael, ele acelera o carro e provoca um acidente, matando sua mãe e desfigurando Caroline. Tempos depois, Caroline decidiu abandonar Michael e casar com o vizinho Gary (Paul Ready), pai de Jack (Keoghan). Michael mora sozinho com seu pai cadeirante, Ray (Colm Meaney). Quando uma ponte que liga a cidade para a casa de Gary cai, a família passa necessidades. Jack decide roubar ovelhas de Michael para poder vender e pagar as dívidas da família. Michael decsobre, e Ray pede para que ele mate Gary e Jack. Mesmo com o ritmo lento, "Acabe com eles" é um filme que vale muito pelo seu elenco e pela direção. A fotografia traz tons densos que enaltecem a atmosfera de tensão. As locações ajudam a trazer uma sensação de isolamento. O embate entre Christoper Abott e Barry Keoghan é excelente, deixando clara a excelência de suas performances.

Código preto

"Black bag", de Steven Soderbergh (2024) Dirigido por Steven Soderbergh e escrito pelo roteirista David Koepp, que escreveu "Jurassic Park", "Indiana Jones e a caveira de cristal"e junto de Soderbergh, escreveu "Kimi", "Código preto" e "Presença". O filme é uma trama de espionagem com uma roupagem à la Hitchcok, com o famoso 'Who dounit", 'Quem matou?", na verdade, quem é o traidor responsável pelo roubo de uma arma chamada Severus, um programa ultrasecreto desenvolvido pelos Estados Unidos para derrubar o governo de Vlaidmir Putin. George Woodhouse (Michael Fassbender) recebe uma missão de seu chefe, Meacham (Gustaf Skarsgård) para descobrir qual agente secreto britÂnico roubou a arma militar. Uma das suspeitas é a esposa de George, Kathryn (Cate Blanchett), o que deixa George em grande conflito. Ele organiza um jantar, onde convida 5 suspeitos:a especialista em imagens de satélite Clarissa (Marisa Abella), seu namorado e agente administrativo Freddie (Tom Burke), a psiquiatra da agência Zoe (Naomi Harris) (Regé-Jean Page) e seu namorado e agente administrativo James. não tem como não comparar o filme à 'Sr e Sra SMith", guardada as devidas proporções, por conta da relação de um casal ond eum suspeita do outro. Soderbegh traz um humor fino para construir a sua narrativa. O filme conta com um excelente elenco para poder criar tensão na sua trajetória, em um roteiro excessivamente dialogado e um desfecho explicativo para quem não entendeu nada. Só senti o ritmo bem arrastado e lento e adoraria que tivesse mais cenas de ação, que são bastante restritas.

segunda-feira, 31 de março de 2025

Sociedade dos talentos mortos

"Gui cai zhi dao", de John Hsu (2025) Vencedor de 2 prêmios em Sitges e em outros festivais de cinema de gênero fantástico, a comédia sobrenatural de Taiwan "Sociedade dos talentos mortos" parte de uma premissa muito bizarra e maluca: existe um mundo de fantasmas, com direito a tudo o que tem no mundo real, incluindo um concurso anual que premia o melhor fantasma assustador que assombra os humanos. Uma fantasma outrora famosa e cheia de seguidores, a lenda urbana de um quarto de hotel Catherine (Sandrinne Pinna), está em decadência e precisa recuperar o seu prestígio, tudo por conta da traição de sua protegida, Jessica (Eleven Yao), que ganhou o prêmio do ano. O filme tem vários personagens peralbulando no mundo dos mortos e dos vivos. É impossível não lembrar de "Os fantasmas se divertem", mas aqui o humor é mais tosco e os efeitos menos divertidos. Não me deixei envolver pelo filme, achando tudo sem graça e chato.

A lista da minha vida

"The life list", de Adam Brooks (2025) Simpático drama com toques de fino humor e romance, "A lista da minha vida" é um filme totalmente previsível, mas que cumpre a sua função de entreter o espectador que queira um passatempo leve e emocionante, sobre relação mãe e filha e sobre lutar pelas suas aspirações na vida e não deixar morrer seus sonhos e ambições. Alex (Sofia Carson) é uma jovem que trabalha em um cargo de confiança na famosa empresa de cosméticos de sua mãe, Elizabeth (Connie Britton). Quando Elizabeth morre por conta de um câncer, Alex e seus dois irmãos e respectivas esposas recebem parte da herança da empresa. Mas para surpresa de todos, Alex, além de não receber nada, ainda é demitida. O único bem que ela recebe é um envelope com dvds, que ao assistir em casa, trazem relatos de sua mãe, pedindo que ela cumpra uma lista de pedidos feitos pela própria Alex quando adolescente, que envolvem dar aula, se apresnetar em um stand up, se unir a um time de basquete, ter um amor verdadeiro, entre outras cosias, tudo tem que ser realizado em um período de 1 ano, e assim, ao final, receber uma herança que não será revelada até o final. O filme é correto e se assiste com interesse, apesar das desnecssárias 2 hrs e 3 minutos, podendo ter cortado uns 20 minutos do filme. O elenco tem química, é tudo fofo, enfim, um filme para se assistir sem sustos.

domingo, 30 de março de 2025

Sexo amor Veneza

'Sex love Venice", de Steve Balderson (2024) Escrito e dirigido por Steve Balderson, "Sex love Venice" é um drama romântico lgbtqiap+ indie americano, baseado nas próprias experiências de Balderson.O que mais choca, é gastarem dinheiro filmando em Veneza e trazer um resultado tão fraco e sem inspiração para o que poderia ser um belo romance. Michael (Daniel Bateman) é um jovem filho de família rica que mora em Los Angeles. Adepto de relacionamentos fúteis e de apps de pegação, Michael se ressente pelo término de um relacionamento. Junto de seus amigos Liza (Suzanna Akins) e Dave (Zaramok Bachok), os três juntos decidem passar férias em Veneza. Chegando lá, Michael já faz pegação, até conhecer o italiano Marco (Alexander Ananasso), que o faz refletir sobre relacionamentos estáveis. O filme tem uma sequência muito fraca no 1o ato, quando Michal procura um guru, uma vidente e um terapeuta para resolver sua frustração amorosa. Os diálogos são muito ruins, a fotografia sem brilho e os atores sem química. Curiosamente, o filme aposta em nude frontal e cenas de sexo que beiram o explícito. Tecnicamente, tudo é ruim, e nitidamente o filme foi dublado nas cenas externas de Veneza.

Cannibal comedian

"Cannibal comedian", de Sean Haitz (2023) Um filme B trash de terrir, "Cannibal comedian" é escrito e dirigido por Sean Haitz, e ganhou mais de 2 prêmios em festivais de cinema de gênero. A verdade é que o filme é pavoroso, com tudo muito ruim, mas não o ruim divertido e cult, mas um ruim porquê não é divertido e é muito chato, desperdiçando uma boa oportunidade de mostrar um humor ácido dentro do gênero terrir. Afinal, misturar um terror que homenageia "Massacre da serra elétrica". com "Jogos mortais" poderia ser algo divertido. Charlie (Aaron Prager) é um assassino que vende sanduíches de almondegas na estrada do deserto. Quando clientes surgem para comprar, ele os mata para fazer mais almôndegas. Charlie tem uma comparsa, a trans Eleanor (Mis Sadistic), que ajuda a atrair vítimas, sendo uma delas Crustal (Austin Judd), uma jovem que veio para se apresnetar em uma casa de shows. Charlie tem o desejo de se tornar um apresnetador de stand up, e Crystal, mesmo presa, o ajuda a ser um melhor apresnetador no palco.

Yes no or maybe

"Yes ka No ka Hanbun ka", de Masahiro Takata (2020) Anime Lgbtqiap+ adaptado de um mangá BL (boy love), "Yes, no or maybe" traz como protagonista o belo apresentador de um jornalístico da tv Kei. Ele é simpático e educado, mas no fundo, ele é falso e vive tendo pensamentos que falam o oposto do que ele expressa para as pessoas: arrogante, intempestivo e impaciente. Um dia, ele esbarra com o animador de stop motion Ushio, que em breve será entrevistado por Kei. Mas Ushio não está à vontade na entrevista. Ambos acabam e esbarrando ao trombarem de bicicleta, mas como Kei está de máscara, Ushio não o reconhece. Kei, atraído por Ushio, se oferece para ajudar Ushio em um projeto futuro de Stop motion, e vive uma vida dupla. Um romance divertido, que tem a sua melhor parte no desfecho, com uma hilariante cena de sexo, com direito à detalhe no gel lubrificante. Os diálogos são hilários. Um filme razoável que de verdade, vale muito por essa cena final.

sábado, 29 de março de 2025

Sacramento

'Sacramento", de Michael Angarano (2024) Michael Cera é um ator que trouxe uma personalidade que virou referência para muitos personagens contruídos por diversos atores: nerd, introvertido, tímido, gente boa, ingênuo, o melhor amigo. Quando surgiu em 2007 nos grandes sucessos "Juno" e 'Superbad", aos 18 anos de idade, ele interpretou com muita sagacidade papéis divertidos de adolescente. EM "Sacramento", escrito, dirigido e protagonizado por Michael Angarano, Michael Cera interpreta o melhor amigo de Angarano. Michael Angarano é Ricky, e Michael Cera é Glenn. Michael Cera repete o papel do homem que decsobre ser pai. Só que agora, ele já é um homem de 36 anos. Mas o jeito de adolescente continua o mesmo. Cera continua interpretando o tipo de personagem que não quer crescer e teima em se comportar de forma irreverente. Tanto Glenn quanto Ricky são dois homens beirando os 40 anos, mas agindo como homens inconsequentes e infantis. Glenn tem um agravante: tem síndrome do pânico. Ricky frequenta uma terapia em grupo por conta da morte de seu pai, e por isso, ele está deprimido e não consegue s erelacionar com ninguém. Ricky decide procurar Glenn para que viaje com ele até Scaramento, para jogar as conzas de seu pai. Glenn está casado com Rosie (Kristen Stewart), que está grávida. O filme concorreu no Festival de Tribeca e traz um feel good movie que funciona às veze,s mas de forma geral, falta encantamento. Um road movie óbvio na estrutura e dramaturgia, infelizmente o roteiro não epxlora o potencial de Michael Cera, e ainda traz Kristen Stewart em uma participação amigável, mas mal aproveitada como personagem. Um filme sobre amizade e sobre crescimento, mesmo que com personagens beirando a meia idade.

Demning

"Demning", de Paul Tunge (2015) Segundo filme dirigido pelo Cineasta norueguês Paul Tunge, que também escreveu o roteiro, "Barragem" é um drama LGBTQ+ intimista e com forte influência do cinema documental. Dois rapazes, J (Jørgen Hausberg Nilsen) e Jo (Joachim Kvamme), se conhecem em um bar e passam uma noite juntos. No dia seguinte, J convida Jo para fazerem montanhismo. Jo aceita eles passam um dia inteiro solitários nas montanhas. Aos poucos, eles vão conhecendo a verdadeira faceta de cada um: J tem uma índole violenta, e Jo, é carente e desesperado em busca de um amor. Um filme totalmente carregado nas costas pelos 2 jovens atores, "Barragem" é um titulo metafórico sobre a "muralha" que se constrói sobre os dois: no inicio se divertem, riem, brincam, lutam, mas depois, quando os segredos mais íntimos de ambos afloram, fica uma terrível sensação de isolamento. O filme tem um ritmo muito arrastado e pode atrair cinéfilos mais afeitos a um cinema independente com olhar mais autoral e quase experimental. Bela fotografia e paisagens. O filme vale mesmo pela performance de Joachim Kvamme e Jørgen Hausberg Nilsen, nos papéís de Jo e J, respectivamente.

sexta-feira, 28 de março de 2025

The house was not hungry then

"The house was not hungry then", de Harry Aspinwall (2025) Filmes de terror sempre procuram se renovar para suspreender o seu público. "The house was not hungry then" parte da mesma premissa dos recentes "Here", de Robert Zemeckis, e "Presence", de Steven Soderbergh: o ponto de vista de uma casa. Em "The house was not hungry then", o roteirista e diretor Harry Aspinwall tenta criar atmosfera de terror e suspense tendo uma casa carnívora como protagonista. Um corretor de imóveis, (Clive Russell) atrai compradores para a casa, e acabam sendo devorados. O corertor mostra-se convivente com a casa e lhe traz vítimas para saciar sua fome. Uma jovem, (Bobby Rainsbury) invade a casa em busca de seu pai, que desapareceu ao ir até a casa. Produção inglesa, o filme é ruim e chato demais. Absolutamente quase nada acontece, e não existe terror. Nunca vemos a casa devorando as pessoas. As falas são incompresíveis, e o roteiro nunca explica o que acontece com a casa ou seus personagens. Letreiros surgem tão rápido que não dá nem para ler e nem entender o contetxo. O filme quer ser indie e autoral, mas é pretensioso e nunca chega a uma proposta sequer. Preferiaque fosse um filme trash, tipo "A poltrona asssassina", que pelo menos era divertido.

Holland

"Holland", de Mimi Cave (2025) "Holland", dirigido por Mimi Cave em roteiro escrito por Andree Sodrosky, me fez lembrar bastante de "Não se preocupe querida", filme de suspense dirigido por Olivia Wilde, sobre uma família perfeita, mas cuja esposa passa a desconfiar do seu marido e o que ele faz todo dia ao sair de casa. Em "Holland", o filme é ambientado em Holland, Michigan. Ali, com forte tradição holandesa e famílias conservadoras, moram a família Nancy (Nicole idman), seu marido Fred (Matthew Macfadyen) e o filho de 12 anos Harry (Jude Hill). Eles são felizes: Nancy é professora de culinária na escola, Fred é médico. Nancy tem um professor amigo, Dave (Gael Garcia Bernal). Um dia, Nancy liga para o hotel onde Fred teria se hoespedado em viagem de negócios e estranha que ele não está em casa. Ela vasculha as coisas dele na garagem e encontra nomes femininos. NAncy chama Dave para ajudá-la na invetsigação e emabos decsobren que Fred é um serial killer. O filme tem uma boa premissa e poderia render um ótimo thriller de suspense, que tivesse como pano de fundo uma crítica ao conservadorismo das famílias americanas. Mas "Holland" mistura demais os gêneros e acaba não funcionando: quer ser humor ácido e fazer humor, mas não é engraçado. Quer ser suspense, mas não provoca tensão. Quer ser ação, não empolga. Com um elenco estelar, "Holland" acaba tendo como maior atrativo as belas locações.

quinta-feira, 27 de março de 2025

A estação

"A estação", de Cristina Maure (2023) "A estação", filme independente produzido pela produtora mineira Vaca amarela filmes, concorreu na Mostra Tiradentes. A história do filme, escrita pela diretora Cristina Maure, me fez lembrar da bela sequência de 'A viagem de Chihiro", de Hayao Miyazaki, que acontece em um trem, que é na verdade, uma metáfora de espíritos que seguem para o "paraíso", sem terem conhecimento de que estão mortos. Assim é 'A estação". Filmado no município mineiro de Crockatt de Sá, o filme é fotografado em preto e branco sob o comando da fotógrafa Luciana Baseggio. Uma mulher, Sofia (Jimena Castiglioni) caminha à pé até uma estação de trem chamada Estação Vila Clemência. O trem que ela estava quebrou e ela marcou um encontro com uma pessoa que ela ama. O local é isolado e deserto. Ela descobre pelo funcionário que não tem horário para a chegada de trem, e que é melhor ela dormir na pousada. Outros hóspedes se encontram ali, e passam a conversar sobre suas vidas. O ritmo do filme é bem lento, com longos planos, que parecem ter referência no cinema do húngaro Bela Taar. É totalmente contemplativo, um filme arte e que poderá ser melhor apreciado por cinéfilos em busca de um projeto mais autoral e reflexivo.

Novocaine- À prova de dor

"Novocaine", de Dan Berk e Robert Olsen (2025) "The boys" é uma série de super heróis extremamente violenta que faz muito sucesso na Prime video. Hughie Campbell, o personagem de Jack Quaid, até então não tinha poderes, e passou a ter na 4a temporada. Pois "Novocaine- À prova de dor" parece até uma variação de Hughie Campbell. Jack Quaid é um gerente de banco, Nathan Caine, solitário e que possui uma condição: ele sofre de Insensibilidade Congênita à Dor com Anidrose (CIPA), uma doença não permite que ele sinta dores ou temperaturas, tornando-o praticamente um super herói. Quando uma nova funcionária começa a trabalhar no banco, ele se apaixona por ela. Sherry (Amber Midthunder) e Nathan passam a se curtir, até que um assalto ao banco, comandado por Simon (Ray Nicholson), termina com o sequestro de Sherry. Nathan decide ir atrás de sua amada e fará de tudo para trazê-la de volta. O filme traz diversos gêneros: comédia, humor ácido, fantasia, drama, romance, ação e policial. Jack Quaid e Ryan Nicholson são filhos de dois grandes astros: Dennis Quais e Jack Nicholson, e estão ótimos em cena. O roteiro é bem simples, pretexto para cenas de ação e violência. O início é lento e arrastado, e o filme engrena mesmo quando começa a sequência do assalto.

quarta-feira, 26 de março de 2025

Alapaap

"Alapaap", de Freidric Macapagal Cortez (2022) Criado, co-roteirizado e co-produzido pelo premiado e polêmico cineasta filipino Brilhante Mendoza, "Alapaap" é um filme controverso dirigido pelo estreante Freidric Macapagal Cortez. Um grupo de jovens cineastas, capitaneado por Erik (Josef Elizalde), ex-aluno de medicina que largou tudo para estudar cinema, decide acompanhar o jovem cineasta até uma região remota no meio da floresta de Mindoro. Erik escreveu uma tese e deseja filmá-la: a tribo Banyan, escondida na floresta e que, reza a lenda, tomam um chá alucinógeno que os deixa em transa hiponótico. Todos os jovens da equipe de filmagem têm questões com seus pais, e se apropriam do cinema para darem asas à sua liberdade artística e pessoal. Todos participam de orgias e consumo de drogas. Ao encontrarem a tribo, eles decidem tomar o chá. O filme tem uma narrativa bem estranha, mesclando drama, documentário, com muitas cenas de sexo explícito. Todos os jovens atores se entregam à cenas viscerais. O ritmo arrastado e a longa duração do filme, de quase 130 minutos, tornam a experiência de assistir ao filme muito cansativa. O filme me lembrou alguns filmes famosos, que certamente foram inspirações: 'Climax", de Gaspar Noé, "Canibal holocausto", de Rugerro Deodato e "Viagens alucinantes, de Ken Russel.

A princesa adormecida

'A princesa adormecida", de Claudio Boeckel (2024) Adaptação do livro juvenil escrito por Paula Pimenta e adaptada para o cinema por Bruno Garotti e Marcelo Saback, "Princesa adormecida" tem como base o conto de fadas de "A bela adormecida". Doroteia (Juliana Knust) sai do Brasil para estudar gastronomia e vai para um país semelhante à Suíça. Lá, ela se apaixona pelo principe Stefan e têm uma filha, Áurea. A amiga de Doroteia, Marie Maleville, fica enciumada por conta do príncipe ter preferido Doroteia à ela e tenta sequestrar Aurea, mas é impedida por um menino, Felipe. Com poderes sobrenaturais, Marie roga uma praga para Aurea, que aos 16 anos, ela irá encontrá-la e matá-la. Os pais enviam Aurea para o Brasil, aos cuidados de 3 tios superproteres: Florindo (Aramis Trondade), Fausto (Claudio Gabriel) e Petronio (Rene Stern). Ao completar 16 anos, Aurea, que agora se chama Ana Rosa, conhece um mneino, Phil (Guilherme Cabral), ao memso tempo que Marie ressurge, O filme é voltado ao público adolescente e tem bons momentos. O ritmo, no entanto, é claudicante, variando em sequências dinâmicas com outras arrastadas. O elenco tem as melhores participações quando surge o elenco adulto. Certamente o público jovem irá curtir o filme, que vai de acordo com a simplicidade ao narrar uma história, que ainda tem a participação especial de MAisa como a Dj Cinderella.

terça-feira, 25 de março de 2025

Branca de neve

"Snow white", de Marc Webb (2025) "Branca de neve e os sete anões" é histórico, por ser a primeira animação em longa-metragem da Disney, lançado em 1937, vencendo um Oscar honorário em 1939. Marc Webber, diretor do cult "500 dias com ela" e "O espetacular homem aranha", com Andrew Garfield, teve a missão muito ingrata de dirigir a versão em live action do filme. Antes mesmo de ser filmado, o filme sofreu retaliações por todos os lados: pela escalação de Rachel Zegler no papel principal e pela decisão muito errada de transformar os sete anões em figuras pavorosas de CGI, ao invés de contratar atores, tudo por conta de uma declaração de Peter Dinklage, que achou um estereótipo a escalação de portadores de nanismo nos papéis. Quando as críticas saíram, sobrou para Gal Gadot praticamente toda a fúria sobre o insucesso e fracasso fenomenal do filme. Eu diria que ela é o menor dos problemas: Rachel Zegler está sem carisma, os sete anões em CGI são muito ruins e feios e o roteiro destruiu o encanto do filme adaptado dos irmãos Grimm. Eu até imaginava que não teria mais o beijo, e me surpreendi que mantiveram. O que mudaram , foi que não é mais um príncipe, mas um vagabundo da classe desfavorecida. O filme tem músicas chatas, um CGI falso demais. A mudança do desfecho da história não deu o impacto da animação original, que era mais cruel, e eu não gosto mesmo nessas versões live action quando misturam atores com bichinhos que parecem saidos de animação.

Abá e sua banda

"Abá e sua banda", de Humberto Avellar (2024) Com roteiro escrito por Silvia Fraiha, Sylvio Gonçalves e Daniel Fraiha, 'Abá e sua banda" é uma simpática animação brasileira que traz elementos de contos de fada para falar sobre política e sobre sonhos e desejos. No reino de Pomar (onde todos os personagens são frutas), Abá (voz de Filipe Bragança" é um jovem órfão de mãe. A rainha era uma cantora que alegrava o reino, e o Rei promovia concurso de música. Com a sua morte, ele decidiu que nenhum herdeiro irá mais cantar. Abá, que sempre gostou de cantar, decide cantar escondido, nas ruas do reino, e assim poder participar do concurso, junto dos amigos Ana (Carol Valença) e Juca (Robson Nunes). O Tirano Don Coco decide prender o Rei e toma o poder. Rafael Infante e Zezé Motta são outras vozes conhecidas. A animação em si tem traços simples. Mas a boa história cativa o público, com elementos e dramaturgia que certamente irão seduzir o público infantil e adulto.

segunda-feira, 24 de março de 2025

A vingança de Popeye

"Popeye's revenge", de William Stead (2025) Desde que o personagem Popeye entrou e domínio público em 2025, esse já é o 2o filme onde o marinheiro é representado como um serial killer (o outro é "Popeye, the slayer man"). Desde que personagens icônicos como Mickey, ursinho Pooh, Popeye e Chacinhos dourados entraram em domínio público, os produtores acharam que seria uma idéia de gênio transformá-los em assassinos psicopatas. A verdade é que todos os filmes são ruins, sendo que "Ursinho Pooh 2" é o melhor de todos, o que não quer dizer muita coisa. Com baixíssmo orçamento, o filme começa com um longo prólogo em desenho animado apresentando a origem de Popeye: nascido com deformidade, escondido pelos pais e alvo da fúria da cidade, que matou seus pais. Popeye acabou fugindo. Anos depois, um grupo de jovens retorna para a casa onde Popeye morava, que fica em uma floresta à beira do lago. Tara (Emily Mogilner) e seus amigos decidem conhecer a casa, que será herdade por Tara. Mas o espírito asassino de Popeye, ajudado por Olivia Palito, surge através de um fog, e vai matando um por um usando a sua âncora. O filme procura escancaradamente copiar elementos de "Sexta feira 13": a trilha sonora, incluindo os gemidos; o lago e a floresta, a cabana. as mortes como se Popeye fosse Jason. O filme ainda recupera o erotismo dos anos 80, com mulheres nuas e seios de fora. Esse é muito pior que "Popeye the slayer man", que é muito mais decente em termos de história e mortes. O filme não tem ritmo, as mortes são sem graça, com exceção de uma em que ele arranca a espinha dorsal de um rapaz. Final pavoroso.

Cadáver exquisito

"Cadaver exquisito", de Lúcia Vasallo (2021) Drama psicológico de suspense co=produzido por Argentina, Brasil e Espanha, "Cadáver exquisito" flerta com o realismno fantástico. O ponto forte do filme é a fotografia, de Fernando Marticorena. Clara (Sofía Gala Castiglione) e Blanca (Blanca Nieves Villalba) formam um casal lésbico. Clara é maquiadora e garçonete. Blanca é uma cientista e é albina. Blanca está fazendo experiências com ratos e está fazendo pesquisa sobre hormônios do desejo. Quando ela aplica em si, sente efeitos colaterais e entra em coma. Clara se desespera e cuida de Blanca eme stado vegetativo no hospital. Ao mexer no celular de Blanca, Clara encontra mensagens dela com homens, deixando claro que ela a traía, e mais, está grávida. Clara passa por uma jornada psicológica onde deseja estar no corpo de Blanca. O filme tem um roteiro muito incompreensivo, experimental, uma jornada surrealista que a co-roteirista e cineasta argentina Lúcia Vasallo desenvolveu quandoi a sua mãe ficou doente e ela mexeu nas coisas de sua mãe, descobrindo uma pessoa diferente de quem ela imaginaria que fosse. O filme tinha uma premissa muito interessante, mas a diretora decidiu ir por um caminho ilógicco. epouco interessate. O filme ainda explora desnecessariamente o cpro feminino, em excesso de nudez. Entediante.

domingo, 23 de março de 2025

Dalia e o livro vermelho

"Dalia y el libro rojo", de David Bisbano (2024) Co-produzido por diversos países: Argentina, Espanha, Brasil, Peru, Colômbia e Equador, "Dalia e o livro vermelho" me fez lembrar da recente animação brasileira "Teca e Tuti: uma noite na biblioteca", de Eduardo Perdido e Diego M. Doimo. Ambos os filmes falam sobre a imprtância da literatura para as crianças, e também, sobre como a criatividade é a solução para resolver muitas questões. Dalia é uma menina que ama seus pais. 7 anos depois, já adolescente, ela mora com sua mãe. Seu pai faleceu recentemente e, apaixonado pela escrita, deixou um livro inacabado. Dalia encontra o livro. Mas alguns personagens do livro, que está fechado com cadeado, criam vida e vêemn atrás do livro, que somente pode ser aberto por Dalia. Eles sequestram Dalia, e ela tem um tempo limitado para finalizar o livro, correndo o risco de nunca mais voltar. Para isso, ela conta com a ajuda de uma cabra, personagem criado pelo pai de Dalia. Com boas mensagens fáceis de serem captadas pela garotada, o filme traz lindas mensagens edificantes, sobre o amor à literatura e sobre passeios na biblioteca. O ritmo do filme, no entanto, é bem arrastado e lento, com uma duração que parece maior do que é, com quase 110 minutos de duração.

Na juventude nós confiamos

"In youth we trust", de Putthipong Naktong (2024) Drama tailandês, "Na juventude nós confiamos" é a clássica história do drama de um homem que por algum ato de violência, acaba preso em um prsídio de segurança máxima e acaba ameaçado pelos policiais internos e por gangues rivais. Quando criança, Puek morava em uma favela com sua irmã pequena e a mãe deles, uma traficantes de drogas. Puek e sua irmã cresceram nesse ambiente de pobreza e de criminalidade. 7 anos depois, após a morte de sua mãe, Puek (Arak Amornsupasiri) se mantém trabalhando como traficante de drogas. Mas ao defender a honra de sua irmã, ele acaba matando agressor e vai preso em um presídio de segurança máxima, de onde dificilmente ele saíurá impune e precisará se manter vivo e são. O filme é bem produzido, com boa fotografia e um elenco engajado na história de ódio e violência. O roteiro, no entanto, não traz muitas noviodades, e aposta no lugar comum, já visto em diversos filmes. É longo, com quase 135 minutos, e com um ritmo lento, esticandoa. história em um tempo maior do que o necessário.

sábado, 22 de março de 2025

Popeye the slayer man

"Popeye the slayer man", de Robert Michael Ryan (2025) O cinema de terror contemporâneo encontrou uma nova mina de ouro. Já não bastassem tantos sub-gêneros recentes, como os filmes trash de tubarões, atividades paranormais, serial killers e etc, agora Hollywood indie busca sua mina de ouro em personagens clássicos do imaginário infantil que entraram em domínio público, transformando-os em assassinos cruéis. Mickey, Banana split, Ursinho Pooh e agora, Popeye, o marinheiro. O filme fala da lenda urbana de Popeye, um fantasma que habita uma fábrica de espinafres em Anchor bay, desativada há mais de 20 anos, após um acidente ambiental, onde latas de eninafre ficaram contaminados. Um grupo de estudantes universitários, entre eles, Dexter (Sean Michael Conway) e Olivia (Elena Juliano), arrombam a fábrica para fazerem um documentário sobre a fábrica. Paralelo a isso, um empresário inescrupuloso decide vender a fábrica, para ser demolida e construir um prédio. O namorado ciumento de uma das universitárias e sua gangue também decide entrar na fábrica. Todos serão vítimas da fúria assassina de Popeye (Jason Robert Stephens), que se alimentoi do enpinafre contaminado, conferindo poderes de um super home. Claro que o roteiro do filme é pretexto para as mortes violentas, e que ninguém espere uma história original. O que é divertido, são as mortes todas produzidas com efeitos práticos, e nada de CGI. São mortes que lembram a tosquice dos anos 80, com cabeças fakes explodindo e olhos saindo, além de escalpo e outras mortes bizarras. O filme não é tão ruim como eu imaginava, dá para assistir de boa. Atores fracos, decisões idiotas, carro que não pega e todo tipo de irritação que o público curte em um slasher. E a maquiagem de Popeye é engraçada.

Big world

"Xiao xiao de wo", de Lina Yang (2024) Premiado drama chinês, sucesso de bilheteria mas que suscitou críticas por conta de um ator interpretar um protagonista com paralisia cerebral. Em tempos de politicamente correto e contra o capacitismo, produções têm contratado atores com situações reais aos personagens com deficiências. Em "Big world", o ex-integrante de boy band Yi Yangqianxi faz um trabalho excepcional de construção corporal e de dicção para dar vida a Liu Chubhe, 20 anos, que nasceu com paralisia cerebral. Liu tem uma parte intelectual muito precisa e sonha em fazer faculdade. Mas a sua mãe, Chen Lu (Jiang Qinqin), que o criou sozinha, teme que ele seja alvo de constrangimento e humilhação e o mantém em casa. Um dia, Chen Lu, sem dar conta de todo o seu trabalho dentro e fora de casa, chama a sua mãe para ajudála a cuidar do neto. A avó, Chen Suqun (Lin Xiaojie), tem um pensamento diferente da filha: que Liu deve ser tratado como ima pessoa normal. Ele participa de um grupo musical, se apaixona por uma jovem e procura se socializar, mas a sua mãe intervém. O filme procura trazer à tona a questão do capacitismo e do quanto que pessoas com algum tipo de decificência física ou mental podem interagir com a sociedade. O elenco é muito carismático e o ator Yi Yangqianxi, no papel do protagonista Liu, de verdade está muito bem. É complexo escalar um ator "normal" para interpretar alguem com deficiência, pois tende-se a tornar uma caricatura muitas vezes constrangedora para quem é deficiente. É uma questão polêmica. O roteiro, no entanto, vai com tudo no melodrama, trazendo aquela mensagem edificante de que no final, tudo irá dar certo.

sexta-feira, 21 de março de 2025

Você não sou eu

"Tu no eres yo", de Marisa Crespo e Moisés Romera (2023) Drama de suspense espanhol que lembra "O bebê de Rosemary", "Corra!" e "Midsommar". Eu já estou bem cansado de ver filmes que retratam seitas demoníacas como forma de trazer juventude e vitalidade para pessoas de terceira idade. O filme traz como pano de fundo, temas como xenofobia, lesbofobia e racismo. Aitana (Roser Tapias) traz sua esposa Gabi (Yapoena Silva) e seu filho adotivo ( que é um bebê negro) para apresentar a seus pais, que ela não vê há 3 anos. A visita é uma surpresa. Ao chegar na casa isolada, elas são recebidas por uma mulher que Ainata decsonhece. Logo, descobrem que os pais de Aitana, Dori (Pilar Almería) e Justo (Alfred Picó) não estão felizes com a visita. O irmão de Aitana, um paraplégico (João Motos), é o único que se anima com sua visita. Para piorar a situação, Aitana descobre que uma mulher, Nadia (Anna Kurikka)), uma refugiada romena, está morando ali e no seu quarto, e sendo tratada como filha por seus pais. O filme tem um roteiro que vai a lugares que já foram retratados nos filmes citados acima, logo, as surpresas se tornam bastante óbvias. O que sustenta o filme, é o bom elenco e a fotografia que trabalha as cenas noturnas com uma atmosfera de suspense interessante. A violência é bem moderada e o desfecho, que traz o plot twist, pode pegar diversos espectadores de surpresa.

Aleksandr's Price

"Aleksandr's Price", de Pau Masó e Ason Intrigue (2013) Drama Lgbtqiap+ indie americano, "O preço de Aleksandr" tem uma cena de incesto entre pai e filho que me lembrou "O rio", filme do chinês Tsai Min Liang: sem saberem do parentesco, um homem mais velho e seu filho fazem sexo. Aleksandr (Paul Maso) é um imigrante russo que vem para Nova York com sua irmã, em busca do pai que viajou para os Estados Unidos e nunca mais retornou. A mãe deles lhes dá dinheiro para que procurem o pai, mas sem sucesso. Desgostosa, a mãe se mata. A irmã pega o dinheiro e vai embora. Sem condições financeiras para se manter em NY, Aleksndr decide trabalhar como go go boy em uma noght club gay. Eles sai com um cliente e tem sua primeira experiência sexual. Aleksandr acaba se tornando um garoto de programa. Mas a sua trajetória é de decadência e humilhação: estuprado, enganado, se torna viciado em drogas e sai com clientes que o humilham. Escrito, editado, dirigido e protagonizado por Paul Masó, "O preço de Alekandr" procura chocar o público. Mas a verdade é que o filme é pouco provocativo. As cenas de sexo são pudicas, faltou um olhar mais cru e realista para o filme. O fato do diretor atuar no projeto deve ter lhe dado uma trava, tornando temas polêmicos muito pouco convincentes na tela. Os atores são fraquíssimos, incluindo o protagonista Paul Masó. O fato do filme ser todo narrado para uma terapeuta, é muito desnecessário e fraco.

quinta-feira, 20 de março de 2025

The kingdom

"Le royaume", de Julien Colonna (2024) Concorrendo no Festival de Cannes na mostra Camera D'or, dedicado a filmes de cineastas estreantes. "The kingdom" é co-escrito e dirigido por Julien Colonna, baseado livremente em sua própria história. O filme se passa em 1995, na região da Córsega, conhecida pelos conflitos entre clãs mafiosos. Lesia (Ghjuvanna Benedetti) mora com sua família em uma ilha pesqueira. Ela tem um namorado e amigos. Um dia, uma moto vem para buscá-la e levá-la para seu pai, o chefe da máfia Pierre-Paul Savelli (Saveriu Santucci) com quem ela raramente passa tempo junto. Pierre é procurado pelas autoridades. Uma nova clã mafiosa surge e começa uma guerra entre outras gangues, até chegar na gangue de Pierre. Ele treina a sua filha para a luta, e Lesia vai aos poucos se deixando envolver pelo mundo do crime. O filme levou 3 anos e meio para ser filmado, e todo o seu elenco é formado por não atores. Surpreende que o filme tenha sido o filme de estréia do cineasta, que apresenta um enorme apuro técnico. As cenas de ação e principalmente a cena do acidente de carro são primorosos.

O vingador silencioso

"Il grande silenzio", de Sergio Corbucci (1968) Grande clássico do faroeste italiano, dirigido pelo cineasta Sergio Corbucci, que muitos críticos consideram superior a Sergio Leone. O filme já vale ser visto somente pelo seu elenco, reunindo dois mitos do cinema: o francês Jean Louis Trintignant e o alemão Klaus Kinsky. Além deles, a trilha sonora traz Enio Morricone em mais uma obra-prima musical. Filmado nas montanhas geladas de Cortina d'Ampezzo na Itália, o filme traz o mocinho clássico, que é um personagem sem falas. Silenzio (Trintingnant) é um caçador de recompensas mudo- quando criança, seus pais foram mortos e ele teve suas cordas vocais retiradas. Ele é contratado por Pauline (Vonetta Macgee), uma mulher cujo marido foi assassinado pelo caçador de recompensas Tirego (Kinsky). Pauline e Silenzio acabam se tornando amantes. O filme ficou conhecido pelo seu final pessimista, em uma sequência arrebatadora. A fotografia de Silvano Ippoliti intensifica as montanhas brancas e geladas da região. É curioso saber que a cidade de Snow Hill, onde acontece a batalha final, teve sua neve feita com creme de barbear. É divertido também saber que Jean Louis, por não saber falar italiano, acabou tendo o personagem alterado para mudo. Um filme bem dirigido, com ótimas cenas de ação e de expectativas, com muitos momentos de tempos cinematográficos incríveis.

quarta-feira, 19 de março de 2025

No limite da proteção

"Borderline", de Jimmy Warden (2025) "No limite da proteção" é anunciado como uma comédia de terror. Para quem gosta do sub-gênero, pode ter como atrativos a presença de Ray Nicholson ( filho de Jack Nicholson, em cacoetes que lembrar muito do seu famoso pai) ou da atriz Samara Weaving, que é esposa do cineasta Jimmy Warden. Quem busca um filme de terror que assuste, não irá encontrar aqui. As misturas de gêneros não funcionou muito bem, e tem momentos onde a tensão é totalmente abafada por um humor meio non sense. Paul Duerson (Ray Nicholson) é um psicopata que deseja se vingar da famosa atriz Sofia (Weaving). Indiretamente, ela foi responsável pela morte da noiva de Paul: ela estava de carro indo em direção a um evento onde Sofia estaria e acabou morrendo em um acidente de carro. Sofia namora um jogador de NBA Rhodes (Jimmy Fails) e tem um guarda costas fiel, Bell (Eric Dane). Ela a protege de Paul e acaba levando uma facada. Paul vai preso, mas 6 anos depois, foge do manicômio, junto de outros internos, e decidem invadir a mansão onde moram Sofia e sua família. Fico pensando o quanto esse filme teria sido muito mais interessante se tivesse investido em terror e no sub-gênero clássico do home invasion. Mas a aposta do humor não deu liga, e me pareceu uma oportunidade disperdiçada. Pior, não tem violência, gore ou qualqer atrativo para quem busca um bom terror, até porquê qua enão existem mortes.

Dear David

"Dear David", de John McPhail (2023) O site Buzzfeed surgiu en 2006 e rapidamente, foi responsável em publicar matérias que viralizaram, como criar listas sobre diversos assuntos, geralmente temas descartáveis da cultura pop. O filme 'Dear David" é uma livre adaptação da "lenda urbana" que surgiu em 2017, quando o quadrinista Adam Ellis (Augustus Prew), que trabalhava para. buzzfeed, começou a receber "trolls" de internautas anônimos que escreviam comentários em suas postagens nas redses sociais. Ele também começou a receber mensagens ameaçadoras de um usuário chamado "Dear David", que lhe enviava mensagens assustadoras. Seu ex-namorado Kyle e sua colega de trabalho Evelyn acreditam que o stress do trabalho estão provocando alucinações em David, enquanto o seu chefe, Bryce (Justin Long) quer que ele explore melhor a sua interação com "Dear David" para viralizar o conteúdo. Um filme infelizmente ruim em todos os aspectos: atuação mediana, roteiro sem suspense ou terror, edição sem ritmo e como terror, não assusta ou provoca tensão em nenhum momento. Os efeitos são fraquíssimos. Talvez valha assistir por ter como pano de fundo o site Buzzfeed ( o filme se passa em 2017), que hoje em dia perdeu muito de seu potencial e já nem existe mais no Brasil.

James

"James", de Connor Clements (2008) Um dos filmes mais desconfortáveis que assisti sobre o tema da pedofilia, "James" concorreu no Festival de Sundance e ganhou diversos prêmios, inlcuindo melhor filme em Palm Spring. Ousado e corajoso ao tratar realisticamente um tema tabu, o diretor e roteirista Connor Clementes retira uma performance irretocável do jovem ator Niall Wright, no papel de James, um garoto de 13 anos. Ambientado na Irlanda do Norte, o filme apresenta James como um garoto tímido e sem amigos. Seus pais são conservadores. James sente atração pelo seu professor, Sr Sutherland (Matt Jennings), mas não sabe como expressar seus sentimentos para ele. James decsobre que existe um banheiro público onde homens fazem pegação. Ele se tranca no banheiro e fica observando a movimentação por um pequeno buraco da fechadura, até que um gay idoso procura seduzi-lo. Eu de verdade não imaginava um desfecho tão angustiante e que certamente irá deixar muitos espectadores chocados. Também fico pensando como que os pais do jovem ator Nell Wright autorizaram a sua participação no filme. Bem dirigido, o cineasta Connor Clementes não abre mão de concessões para apresentar um filme polêmico sobre os impulsos sexuais e desejos reprimidos de uma criança.

terça-feira, 18 de março de 2025

Eu ainda estou aqui

"I am still here", de Mischa Marcus (2017) Vencedor de mais de 40 prêmios, "Eu ainda estou aqui" é um drama baseado em história real. Violento, trágico e angustiante, a história gira em torno de tráfico sexual de meninas na faixa de 10 anos de idade, que são sequestradas e obrigadas a se prostituir para clientes pedófilos. Layla (Aliyah Conley), 10 anos, mora com sua mãe e irmão em Anytown. Quando ela sai para comprar sorvete, é sequestrada e levada até um cativeiro, onde outras meninas moram. O cafetão Ricky (Johnny Rey Diaz) as inciia sexualmente e durante 7 anos, elas são obrigadas. a se prostituir. O filme tem cenas tão realistas, envolvendo crianças, que fiquei pensando como os pais das atrizes permitiram que elas se envolvessem com a produção. Cenas pesadíssimas, envolvendo estupros, e ainda apresentando Layla, aos 17 anos, sendo currada por diversos homens. Não recomendo o filme para pessoas sensíveis e que possam vir a ter gatilhos. O filme pesa no tom ao retratar o cafetão Ricky, apresentado como uma pessoas mega violenta, que grita o tempo todo, torturando as crianças e as sexualizando. Mas não posso deixar de elogiar o excelente trabalho das atrizes mirins, que dão um banho em suas versões mais adultas.

Twoyoungmen.Ut

"Twoyoungmen.Ut", de Sam McConnell (2009) Curta LGBTQIA+ americano, "Twoyoungmen.UT"é escrito e dirigdo por Sam McConnell. O filme é um drama minimalista sobre dois rapazes, Eli (Art Gager) e Will (George Loomis) que se conhecem por um acaso em um bar gay em Utah. Eles decidem seguir juntoss de carro até uma festa rave nas salinas do deserto. No caminho, eles falam sobre se aceitarem como gays em um universo machsita e conservador do lugar onde moram. Filme correto, com dois bons atores e um roteiro simples que trata de temas como saída do armário, homofobia e aceitação. Belas locações em Utah com uma fotografia que transita entre exteriores e interiores noite com sobriedade, culminando com um belo amanhecer no deserto.

segunda-feira, 17 de março de 2025

A woman

"Kong Xiu", de Chao Wang (2022) Vencedor do prêmio de melhor roteiro em San Sebastian 2022, "A woman" tem no título original em chinês, o nome da protagonista, "Kong Xiu". O filme, ambicioso, propõe o retrato da praticamente impossível emancipação feminina, na China comunista de Mao Tsé Tung, de 1967 a 1980. Kong Xiu (Shen Si yu), então com 19 anos, é obrigada pela família a se casar e prover filhos. Ao longo de sua vida, Kong Xiu irá se casar duas vezes, ter filhos, se divorciar nos dois casamentos, trabalhar na fábrica textil e nos dias de folga, trabalhar para seus maridos. Ainda assim, ela conseguirá escrever textos que serão celebrados, mesmos endo quase analfabeta e ter pouco estudo. O filme é uma adaptação do romance autobiográfico da escritora Zhang Xiu Zhen. A atriz Shen Si Yu está excelente no papel, e percoree bem todos os períodos históricos retratados. A direção de arte traz um rigor na reconstituição de época, com fotografia que traz tom épico e intimista. Um forte registro histórico de uma época, com ritmo lento e quase documental. \

Blokes

"Blokes", de Marialy Rivas (2010) Concorrendo à Palma de ouro em Cannes e no Festival de Sundance, "Blokes" é um curta Lgbtqiap+ chileno que fala sobre repressão sexual e política no Chile de 1986, sob regime militar. Luchito (Afonso David), 13 anos, mora com sua mãe, que e costureira, em um bairor classe média de Santiago. Luchito é gay enrustido e sente desejos sexuais por um vizinho do prédio da frente, Manuel (Pedro di Girolamo), 16 anos. Quando Pedro leva uma garota para fazer sexo, Luchito, enciumado, acende uma naterna, o que faz a garota ir embora. No dia seguinte, uma batida militar obriga todos os moradores a descerem para a rua. Luchito fica atrás de Manuel e edmira o corpo do rapaz, que está de cueca. Ousado e pervertido, "Blokes" traz cenas polêmicas, como Luchito se masturbando e também, um desejo do menino por MAnuel mesmo em situações de perigo e risco de vida. Um retrato sobre desejos sexuais pelo ponto de vista de um adolescente em período de repressão política, com excelente cinematografia e direção de arte.

domingo, 16 de março de 2025

Vidente por acidente

"Vidente por acidente", de Rodrigo Van Der Put (2024) Com idéia original desenvolvida por Otaviano Costa, "Vidente por acidente" traz um elenco enorme para contar a história de Ulisses (costa), um arquiteto que entra em crise profissional ao completar 45 anos de vida. Casado com Fernanda (Evelyn Castro) e pais da jovem Maria (Jamilly Marinho), Ulisses trabalha na empresa de sua mãe, Sra Betarello (Totia Meirelles). Ulisses sonha com Deus (Sergio Loroza) e acaba procurando uma coach, Sarah (Katiuscia Canoro), que leva todos os seus pertences como vigarista, mas dá um chá para ele que o faz ter poderes de vidência: quando ele encosta em alguém, ele enxerga o verdadeiro desejo profissional da pessoa. Ulisses viraliza e muitas pessoas o procuram, mas ao mesmo tempo, a sua vida pessoal vira um caos. O elenco conta também com Nany People, Xuxa, Flavia Alessandra, Victor Lamoglia, Stepan Nercessian, Marcio Vito, entre outros.

Plainclothes

"Plainclothes", de Carmen Emmi (2025) Exibido em competição no Festival de Sundance , "Plaincothes". é um drama LGBTQIAP+ indie americano. Me fez lembrar bastante de "Parceiros da noite", polêmico filme com Al Pacino onde ele representa um policial que se infiltra na comunidade gay para localizar um serial killer que está atando gays. Em "Plaincothes", Lucas (Tom Blyth) é um jovem policial de Nova York de 1997. Infiltrado pela polícia e se fazendo passar por gay, ele frequenta banheiros públicos para servir de isca para homens gays que o seduzem e aí, anuncia voz de prisão. Lucas vive em um ambiente homofóbico: sua família, os policiais, os amigios, todos condenam atos homossexuais de forma violenta. Mas ao tentar flagrar Andrew (Russel Tovey no banheiro, Lucas se sente atraído por ele e decide não entregá-lo aos policiais. Lucas busca contato com Andrew e os dois mantém um relacionamento, até que Lucas decsobre que Andrew é um reverendo de uma igreja, casado e com filho. O filme tem uma estética visual que mescla película, Vhs e super 8. Os dois atores principais estão otimos, e o filme traz muito boa ficha técnica, com fotografia e direção de arte reconstituindo com detalhes os anos 90. É um filme que traz um olhar trágico e contundente sobre a homofobia e sobre como se libertar das amarras sociais e sexuais diante da sociedade.