quinta-feira, 5 de novembro de 2026
A terra do meu pai
"Fatherland", de Paweł Pawlikowski (2026)
Co-escrito e dirigido por Paweł Pawlikowski, "A terra do meu pai" concorreu no Festival de Cannes 2026, de onde saiu com o prêmio de melhor diretor. Paweł Pawlikowski é um cineasta e roteirista polonês, realizador dos aclamados "Ida" e "Guerra fria", todos fotografados em preto e branco por Łukasz Żal (ele foi indicado as 2 vezes ao Oscar da categoria) e com aspect ratio de 4:3. Todos os filmes de Pawel cobrem momentos políticos vividos pela Polônia do pós guerra, e aqui no caso de "A terra do meu pai", a Alemanha do pós 2a guerra.
O filme, baseado em fatos reais, é ambientado em 1949. O escritor alemão Thomas Mann, Nobel da literatura em 1929, autor das obras-primas "A morte em Veneza", "A montanha mágica", "Doutor Fausto", entre outros, retorna para a Alemanha, após 16 anos de exílio nos Estados Unidos, onde foi morar após fugir da Alemanha nazista, junto de sua família. Ele vem acompanhado de sua filha Érika (Sandra Huller), que o secretaria. Em coletiva de imprensa, Thomas responde perguntas agressivas dos jornalistas, entre elas, a que seria um traidor, ao fugir do país, ao invés de lutar na resistência. O filme acompanha a relação conflituosa de Erika com Thomas; o suicídio de Klaus Mann, irmão de Erika; o patriotismo alemão; a ascenção do comunismo; o conflito entre Estados Unidos e Russia, ente outros temas.
O filme foi indicado pela Polônia à uma vaga ao Oscar 2027. Com ritmo lento e planos fixos, o visual é um espetáculo à parte. Cada fotograma parece uma obra de arte a ser emoldura. Merecidamente tendo o pr6emio de direção em CAnnes, com planos bem compostos, com muita figuração e marcação de cena dos personagens precisas. Sandra Huller tem uma cena bem espeial que me fez lembrar de sua cena de rompante em 'Anatomia de um crime". A temática do filme me lembrou também de "Tony Erdmann", por conta do relacionamento pai e filha.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário