quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Boiúna- Terror no Amazonas
"Beware Boiuna", de Mike P. Nelson (2026)
Imagina no mesmo filme uma mistura de "Anaconda"( a versão original, não a comédia com Jack Black e Selton Mello), "Predador" e "Evil dead". Assim é "Boiúna- Terror no Amazonas", uma co-produção Estados Unidos e Alemanha e totalmente rodado na Colômbia. O filme é uma homenagem aos exploitation dos anos 70 e 80, com a atmosfera de filmes B, composto por um time de atores de terceiro escalão de Hollywood. Mesmo previsível (a morte de um personagem foi o único elemento inesperado para mim, fiquei bem triste), "Boiúna" funciona pelos bons efeitos especiais da Mãe Cobra e pela fotografia realista e densa de Nick Junkersfeld, mesmo fotógrafo do remake de "Pênico na floresta", com textura semelhante. Os atores Jessica Rothe ( de "A morte lhe dá parabéns") no papel da médica Alli, a piloto de barco Lena (Kiana Madeira ( da franquia "A rua do medo") e Logan Marshall-Green ( o Melanthius de "A odisséia"), no papel do vilão Brenna, um topógrafo que mede a floresta para construir futuras estradas funcionam bem em seus papéis, trazendo elementos dramaúrgicos de "Predador" e a lei do mais forte.
Boiúna, segundo o folclore brasileiro, é uma entidade mitológica da Região Amazônica, também conhecida como Cobra-Grande, Mãe-do-Rio ou Senhora das Águas. Segundo uma cartela, Boiúna decide quem vive e quem deve morrer. O filme apresenta u grupo de jovens médicos que chegam em uma missão humanista. Mas o caminho deles se cruza com a de Brennan e sua equipe. Logo, o Boiúna surge e vai matando um por um.
O filme traz como pano de fundo o desmatamento, a chacine de povos indígenas e a exploração de minérios de forma clandestina. Cabe às mulheres os papéis mais fortes da narrativa, com boa direção e um bom ritmo.
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