sábado, 10 de janeiro de 2026

Eu e Meu Avô Nihonjin

"Eu e Meu Avô Nihonjin", de Célia Catunda (2025) Selecionado para o festival de animação Annecy, "Eu e meu avô Nijonhin" é uma animação brasileira dirigida por Célia Catunda, adaptado do romance escrito por Oscar Nakasato, que ganhou o prêmio Jabuti em 2012. O filme conta a história de Noburo, um jovem estudante sensei, a segunda geração de japoneses no Brasil. A sua professora passa um dever de casa para que todos falem sobre a história de seus antepassados. Ele ,contra a sua vontade, vai visitar o seu avô Ojisan (ken Kaneko), com quem ele não se comunica direito. Noburo rejeita a cultura e culinária japonesas, sendo mais ocidentalizado. Quando o avô, mau humorado, conta a sua história, chegando ao Brasil no início do século XX, trabalhando em fazendas, junto de sua esposa e tendo 3 filhos, Noburo vai aos poucos entendendo a sua cultura. O filme retrata um movimento de aceitação cultural, onde brasileiros buscam aculturamento de suas raízes. Apesar dos traços infantis, me pareceu que a história fosse de temática mais adulta do que propriamente para crianças. Me lembrei muito do filme da Tizuka Yamasaki, "GAijin, caminhos da liberdade", que narra essa história da vinda dos japoneses ao Brasil, o preconceito que sofreram, a humilhação e a dificuldade dos japoneses de se adaptarem à cultura brasileira.

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