segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Estranho rio

"Estrany riu", de Jaume Claret Muxart (2025) Um belo e sensível drama queer sobre um adolescente de 16 anos que descobre a sua identidade e desejos por um outro corpo masculino, "Estranho rio" me fez lembrar da lenda o boto na Amazônia. O boto se transforma em um homem sedutor que flerta e faz s3x0 com suas vítimas. O filme, escrito pelo diretor catalão Jaume Claret Muxart, é livremente inspirado em sua juventude, repleta de conflitos sobre a sua sexualidade e convivendo com seus pais problemáticos. Rodado em 16 mm, o filme tem uma fotografia deslumbrante, que ilumina e enquadra não somente as locações inebriantes, mas também, a beleza do jovem ator Jan Monter, que me fez lembrar de Mark Hamill bem jovem. Co-produção Espanha e Alemanha, a cena final, ao som de "The fireman is blue", de Ryder the angle", é um comovente momento de amadurecimento, de rito de passagem de adolescente à fase pré-adulta, de reflexão e auto-descoberta. Didac , seus dois irmãos mais jovens, Biel (Bernat Solé) e Guiu (Roc Colell), e os pais deles, a atriz Monika (Nausicaa Bonnín) e o pai arquiteto Albert (Jordi Oriol) estão pedalando e turistando ao longo do rio Danúbio. Didac é um adolescente na fase rebelde: briga com seus irmãos e não quer o carinho de seus pais, por se achar já adulto o suficiente. Ele evita contatos com os familiares e busca o isolamento. Circulando pela noite, Didac testemunha homens em encontros s3xu41s, e tambem a presença de um adolescente nadando nu pelas aguas do rio. Esse jovem, Alexander (Francesco Wenz) se apresenta para Didac, que fica seduzido por ele. Existe um linda cena onde o pai conversa com Didac sobre um amigo do filho, e suspeita que eles estejam namorando. O pai dá força para o namoro, mas Didac nega que esteja havendo algo. É um filme muito sensual, que lembra "Me chame pelo seu nome", com muitas cenas homoeróticas envolvendo jovens.

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